Missão: “Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas”.
IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Twitter
Youtube
facebook
Flickr
Google +

 

Resultados 7021 - 7040 de 15077

Segunda edição do indicador aponta para a manutenção do otimismo em todas as regiões geográficas do Brasil
Estudo mostra que aumento da renda foi maior entre as faixas mais pobres da população entre 1995 e 2009
Agência Carta Maior On Line:A sociedade sinaliza por um novo padrão de desenvolvimento - Parte 1 É necessário que o programa de governo a ser oferecido ao país pelas forças políticas que defendem a continuidade do processo inaugurado com o governo Lula, na disputa desse segundo turno das eleições, lideradas por Dilma Rousseff, defina claramente uma zona de compromisso que incorpore a dimensão da sustentabilidade socioambiental à cultura do novo ciclo de desenvolvimento. E estabeleça um novo paradigma que supere o padrão de produção e consumo definido pelo capitalismo liberal. Esta é a melhor forma de estabelecer o diálogo público com a liderança pública de Marina Silva e seus eleitores. O artigo é de Juarez Guimarães e Hamilton Pereira. O primeiro turno das eleições gerais ocorridas no último domingo, a exemplo do que ocorreu em 2006, exigirá dos dirigentes e militantes do Partido dos Trabalhadores uma objetiva reflexão sobre o quadro expresso pelas urnas e a ação imediata para coroar com êxito a campanha de Dilma Rousseff. Dilma 46,7%. José Serra 32,7%. Marina Silva 19,4%. Esses são os números. A expressiva votação obtida por Marina Silva só confirma a importância de sua liderança pública. É necessária uma ação política imediata que dialogue com as expectativas desse segmento dos cidadãos e cidadãs brasileiros. Atualizamos aqui os elementos fundamentais da Carta Aberta entregue a ela e que fizemos circular pela internet, no momento em que Marina Silva fez sua opção pelo afastamento do PT, pela filiação ao PV e se posicionou como candidata à Presidência da República. Ao concluir oito anos de mandato, podemos afirmar que o governo Lula criou as bases para iniciar um novo ciclo de crescimento econômico neste início do século XXI, após duas décadas de estagnação. A retomada levantou para nós quatro desafios para qualificar este novo: desenvolver o Brasil aprofundando as conquistas democráticas; desenvolver o Brasil com distribuição de renda, combatendo as criminosas desigualdades sociais e regionais; desenvolver o Brasil, afirmando sua fisionomia soberana e pacífica diante do mundo e desenvolver o Brasil incorporando a sustentabilidade socioambiental à cultura do novo ciclo. Os três primeiros desafios estão encaminhados: vivemos uma experiência democrática em que as instituições funcionam e se amplia a participação popular nos processos de tomada de decisão; vivemos uma profunda dinâmica de investimento do Estado no combate às desigualdades sociais e regionais que nos permite dizer ao mundo, como na recente pesquisa do Ipea, que no Brasil as camadas mais pobres da população elevam de forma inédita e ampla sua qualidade de vida em meio à crise mundial. O Brasil ocupa hoje com altivez e competência seu lugar nas decisões nos foros mundiais. O quarto desafio é planetário, não é apenas da sociedade brasileira: o novo ciclo de desenvolvimento ainda não incorporou plenamente a dimensão da sustentabilidade socioambiental à sua cultura. Mesmo considerando as conquistas alcançadas internamente na formulação e condução das políticas socioambientais sob responsabilidade de Marina Silva, ao longo de cinco anos e meio à frente do Ministério do Meio Ambiente, seguidos da gestão de Carlos Minc. Temos, portanto, aí um grande desafio a vencer para conferir uma nova qualidade à continuidade do nosso projeto. Durante muito tempo, a esquerda ouviu com atenção apenas discreta os argumentos daqueles que puseram no centro de sua agenda, de suas angústias e esperanças, a luta pela sobrevivência do planeta. Mesmo quem