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UOL: Medicina é o curso com mais vantagens profissionais, diz Ipea Medicina é o curso superior que oferece mais vantagens profissionais, atualmente, segundo o estudo Radar: Perspectivas Profissionais - Níveis Técnico e Superior, divulgado hoje (3), pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). De acordo com o instituto, baseado em informações de 2009 a 2012 do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), uma avaliação que considera salário, jornada de trabalho, facilidade de se conseguir um emprego e cobertura previdenciária faz com que a carreira médica tenha as condições consideradas as mais interessantes a um futuro profissional. Atualmente, o curso é um dos mais cobiçados nos vestibulares, momento em que os jovens têm de decidir suas profissões. Salário O salário médio dos médicos ao longo da carreira, segundo o Ipea, é o mais alto: R$ 8,4 mil; seguido pelo dos empregados no setor militar e de segurança, R$ 7,6 mil; e dos profissionais em serviços de transporte (engenheiros de trânsito, especialistas em logística, pilotos de aviação, administradores de portos e aeroportos, por exemplo), R$ 6 mil. Não só a remuneração, no entanto, coloca a medicina em primeiro lugar no ranking de profissões do instituto. A facilidade de encontrar um emprego, expresso pela taxa de ocupação de 97% dos médicos formados, também a maior entre as carreiras e a cobertura previdenciária, de 93,3%, são fatores determinantes. Jornada Em relação à jornada de trabalho, os profissionais que dedicam mais horas semanais ao emprego são os engenheiros mecânicos e especialistas em metalurgia, 42,8h, o que corresponde a mais de oito horas por dia, jornada normal estabelecida pela legislação trabalhista brasileira. Carreiras que também têm jornadas mais extensas que o normal são as dos setores farmacêutico (42,6h) e de engenharia, produção e processamento (42,5h). Condições de trabalho Os médicos e os estudantes de medicina, no entanto, dizem que a situação da carreira não é bem essa que pinta o estudo do Ipea - o que tem sido, inclusive, questão de protestos nas últimas semanas. Eles reclamam das condições de trabalho, dos salários baixos, especialmente nos primeiros anos de profissão, e das jornadas de trabalho excessivas. "Infelizmente, na prática, não funciona assim. As cargas horárias são muito pesadas. Não é raro um médico recém-formado ter de trabalhar 60 horas semanais para ganhar mais ou menos R$ 2 mil. É um pouco frustrante estudar muito durante seis anos para ganhar isso", explicou a formanda em medicina, Simone de Almeida. Além da extensa jornada de trabalho, segundo ela, muitos colegas ainda têm de manter um segundo emprego, geralmente em forma de plantões, para complementar o salário, especialmente os que fazem a residência fora da cidade de origem e em hospitais públicos, em que recebem uma bolsa de estudos em média no valor de R$ 2,6 mil, incluindo auxílio-moradia. O lado positivo, em contraponto, é a certeza de que haverá emprego garantido, devido à demanda por mão de obra médica. Antes mesmo de se formar, a futura doutora já recebeu propostas de emprego. Piores condições Em contraponto à medicina, primeira colocada no ranking do Ipea, as profissões de nível superior ligadas a religião, ética e filosofia e educação física e esportes são as que oferecem as piores condições no mercado de trabalho, segundo os critérios avaliados. Por um lado, essas três carreiras têm baixa jornada de trabalho, entre 37h e 39h semanais, o que é um ponto positivo. Por outro, oferecem, em média, baixos salários que variam de R$ 2,1 mil a R$ 2,7 mil, além de baixa cobertura previdenciária e taxa de ocupação média de 89% dos profissionais formados têm emprego).
