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DIÁRIO DE SANTA MARIA (RS):A maior carência Estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) evidencia que o maior problema do Sistema Único de Saúde, na visão dos usuários, é a falta de médicos. Dos 2.773 entrevistados em todos os Estados do país, 58,1% apontaram a ausência de profissionais como principal dificuldade na busca de atendimento. A segunda queixa (35,4% dos entrevistados) refere-se à demora no atendimento nos centros de saúde e nos hospitais da rede pública. O terceiro grande problema (com 33,8% de reclamações) é a demora para conseguir uma consulta com especialistas. Só por estes indicativos já é possível perceber que as principais dificuldades do SUS concentram-se na relação do sistema com os profissionais que lhe prestam serviço. O sistema é inquestionavelmente útil para os brasileiros. Antes da Constituição de 1988, somente os trabalhadores com carteira assinada tinham garantia de atendimento médico pelo extinto Inamps, o Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social. Aos demais, restavam duas alternativas: pagar pela assistência de médicos particulares e pela internação hospitalar, ou, no caso da maioria, buscar atendimento gratuito nas santas casas, nos postos de saúde estaduais e municipais e nos hospitais universitários. O SUS foi criado para universalizar o acesso ao atendimento. A nova Carta garantiu atendimento público e gratuito a todos os habitantes do país, sem exceção. Mas, na prática, não é bem assim: muitos brasileiros têm que entrar em longas filas, têm que esperar dias por cirurgias e, pelo que mostra a pesquisa do Ipea, nem sempre encontram os médicos a postos para atendê-los. Na verdade, não faltam médicos. Falta, isto sim, gestão competente e adequada. Evidentemente que a remuneração insuficiente e as más condições de trabalho nos estabelecimentos públicos não justificam ausências em horário de trabalho, nem tampouco o desvio de função. Se um médico atende pacientes no consultório particular no mesmo horário em que deveria estar prestando serviço público, está cometendo um delito. Cabe, porém, ao gestor da saúde impedir que isso aconteça, não apenas corrigindo deformações, mas também e principalmente garantindo condições de trabalho para que os profissionais se sintam recompensados pela sua opção pelo serviço público. Compete aos gestores do SUS, a começar pelos ocupantes do primeiro escalão, criar condições dignas para os profissionais voltados para a atenção básica, especialmente para aqueles que trabalham em áreas de difícil acesso. Se for preciso contratar mais médicos, como reclamam os usuários no levantamento do Ipea, que isso seja feito com a urgência requerida, mas o mais importante é promover um gerenciamento competente do serviço, para que pacientes e operadores de saúde saiam beneficiados e para que o SUS - uma das maiores conquistas do povo brasileiro - fique ainda mais fortalecido.
DIÁRIO CATARINENSE:(RS):A maior carência Estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) evidencia que o maior problema do Sistema Único de Saúde, na visão dos usuários, é a falta de médicos. Dos 2.773 entrevistados em todos os estados do país, 58,1% apontaram a ausência de profissionais como principal dificuldade na busca de atendimento. A segunda queixa (35,4% dos entrevistados) refere-se à demora no atendimento nos centros de saúde e nos hospitais da rede pública. O terceiro grande problema (com 33,8% de reclamações) é a demora para conseguir uma consulta com especialistas. Só por estes indicativos já é possível perceber que as principais dificuldades do SUS concentram-se na relação do sistema com os profissionais que lhe prestam serviço. O sistema é, inquestionavelmente, útil para os brasileiros. Antes da Constituição de 1988, somente os trabalhadores com carteira assinada tinham garantia de atendimento médico pelo extinto Inamps, o Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social. Aos demais, restavam duas alternativas: pagar pela assistência de médicos particulares e pela internação hospitalar, ou, no caso da maioria, buscar atendimento gratuito nas santas casas, nos postos de saúde estaduais e municipais e nos hospitais universitários. O SUS foi criado para universalizar o acesso ao atendimento. A nova Carta garantiu atendimento público e gratuito a todos os habitantes do país, sem exceção. Mas, na prática, não é bem assim: muitos brasileiros têm que entrar em longas filas, têm que esperar dias por cirurgias e, pelo que mostra a pesquisa do Ipea, nem sempre encontram os médicos a postos para atendê-los. Na verdade, não faltam médicos. Falta, isto sim, gestão competente e adequada. Evidentemente que a remuneração insuficiente e as más condições de trabalho nos estabelecimentos públicos não justificam ausências em horário de trabalho, nem tampouco o desvio de função. Se um médico atende pacientes no consultório particular no mesmo horário em que deveria estar prestando serviço público, está cometendo um delito. Cabe, porém, ao gestor da saúde impedir que isso aconteça, não apenas corrigindo deformações, mas também, e principalmente, garantindo condições de trabalho para que os profissionais se sintam recompensados pela sua opção pelo serviço público. Compete aos gestores do SUS, a começar pelos ocupantes do primeiro escalão, criar condições dignas para os profissionais voltados para a atenção básica, especialmente para aqueles que trabalham em áreas de difícil acesso. Se for preciso contratar mais médicos, como reclamam os usuários no levantamento do Ipea, que isso seja feito com a urgência requerida, mas o mais importante é promover um gerenciamento competente do serviço, para que pacientes e operadores de saúde saiam beneficiados e para que o SUS - uma das maiores conquistas do povo brasileiro - fique ainda mais fortalecido.
