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Missão: “Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas”.
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Folha de S.Paulo (SP): Antonio Anastasia*: Convergência e afirmação de Minas No centro da inovação do nosso modelo está a ideia-força da gestão de qualidade, com planejamento rigoroso e qualidade nos gastos públicos A ampla aliança que se formou em Minas em apoio ao nosso projeto político não nasceu ontem, apenas para atender a urgência ou as circunstâncias da disputa eleitoral em curso. Não é fruto de intervenções de cúpula, vetos partidários ou imposições travestidas de entendimento, para atender a interesses estranhos a Minas e que nada têm a ver com a vida dos mineiros. A nossa aliança resulta de grande convergência em torno de um governo sério, solidário, ousado e transformador, que conquistou, nesses últimos anos, com Aécio Neves à frente, a maior aprovação de toda a nossa história, e que agora, se assim os mineiros decidirem nas urnas, terei o desafio de continuar e fazer avançar ainda mais. Nesse tempo, firmamos parcerias com todos os governos, principalmente com o governo federal, sem qualquer constrangimento político; governamos com todas as prefeituras, mesmo as que estão sob a responsabilidade de prefeitos de oposição; e soubemos compartilhar trabalho, recursos e esforços com múltiplos segmentos da nossa sociedade organizada. Por isso avançamos tanto. O amplo reconhecimento sobre a gestão de Minas é ainda mais substantivo porque está respaldado por instituições e autoridades que não estão no nosso campo político. O governo federal, por exemplo, reconheceu a excelência da educação pública de Minas, quando posicionou o Estado em 1º lugar em educação básica, segundo o Ideb. Na área de assistência social, o ministério de Patrus Ananias apontou Minas como o Estado líder na implantação do Sistema Único de Assistência Social, enquanto o ranking nacional existiu. Diversas unidades da Federação buscaram aqui ideias e projetos inovadores, testados e aprovados, como solução para antigos problemas ainda renitentes Brasil afora. No plano internacional, fomos o único Estado subnacional do mundo convidado a apresentar o nosso modelo de gestão na reunião anual de governança do Banco Mundial. No centro da inovação do nosso modelo está a ideia-força da gestão de qualidade, com planejamento rigoroso, austeridade fiscal, qualidade nos gastos públicos; ação integrada e efetivo controle de resultados. O ponto de chegada nunca foi outro se não o de governar para melhorar a vida das pessoas. Por isso, nesse período, tiramos o compromisso com a equidade do papel e do discurso e investimos três vezes mais por habitante nas regiões mais pobres. Os investimentos em educação cresceram 277%; em segurança, 500%; em saúde, 732%. A pobreza caiu 46%; a mortalidade infantil, 22%; e a desnutrição caiu pela metade. Estamos tirando do isolamento mais de 200 cidades ainda ligadas por estradas de terra; o saneamento subsidiado alcança comunidades que nunca contaram com a efetiva presença do Estado; a energia alcança todo o interior, as localidades mais distantes; a telefonia celular não é mais privilégio apenas das grandes cidades. A economia mineira cresceu quase sempre acima da média nacional e geramos proporcionalmente mais empregos que a média brasileira. Já alcançamos cinco das oito metas do milênio. E o Ipea projeta que vamos erradicar, três anos antes do país, a pobreza extrema. Esses são resultados de governo e projeto que têm os pés no presente e preparam o futuro sem se afastar, um só instante sequer, dos nossos valores e da nossa história. Tenho convicção de que esta Minas autônoma, altiva e próspera, senhora do seu destino, pode contribuir muito mais com a construção do Brasil do nosso tempo. *ANTONIO ANASTASIA, 49, advogado, é governador de Minas Gerais e candidato à reeleição pelo PSDB.    
29/09/2010 | 538 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Revista Veja: Sensor Ipea prevê inflação menor e mais empregos As expectativas do setor produtivo em relação à inflação para 2010 melhoraram no quarto bimestre do ano, de acordo com o indicador Sensor Econômico divulgado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo a pesquisa realizada com diversas entidades representativas de setores da economia em julho e agosto, o IPCA (índice oficial de inflação adotado pelo governo) deve fechar o ano em 5%. No bimestre anterior, a estimativa havia ficado em 5,5%. A perspectiva quanto à geração de empregos em 2010 também melhorou no quarto bimestre, passando de 1,55 milhão para 1,6 milhão de novos postos de trabalho. Já as estimativas sobre os crescimentos do PIB e dos investimentos se mantiveram estáveis em 6,5% e 15%, respectivamente. A pesquisa também aponta para perspectivas de crescimento no comércio exterior até o fim do ano, porém com menor saldo na balança comercial. A estimativa para as exportações em 2010 passou de US$ 180 bilhões para US$ 185 bilhões, enquanto a expectativa de importações aumentou de US$ 160 bilhões para US$ 170 bilhões. De acordo com o Ipea, o setor produtivo também aposta em uma taxa de câmbio ligeiramente menor ao fim de 2010. A previsão para a cotação do dólar caiu de R$ 1,82 para R$ 1,80 no quarto bimestre. Além disso, os entrevistados esperam que a taxa básica de juros Selic (atualmente em 10,75% ao ano) encerre 2010 em 11% ao ano, ante previsão anterior de 11,5% ao ano.
29/09/2010 | 490 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Folha de S. Paulo (SP): Setor produtivo melhora expectativa para inflação, aponta Ipea As previsões do setor produtivo para a inflação apresentaram melhora no quarto bimestre, informou nesta quarta-feira o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). De acordo com o levantamento Sensor Econômico, a mediana das previsões para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano caiu de 5,5% no terceiro bimestre para 5%. Esse resultado ainda situa-se acima do centro da meta do governo para a inflação oficial, que é de 4,5%. Também houve redução da projeção para a taxa básica de juros (Selic) da pesquisa anterior para o levantamento do quarto bimestre. A mediana das previsões do setor produtivo recuou de 11,50% ao ano para 11% ao ano, no final de 2010. Hoje, a taxa está em 10,75% ao ano. O setor produtivo manteve, na mediana, a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 6,5%, e reduziu a mediana das projeções para a cotação do dólar, que cedeu de R$ 1,82 no terceiro bimestre para R$ 1,80 na divulgação desta quarta. Já para o indicador de geração de vagas formais de emprego, o setor produtivo se mostrou mais otimista no quarto bimestre do ano. A mediana das previsões passou de abertura de 1,55 milhão de vagas para criação de 1,6 milhão de novos postos de trabalho neste ano. Também cresceram as previsões para as exportações (que passaram de US$ 180 bilhões no terceiro bimestre para US$ 185 bilhões na pesquisa divulgada nesta quarta) e para as importações (avanço de US$ 160 bilhões para US$ 170 bilhões). Já para o crescimento do investimento, foi mantida a media das previsões de alta de 15% ao final do ano. O Sensor Econômico expressa perspectivas dos principais indicadores macroeconômicos para o ano, conforme previsões feitas por grupo de entidades associativas do setor produtivo: associações, federações, de indústria, de comércio, ou de agropecuária; entidades representativas de trabalhadores; e institutos ou centros de estudos de caráter setorial.