Brasil Econômico: Para especialistas, pacto fiscal não sai do discurso Por Edla Lula Governo terá muita dificuldade para viabilizar as propostas da presidente Dima Rousseff Brasília A presidente Dilma Rousseff pediu aos ministros que acelerem a gestão e a execução dos investimentos em andamento no seu governo. A ordem é atuar em duas frentes: infraestruturae orçamento dos ministérios. Primeiro, o governo quer acelerar o Programa de Concessões, que inclui portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, além da licitação de petróleo. Apressando esses projetos, conseguiria elevar a taxa de investimento, sem ter que tirar recursos do seu caixa. Na outra frente, quer que o orçamento de cada ministério seja executado com mais celeridade, já que os projetos caminham a passos lentos. Entretanto, na visão de especialistas em contas públicas ouvidos pelo Brasil Econômico, não será fácil promover essa aceleração pretendida por Dilma. "Acho muito difícil que um governo que tem tanta dificuldade para realizar investimentos promova uma ampliação, de uma hora para outra, apenas porque a presidente foi na reunião ministerial e pediu. Isso não acontece", comenta Mansueto Almeida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "A falta de investimentos é fruto de um sério problema que o Estado brasileiro possui", afirma Mansueto. Ele cita problemas na gestão dos projetos, que atrasam a execução, e a atuação dos órgãos de controle, que sempre encontram problemas. E tem ainda a indefinição de regras - cada obra precisa passar pela autorização de três ou mais órgãos ambientais. "No Brasil é muito difícil destra-var a agenda de investimentos em três ou quatro meses", diz. "O que vemos é que a ânsia de atender às demandas das ruas vem se transformando em mais gastos, o que é um problema", complementa. Mansueto lembra que não há como cortar custeio, porque a agenda de qualidade que vem sendo proposta pelas vozes das ruas implica contratar mais profissionais. O agravante, lembra, é que o momento econômico do Brasil - com baixo crescimento, inflação em alta e câmbio descontrolado - exige o corte de gastos. "Não há como fazer ajuste fiscal, no curto prazo, sem cortar o investimento público", afirma. O economista Reinaldo Gonçalves, autor do livro "Desenvolvimento às Avessas", diz que o país sofre hoje as consequências de um modelo equivocado de desenvolvimento construído desde o governo Collor, mas que se agravou na era Lula-Dilma. "Esses pactos que o governo está propondo, que vão desde responsabilidade até plebiscito para reforma política, são uma estratégia comum deste governo e do governo passado para aguardar as vozes das ruas se calarem, sem dar respostas concretas", avalia o economista. "É um jeito de fazer a maré baixar para o tsunami passar logo. Todas as medidas pactuadas são paliativos para ganhar tempo", completa. Para ele, a solução passaria por reformas estruturantes, alterando em profundidade "este modelo liberal periférico implantado no Brasil". Gonçalves acha que as promessas de melhorias, tanto na saúde quanto na mobilidade urbana, não vão responder aos apelos das ruas. "O governo priorizou um modelo de transporte privado, ao desonerar os carros. Não há interesse em mudar isto, porque a indústria automobilística é um dos eixos estruturantes do modelo"
OEstado de S. Paulo (SP): Medicina é a carreira que melhor remunera, diz Ipea Medicina é a carreira em que o profissional alcança a melhor remuneração no País: R$ 8.459. Depois está Odontologia, com R$ 5.367. Na outra ponta estão profissionais com ensino superior que trabalham com Filosofia e Religião, com salários de R$ 2.340 e R$ 2.175. Os dados são de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que avaliou 48 carreiras. O Ipea fez o levantamento para orientar os vestibulandos em relação às perspectivas que as carreiras oferecem. Foram avaliados salários, horas trabalhadas por semana, cobertura previdenciária e taxa de ocupação. Segundo o estudo, o pico de renda de trabalho se dá aos 51 anos. Além de analisar o pico salarial, o Ipea também se debruçou sobre o salário médio obtido nessas carreiras. E, mais uma vez, Medicina ficou em primeiro, com R$ 6.940,12. Esses profissionais trabalham 42,03 horas por semana e 91,81% estão empregados. No fim da lista estão profissionais que trabalham com serviços pessoais (como beleza), com renda de R$ 2.205,83, 44 horas de trabalho e 78,6% de ocupação; e quem trabalha com Religião, com salário de R$ 1.413,01, 48 horas de trabalho por semana e 79,98% empregados.