CORREIO DO POVO (RS):Pesquisa aponta falta de médicos A demora no atendimento em postos, centros de saúde e hospitais e a falta de médicos são apontados pela população como os principais problemas verificados no Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) que ouviu, em novembro passado, 2.773 pessoas sobre a percepção dos serviços de saúde no país. O atendimento de urgência e emergência recebeu a maior proporção de avaliações como "ruim" ou "muito ruim" no Brasil (31,4%). Só na região Sul o percentual foi de 34,4%. Com relação aos planos de saúde, o preço da mensalidade e a falta de cobertura de determinadas doenças são as maiores queixas. Dos entrevistados que usaram ou acompanharam familiares para atendimento no SUS, a falta de médicos foi apontada como o problema mais grave (57,9%). Já para quem não utilizou o sistema público, o percentual sobe para 58,8%. De modo geral, 46,6% dos ouvidos avaliaram que os serviços do SUS são regulares. A proporção de entrevistados satisfeitos ficou em 28,9%, e de insatisfeitos, em 28,5%. Entre os que tiveram alguma experiência com o SUS nos últimos 12 meses, 30,4% opinaram que os serviços são muito bons ou bons, índice maior do que o apontado pelos que não usufruíram dos serviços (19,2%). A proporção de opiniões de que os serviços são ruins ou muito ruins é maior entre aqueles que não tiveram experiência com o SUS (34,3%), em relação aos que tiveram experiência nos últimos 12 meses (27,6%). Para 80,7% daqueles que receberam a visita de integrantes do Programa Saúde da Família, o atendimento é muito bom ou bom, e para 5,7% é ruim ou muito ruim.
PIONEIRO (RS):Faltam carreira única e especialistas no SUS Quase metade de entrevistados reclamam da falta de médicos A falta de médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) está ligada à ausência de uma carreira única e estável e à carência de especialistas na rede pública. A opinião é do presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Francisco Batista, ao comentar o resultado da pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que avaliou a percepção do brasileiro sobre os serviços do SUS. A pesquisa divulgada ontem constatou que quase a metade dos entrevistados (46,9%) reclamou da falta de médicos na rede pública de saúde, 37,3% apontaram o número reduzido de especialistas e 33% falaram da necessidade de mais médicos nos serviços de urgência e emergência. Segundo o presidente do CNS, o atendimento especializado passou, na última década, a ser ofertado, em sua maioria, por meio de clínicas particulares conveniadas ao SUS e pelos planos de saúde, fazendo com que o maior número de profissionais se concentrasse na iniciativa privada. Além disso, de acordo com Francisco Batista, a falta de uma carreira única e a instabilidade profissional diminui os atrativos para o trabalho na rede pública. - Apesar de várias secretarias oferecerem altos salários, os médicos não querem ir. A falta de estabilidade é mortal para o SUS. É mais cômodo e interessante trabalhar na rede privada - disse Batista. A pesquisa mostra que grande parte dos entrevistados cobra redução no tempo de espera por atendimento nos postos de saúde. Para Batista, o problema poderia ser amenizado se o atendimento no SUS deixasse de ser centrado na figura do médico. - Já passou da hora de a população ser atendida por outro profissional sem ser o médico, como enfermeiro, psicólogo - afirmou. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), o subfinanciamento do sistema de saúde e a falta de uma carreira médica estão na origem dos problemas do SUS. "As principais queixas decorrem do crônico subfinanciamento que assola a saúde pública do país e da necessidade de modernização dos instrumentos de gestão. É fundamental a adoção de políticas efetivas de valorização dos profissionais da saúde e de investimentos em infraestrutura na rede de atendimento, entre outros pontos", diz a entidades, em nota.