29/09/2010 | 784 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
Notícias/Dinte
Técnicos e gestores do setor público federal podem participar e devem se inscrever até1° de outubro
27/09/2010 | 7826 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
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Quetzal Online (Alemanha): Gute Aussichten für Regierungskandidatin Oktober wird in Brasilien gewählt. Sicher ist: Damit ist die Amtszeit von Lula, dem charismatischen Gewerkschaftsführer vorbei. Im Augenblick sieht es so aus, als würde diese Zeit von einer Mehrheit der Brasilianerinnen und Brasilianer als so positiv bewertet, dass sie die von ihm unterstützte Kandidatin Dilma Rousseff als Nachfolgerin akzeptieren. Die Rechte ist orientierungslos und kopiert die Programme Lulas. Viele soziale Bewegungen dagegen haben sich von der Regierung entfremdet. Sie kritisieren das Wirtschafts- und Entwicklungsmodell der Regierung, das durch viele Kompromisse mit mächtigen Interessens- und Unternehmergruppen geprägt ist, sowie die weiter wachsende strukturelle Ungleichheit in Brasilien. Besonders umkämpft ist die Agrarpolitik. Dennoch ist die Möglichkeit, hier Kursveränderungen zu erkämpfen, nur gegeben, wenn die Arbeiterpartei PT weiter die Regierung stellt – zum ersten Mal in der brasilianischen Geschichte mit einer Frau an der Spitze. Am 3. Oktober 2010 werden die rund 135 Millionen wahlberechtigten Brasilianerinnen und Brasilianer einen neuen Präsidenten – oder, im Augenblick wahrscheinlicher, eine neue Präsidentin wählen. Gleichzeitig finden die Wahlen der Gouverneure der 27 Bundesstaaten sowie der Abgeordneten beider Kammern des nationalen Parlamentes und der bundesstaatlichen Parlamente statt. Um das Präsidentschaftsamt bewerben sich insgesamt neun Kandidatinnen und Kandidaten. Sollte keine/r von ihnen im ersten Wahlgang die absolute Mehrheit der Stimmen erreichen, folgt am 31. Oktober eine Stichwahl. Tatsächlich stehen nur drei der neun Kandidatinnen und Kandidaten im Zentrum der medialen Aufmerksamkeit: Dilma Rousseff, Wunschkandidatin des amtierenden Präsidenten Lula und Spitzenkandidatin der Koalition von PT (Partido dos Trabalhadores – Arbeiterpartei) und PMDB (Partido Movimento Democrático Brasileiro – Partei demokratische brasilianische Bewegung) sowie weiteren acht kleineren Parteien. Als Kandidat der rechten Opposition tritt José Serra für PSDB (Partido Social Democracia Brasileira – Partei brasilianische Sozialdemokratie) und DEM (Partido Democratas – Partei der Demokraten) sowie weiteren vier kleinen Parteien an. Bis zu Beginn des Wahlkampfes war er Gouverneur des Bundesstaates São Paulo. Als dritte Kandidatin taucht Marina Silva auf, ehemalige Umweltministerin der Regierung Lulas, die 2008 ihr Amt niederlegte, 2009 aus der PT austrat und nun für die Grüne Partei (Partido Verde – PV) antritt. Zumindest in den – wenigen und praktisch einflusslosen – Medien der Linken und im Internet, aber auch während der Fernsehdebatte der Kandidatinnen und Kandidaten war Plinio de Arruda Sampaio vertreten, Kandidat der PSOL (Partido Socialismo e Libertade – Partei Sozialismus und Freiheit) und damit der linken Opposition. Doch im Unterschied zu den letzten Wahlen im Jahr 2006, bei der PSOL, PCB(Partido Comunista Brasileiro – Brasilianische Kommunistische Partei) und PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados – Sozialistische Partei der vereinigten Werktätigen) die Frente de Esquerda (Linksfront) bildeten, gelang es der Opposition links von der PT nicht einmal, sich auf einen Kandidaten zu einigen. Dass keine der drei Parteien in den Meinungsumfragen auch nur auftaucht, hängt nicht nur mit der traditionell konservativen Medienlandschaft Brasiliens zusammen, sondern eben auch mit der Schwäche von Parteien, die eine kritische Position zum gegenwärtigen Entwicklungsmodell Brasiliens einnehmen. Auch wenn der Wahlkampf offiziell erst am 13. Juni 2010 begann, kennzeichnete er bereits 2009, und stärker noch in den ersten Monaten des laufenden Jahres, die politischen Auseinandersetzungen. «Brasilien kann mehr»? «Damit Brasilien sich weiter verändert» oder «Brasilien kann mehr». Die Wahlslogans der beiden wichtigsten Bündnisse (Regierungskoalition und rechte Opposition) lassen es ahnen: viel Neues oder auch nur spannende öffentliche Debattenüber die Zukunft Brasiliens bringt der Wahlkampf nicht mit sich. Das ist überraschend. Noch im April 2010 meinte João Pedro Stédile, Mitglied der Nationalleitung der Landlosenbewegung MST: «Die Wahlkampagne in diesem Jahr wird eine harte Auseinandersetzung. Die Eliten und die Massenmedien haben sich bereits mehrfach getroffen, um sich zu abzusprechen und zu organisieren. Sie werden alles tun, um zu manipulieren und mutmassliche Fakten zu schaffen, die Serra zum Vorteil sind. Und wenn sich herausstellen sollte, dass er keine Chancen hat zu gewinnen, werden sie alles tun, damit ein Sieg Dilmas an Bedingungen geknüpft wird, die keine Veränderungen gestatten. Dafür werden sie systematisch die Volksbewegungen angreifen, die sozialen Kämpfe kriminalisieren.» Tatsächlich sah es zunächst danach aus, als sei der Wahlausgang offen. Umfragen im März 2009 zeigten den Rechten Jose Serra mit 41 % deutlich vor der linken Kandidatin Dilma Rousseff, die nur auf 11 % kam. In den ersten Monaten des Jahres 2010 erhöhte sich der Anteil der Stimmen für Dilma