O Globo (RJ): Fusão seria caminho para enxugar Esplanada e tamanho da máquina Por Paulo Celso Pereira e Luiza Damé Secretaria de Assuntos Estratégicos é possível candidata à extinção BRASÍLIA - Se decidir ouvir a proposta do PMDB de reduzir o número de ministérios, a presidente Dilma Rousseff poderá retomar ideias de fusão de pastas que chegaram a ser tratadas no governo, mas acabaram abandonadas devido à grita geral dos setores atingidos. Uma séria candidata à extinção é a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), que, desde a reforma ministerial de março, quando Moreira Franco foi para a Secretaria de Aviação Civil (SAC), está sob o comando interino do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri. O PMDB diz que o objetivo é reduzir os custos e pregar a austeridade. A lista de possíveis fusões, na avaliação do partido, é grande. O deputado Danilo Fortes (PMDB-CE) elenca grupos que poderiam ser fundidos: os ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca poderiam se juntar em uma pasta que cuidasse da produção de alimentos; as secretaria especiais de Portos e de Aviação Civil, poderiam ser incorporadas ao Ministério dos Transportes; e as secretarias de Políticas para as Mulheres e a de Promoção da Igualdade Racial poderiam ser unidas aos Direitos Humanos. - O que não pode é gastar R$ 611 bilhões por ano com a máquina administrativa, que é um monstrengo, e o investimento ficar entre R$ 16 bilhões e R$ 18 bilhões - justifica Fortes. O líder da bancada, deputado Eduardo Cunha (RJ), quer ir mais longe e começa a recolher assinaturas para uma proposta de emenda constitucional que crie um limite legal ao número de ministérios: - Não posso opinar sobre quais devem ser mantidos, isso cabe à presidente. Mas nossa ideia é colocar na Constituição o número máximo de ministérios. Gostaria que fossem 15, que é o número do PMDB, mas vamos sugerir que sejam 20. O ministro da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, disse que qualquer decisão sobre estrutura do governo cabe à presidente: - A presidente tem se mostrada aberta a sugestões, tem dialogado muito, mas ela que vai tomar decisões. Sugestão endereçada a presidente, cabe a ela dar a resposta.
Valor Econômico (SP): Gasto público por aluno é muito menor no ciclo básico Por Tainara Machado e Luciano Máximo | De São Paulo Nos últimos dez anos, o Brasil elevou de forma expressiva os gastos públicos com educação, que somaram 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, quando se consideram despesas diretas municipais, estaduais e federais com escolas públicas (97% do total) e subsídios às famílias no ensino privado (3%), em contas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em proporção do PIB, o percentual é equivalente à média dos países que compõem a OCDE, de 5,8%, e até maior do que em países reconhecidos pela qualidade do ensino, como Estados Unidos (5,5%), Espanha (5%) e Coreia (4,9%), sempre considerando gastos públicos em instituições públicas de ensino e bolsas em instituições privadas. Quando esse número é ajustado para levar em consideração o tamanho da economia, o número de alunos, o nível de ensino e, principalmente, quando se olha para os resultados que o país tem obtido em provas internacionais, o que parece grande fica pequeno. Por aluno, os 5,8% do PIB brasileiro se transformam em gasto anual de US$ 2.964, muito abaixo da média dos países da OCDE, de US$ 8.332. De novo, contudo, a despesa por estudante esconde a realidade, pois o Brasil continua gastando muito mais no ensino superior e muito menos no ensino básico, apesar de haver melhorado essa "divisão". Considerando todos os níveis de governo, o Brasil gastou, em 2010, US$ 2.653 por aluno nos ensinos básico e médio, e cinco vezes mais no ensino superior, com US$ 13.137 por estudante. No ensino básico, o país está quase na lanterna entre os 34 países da OCDE (e muito abaixo da média de US$ 8.412), enquanto, no ensino superior, dez países gastam mais que o Brasil por aluno, e a média é de US$ 11.382. Para especialistas em educação e em contas públicas, a pior notícia desses números é que, mais do que gastar pouco, o Brasil gasta mal os recursos destinados à educação. Entre 2008 e 2013, as despesas com educação subiram, em média, 82% nas capitais, 70% nos Estados e 122% na União, em termos nominais. No mesmo período, a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 39,6%, já considerando a alta de 5,86% do índice em 2013, prevista pelo mercado