CORREIO BRAZILIENSE (DF):Entidades médicas avaliam que problemas no SUS é de gerenciamento A falta de médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) está ligada à ausência de uma carreira única e estável e à carência de especialistas na rede pública. A opinião é do presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Francisco Batista, ao comentar o resultado da pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que avaliou a percepção do brasileiro sobre os serviços do SUS. A pesquisa divulgada nesta quarta-feira (9/2) constatou que quase a metade dos entrevistados (46,9%) reclamou da falta de médicos na rede pública de saúde, 37,3% apontaram o número reduzido de especialistas e 33% falaram da necessidade de mais médicos nos serviços de urgência e emergência. Segundo o presidente do CNS, o atendimento especializado passou, na última década, a ser ofertado, em sua maioria, por meio de clínicas particulares conveniadas ao SUS e pelos planos de saúde, fazendo com que o maior número de profissionais se concentrasse na iniciativa privada. Além disso, de acordo com Francisco Batista, a falta de uma carreira única e a instabilidade profissional diminui os atrativos para o trabalho na rede pública. "Apesar de várias secretarias oferecerem altos salários, os médicos não querem ir. A falta de estabilidade é mortal para o SUS. É mais cômodo e interessante trabalhar na rede privada", disse Batista. Em setembro do ano passado, o Ministério da Saúde instituiu um grupo para estudar um plano de carreira nacional dentro do SUS, com o objetivo de estimular a ida dos profissionais às cidades do interior e periferias das grandes capitais. A pesquisa do Ipea mostra também que grande parte dos entrevistados cobra redução no tempo de espera por atendimento nos postos de saúde e para marcar uma consulta na rede pública. Para Batista, o problema poderia ser amenizado se o atendimento no SUS deixasse de ser centrado na figura do médico. "Já passou da hora de a população ser atendida por outro profissional sem ser o médico, como enfermeiro, psicólogo e fonoaudiólogo", afirmou. O Conselho Federal de Medicina (CFM) também comentou, por meio de nota, os dados da pesquisa do Ipea. Para a entidade, o subfinanciamento do sistema de saúde e a falta de uma carreira médica estão na origem dos problemas do SUS. "Para o CFM, as principais queixas decorrem do crônico subfinanciamento que assola a saúde pública do país e da necessidade de modernização dos instrumentos de gestão. É fundamental a adoção de políticas efetivas de valorização dos profissionais da saúde e de investimentos em infraestrutura na rede de atendimento, entre outros pontos", diz a nota. Criado em 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS), previsto na Constituição Federal, é formado por uma rede de serviços médicos e hospitalares, que inclui consulta médica, cirurgia e distribuição de remédios. Qualquer brasileiro pode usar os serviços do SUS gratuitamente. A União, os estados e municípios são responsáveis pela gestão do sistema. Historicamente, o governo federal financia metade dos recursos da saúde pública no país e a outra metade fica a cargo dos estados e municípios. A União formula as políticas de ações, que devem ser implantadas pelos demais entes federativos e a sociedade civil organizada. O governo estadual organiza o atendimento no estado. O município é o principal responsável para entrada dos usuários na rede pública de saúde.
