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17/05/2013 08:29

Nota Técnica estima o déficit habitacional brasileiro

Proporção em relação ao total de domicílios do país passou de 10%, em 2007, para 8,8% em 2011

Estimativas produzidas pela Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea indicam que o déficit habitacional brasileiro teve queda de 12% em cinco anos. Este déficit, que representava 10% do total de habitações do país no início da série, em 2007, passou para 8,8% em 2011, segundo dados consolidados a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE). Em números absolutos, o índice reduziu de 5,6 milhões de residências para 5,4 milhões.

O cálculo do déficit habitacional está na Nota Técnica Estimativas do déficit habitacional brasileiro (2007-2011) por municípios (2010), de autoria dos pesquisadores Bernardo Alves Furtado, Vicente Correia Lima Neto e Cleandro Krause, publicada nesta sexta-feira, 17. Para estimar o déficit, os técnicos do Instituto utilizaram uma metodologia desenvolvida pela Fundação João Pinheiro, em parceria com o Ministério das Cidades.


De acordo com esta metodologia, o déficit habitacional é evidenciado quando há pelo menos uma de quatro situações: domicílios precários (rústicos ou improvisados); situação de coabitação (famílias conviventes com intenção de se mudar ou residentes em cômodos); domicílios cujo valor do aluguel é superior a 30% da renda domiciliar total (excedente de aluguel); e domicílios alugados com mais de três habitantes utilizando o mesmo cômodo (adensamento excessivo).

“Coabitação” foi a componente que mais contribuiu para a redução do índice, com uma diminuição de 1,19 ponto percentual (p.p.) em cinco anos, seguida pelas componentes “Habitação Precária” (0,33 p.p) e “Adensamento Excessivo” (0,11 p.p.). Em contrapartida, o item “Excedente de Aluguel” impediu resultado melhor, com ganho de 0,29 p.p..

Estados e Regiões Metropolitanas
O estudo do Ipea utilizou o Censo de 2010 para também estimar o déficit habitacional nos estados e nas principais regiões metropolitanas (RMs) do país. Proporcionalmente, o Maranhão é a Unidade da Federação com o déficit mais crítico. Ele equivale a 31% do total de residências do estado, cerca de 517 mil habitações, sendo a precariedade dos lares o principal problema. O Rio Grande do Sul aparece em situação oposta no ranking, com déficit de apenas 7,6%.


Entre as regiões metropolitanas mais populosas, Manaus se destaca negativamente com um déficit de quase 20%. Rio de Janeiro e São Paulo, as maiores RMs do país, têm, respectivamente, 9,2% e 11,3%. Nas duas metrópoles, as maiores componentes do índice são a “Coabitação” e o “Excedente de Aluguel”, refletindo o elevado custo de vida.

Leia a “Nota Técnica - Estimativas do déficit habitacional brasileiro (2007-2011) por municípios (2010)”

 

 
 

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