Rousseff auf etwa 30 Prozent, während Serra weiterhin um die 40 Prozentmarke pendelte. Marina Silva erreichte noch vor ihrer offiziellen Kandidatur im August 2009 bereits 3 % und konnte im ersten Halbjahr 2010 ihren Anteil auf 7–10 Prozent erhöhen, kam darüber jedoch nicht hinaus. Mit dem Beginn der Wahlwerbung in den Medien, insbesondere im öffentlichen Fernsehen, änderte sich dieses Bild: Die Werte von Dilma Rousseff stiegen beständig, während die von José Serra sanken. Nach der Umfrage von Datafolha Ende August würde Dilma 49 % der Stimmen erhalten, José Serra lediglich 29 % und Marina Silva 9 %. Damit wäre die Präsidentschaftswahl bereits im ersten Wahlgang entschieden, da – rechnet man nur die gültigen Stimmen – der Anteil von Roussef bei 55 Prozent läge. Schwacher Wahlkampf der Rechten Neben der wachsenden Popularität Roussefs waren es nicht zuletzt innerparteiliche Auseinandersetzungen im Vorfeld der Ernennung Serras zum Präsidentschaftskandidaten im Juni 2010, insbesondere zwischen ihm und Aécio Neves, amtierenden Gouverneur des Bundestaates Minas Gerais. In diesem – einem der reichsten – Bundesstaaten Brasiliens verfügt Neves über Zustimmungsraten von mehr als 90 Prozent, doch im innerparteilichen Machtkampf unterlag er. In der Folge weigerte er sich, für das Amt des Vizepräsidenten zu kandidieren, was eine tagelange hektische, und von den Medien mit gewisser Häme begleitete, Suche nach einem Ersatz zur Folge hatte. Schließlich wurde der auf nationaler Ebene praktisch unbekannte Índio da Costa, Abgeordneter der «Partei der Demokraten» DEM im nationalen Parlament, benannt. Selbst die eigene Basis scheint nicht mehr an die Möglichkeit eines Wahlsiegs ihres Kandidaten Serra zu glauben: im Wahlkampf um die Gouverneursposten verzichten nach Meldungen der Folha de São Paulo, Brasiliens wichtigster Tageszeitung, Kandidaten der rechten Koalition von PSDB (Partei der Sozialdemokratie) und der DEM in mehreren Bundesstaaten darauf, auch nur seinen Namen zu nennen, geschweige denn, seine Unterstützung für sich zu beanspruchen – oder für ihn einzutreten. Statt eines geschlossenen Wahlprogramms liegen auch dem obersten Wahlgericht nur zwei Reden von Serra vor, gehalten im April und im Juni 2006, die eher persönlichen denn programmatischen Charakters sind. Das brasilianische Wahlgesetz lässt nur eine einmalige direkte Wiederwahl des amtierenden Staatsoberhauptes zu – damit stand die Arbeiterpartei PT erstmals seit 1989 vor dem Problem, ohne Luiz Inácio da Silva in den Wahlkampf zu ziehen. Seine Wahl fiel auf die ehemalige Energieministerin und Chefin der Casa Civil (diese Institution entspricht in etwa dem Kanzleramt) Dilma Rousseff. 62 Jahre alt, während der Militärdiktatur Mitglied der Guerrillaorganisationen COLIMA und VAR Palmares, mehrere Jahre in Haft, seit den achtziger Jahren in verschiedenen Ämtern in Porto Alegre (Bundesstaat Rio Grande do Sul) und seit 2002 auf nationaler Ebene tätig, gilt sie als wenig charismatisch, als strenge Verwaltungschefin und effiziente Technokratin. Erst im Jahr 2000 in die PT eingetreten, verfügt sie zwar über eine lange persönliche Geschichte in der brasilianischen Linken, aber eine vergleichsweise kurze Parteikarriere. Lulas Entscheidung war innerhalb der PT lange Zeit umstritten, doch es fehlte letztlich an anderen, überzeugenderen und flügelübergreifend akzeptierten Kandidatinnen und Kandidaten– und schließlich wog die Meinung Lulas schwer. Noch zu Beginn des Jahres 2009 wurde ihr Bekanntheitsgrad in der Öffentlichkeit gering eingeschätzt – dies haben, bereits vor dem Beginn des Wahlkampfes, zahlreiche öffentliche Auftritte an der Seite von Lula, häufig bei der Einweihung von im Rahmen des Programms PACS [1] (Infrastrukturprojekte für ein beschleunigtes Wachstum) geändert. Nicht zuletzt ist Dilma Rousseff, mit ihrer Herkunft aus der Mittelklasse und ihrer anerkannten Fachkompetenz, auch eine Kandidatin, die dem wichtigsten Koalitionspartner, der PMDB, genehm ist, und die, vielleicht leichter als der Metallarbeiter Lula, Stimmen aus der «Mitte» erlangen könnte. Die Koalition mit der PMDB allerdings ist innerhalb der PT nicht unstrittig. Die PMDB, in allen Regierungen seit Beendigung der Militärdiktatur als Koalitionspartner vertreten, gilt nicht als Partei mit klarem politischem Programm oder weltanschaulicher Ausrichtung, sondern eher als Interessenvertretung von – mehr oder minder – einflussreichen Personen und Familien. Auf dem Wahlparteitag der Arbeiterpartei PT im Februar 2010 wurde über eine «privilegierte Partnerschaft » zwischen PT und PMDB oder aber zwischen PT und den traditionell linken Verbündeten wie PC do B gestritten – am Ende entschied man sich für keinerlei besondere Nennung von Alliierten. Im Bundesstaat Maranhão widersetzte sich die lokale PT der Anweisung der Nationalleitung, die Kandidatin de PMDB, Roseanne Sarney, Tochter des amtierenden und in diverse Skandale verwickelten Parlamentspräsidenten José Sarney, zu unterstützen. Erst nach heftigen Auseinandersetzungen, die zu einer Spaltung der PT in Maranhão auszuwachsen drohten, wurde die Koaltition schließlich bestätigt. Erfolge der Amtszeit Lula Wichtigste Stütze ihres Wahlkampfes sind die Erfolge der beiden Amtsperioden der Regierung Lula. In den letzten 8 Jahren haben sich die Lebensbedingungen von Millionen Brasilianerinnen und Brasilianern deutlich verbessert. Die