MSN:Distribuição gratuita de remédios é serviço do SUS bem avaliado por quase 70% Para os brasileiros, uma das principais vantagens do SUS (Sistema Único de Saúde) é a distribuição gratuita de medicamentos. Uma parcela de 69,6% considera o serviço muito bom ou bom. Dos 2.773 entrevistados pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de todas as regiões do País, 19,4% consideram a distribuição de medicamentos regular, ao passo que apenas 11% julgaram o serviço como ruim. Os dados constam no Sips (Sistema de Indicadores de Percepção Social) sobre saúde, divulgado nesta quarta-feira (9). Os dados foram coletados entre os dias 3 e 19 de novembro do ano passado. Regiões Considerando as regiões, o serviço foi mais bem avaliado no Centro-Oeste, onde 81,3% dos brasileiros consideraram o serviço como muito bom ou bom. A pior avaliação do serviço foi na região Norte, onde o grau de aprovação ficou abaixo da média geral, em 62,3%. Na região Nordeste, 62,5% dos consumidores consideram o serviço muito bom ou bom, no Sudeste, o percentual alcança 71% e, no Sul, 70,6%. Outros serviços Embora a distribuição de medicamentos seja bem avaliada pelos brasileiros, ela está em segundo lugar no ranking dos serviços públicos prestados pelo SUS com mais avaliações positivas. A liderança é do programa Saúde da Família. Segundo a pesquisa, 80,7% dos brasileiros consideram o programa muito bom ou bom. Dos entrevistados, 14% consideraram o programa regular, ao passo que 5,4% o consideraram ruim ou muito ruim. Na terceira colocação, ficaram os médicos especialistas, considerados bons ou muito bons por 60,6% dos entrevistados. Outros 20,7% consideraram o serviço regular e 18,8% o consideraram ruim. Em seguida, aparecem os serviços de urgência e emergência, considerados bons por 48,1% dos entrevistados e ruins por 31,4%. Outros 20,5% consideram os serviços regulares. Na última colocação do ranking ficou o atendimento em centros ou postos de saúde: 44,9% o consideraram bom, 24,1% regular e 31,1% ruim.
LUIS NASSIF ONLINE:A percepção popular sobre a saúde Por Nonato Amorim Um estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que 42,6% dos brasileiros classificam os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como "regulares". A proporção de entrevistados satisfeitos ficou em 28,9%, e a de insatisfeitos, em 28,5%. O estudo ouviu 2.773 pessoas no período de 3 a 19 de novembro de 2010. O objetivo foi avaliar a percepção da população sobre serviços prestados pelo SUS. A pesquisa também incluiu perguntas sobre planos e seguros privados de saúde. Entre os que tiveram alguma experiência com o SUS nos últimos 12 meses, a proporção de opiniões de que os serviços são muito bons ou bons foi maior (30,4%) do que entre os que não usufruíram dos serviços (19,2%) no período. A proporção de opiniões de que os serviços prestados são ruins ou muito ruins é maior entre os entrevistados que não tiveram experiência com o SUS (34,3%), em comparação com os que tiveram alguma experiência nos últimos 12 meses (27,6%). Em ambos os grupos, predominam as avaliações do SUS como regulares. Na opinião de 28,9% dos brasileiros, os serviços prestados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são bons ou muito bons. Proporção semelhante (28,5%) acredita que esses serviços são ruins ou muito ruins, e 42,6% os consideraram regulares. Os dados são do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips), divulgado nesta quarta-feira (9) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa contou com questionários respondidos por 2.773 pessoas. Os resultados indicam que, entre os entrevistados que já utilizaram o SUS (ou acompanharam alguém que utilizou) nos 12 meses anteriores à pesquisa, a visão sobre os serviços é melhor - 30,4% o consideram bom ou muito bom. Já entre os que não têm experiência com a rede pública, a avaliação foi positiva para 19,2%. A opinião a respeito da qualidade dos serviços públicos de saúde também muda conforme a percepção do entrevistado sobre a própria saúde. Os serviços do SUS foram qualificados como muito bons ou bons por 29,1% dos que avaliaram seu estado de saúde como positivo. Entre aqueles que têm avaliação negativa de seu estado, o percentual caiu para 25,2%. Pior avaliação O atendimento prestado em centros e/ou postos de saúde e o atendimento de urgência ou emergência foram os serviços com as menores proporções de qualificações positivas. O atendimento em centros e/ou postos de saúde recebeu a maior proporção de qualificações como ruim ou muito ruim (31,1%), dentre os serviços pesquisados. Dentre os entrevistados que utilizaram ou acompanharam alguém de sua família em um atendimento de urgência ou emergência, 48,1% consideraram que o atendimento é muito bom ou bom, e 31,4% qualificaram o atendimento como ruim ou muito ruim.