examinava os argumentos, com sincera boa vontade, não deixava de sentir que havia ali, talvez, as marcas de um diagnóstico excessivo, de uma urgência artificiosa ou, quem sabe, de um viés tendencioso ou algo messiânico. Marina Silva há de concordar que o governo Lula é o governo da história republicana brasileira que mais fez pelas políticas públicas voltadas para a sustentabilidade socioambiental. Não se conhece outro no qual a tensão entre desenvolvimento econômico e a preservação da natureza tenha ido ao centro de sua dinâmica. Entre suas conquistas, estão a redução ampla e consistente no desmatamento da Amazônia, o alargamento inédito das áreas de preservação, a busca de alternativas econômicas para a "floresta em pé", por meio da Lei de Florestas Públicas, o encaminhamento reconhecido internacionalmente dos compromissos relativos ao combate ao aquecimento global. Pela primeira vez na história, o Estado brasileiro começou a regular os investimentos econômicos pela lógica da sustentabilidade. A Resolução do Conselho Monetário Nacional proposta pela então Ministra Marina Silva, que condiciona a liberação de recursos para empreendimentos do agronegócio nas áreas da fronteira agrícola aos critérios de sustentabilidade socioambiental, moderniza as práticas desta área sensível da economia sobre o ambiente. Este é apenas um exemplo. Não temos problema em reconhecer que estes avanços históricos são ainda insuficientes diante do novo ciclo de desenvolvimento brasileiro iniciado nessa primeira década. Mais energia, mais carros e pressão imobiliária nas cidades: não podemos perder de vista que 80% dos brasileiros vivem nos centros urbanos. Mais pressão também sobre a Amazônia e as fronteiras agrícolas, reprodução em escala ampliada de padrões de consumo típicos de países capitalistas centrais. A agenda ecológica estará perdida se condenada a lutar apenas na resistência, caso a caso, na regulação e na contenção das vertentes mais agressivas do crescimento. O que se requer é um novo paradigma de desenvolvimento: a economia verde do século XXI, como está se propondo. Não apenas uma contenção e regulação dos mercados, mas uma reposição e uma programatização ampla dos fundamentos socioambientais do desenvolvimento brasileiro. O PT foi o primeiro partido socialista brasileiro a incorporar, como contribuição inestimável da geração da qual fazem parte Chico Mendes e Marina Silva, a temática do desenvolvimento sustentável. Provavelmente estão na extensa rede de militantes, filiados e simpatizantes do nosso partido a maior parte dos que sustentam a utopia verde. Mas ela ainda é uma agenda setorial, isto é, não estrutura, não orienta as prioridades da sociedade. Cobra agora seu lugar definitivo na agenda do desenvolvimento do século XXI. O claro diagnóstico da comunidade científica, a pressão da opinião pública internacional, a sensibilidade crescente diante dos desastres ecológicos tem feito surgir um fenômeno novo, no centro e na periferia do mundo capitalista: um liberalismo ecológico. Isto é, a formação de uma consciência e de um programa que pretende unir capitalismo e sustentabilidade, mercado e regulação. No Brasil, se observa hoje, no curso da campanha eleitoral de 2010, um claro esforço por parte de certos segmentos empresariais, por parte do PSDB/DEM e de setores ecológicos anti-socialistas, de abraçar uma agenda verde. Mas esse eco-liberalismo apresenta dois grandes limites. O primeiro é que, centrado em uma base empresarial, terá como horizonte sempre os interesses do mercado, de sua potência agressivamente destrutiva, e não a formulação de um novo paradigma que não pode estar assentado na exploração e na maximização do lucro. O segundo, e de implicações mais graves, é o que aparta o grito do planeta - cuja expressão está sob nossos olhos com as catástrofes climáticas - do grito dos oprimidos, aparta o grito da Terra do grito dos pobres, a causa da sustentabilidade ambiental da causa da justiça social!  