Armut sank nach Angaben des brasilianischen Instituts für Geographie und Statistik IGBE von 33,4 % im Jahr 2004 auf 22,9 % im Jahr 2009. Die Zahl der in absoluter Armut lebenden Menschen konnte um die Hälfte reduziert werden. Die Sozialprogramme der Regierung – allen voran Bolsa Familiar, mit dem mehr als 12 Millionen Familien erreicht wurden, aber auch Luz para todos («Licht für alle»), mit dem 2,3 Millionen Haushalte an das Energienetz angeschlossen wurden, und «Minha Casa, minha Vida», das 2009 aufgelegte Wohnungsbauprogramm, das allein 2010 den Bau von einer Million Wohnungen vorsieht, sind dabei ein wichtiger Faktor, und zweifellos entscheidend für die hohe Zustimmungsrate (79 %) der amtierenden Regierung. Entgegen vielfacher Meinung ist die Reduzierung der Armut jedoch weniger auf die Sozialprogramme der Regierung denn auf die kontinuierlich Erhöhung des Mindestlohnes und die Schaffung neuer Arbeitsplätze zurückzuführen. In den 8 Jahren der Regierungszeit stieg der Mindestlohn, von dem immerhin 24 Millionen Brasilianerinnen und Brasilianer, darunter auch die Rentnerinnen und Rentner, leben, um 53 %. Während nach Angaben des staatlichen Forschungsinstituts Ipea die Durchschnittseinkommen um 7,6 Prozent stiegen, wiesen die Einkommen der Landbevölkerung mit 28,1 %, der Bevölkerung im Nordosten mit 19,7 % oder die der Hausangestellten mit 15,4 % deutlich höhere Steigerungsraten auf. Dennoch lässt sich nicht leugnen, dass das Armutsproblem fortbesteht: auch im Jahr 2010 gelten noch 42 Millionen der brasilianischen Bevölkerung als arm. Vielleicht schwerwiegender noch: an der strukturellen Ungleichheit der brasilianischen Gesellschaft hat sich nur wenig geändert, auch heute noch ist Brasilien eines der Länder mit der ungerechtesten Verteilung des Reichtums. Nach Angaben der Regierung sank der Gini-Koeffizient zwischen 2002 und 2008 von 0,589 auf 0,544, dabei sind jedoch regionale Unterschiede zu beachten: selbst im Distrito Federal der Hauptstadt Brasilia liegt der Wert bei 0,6. Deutlich problematischer ist die soziale Ungleichheit im ländlichen Raum: Nach Anfang 2010 veröffentlichten Angaben des brasilianischen Instituts für Geographie und Statistik IGBE liegt der Gini-Koeffizient hier bei 0,727. Damit ist Brasilien weltweit das Land mit der höchsten Konzentration des Landbesitzes. Auch der Human Development Index weist auf die Probleme hin: Die achtstärkste Wirtschaftsmacht befindet sich nur auf Platz 75 unter 182 von der UNO untersuchten Ländern. Auch die makroökonomischen Daten sprechen für sich: beständiges Wirtschaftswachstum, Erzielung von Primärüberschussen, Abbau der Auslandsschulden, Brasilien wurde vom Schuldnerland des IWF zum Gläubiger und Kreditgeber. Die Inflation blieb unter Kontrolle, das Zinsniveau wurde gesenkt. Das Programm zum beschleunigten Wachstum PAC, als dessen «Mutter» die Präsidentschaftskandidatin Dilma Rousseff gilt, hat Milliarden in Infrastruktur und Wirtschaftsentwicklung gepumpt. Die Schattenseiten dieser Entwicklung – teilweise erhebliche ökologische Folgen, und insbesondere bei Staudammprojekten die Vertreibung von tausenden Menschen aus ihren traditionellen Gemeinden – werden gern als bedauerliche, aber für das Wachstum eben notwendige Kollateralschäden abgetan. Vor allem in der Landwirtschaft werden die Differenzen zwischen Regierung und traditionellen Bündnispartnern wie der Landlosenbewegung MST deutlich: die Legalisierung von genverändertem Saatgut und die massive Förderung des Agrobusiness, insbesondere des Anbaus von Soja sowie von Zuckerrohr und Eukalyptus, führt zu Konflikten. Auch wenn die Förderung der familiären Landwirtschaft von 3,6 Milliarden Reais im Jahr 2002 auf 15 Milliarden im Jahr 2010 erhöhtwurde, stehen diese Summen doch in keinem Verhältnis zur Förderung des Agrobusiness: hier stiegen die Kredite im gleichen Zeitraum von 33, 5 Mrd auf 108 Mrd. Reais. (1 Reais entspricht augenblicklich 43 Cent). Obgleich im Wahlkampf kaum präsent, sei auch auf die gewachsene Rolle Brasiliens als internationaler Akteur hingewiesen. Dies betrifft nicht nur das Agierendes Landes im Rahmen der G 20, sondern insbesondere die Initiativen zur lateinamerikanischen Integration wie UNASUR oder das Bündnis der lateinamerikanischen und karibischen Staaten (ohne die USA) CELAC sowie die Rolle Brasiliens als Vermittler bei Konflikten wie im Sommer 2010 zwischen Kolumbien und Venezuela. Auch diese Entwicklung ist nicht unkritisch zu sehen: Es bleibt die Frage, wem die Integration nutzt. In der Bilanz der PT tauchen als Erfolge der Außenpolitik nicht zufälligerweise als erstes die hohen Exportüberschüsse auf, und auch der Erfolg des Ausbaus der Beziehungen zu den anderen BRIC-Staaten und zu Afrika wird in Milliarden von Exporteinnahmen gemessen. Interessenvertretung der ärmeren Länder und Stärkung ihrer Positionen im internationalen Maßstab oder Förderung der Expansion brasilianischer (transnationaler) Unternehmen? Rechte kopiert die Rezepte Lulas Angesichts der positiven Errungenschaften ist es nicht verwunderlich, dass das Regierungsbündnis auf Kontinuität setzt. Mehr noch – auch die Opposition tut dies. Auch wenn das Wahlmotto Serras «Brasilien kann es besser» andere Vorschläge vermuten lässt, beschränken sich diese in Wirklichkeit auf Details. Im wirtschaftlichen Bereich setzen beide Lager auf weiteres Wachstum, finanzielle Stabilität und die Nutzung