BLOG DO NOBLAT:Sobre o novo pacto social Demóstenes Torres* Na semana passada, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou interessante estudo que joga por terra o argumento preconceituoso de que o gasto social é espécie de caridade do governo e, portanto, improdutivo. Os resultados econômicos mais salientes são naturalmente observados em educação. Ao aplicar um R$ 1,00 no setor há um incremento de R$ 1,85 do PIB. Para se ter uma ideia, o investimento na escola pública gera um efeito multiplicador à economia e à renda maior do que a exportação de commodities e a construção civil, segmentos vitais ao Brasil. Não se trata de depreciar tais atividades produtivas, mas de mostrar o quanto o País daria um salto de qualidade caso fossem levadas a sério as políticas educacionais. Desde o final do mês passado vêm sendo divulgados os números do Censo Escolar do Ministério da Educação. A cada tabela se demonstra a dimensão da tragédia do sistema educacional brasileiro. Os dados apontam que em 2010 nada menos do que 70% dos estudantes do ensino fundamental e médio não tiveram acesso a laboratório de ciências, 15 milhões de alunos estudaram em escolas sem biblioteca, 9,5 milhões em unidades de ensino sem sistema de informática e outros 14 milhões descobertos de unidades dedicadas a práticas de esporte. Os números demonstram claramente a baixíssima qualidade do equipamento educacional público oferecido, ou seja, a escola para grande parte dos estudantes é ainda uma unidade confinada à sala de aula, onde definitivamente as relações de aprendizado estão longe de funcionar. Vejam que o Censo Escolar demonstrou claramente o desprestígio sistemático da atividade do magistério. Caiu pela metade o número de formandos dos cursos de Pedagogia e Normal Superior nos últimos quatro anos, justamente aqueles profissionais especializados nas primeiras séries do ensino fundamental. A queda é explicada pelos baixos salários dos professores e o péssimo ambiente de trabalho que envolve a atividade que já foi considerada de elevado status social. Então, no retrato falado da escola brasileira temos o elemento principal, o professor, em situação de enorme depreciação, cuja profissão é relegada à quinta categoria e uma estrutura pedagógica altamente deficiente do elementar como o livro, o computador e o laboratório. Não posso dizer que o governo federal é absolutamente negligente, mesmo porque algumas iniciativas foram tomadas, a exemplo do piso nacional dos professores e do programa de formação do magistério. Aliás, foi acertada a decisão da presidente Dilma de manter no cargo o ministro Fernando Haddad. Sinal de que poderá haver noção de políticas de Estado para a Educação. O problema é o acanhamento das iniciativas. O governo federal lançou o Plano Nacional de Educação 2011-2020 composto de 20 Metas e Estratégias que são aparentemente ambiciosas, mas que no fundo são políticas de teto baixo. Explico: o Plano almeja alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade, bem como universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda a população de seis a 14 anos. Ao mesmo tempo objetiva até 2020 implantar a Escola em Tempo Integral em apenas metade da rede pública de ensino básico. O movimento deveria ser em sentido contrário, assim entendido universalizar a educação integral para que se obtivesse a inclusão plena e com qualidade. A presidente Dilma insinuou a necessidade de um pacto social para erradicar a pobreza no Brasil. Embora o discurso tenha ficado na generalidade, um excelente tema para se tratar francamente é a instituição da Escola em Tempo Integral. Como não existe oposição política à matéria e há disposição do Plano Nacional de Educação de elevar o investimento no setor a 7% do PIB, que se cumpram intenções do pacto de forma objetiva. Para início de conversa, Proposta de Emenda Constitucional de minha autoria neste sentido aguarda oportunidade legislativa para ser votada no Plenário do Senado e basta ato de vontade do Palácio do Planalto para que seja convertida em texto legal e assim possamos materializar a qualidade no ensino brasileiro, erradicar a pobreza e acabar com o nhenhenhém educacional. *Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)
EXAME.COM:Mais de 40% dos brasileiros avaliam serviços do SUS como regulares A proporção de entrevistados satisfeitos ficou em 28,9% e de insatisfeitos, em 28,5% Estudo divulgado hoje (8) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que 42,6% dos brasileiros classificam os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como regulares. A proporção de entrevistados satisfeitos ficou em 28,9% e de insatisfeitos, em 28,5%. Para a diarista Judite Aparecida Santana, de 47 anos, os serviços do SUS são regulares por conta da demora para marcar consultas e outros atendimentos. "Minha saúde não é nada boa, tenho câncer no estômago e não tenho condição de pagar uma consulta pré-operatória, recorri ao SUS para tentar marcar a consulta e só consegui para daqui a cinco meses, não sei como estarei até lá" disse. O estudo ouviu, no total, 2.773 pessoas no período de 3 a 19 de novembro de 2010. O objetivo foi avaliar a percepção da população sobre serviços prestados pelo SUS. A pesquisa incluiu também perguntas sobre planos e seguros privados de saúde. Entre os que tiveram alguma experiência com o SUS nos últimos 12 meses, a proporção de opiniões de que os serviços são muito bons ou bons foi maior (30,4%) do que entre os que não usufruíram dos serviços (19,2%) no período. O vendedor Anderson dos Santos, de 40 anos, precisou do sistema público de saúde há dois anos para se submeter a uma cirurgia de coluna e não tem do que reclamar. "O SUS é bom, salvou minha vida, há dois anos descobri uma hérnia de disco e estava sem andar, entrei com o pedido de cirurgia pelo SUS e, um mês depois, fui operado. Poderia ter ficado paraplégico", contou. O estudo do Ipea também mostra que a proporção de opiniões de que os serviços prestados são ruins ou muito ruins é maior entre os entrevistados que não tiveram experiência com o SUS (34,3%), em comparação com os que tiveram alguma experiência nos últimos 12 meses (27,6%). Em ambos os grupos, predominam as avaliações do SUS como regulares.