no boletim Focus do dia 24 de junho. No Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), prova da OCDE destinada a avaliar habilidades de leitura, matemática e ciências, o Brasil atingiu nota média de 401 pontos em 2009, 33 pontos a mais do que em 2000. Embora tenha sido um dos maiores aumentos de nota observados entre os países que participam da prova, o Brasil segue em 53º lugar no ranking de 65 países, atrás de Chile e México, que investem 4,1% e 5,3% do PIB em educação, respectivamente. Diante das manifestações que tomaram as cidades brasileiras nas últimas semanas, com bandeiras que demandam mais recursos para saúde e educação, a Câmara aprovou a destinação dos royalties do pré-sal para essas duas áreas. O Senado também se comprometeu a votar antes do recesso parlamentar, em meados de julho, o Plano Nacional de Educação (PNE), que entre outras metas estabelece que 10% do PIB sejam destinados para educação, o que significa praticamente dobrar recursos para o setor. Para economistas e estudiosos da educação, no entanto, apenas elevar gastos direcionados para a área pode não resultar em melhora da qualidade do serviço prestado à população, caso não venham acompanhados de mudanças estruturais, como valorização da carreira de professor, redefinição de etapas do ensino, implementação de metas e bonificação de bons professores e escolas, por exemplo. Ainda assim, argumentam, para equiparar o ensino público brasileiro ao de países desenvolvidos, e elevar o gasto por aluno, será preciso investir uma parcela maior do PIB para fazer frente às defasagens históricas no ensino do país. Brasil gasta 5,8% do PIB em educação pública, percentual igual a média dos países da OCDE Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos pela Educação, diz que não é possível dar um salto de qualidade na educação brasileira sem investir mais, já que o país tem uma população jovem e precisa ainda fazer o trabalho de qualificação que outras economias fizeram no século passado. A questão, afirma Priscila, é que o aumento de recursos tem de vir acompanhado de boa gestão e excelência na implementação de políticas públicas. Caso contrário, é possível elevar recursos sem ter contrapartida na qualidade. Um exemplo está no ensino médio, afirma. Os recursos para educação nessa faixa dobraram em dez anos. Ainda assim, apenas 10% dos alunos apresentam nível de aprendizado condizente com a sua série, mesmo patamar observado há dez anos. Nesse caso, embora tenham aumentado os recursos, o desenho equivocado do ensino médio brasileiro, que tem 13 matérias obrigatórias fixas, enquanto em diversos outros países o currículo é flexível, travou avanços significativos no aprendizado, diz Priscila. "Ou o financiamento vem acompanhado de reformulação, ou podemos desperdiçar os investimentos a mais." Mansueto Almeida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (ipea), faz diagnóstico semelhante. No curto prazo, segundo ele, é fácil ceder ao apelo de elevar recursos para áreas como o ensino público, mas a discussão está começando pelo lado errado. "A melhoria do serviço não é uma questão de curto prazo e depende de reformas institucionais, com investimento em treinamento e qualidade dos professores, políticas de bônus para os funcionários e escolas com melhor desempenho", diz. É uma dinâmica diferente dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, que dependem majoritariamente de aumento da despesa e têm impacto quase imediato. O aumento do gasto para 7% ou 10% do PIB, diz, deveria ser resultado desse rearranjo na condução das políticas públicas, e não uma meta por si só. "Para elevar a qualidade da saúde e da educação, o aumento do gasto sozinho pode resultar em desperdício de recursos." A essas críticas, Naércio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, adiciona a má distribuição de recursos. "Hoje, um aluno do ensino superior recebe seis vezes mais recursos do Estado do que um aluno da educação infantil." Entre 2008 e 2013, orçamento público para educação cresceu muito acima da inflação em todos níveis de governo A necessidade de priorizar o ciclo básico de educação, em detrimento do superior, é um dos pontos consensuais entre os especialistas ouvidos pelo Valor. O Brasil tem avançado nesse caminho. Em 2000, pelos dados compilados pela OCDE, o Brasil destinava 2,4% do PIB para o ensino básico (fundamental e médio), percentual que cresceu para 4,3% do PIB dez anos depois. Na mesma comparação, entre 2000 e 2010, a parcela