von Hauhaltsüberschüssen zur Schuldentilgung. Während die Regierungskoalition mit konkreten Zielen (Haushaltsüberschüsse in Höhe von 3,3 % der BIP, Senkung der Schuldenrate von 42,9 % auf 28,7 % des BIP) arbeitet, bleibt die Opposition völlig allgemein. In der Agrarfrage – zu der dieKoalition um Serra nichts sagt – setzt die Spitzenkandidatin der PT weiterhin auf «sowohl als auch» – Förderung familiärer Landwirtschaft und Agrarreform und Stärkung des Agrarbusiness. Dass beides gleichzeitig immer weniger möglich ist, wird ausgeblendet. Die von vielen sozialen Bewegungen unterstützte Forderung nach einer Überprüfung der Rechtmäßigkeit der Auslandsschulden und ggf. der Aussetzung der Zahlungen wird – kaum hörbar – nur von Plinio de Arruda Sampaio vertreten. Marina da Silva setzt ebenfalls auf Wachstum, stellt dabei aber umweltpolitische Aspekte wie die Förderung von «sauberer » Energie in den Vordergrund. «Gemeinsam für ein Brasilien, das wir wollen» weist mehr Gemeinsamkeiten als Unterschiede mit dem Programm der PT/PMDB-Koalition auf, und auch hier fehlt es nicht an «mehr und besser». Sie spricht von der Notwendigkeit, das bisherige Entwicklungsmodell «umzuleiten», klare Aussagen aber in Bezug auf Großprojekte wie die Umleitung des Rio San Francisco oder die Großstaudämme in Belo Monte und Rio de Madera fehlen. Die Förderung eines «nachhaltigen Agrobusiness» steht noch vor der der familiären Landwirtschaft, und trotzt des Bekenntnisses zum Ausstieg aus der fossilen Energieproduktion hält auch die grüne Partei PV am Ausbau der Erdölförderung fest. Auch auf sozialpolitischem Gebiet kopiert die rechte Opposition die bisherige Politik. Sie will die Mittel für Bolsa Familia verdoppeln, das Programm zur familiären Gesundheitsbetreuung ausweiten, die Anzahl der Lehrerinnen und Lehrer in den Grundschulen erhöhen und die berufsbildenden Schulen ausbauen. Die Regierungskoalition wiederum nimmt eine Forderung der sozialen Bewegungen auf und will sich für die Institutionalisierung der Sozialprogramme einsetzen (viele beruhen auf Präsidialdekreten) – insbesondere für ein Grundeinkommenanstelle der Bolsa Familia. Der weitere Ausbau des staatlichen Gesundheitssystems SUS [2] und die Stärkung der familiären Gesundheitsbetreuung steht im Mittelpunkt, im Bildungsbereich soll der Fundeb (ein auf nationaler, bundesstaatlicher und kommunaler Ebene verwalteter Fonds zur Sicherung der öffentlichen Bildung) weitergeführt werden, ebenso wie das auf Studentinnen und Studenten und aus einkommensschwachen Haushalten gerichtete Programm «Universität für alle». Internationale Themen sind im Wahlkampf kaum vertreten. Der Versuch der Opposition, im August 2010 der PT die Beziehungen zur kolumbianischen FARC zu unterstellen, war nur kurzzeitig eine Meldung wert und wurde rasch fallen gelassen. Die Koalition um Dilma Rousseff setzt auch auf außenpolitischem Gebiet auf Kontinuität und die Stärkung von UNASUR und Mercosur – es dürfte kein Zufall sein, dass im Wahlprogramm weder die Banco del Sur noch eine etwaige Mitgliedschaft im Alternativbündnis ALBA erwähnt werden. Betont wird hingegen die Stärkung brasilianischer Militärs in Haiti, eine Entscheidung, die auch innerhalb der PT strittig ist. Darüber hinaus sollen die Bemühungen zur friedlichen Reglung des Nahostkonfliktes fortgesetzt werden, wie auch die Bestrebungen zur Reform der UNO, insbesondere des Sicherheitsrates. Das Streben Brasiliens nach einem ständigen Sitz wird allerdings nicht erwähnt. Auch Marina Silva spricht sich für die Redemokratisierung internationaler Institutionen wie UNO und IWF aus, für Frieden und Menschenrechte, ohne den Militäreinsatz in Haiti zu erwähnen. Lediglich die PSOL tritt unmissverständlich für einen Truppenrückzug und die zivile Unterstützung des Landes durch medizinisches und technisches Personal ein. Die rechte Koalition PSDB/DEM beschränkt ihre außenpolitische Vorschläge auf den Abschluss und die Umsetzung von Freihandelsabkommen. Ebenfalls in der öffentlichen Debatte kaum präsent sind Themen wie die Legalisierung des Schwangerschaftsabbruchs, eine alte Forderung der Frauenbewegungen, die bereits 2007 vom Parteitag der PT unterstützt wurde. Zum gegenwärtigen Zeitpunkt ist es wahrscheinlich, dass Brasilien im Herbst erstmals eine Frau als Präsidentin haben wird. Und es darf als sicher gelten, dass Brasilien sich weiter verändern wird. Ob diese Veränderungen auch struktureller Natur sein werden, ob statt «weiter so» und mehr Wachstum eher Fragen nach einem qualitativen Wachstum, nach tatsächlicher Umverteilung des gesellschaftlichen Reichtums, nach sozialökologischer Nachhaltigkeit und Gerechtigkeit, auf die Tagesordnung rücken werden, hängt vielleicht weniger vom Wahlausgang als von der Stärke der brasilianischen Zivilgesellschaft, und den vielfältigen sozialen Bewegungen und Organisationen ab. Die wichtigsten Gewerkschaftsverbände, soziale Bewegungen wie die Via Campesina, die Assambleia Popular und die Marcha Mundial das Mulheres haben einen Forderungskatalog aufgestellt, der teilweise über das Wahlprogramm von PT/ PMDB deutlich hinausgeht. Sie verlangen die Abkehr von der Politik des Primärüberschusses . Statt dessen sollten diese Mittel für soziale Zwecke eingesetzt werden, außerdem eine Agrarreform durchgeführt werden, sowie Landbesitz ausländischer Unternehmen und Banken enteignet, außerdem fordern sie die Stärkung