ESTADO DE MINAS (MG):Povo reclama de falta de médico Para 58,1% dos entrevistados em levantamento feito pelo Ipea, a carência de profissionais é o principal problema do sistema Longas filas de espera e pacientes que reclamam do atendimento na rede pública de saúde são cenas comuns nos hospitais do país. Levantamento do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips), divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), comprova a insatisfação do brasileiro com os serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS): apenas 28,9% dos entrevistados os consideram bons ou muito bons, enquanto 71,1% classificam o sistema como regular, ruim ou muito ruim. Segundo a pesquisa, 58,1% das pessoas acham que a falta de médicos é o maior problema do SUS, seguido pela demora no atendimento em centros de saúde e pela dificuldade em marcar consulta com especialistas. A dona de casa Rita Maria Alves, de 49 anos, ficou quase três anos à espera de uma cirurgia nas artérias carótidas. "Já tive dois princípios de AVC (acidente vascular cerebral) e me mandaram voltar para casa. No posto de saúde, precisa chegar de madrugada para marcar consulta", reclama. A lentidão também é o pior problema da rede pública para Eriene Vieira da Silva, que afirma ter perdido um irmão, que sofreu infarto, por causa do atendimento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). "O serviço é péssimo. Ele chegou aqui, encaminharam para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e, de lá, mandaram de volta. Demorou muito", lamenta a moradora de Planaltina de Goiás. Ao contrário de Eriene, Abadia Ferreira dos Santos, de 52, considera o tratamento do HBDF melhor do que o oferecido em sua cidade, Colinas do Sul (GO). "Lá, o clínico geral faz tudo, deveria ter mais áreas. Se eu precisar de atendimento por causa do coração, lá não tem", critica a aposentada, que faz acompanhamento de cardiologia da unidade há 13 anos. As reclamações dos pacientes refletem uma má gestão da saúde pública. No entanto, segundo a técnica de planejamento e pesquisa do Ipea, Luciana Mendes, a demora no Brasil não é anormal se comparada a países como a Inglaterra. "Lá, se espera um ano para uma cirurgia de hérnia. A diferença é que na Inglaterra as pessoas têm certeza de que vão ser atendidas. Aqui, não. O que a população precisa é de mais garantia." Faltam no país ações de prevenção e promoção da saúde para evitar que as pessoas cheguem a estágios avançados de doenças ou tenham que procurar diretamente os hospitais, segundo a professora do departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB) Helena Eri Shimizu. Para ela, a atenção primária é ineficiente em relação ao aumento populacional dos últimos anos. "Ela não se ampliou conforme a necessidade e foi desvalorizada. Além de não ser suficiente, tem infraestrutura precária", diz. AVANÇOS Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), o governo deu passos importantes na melhoria do SUS nos últimos anos, como a implementação de Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e da rede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No entanto, segundo o conselho, falta investimento na contratação descentralizada de médicos - 50% dos profissionais no país estão na Região Sudeste, enquanto Norte e Centro-Oeste têm apenas 7%. "Os médicos precisam ter condições mínimas de trabalho. Salário justo, acesso por concurso com dedicação exclusiva. Assim, poderiam trabalhar onde não há profissionais", diz Mauro Luiz Britto, integrante do CFM.

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