destinada ao ensino superior passou de 0,7% para 0,9%. Para Menezes, a perenidade das políticas públicas ao longo de administrações distintas é um caminho para garantir resultados melhores, como no caso do Ceará. São duas políticas que, de certa forma, independem dos recursos. "Apenas transferir recursos não resolve a questão", diz. O grande volume investido na área resultou em aumento das notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em todos os ciclos. Ainda assim, mesmo onde o desempenho melhorou mais, nos anos iniciais do ensino fundamental (que avalia o desempenho dos alunos da 5ª série), a nota no ensino público (4,7 pontos) continua distante da obtida no ensino privado, que é de 6,5 pontos. Quanto mais elevado o nível de ensino, maior a discrepância. Outro indicador importante, que mede a distorção idade-série entre alunos do ensino médio (adolescentes mais velhos em séries em desacordo com a sua idade), recuou de 44,8% para 32,8% entre 2007 e 2011, mas segue elevada tanto por causa do ingresso tardio na escola quanto por causa das taxas ainda altas de repetência e abandono escolar. Ana Maria Barufi, economista do Bradesco, avalia que são necessários anos de investimento forte no setor para que a qualidade do aprendizado melhore. Nelson Cardoso Amaral, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), também avalia que avanços importantes foram feitos na última década, e que não são percebidos pelo Ideb. "Mudanças substanciais em processos educacionais são lentos. Mesmo com recursos substanciais, a melhora da qualidade pode não aparecer de imediato." A capacidade de aprendizado do aluno, diz o professor da UFG, também depende de melhora do perfil socioeconômico da população e de investimento em infraestrutura, para equipar escolas com bibliotecas, quadras e laboratórios. Segundo Amaral, a partir da evolução desses outros indicadores, é possível passar a focar em elevar a qualidade do ensino. O momento para isso é agora, enquanto o Brasil ainda pode capacitar a população e aproveitar o que resta do bônus demográfico. Além disso, há a expectativa de ingresso de recursos para a área com os royalties da exploração de óleo no pré-sal. Apenas esses recursos não serão suficientes para elevar o investimento público em educação para 10% do PIB, o que significa dizer que a sociedade precisará fazer escolhas. Priscila, do Todos pela Educação, afirma que é preciso que os recursos que ingressarão nos cofres públicos carimbados para a educação não sejam mal aproveitados. Os royalties do pré-sal, diz, poderiam ser usados para elevar os salários dos professores. Apesar da expectativa de que a quantia somará mais de R$ 200 bilhões nos próximos anos, Priscila afirma que não seriam suficientes para equiparar o salário dos professores do ensino fundamental e médio aos salários médios dos profissionais de outras áreas, o que tornaria a carreira na educação mais competitiva. Amaral também afirma que apenas o pré-sal será insuficiente para elevar o porcentual destinado à educação para 10% do PIB e avalia que outras medidas serão necessárias, como a redefinição do destino das contribuições existentes, estabelecimento de novas contribuições e levar União, Estados e municípios a gastar mais do que o mínimo constitucional com a área. Para Mansueto, do ipea, o debate no Brasil é sempre "aditivo". Ou seja, a cada nova demanda da sociedade, aumenta-se a carga tributária para acomodar a reivindicação. Hoje, no entanto, a carga tributária do país é uma das maiores do mundo e o debate precisará se dar em torno do mix de gastos do governo. "Ou vamos discutir se estamos dispostos a mudar a regra do salário mínimo, por exemplo, ou a resposta vai ser mais carga tributária, mais dívida ou mais inflação", afirma.
Folha de S.Paulo (SP): Medicina tem maior salário, aponta Ipea Estudo do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao governo, indica R$ 6.940 de média salarial, a maior entre 48 profissões. "Se você pode dizer que falta algum profissional, é médico", disse Marcelo Neri, presidente do Ipea e interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos.
Folha de S.Paulo (SP): Medicina tem maior salário, aponta Ipea Estudo do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao governo, indica R$ 6.940 de média salarial, a maior entre 48 profissões. "Se você pode dizer que falta algum profissional, é médico", disse Marcelo Neri, presidente do Ipea e interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos.