Sergei Soares, técnico da Disoc, fala sobre o Comunicado do Ipea nº 63  
Autores interessadostêm até 5 de novembro para fazer inscrição. Texto deve abordar um entre 10 temas  
A Distribuição de Rendimentos no Brasil 1976/85
Comemoração no último dia 28, em Brasília, teve discurso de Marcio Pochmann e foi encerrada com um coquetel  
Boletim Conjuntura em Foco, apresentado no Rio de Janeiro, estima crescimento mais suave na economia
O Globo (RJ): O abolicionista das imagens Angelo Agostini lutou contra escravidão nas charges Roberta Jansen Numa época em que não havia televisão e a fotografia ainda era muito rara, os chargistas eram os reis da imagem na imprensa diária. Por meio deles, se conhecia as feições das pessoas públicas, as cenas de acontecimentos políticos e até se fazia denúncias graves. Um dos maiores nesta arte foi Angelo Agostini, cujo centenário de morte é celebrado este ano. De 1864 a 1907, num período de intensas mudanças políticas e econômicas no Brasil, ele produziu quase ininterruptamente e foi o grande desenhista da luta contra a escravidão. — É um momento de transição do Brasil em vários aspectos — sustenta o historiador Gilberto Maringoni, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cuja tese de doutorado foi sobre o chargista. — Do trabalho escravo para o assalariado, do Império para a República, da imprensa artesanal para a industrial. Agostini vive nesse período e é isso que ele desenha. Anticlerical e defensor do divórcio Nascido em 8 de abril de 1843, na Itália, Agostini se mudou com sua família para o Brasil, mais especificamente para São Paulo, em 1859, durante o reinado de D. Pedro II. Na capital paulista, ele fundou duas revistas ilustradas de curta duração, "Diabo coxo" e "Cabrião". Logo ficou claro que o italiano, para não fugir ao estereótipo, tinha posições políticas fortes. E fazia questão de evidenciá-las em seu trabalho. Anticlerical fervoroso, favorável ao divórcio, defensor da República, Agostini se notabilizou, principalmente, por sua luta contra a escravidão. Nas palavras do próprio Joaquim Nabuco, a "Revista Ilustrada", na qual Agostini desenhava, era "a bíblia da abolição dos que não sabem ler". Os desenhos dos castigos impostos aos escravos tiveram, segundo especialistas, um impacto por vezes superior ao dos relatos orais ou escrito, sobretudo em regiões onde o contato com a escravidão não era tão direto. — O que mais teve impacto foram seus desenhos da campanha abolicionista — avalia Maringoni, que falou sobre o tema no seminário "Angelo Agostini cem anos depois", na Casa de Rui Barbosa, realizado em setembro. — Com crueza de traço, ele revela as torturas, os flagelos, todo tipo de sofrimento imposto aos escravos, com um impacto grande na corte, como uma denúncia, quase um escândalo, uma vez que a opinião pública em geral não tinha tanto ideia desse tipo de agressão. De acordo com os historiadores, o papel de Agostini na luta contra a escravidão teria sido tão crucial quanto o de abolicionistas tradicionais, mais conhecidos e reverenciados, como Nabuco. Mas seu papel acabou ficando em segundo plano. A sua morte, em 28 de janeiro de 1910, menos de duas semanas depois da de Nabuco, no dia 17, acabou ofuscando até mesmo as celebrações póstumas. — Ele foi um abolicionista de primeira hora e radicalíssimo — defende o pesquisador Luiz Guilherme Teixeira Sodré, curador da exposição "O chargista e seu tempo", na D. PEDRO II em charges que entraram para a história: acima, a proclamação da República. Ao lado, o fim do Império Casa de Rui Barbosa, montada paralelamente ao seminário. A ideia do evento, organizado pela historiadora Isabel Lustosa, era, justamente, resgatar a importância de Agostini, apontado pelos especialistas como um dos maiores chargistas do Segundo Império e um dos precursores mundiais das histórias em quadrinho. — Não há nenhuma grande obra sobre ele, nenhuma obra específica. Algumas dissertações de mestrado, uns artigos esparsos — afirma Isabel. — Nossa ideia era mapear o trabalho dele e desafiar a produção de novas obras, sobre o autor, mas também sobre o personagem, o homem que teve um papel político importante no seu tempo como abolicionista. O trabalho é importante, justifica Isabel, porque, embora não se produzam muitos estudos acadêmicos sobre o chargista, seus desenhos servem de base para numerosas pesquisas. — São uma fonte reconhecida de pesquisa dos costumes, da política da época — diz. — Claro que há um código a ser interpretado já que se trata de um registro crítico, uma charge. Mas é um instrumento fundamental de trabalho. E