des gegenwärtigen Waldschutzgesetzes. «Ein Wahlsieg der PT wird günstigere Kräfteverhältnisse bieten, um soziale Forderungen durchzusetzen, und um eine größere politische Mobilisierung zu erlauben», schätzt João Pedro Stédile von der Landlosenbewegung MST ein. [1] PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, Programm zur Beschleunigung des Wachstums: 2007 aufgelegtes Infrastrukturprogramm, in dessen Rahmen bis Ende 2010 ca. 500 Mrd. Reais (ca. 220 Mrd. Euro) eingesetzt werden. Schwerpunkt ist neben dem Energiesektor und dem Bau von Straßen, Häfen, Flugplätzen auch die Verbesserung der Lebensbedingungen in den Städten (Wasser- und Abwasserversorgung, Wohnungsbau, Transport). Auch die Finanzierung der Sozialprogramme «Luz para todos» (Licht für alle) und «Minha casa, minha vida» – Wohnungsbauprogramm «mein Haus, mein Leben» erfolgt im Rahmen des PAC. [2] SUS – Sistema Unico de Saude – Einheitsgesundheitssystem, wurde 1988 geschaffen, um der gesamten Bevölkerung Zugang zum öffentlichen Gesundheitssystem zu ermöglichen. Vorher hatten nur versicherungspflichtige Arbeitnehmerinnen und Arbeitnehmer Zugang, und ein Großteil der Bevölkerung war auf karitative Einrichtungen angewiesen – sofern es diese gab. Die Effizienz des Systems ist allerdings problematisch, insbesondere bei schwierigeren Erkrankungen gibt es oftmals lange Wartezeiten. Glossar: PT – Partido dos Trabalhadores: Arbeiterpartei, 1980 gegründet von einer sehr heterogenen Gruppe von Intellektuellen, Gewerkschaftsführern und Befreiungstheologen, seit 2002 Regierungspartei PC do B – Partido Comunista do Brasil: Kommunistische Partei Brasilien, versteht sich ebenfalls als Nachfolge der 1922 als Teil der Komintern gegründeten PCB. Auf dem 5. Nationalkongress 1962 wurde die Trennung von der Kommunistischen Internationale beschlossen, wie auch der neue Name. PMDB – Partido Movimento Democrático Brasileiro: Partei demokratische brasilianische Bewegung PSDB – Partido Social Democracia Brasileira: Partei brasilianische Sozialdemokratie, gegründet im Juni 1988, die Mehrheit der Gründungsmitglieder kam aus den Reihen der PMDB DEM Partido Democratas: Partei der Demokraten, 2007 gegründet als Nachfolgepartei der PFL (Partido del Frente Libreal – Partei der Liberalen Front), die ihrerseits eine Abspaltung der Nachfolgepartei der ARENA (Aliança Renovada Nacional – Erneuerte nationale Allianz) war. Die ARENA war die Partei der Diktatur. PV Partido Verde: Grüne Partei, im Januar 1986 von Umweltaktivistinnen und Aktivisten gegründet, hat bis 2005 die Regierung Lulas unterstützt, ist aber auf Bundesstaatsebene auch Koalitionen mit den Mitte-Rechtsparteien eingegangen. PSOL – Partido Socialismo e Libertade: Partei Sozialismus und Freiheit PCB – Partido Comunista Brasileiro: Brasilianische Kommunistische Partei, 1922 gegründet, durchlief diverse Spaltungen, heute in 20 brasilianischen Staaten vertreten, aber wenig einflussreich PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados: Sozialistische Partei der vereinigten Werktätigen, 1994 als linke Abspaltung der PT gegründet, gilt als trotzkistisch
30/09/2010 | 896 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Wirtschafts Blatt (Austria): Lula hinterlässt große Schuhe Kommenden Sonntag wählt das fünftgrößte Land der Erde einen neuen Präsidenten und ein neues Parlament. Der bisherige Amtsinhaber Luiz Inacio "Lula" da Silva darf nach acht Jahren im Amt nicht mehr antreten. Würde er trotzdem, so wäre ihm die Wiederwahl nahezu gewiss, kann Lula doch Zustimmungswerte von rund 80 Prozent für sich vorweisen -ein in Demokratien nicht oft gesehener Wert. Doch der Präsident hat vorgesorgt und seine Wunschnachfolgerin gleich selbst ausgesucht. Seiner ehemaligen Kabinettschefin Dilma Rousseff ist, Umfragen zufolge, der Wahlsieg fast nicht mehr zu nehmen, trotz eines Korruptionsskandals vor knapp zwei Wochen, die zum Rücktritt von Rousseffs Nachfolgerin als Kabinettschefin, Erenice Guerra, führte. Einzige Frage ist nun, ob Rousseff den Sprung gleich am Sonntag schafft oder ob am 31. Oktober noch ein zweiter Wahlgang nötig sein wird. Diesen will ihr Herausforderer, José Serra von der Sozialdemokratischen Partei (PSDB), erreichen. Der ehemalige Bürgermeister von Sao Paulo ist vor allem bei Besserverdienenden beliebt. Erfolgsgeschichte Dagegen kann Rousseff vor allem im ärmeren Nordosten des Landes auf Stimmen zählen. Vor allem dank des staatlichen Sozialprogramms "Bolsa Familia" sind Lula und auch Rousseff hier beliebt. Dieses ermöglichte rund 20 Millionen Brasilianern zwischen 2003 und 2009 den Sprung aus der Armut. "Bolsa Familia" sieht Renaut Michel vom brasilianischen Wirtschaftsinstitut Ipea auch als wichtigen Faktor für das brasilianische Wirtschaftswachstum der vergangenen Jahre, es habe die Binnennachfrage gesteigert. Große Projekte wie die Fußball-Weltmeisterschaft 2014 und die Olympischen Spiele 2016 würden weiteres Wachstum ermöglichen, der Staat müsse jedoch durch gezielte Investitionen dafür sorgen, dass auch die Privatwirtschaft investiert, meint Michel. Nach wie vor dreht sich in der brasilianischen Wirtschaft viel um Rohstoffe. Das zeigt die kürzlich erfolgte 70-Milliarden-$-Kapitalerhö hung des staatlichen Ölkonzerns Petrobras, die Lula stolz verkündete. Doch auch andere Sektoren legen zu. So zum Beispiel die Automobilbranche. Um elf Prozent haben die Autoverkäufe im vergangenen Jahr zugelegt, laut Prognosen des deutschen CAR-Instituts wird Brasilien heuer mit 3, 25 Millionen verkauften Neuwagen Deutschland als Absatzmarkt übertreffen. Ford, VW, Fiat und GM lassen schon länger im Land produzieren. Letztere leisten sich auch ein eigenes Entwicklungszentrum in der Nähe von Sao Paulo. Davon profitieren wiederum Zulieferer, wie Cylon da Silva, CEO des Halbleiter-Herstellers CEITEC, erzählt. Doch bis die brasilianische Hightech-Industrie international mithalten kann, brauche es Verbesserungen bei der schwerfälligen Bürokratie. Diese hemmt Innovationen. Von staatlicher Seite werde zwar einiges unternommen, jedoch fehlen laut da Silva private Investitionen in die Forschung. Lesen Sie auf Seite 30, wie Anleger in Brasilien am besten profitieren