Diário Comércio Indústria&Serviços - DCI: Salário médio em nível superior teve alta de 16% desde 2009 O salário médio de um profissional em ocupações de nível superior subiu de cerca de R$ 2 mil em 2009, para pouco menos de R$ 2,4 mil em 2012. A variação representa aumento real (acima da inflação) de cerca de 16% no período, considerando valores atualizados para dezembro de 2012. Os dados são do estudo "Perspectivas profissionais - nível técnico e superior", divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "O ritmo de crescimento dos salários reais desses profissionais chegou a se reduzir ligeiramente entre meados de 2010 e fins de 2011, mas retomou o vigor ao longo de 2012, apesar da redução do crescimento econômico no período", cita o estudo. O crescimento real dos salários, no entanto, é bastante heterogêneo quando se consideram as diferentes atividades de nível superior. Entre os maiores ganhos salariais, predominam ocupações típicas do setor público, médicos, algumas especializações de engenharia e arquitetura, pesquisadores em engenharia e em ciências da agricultura e algumas especializações de professores do ensino superior. Há também ocupações de nível superior que apresentaram queda dos salários reais dos profissionais admitidos no período entre 2009 e 2012. Este grupo corresponde a 19 famílias ocupacionais, com destaque para algumas retrações superiores a 20%, como no caso dos defensores públicos e procuradores da assistência judiciária (perdas reais de 25,1%), engenheiros de alimentos e afins (27,4%), músicos intérpretes (31,8%), chefes de cozinha e afins (37,3%), engenheiros ambientais e afins (52,6%) e delegados de polícia (64,4%). As variações salariais apresentadas nas tabelas se referem às tendências médias verificadas para o Brasil. O estudo mostra também as carreiras de nível superior que mais geraram empregos entre 2009 e 2012, considerando dados do Cadastro Geral de empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No período analisado, foi gerado no Brasil um total de 304.317 postos de trabalho de vagas de nível superior. O ranking mostra que mais geraram vagas foram as de analistas de tecnologia da informação (49.535), enfermeiros e afins (27.282) e profissionais de relações públicas, publicidade, mercado e negócios (20.853). Entre 2009 e 2012, foram criados 402.490 postos de trabalho para técnicos de nível médio no Brasil. Os técnicos da ciência da saúde humana (entre os quais estão técnicos e auxiliares de enfermagem) formaram o grupo que mais viu expandir suas oportunidades de emprego no período analisado. A cada cem novos postos de trabalho para técnicos de nível médio entre 2009 e 2012, entre 24 e 25 foram preenchidos por esta categoria. Em segundo lugar vieram os técnicos em eletroeletrônica e fotônica. A cada cem novas contratações de técnicos de nível médio, pelo menos 11 se enquadravam nesta categoria. O salário real médio dos profissionais de nível técnico teve alta real no período, ao passar de cerca de R$ 1.280 em 2009, para cerca de R$ 1.410 em 2012.
Correio Braziliense (DF): Médicos são mais bem pagos A marcha dos jalecos brancostrueUm estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou quais são as carreiras com os melhores índices de desempenho trabalhista e que oferecem boas remunerações. Os médicos estão em primeiro lugar nesse ranking. Eles têm, em média, os maiores rendimentos (R$ 6.940,12) e taxas de ocupação (91,81%). Mas, mesmo com os melhores indicadores, a categoria acumula a maior escassez de mão de obra. E, para tentar equalizar esse problema, o Executivo pretende contratar profissionais de outros países. Para fazer a escala, os técnicos do instituto criaram uma fórmula que avalia os salários pagos, as horas trabalhadas, a taxa de ocupação e a cobertura previdenciária de cada profissão. A segunda categoria mais bem avaliada pelo ipea também é do setor de saúde: odontologia. Os dentistas têm um salário médio de R$ 4.238,65, trabalham 37,46 horas por semana, somam 89,96% das vagas disponíveis preenchidas e 78,63% deles fazem contribuições previdenciárias . Em seguida, estão os postos de engenheiro civil, mecânico e metalúrgico. Na avaliação do ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República e presidente do ipea, Marcelo Neri, o ranking é um instrumento que auxiliará os jovens a escolherem qual carreira seguir e subsidiará gestores públicos e o setor privado de educação a definirem a oferta de vagas e a abertura de cursos. Conforme Neri, o Brasil vive um "bom problema" de falta de profissionais. "É melhor do que a crise de desemprego. Pleno emprego, entre aspas, é um problema, só que um bom problema. A gravidade é que, para formar pessoas, demora um certo tempo", comentou. Além disso, o economista comentou a polêmica contratação de médicos estrangeiros. Ele fez questão de ressaltar que a pesquisa teve início antes de a presidente Dilma Rousseff propor a "importação" desses profissionais, sem o intuito de corroborar o projeto do governo. Ele indicou, porém, que a atração de talentos do exterior pode ser interessante, desde que se tome o cuidado de buscar pessoas com qualidade técnica, sem desrespeitar os direitos dos médicos brasileiros. "Uma coisa é clara e isso não é novidade: faltam médicos no país. Em algumas cidades, como Nitéroi (RJ) e Vitória, há concentração de profissionais. Mas, no Nordeste e no Norte, essa proporção é cinco vezes menor", completou. Técnicos O estudo do Ipea também indicou que a área que mais gerou postos de trabalho de nível técnico nos últimos três anos foi a da saúde. Houve contratação líquida de quase 100 mil profissionais desse perfil entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, período em que foi criado um total de 402.490 vagas formais no país. Outras profissões que registraram um crescimento de contratação no mesmo período foram os técnicos em eletroeletrônica e em operações comerciais (mais de 40 mil postos cada) e os técnicos com formação administrativa e em educação infantil (mais de 20 mil). Na percepção de José Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Investimento, a deficiência na formação básica dos jovens brasileiros prejudica todo o processo de qualificação profissional. De acordo com ele, o governo investe sete vezes mais em um aluno que cursa uma faculdade do que em um do ensino fundamental. Para piorar essa situação, Camargo destaca que o sistema educacional vive dois extremos. De um lado, há as famílias que podem pagar pela boa educação privada. Do outro, estão os pais que são obrigados a matricular os filhos em colégios ruins. Camargo ressalta ainda que o crescimento a longo prazo do Brasil está atrelado ao investimento em capital humano. "O custo marginal de mais um aluno em uma escola é pequeno. O governo deveria subsidiar a entrada dessas crianças em creches privadas, por exemplo. Como a taxa de crescimento populacional diminui a cada ano, poderia distribuir bolsas. Claro que há exceções, mas a infraestrutura existente deve suprir a demanda", completou.