não por acaso. — Ele tinha uma linguagem cinematográfica antes da invenção do cinema — diz Maringoni. — Apresentava imagens seqüenciadas, cenas de rua, crimes ou personagens como um verdadeiro folhetim ilustrado. Mas, além dessa crônica desenhada dos fatos cotidianos da cidade, da rebelião pelo aumento da passagem do bonde, ao carnaval, publicados nos jornais diários, Agostini também fazia histórias em quadrinho. Para muitos, foi o primeiro do mundo a usar esse tipo de linguagem. De qualquer forma, todos concordam que ele foi o pioneiro no Brasil, trabalhando sempre com a difícil e trabalhosa técnica da litografia, como na imprensa. — O traço dele é considerado mais acadêmico, mais formal — explica Pedro Krause, que fez pesquisas para a exposição. — Mas era uma época em que quase não havia fotos na imprensa. A democratização da imagem de D. Pedro II ocorre com os desenhos dele, por exemplo. A mudança do traço das charges acontece justamente na virada do século, quando as fotos entram com peso na imprensa. Até então o traço era mais formal mesmo. Isabel Lustosa concorda: — Havia um certo compromisso do desenho com a realidade, uma vez que não havia fotos. Se pensarmos nesse contexto, veremos que seu traço não era tão formal assim. Apenas se prestava a uma leitura mais direta. “Do trabalho escravo para o assalariado, do Império para a República, da imprensa artesanal para a industrial. Agostini vive nesse período e é isso que ele desenha” Gilberto Maringoni, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) “Ele foi um abolicionista de primeira hora e radicalíssimo” Luiz Guilherme Teixeira Sodré, curador da exposição "O chargista e seu tempo" “Nossa ideia é mapear o trabalho dele e desafiar a produção de novas obras sobre o autor, mas também sobre o personagem, o homem que teve um papel político importante como abolicionista” Isabel Lustosa, historiadora “O traço dele é considerado mais acadêmico, mais formal. Mas era uma época em que quase não havia fotos na imprensa.” Pedro Krause, pesquisador
Gazeta do Povo (PR): Há pais que mais parecem mães Homens que assumiram ou dividem com a mulher o papel de cuidador dos filhos são cada vez mais comuns. Para as crianças, o ganho é de proximidade e afeto Fabiane Ziolla Menezes A família brasileira está mudando e comportando novas configurações. O Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, de 2009, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a proporção de famílias monoparentais masculinas (sem a presença física da mãe) aumentou de 2,1% em 1993 para 3% em 2007, dentre as 40,3 milhões de casas chefiadas por homens. Embora tímido, o dado retrata uma tendência de mudança na divisão de papéis dentro da família, com o homem assumindo também a tarefa de cuidador e não apenas de provedor dos filhos. O argentino Mariano Espinoza, 37 anos, assumiu a função “pãe” (pai com funções, até então, exclusivas da mãe) há cerca de um ano, quando se separou da esposa, que é brasileira. Mariana, de 5 anos, mora com ele desde então. O pai conta que mudou a rotina por causa da permanência da filha com ele. “Procuro ir a programas que ela também possa, como um aniversário ou um churrasco com amigos, e não vejo isso como um peso. É apenas um momento em que ela tem de ser a prioridade.” Mariana estuda em período integral e tem horários regrados. “A separação já foi uma mudança grande na vida dela, então faço questão de manter a rotina sempre, para dar segurança a ela.” A mãe fica com ela a cada 15 dias, em média, em fins de semana. Ele conta que tem passado por algumas saias-justas com a filha, que está na idade de diferenciar menino de menina e tem uma “tirada” melhor que a outra. “Mas é tranquilo. Os problemas acontecem em questões mais práticas, como a ida ao sanitário em restaurantes. A maior parte dos locais não tem um para a família, só masculino e feminino. Aí ou fico esperando na porta ou tenho de pedir para alguma mulher que trabalhe no local para acompanhá-la”, reclama, deixando um recado aos empresários do setor. O representante comercial Amauricy Krause vive situação parecida. Separou-se da esposa há dois anos, e os filhos, Letícia, de 14 anos, e Otto, de 11, optaram por morar com ele. As crianças estudam pela manhã e ficam com a avó paterna no período da tarde. “Algumas coisas já eram mesmo minhas tarefas, como levar e buscar na escola, e as tarefas de casa não são segredo, já que morei bastante tempo sozinho e também aprendi a me virar.” Assim como Mariano, ele diz que procura estar 95% do tempo com os filhos e fazer programas dos quais eles também