30/09/2010 | 571 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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ADMINISTRADORES.COM.BR (DF):*Marcio Pochmann - Inflexão brasileira e desilusão dos EUA Nesta primeira década do século 21, os dois maiores países do continente americano convivem simultaneamente com modelos bem distintos de promoção do desenvolvimento. Enquanto os Estados Unidos registram sinais crescentes de relativa decadência mundial, o Brasil apresenta desempenho econômico e social favorável e promissor para os próximos anos. Da posição de 14ª economia global em 2000, o Brasil ocupa, atualmente, a 8ª colocação, podendo, daqui a seis anos, situar-se entre os cinco maiores Produtos Internos Brutos do mundo. Essa constatação, contudo, diverge profundamente da diversa realidade vivida pelas duas grandes economias no final do século passado. Nas décadas de 1980 e 1990, por exemplo, os Estados Unidos surfaram satisfatoriamente na onda neoliberal de abertura econômica e financeira global. De grande centro produtivo mundial dos últimos 150 anos, os Estados Unidos foram passivamente aceitando, desde o governo Reagan, o deslocamento de suas principais atividades econômicas por meio das redes de produção global e da terceirização das fontes produtivas de suas grandes corporações transnacionais para diferentes regiões geográficas mundiais, sobretudo asiáticas. Com isso, a marcha estadunidense permitiu que o custo de vida de sua população permanecesse baixo por constante importação de produtos estrangeiros a substituir a produção nacional. Ademais da sofisticação dos novos e criativos mecanismos de financeirização de sua economia, houve a difusão do endividamento das famílias, permitindo a formação de grandes bolhas insustentáveis de expansão da riqueza fictícia sem correlação com a produção interna. A opção pela riqueza sem produção gerou uma zona de conforto socioeconômico sustentada por gradual ampliação da desigualdade de renda. Entre 1980 e 2001, por exemplo, o grau de desigualdade na repartição da renda estadunidense cresceu 24,2% (índice de Gini). Durante esse mesmo período de tempo, o Brasil manteve-se prisioneiro das opções que fez para enfrentar a crise da dívida externa do início da década de 1980. Com o abandono do projeto nacional-desenvolvimentista iniciado ainda na década de 1930, o país assistiu ao avanço da regressão econômica e social. Entre 1980 e 2000, o Brasil decresceu da 8ª para a 14ª colocação na economia mundial, subindo da 13ª para a 3ª posição no ranking mundial do desemprego. A grande crise global de 2008 permitiu observar o quanto as trajetórias de desenvolvimento dos EUA e do Brasil divergem O baixo dinamismo econômico, permeado por altas taxas de inflação, desorganização das finanças públicas e desmantelamento do setor público gerado pelas medidas neoliberais de privatização e focalização do gasto social, colocou o país em posição destoante da dos Estados Unidos. Mesmo assim, a tardia submissão do Brasil ao neoliberalismo fez avançar também a macroeconomia da financeirização da riqueza, sugadora de recursos orçamentários para o reduzido contingente de proprietários de títulos públicos. A grande crise global de 2008 permitiu observar o quanto as trajetórias de desenvolvimento dos Estados Unidos e do Brasil divergem. Diferentemente do verificado durante as duas últimas décadas do século XX, o Brasil encontra-se em posição superior à dos estadunidenses. Um bom indicador disso pode ser percebido pelo comportamento recente da taxa de pobreza, uma vez que nos dois últimos anos os Estados Unidos a viram crescer 14,4%, enquanto no Brasil a proporção de pobreza no total da população caiu 17,3%. Até 2003, entretanto, a trajetória da pobreza não parecia se distinguir muito entre os dois grandes países do continente americano. Somente a partir de 2004 o sentido da evolução das taxas de pobreza se diferenciou positivamente para o Brasil, sobretudo na crise global de 2008. Em grande medida, a inflexão brasileira assenta-se na convergência política recente em prol da prosperidade social-desenvolvimentista. A defesa do avanço da produção nacional, compartilhada por políticas distributivas e de sustentação do Estado de bem-estar, permite combinar satisfatoriamente a redução da pobreza e da desigualdade da renda do trabalho. Nos Estados Unidos, contudo, a emergência de uma nova retomada da macroeconomia da financeirização da riqueza tende a desiludir os anseios por mais produção e menos pobreza e desigualdade de renda. *Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp.    