Jornal do Commercio Online: Área médica, a mais vantajosa PROFISSÕES: Considerando remuneração, cobertura previdenciária e jornada de trabalho, medicina foi destaque em estudo do Ipea BRASÍLIA - A medicina é a carreira de nível superior com maior desempenho trabalhista, considerando os fatores salário, jornada de trabalho, nível de ocupação e cobertura previdenciária. Na média brasileira, os médicos ganham R$ 6.940,12 e trabalham 42,03 horas por semana. A taxa de ocupação nessa profissão é de 91,81% e a de proteção trabalhista, de 90,72%. Os números fazem parte da edição especial Perspectivas profissionais - nível técnico e superior da publicação Radar, divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Depois de medicina, em um ranking de 48 formações de nível superior, estão odontologia, engenharia civil, engenharia mecânica e metalúrgica, serviços de transportes, estatística, engenharia elétrica e automação, engenharia (outros), setor militar e de defesa. Na base do ranking, com pior desempenho trabalhista, estão religião, filosofia, educação física e turismo. O presidente do ipea e ministro-chefe interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Marcelo Neri, afirmou que as carreiras no topo do ranking têm indicadores que refletem escassez de profissionais. Se a jornada é alta, disse, esse é um sinal claro de que faltam trabalhadores, o que prejudica o bem-estar dos profissionais. "Se tudo é alto, esses são sinais inequívocos de que faltam aqueles profissionais. As instituições, sejam privadas, sejam públicas, deveriam direcionar esforços para essa área. Tanto é que é isso que tem sido feito tanto no caso de engenheiros quanto de medicina", afirmou. O ministro disse que o Brasil vive um "bom problema", o de falta de profissionais. "É um problema melhor do que a crise de desemprego. Pleno emprego, entre aspas, é um problema, só que um bom problema. A gravidade é que para formar pessoas demora tempo", disse. Neri afirmou que o estudo - baseado em dados do Censo Demográfico 2010 do IBGE - vem sendo desenvolvido há algum tempo e não busca subsidiar a política do governo Dilma Rousseff de atrair médicos. No entanto, ressaltou a escassez de profissionais no setor. "Basicamente, ele mostra que, de todas as 48 carreiras consideradas, a de medicina é aquela onde há maior escassez de mão de obra. Então, é basicamente esse o resultado do estudo", afirmou. O ministro destacou que há um desafio agora no País para a área de mobilidade urbana e que o mercado precisará de profissionais capacidades nos próximos anos. "Profissionais ligados a serviços de transportes são sim com mais escassez. Então, é um sinal de que precisamos desses profissionais", disse. No ranking, serviços de transporte aparecem na quinta posição. O salário médio é de R$ 4,4 mil e a jornada de trabalho, de 41,91 horas semanais. O índice de ocupação é de 89,14% e a cobertura previdenciária, de 91,47%. Segundo Neri, o pico de ocupação no Brasil, considerando todas as carreiras e níveis de formação, se dá aos 41 anos e o de salário, aos 51 anos. "A taxa de ocupação é mais ou menos de 80% aos 41 anos de idade. Quando (o trabalhador) tem 16 anos, é em torno de 30%. Quando tem 65 anos, é em torno de 35%".

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