possam participar. Na prática, as maiores dificuldades são os horários. “Mas não há nada que uma boa conversa não resolva. Sempre dialogo muito com eles, sobre tudo.” Primeira viagem O vendedor desempregado James Ghisi Cabral, 32 anos, vive uma experiência recente e, talvez, mais intensa que Mariano e Amauricy, cuidando do filho Yan Gabriel, de apenas 2 meses. Ele tirou férias na época do parto, para ajudar a esposa a cuidar do filho, mas quando ia voltar ao trabalho foi dispensado. Nesse meio tempo, a esposa voltou a trabalhar e a presença de James em casa acabou sendo uma mão na roda. “Eu acompanhei os cursos de amamentação e de ‘parto amoroso’, na maternidade Santa Brígida. O pessoal lá também deu várias dicas legais, mas boa parte das coisas a gente vai aprendendo a fazer no dia a dia, porque cada bebê é um bebê.” James parece estar se saindo muito bem e diz que já consegue até diferenciar os significados dos “chorinhos” do filho. “Já consigo saber quando é fome ou uma cólica, que é normal o bebê ter até o terceiro mês. No mais, ele é muito tranquilo”, elogia o pai de primeira viagem. Quanto ao trabalho, ele vê a pausa até como uma oportunidade para mudar de área, coisa que queria fazer já há bastante tempo. “Pretendo fazer um curso de 3D e trabalhar em algum escritório que precise de projetos assim.” Libertação masculina Nos três casos relatados no primeiro texto desta reportagem, uma mudança no cotidiano familiar levou os pais a assumirem mais as tarefas domésticas das mães. Todos, no entanto, já tinham interesse pessoal na construção de um vínculo maior com os filhos. Eles são o que a cientista social e professora de Sociologia e Gestão Urbana da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Samira Kauchakje chama de “novos homens”. “São homens que se libertam daquela figura tradicional e obrigatória de ‘macho alfa’ e se permitem exercer um papel mais sensível com os filhos.” Esse movimento, segundo Samira, é possível por uma série de fatores, como a entrada da mulher no mercado de trabalho e a conquista da sua independência sexual, e a divisão da responsabilidade com os filhos em diferentes arranjos (com o Estado, com a comunidade e com a família). Tudo, no entanto, com a ressalva relativista das classes sociais. “Nem sempre a entrada da mulher no mercado de trabalho vai significar maior autonomia. No caso das classes mais empobrecidas pode indicar apenas necessidade. Também é preciso lembrar que em boa parte das famílias brasileiras, o papel de cuidador dos mais novos e dos doentes idosos da casa é dividido com as crianças, principalmente meninas de 9 a 12 anos de idade, que acabam se encarregando, inadequadamente, desses cuidados.” Recortes sociais à parte, a cientista social reconhece esse movimento recente de divisão de responsabilidades entre homens e mulheres e o avalia como positivo se significar o compartilhamento dos filhos e das conquistas em geral. “Agora, se essas novas tarefas tiverem o registro do machismo, com o controle total do homem também sobre a vida doméstica e a destituição da mulher do papel que lhe pertence, então há uma perda.” Samira lembra que muitas mulheres fazem isso consigo mesmas. “Aquele comportamento de dizer ‘vou contar para o seu pai’, que coloca a mulher hierarquicamente abaixo do homem dentro da família, é um exemplo disso.”
Diário do Nordeste (CE): Bolsa Família terá de ser redefinido, diz analista Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB) poderão ter de mexer na principal ação social do governo Lula: o programa Bolsa Família. A avaliação é de Serguei Soares, doutor em economia e especialista da área social do Instituto Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo ele, saber qual a vocação do programa, fazer a proteção social dos mais pobres ou gerar oportunidades para superação da pobreza, deverá entrar na agenda do próximo governo. "As duas coisas são incompatíveis", acredita Serguei e "exigem abordagens diferentes para públicos diferentes". Conforme o analista, a proteção social deve ser uma ação ativa do Estado sem a exigência de contrapartidas, isso porque "os pobres não são pobres atoa". "As famílias mais pobres são as mais vulneráveis e desestruturadas, têm mil e um problemas", diz. Na avaliação de Soares, além dessa demanda, há setores na sociedade que esperam que "o Bolsa Família, como se diz na sabedoria popular, não dê o peixe, mas ensine a pescar". Isso significa orientar o programa "não para o mais pobre entre os pobres, mas para aquele cidadão que com alguma ajuda decola e sai da linha de pobreza", afirma Soares.
Chamada Pública nº 065/2010 Chamada Pública nº 065/2010 - Projeto " Aspectos Regulatórios do Mercado de Carbono no Brasil" Vagas: 02 (duas) bolsas Auxiliar de Pesquisa (Graduando) e 01 (uma) bolsa Assistente de Pesquisa II (Mestrando) Prazo de inscrição: 26 de julho a 10 de agosto de 2010 Reabertura: 24 de agosto a 09 de setembro de 2010 - Para 01 (uma) bolsa Auxiliar de Pesquisa (Graduando) e 01 (uma) bolsa Assistente de Pesquisa II (Mestrando) Resultado: A partir de 20 de setembro de 2010 Início das bolsas: outubro de 2010 Chamada Pública nº 065/2010 Chamada Pública nº 065/2010 (Reabertura) Clique aqui para ver o Resultado Clique aqui para ver o Resultado Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
Chamada Pública nº 088/2010 Chamada Pública nº 088/2010 - Projeto "Aperfeiçoamento do Sistema Integrado de Informações sobre o Mercado de Trabalho do Setor Turismo – SIMT" Vagas: 01 (uma) bolsa Doutor. Prazo de inscrição: 08 de setembro a 23 de setembro de 2010 Resultado: A partir de 04 de outubro de 2010 Início das bolsas: Outubro de 2010 Chamada Pública nº 088/2010 Clique aqui para ver o Resultado Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
Folha de S.Paulo (SP): Números da distribuição de renda O movimento socioeconômico brasileiro caminha em direção ao desenvolvimento, mas essa caminhada ainda está longe do ponto ideal de chegada Distribuir renda e reduzir desigualdades injustas deveriam estar sempre entre as prioridades de qualquer governo. Para medir a distribuição e a desigualdade de renda, normalmente são utilizados dois indicadores: o índice de Gini, para medir a chamada distribuição pessoal da renda, e a participação das rendas do trabalho no PIB, para medir a distribuição funcional da renda. No caso brasileiro, o índice de Gini é calculado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE. Mais de 96% das rendas declaradas na pesquisa correspondem a rendas do trabalho e a transferências públicas. Sendo assim, a desigualdade medida pelo Gini/Pnad não é adequada para revelar a distribuição da renda entre trabalhadores, de um lado, e empresários, banqueiros, latifundiários, proprietários de bens/imóveis alugados e proprietários de títulos públicos e privados, de outro. Contudo, deve ser enfatizado que, embora o Gini/Pnad revele apenas a realidade de uma parcela social brasileira, é sempre melhor ter um Gini menor e em queda do que um maior e estacionado (como nos anos 1995-1998). Quanto menor o Gini (que varia de zero a cem), menos desigual estão os indivíduos do ponto de vista das remunerações que recebem. No Brasil, em 1995, o Gini era 59,9; em 2009, foi 54. A distribuição funcional da renda, ou seja, a distribuição entre trabalho e capital, é calculada pelo IBGE com base nas Contas Nacionais anuais. Em 1995, a soma dos salários e das remunerações de autônomos representava 64% do PIB. Houve uma trajetória de queda contínua até 2004, quando alcançou 58%. A partir de 2005, houve um ponto de inflexão na trajetória, que se tornou ascendente, em todos os anos, de forma consecutiva. Segundo dados do IBGE, em 2005, atingiu 58,4%; em 2006, 58,9%; e, em 2007, 59,4%. O IBGE ainda não divulgou dados de 2008 e 2009. Contudo, é possível calcular os números para esses anos com base na Pesquisa Mensal de Emprego e nas Contas Nacionais Trimestrais, ambas do IBGE. O técnico do Ipea Estêvão Kopschitz estimou que, em 2008, o valor alcançado foi de 60,1%; em 2009, foi de 62,3%. Na diretoria de estudos e políticas macroeconômicas do Ipea desenvolve-se pesquisa para encontrar e quantificar as causas que explicam as variações da participação das rendas do trabalho como proporção do PIB. Com o objetivo de ampliar o debate sobre o tema, o Ipea fez extensa matéria na sua revista "Desafios do Desenvolvimento" de abril/maio de 2010 (disponível no site da instituição). Embora ainda não seja possível afirmar de forma categórica as causas do movimento positivo da distribuição funcional da renda favorável aos trabalhadores nos últimos anos, algumas pistas estão muito claras. Houve dez anos de queda consecutiva (1995-2004) e cinco anos de recuperação (2005-2009) no período analisado. O salário mínimo real médio, a preços de hoje, na fase de queda, era de R$ 292,53. Na fase de recuperação, foi de R$ 426,85. A taxa média real básica de juros nos anos 1995-2004 foi de 14,8%, enquanto nos anos 2005-2009 foi de 8,9%. Como afirmei na revista acima citada, "quanto mais juros, menos salários, já que o PIB é um só". Cabe ainda destacar que, na fase de queda, a geração de empregos com carteira assinada, em média por ano, era de 344 mil postos. Na fase de recuperação, foi de 1,31 milhão de postos. O índice de Gini/Pnad e a participação percentual das remunerações dos trabalhadores no PIB não são medidas opostas, mas, sim, complementares. Ambas representam dimensões da desigualdade e do desenvolvimento social do país. As duas medidas mostram que o movimento socioeconômico brasileiro caminha em direção ao desenvolvimento. Contudo, indicam também que a caminhada começou faz pouco tempo e ainda está longe do ponto ideal de chegada. ________________________________________ JOÃO SICSÚ é professor do Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e diretor de estudos e políticas macroeconômicas do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Chamada Pública nº 002/2010 Chamada Pública PROCIN nº 002/2010 - Projeto "Análise e planejamento da exploração de hidrocarbonetos: os casos da faixa petrolífera do Orinoco e da área gasífera do Golfo de Paria no Estado de Sucre - Venezuela" Vagas: 04 (quatro) bolsas Prazo de inscrição: 20 de setembro a 06 de outubro de 2010 Resultado: A partir de 15 de outubro de 2010 Início das bolsas: a partir de Outubro de 2010 Chamada Pública PROCIN nº 002/2010 Clique aqui para ver o Resultado Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
Último Segundo On Line:Desemprego cresce entre os mais pobres, indica estudo Em seis anos, a taxa de desemprego dos 20% mais pobres saltou de 20,7% para 26,27%, diz Ipea Agência Estado A parcela mais pobre da população desempregada não foi beneficiada pela reativação do mercado de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil. Entre agosto de 2004 e agosto deste ano, a taxa de desemprego dos 20% mais pobres (com renda per capita domiciliar inferior a R$ 203,3 por mês) saltou de 20,7% para 26,27%, enquanto o desemprego total caiu de 11,4% para 6,7%. Entre os 20% mais ricos (com renda per capita domiciliar superior a R$ 812,3 mensais) a taxa de desocupação despencou de 4,04% para 1,4% nesse mesmo período. As informações são de levantamento inédito feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base nos dados da pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números apontam para uma realidade mais dramática. Por si só, o forte crescimento da economia e do emprego formal não está sendo suficiente para fazer com que os mais pobres possam ter as mesmas oportunidades que as pessoas com maior renda têm de encontrar uma ocupação. "As dificuldades enfrentadas por essas pessoas estão diretamente relacionadas com a baixa escolaridade", afirma o presidente do Ipea, Márcio Pochmann. A questão é que o crescimento do emprego veio acompanhado de uma competição muito grande entre as empresas por trabalhadores qualificados. Quem não está preparado geralmente fica de fora. De acordo com o levantamento do Ipea, apenas 41,8% dos desempregados mais pobres frequentaram bancos escolares por período de 11 anos ou mais. Entre os mais ricos, o número sobe para 86,1%. Outro fator que também pesa contra os mais pobres é a discriminação racial, tratamento injusto que ainda persiste em alguns setores do mercado de trabalho, mesmo que de forma velada. Os dados levantados pelo Ipea indicam que 23,3% dos desempregados pertencentes a famílias de baixa renda são brancos. Já a parcela dos desempregados de famílias mais abastadas é composta por 72,5% de brancos. .
Comunicado n° 64 confirma tendência de desaceleração no crescimento e de envelhecimento da população
Expectativas são mais otimistas do que as reveladas no último indicador, referente ao terceiro bimestre do ano
Comunicado nº 64 também aponta que a população diminuirá a partir de 2030 após pico de 206,8 milhões
Chamada Pública nº 087/2010 Chamada Pública nº 087/2010 - Projeto "O Papel da Defesa na Inserção Internacional Brasileira" Vagas: 09 (nove) bolsas Doutor Prazo de inscrição: 08 de setembro a 08 de outubro de 2010 Prorrogação de inscrições: até 22 de outubro de 2010. Resultado: A partir de 04 de novembro de 2010 Início das bolsas: novembro de 2010 Chamada Pública nº 087/2010 Extrato de Publicação Chamada Pública nº 087/2010 (Prorrogação) Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.

<< Início < Anterior 351 352 353 354 355 356 357 358 359 360 Próximo > Fim >>
Página 352 de 754

 
 
 
 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil.
Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Expediente Portal Ipea