30/09/2010 | 659 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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FGV:Desafio brasileiro é diversificar matriz Geração de energia a partir de bacias hidrográficas pode cair 30% nas próximas décadas A capacidade do Brasil de gerar energia elétrica a partir de bacias hidrográficas pode ser reduzida em 30% nas próximas décadas,uma consequência direta do impacto dasMudanças Climáticas sobre o estoque atual de água.Oprognóstico está no último Boletim Regional, Urbano e Ambiental do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgadoem22 de setembro último. Éumalerta para a necessidade de o país investir com mais ênfase na diversificação de seu perfil energético como forma de compensar possíveis perdas futuras na geração. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério das Minas e Energia (MME), de toda a eletricidade produzida no país em 2009, apenas 6% foram gerados da Biomassa e 0,3% da eólica. Também no ano passado, a capacidade de geração de energia eólica no Brasil cresce 77,7% sobre o ano anterior, passando de 341 MW (megawatts) para 606 MW, segundo o Conselho Global de Energia Eólica. O crescimento foi maior do que o registrado nos EUA, de 39%, e na Europa, de 16%. O Brasil responde atualmente por quase metade da capacidade instalada na América Latina. Mas ainda está distante de outros países: sua capacidade instalada representa menos de1%no total global. Para Enio Bueno Pereira, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a ampliação da capacidade instalada e, consequentemente, da geração de energia eólica no Brasil passa necessariamente pelo conhecimento das áreas com potencial de geração. O último mapeamento sobre energias alternativas no Brasil, conta, foi feito há dez anos a pedido da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras). Oestudo, que originou o Atlas da Energia Eólica no Brasil, mostrou que o país tinha um potencial eólico da ordem de 272 terawatt porhora por ano(umterawatt equivale a 1 trilhão de watts). "Apenas para efeito de estimativas de potencial, o Brasil tem uma demanda, hoje, de 470 terawatt/hora por ano. Olhando para o estudo lá atrás, significa que nós teríamos condições de suprir quase a metade da demanda interna, se todo o potencial fosse aproveitado", diz o pesquisador. Para ele, o novo atlas eólico éumanecessidade porque hoje a tecnologia é outra: já permite a construção de torres com altura superior a 50 metros, fazendocomque regiões que foram descartadas no primeiro estudo, há dez anos, sejam somadas. "Um novo mapa das áreas passíveis de serem exploradas precisa ser feito para que se tenha a exata dimensão do real potencial do Brasil na geração de energia a partir dessa matriz", afirma o pesquisador do Inpe. Outra dificuldade para se ampliar a geração da eólica é que muitos locais onde o vento sopra com mais força são áreas de reservas, com terras caras ou, ainda, áreas cuja propriedade não está bem definida, caso das consideradas de usucapião, lembra Enio Pereira.Oprimeiro estudo, diz ele, também não levou em consideração o potencial de instalação de usinas eólicas offshore, onde a geração de energia é possível graças à instalação de turbinas no mar. "Por indução, sabemos que os ventos no Nordeste, por exemplo, são intensos e constantes na região litorânea, excelentes para a geração de energia eólica." Para fazer esse mapeamento, a cadeia da energia eólica deve ser conhecida desde a prospecção até a geração. PREÇOS EM QUEDA Mas se a energia eólica não avançou tanto quanto se esperava nos últimos anos, hoje o cenário é mais favorável, na opinião de Maurício Tolmasquim, presidente da EPE. "Temos neste momento uma conjunção de fatores que permite que a geração de energia eólica comece a caminhar de forma mais rápida e efetiva no Brasil", afirma. "A energia eólica está deixando de ser uma fonte de geração interessante apenas do ponto de vista do Meio Ambiente para se tornar competitiva economicamente m relação à térmica." Ele se refere aos leilões de energia alternativa, o primeiro em 2009 e o segundo em agosto deste ano, que começaram a ser realizados pelo governocomopartedoincentivoprevistonoProinfa, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia, criado em 2002 no âmbito do Ministério das Minas e Energia. A queda no preço da energia do primeiro leilão para o segundo seria um indicativo do aumento do interesse de investidores e empresas privadas pelo setor. No segundo leilão, a EPE habilitou 734 projetos que somaram 21,16 mil MW de potência instalada. Para o leilão de reserva foram 366 usinas com 10,745 mil MW. No leilão com entrega para 2013 foram 368 projetos, em um total de 10,415 mil MW. No segmento de eólicas foram habilitadas 316 usinas que somaram 8,202 milMW, 40 de Biomassa, com 2,375 mil MW e dez de Pequenas Centrais Hidrelétricas, com 168 MW. As fontes alternativas movimentaram R$ 17,5 bilhões, com a contratação de 1,584MWde potência instalada. A região Nordeste foi a que maior participação registrou, com 41 dos empreendimentos contratados. Na região Sul, foram contratados 11 empreendimentos, na Sudeste dois e outros dois no Centro-Oeste.Opreço da energia eólica, a que maior representatividade teve no leilão, caiu dos pouco mais de R$ 140 no primeiro leilão para R$ 134 no segundo. Queda importante, já que a energia dos ventos sempre foi vista como uma fonte alternativa sem muitos atrativos devido a seu custo.
30/09/2010 | 844 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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UOL NOTÍCIAS:Analistas afastam hipótese de golpe contra Rafael Correa no Equador Apesar do caos que tomou conta das cidades equatorianas nesta quinta-feira (30), com aeroportos, quartéis e estradas tomadas por militares e policiais, analistas entrevistados pelo UOL Notícias afastam a hipótese de ocorrer um golpe contra o atual governo de Rafael Correa. Os militares protestam contra uma lei do governo que reduz benefícios para a categoria. "Estive no Equador em julho para fazer uma pesquisa com vários segmentos da sociedade e não senti qualquer possibilidade de golpe. A situação institucional ainda é frágil, mas agora, com o Rafael Correa, há mais estabilidade", afirma Pedro Silva Barros, titular da representação do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Para Barros, os militares insatisfeitos com o governo não têm base de apoio dentro e fora do país. "Eles não têm o menor apoio internacional. Ninguém vai aceitar esse tipo de coisa. São protestos por insatisfação salarial, um assunto corporativo. Não teriam condições de sustentar um golpe", diz. Já Leonardo Valente, professor de Relações Internacionais e Geopolítica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), afirma que é cedo para dizer o que vai acontecer, mas acredita que os confrontos de hoje não tem força para abalar a base de sustentação do governo. "Até que o Correa assumisse a Presidência, o Equador era o país mais volátil do continente. A queda de presidentes era algo muito frequente. Isso foi contornado. Correa conseguiu costurar uma estabilidade e uma base de apoio que tornou mais difícil que as situações do passado voltem a ocorrer. Porém, ainda é muito cedo para avaliar", diz. Morte cruzada A tensão começou a se agravar hoje quando um grupo de militares fechou o aeroporto internacional de Quito e uma base área militar na capital do país, levando à suspensão das operações aéreas. Para tentar amenizar o clima, Correa foi até o Quartel de Quito discursar aos manifestantes, mas acabou ferido por uma bomba de gás lacrimogêneo. O hospital para onde o presidente foi levado foi cercado por militares. Correa já havia sinalizado com a hipótese de adotar a "morte cruzada", um dispositivo na Constituição equatoriana que permite a dissolução do Congresso e a convocação das eleições gerais, inclusive para presidente. Parte da oposição, inclusive, defende essa medida. "Isso é um recurso antigo, já foi feito várias vezes nos últimos anos e que faria voltar a instabilidade institucional de antes", afirma Valente. Unasul e economia Os analistas acreditam que o fortalecimento da relação entre os países sul-americanos, materializado na Unasul, poderá ser fundamental para impedir um golpe no Equador. "É um fator que pesa [contra o golpe]. Um exemplo é a Bolívia, quando todos os departamentos da meia-lua se rebelaram e poderiam ser desencadeados fatos políticos graves, como a queda do governo ou uma guerra-civil. Na época, a Unasul deu um recado claro, que o governo de Evo Morales era democraticamente legítimo e que um golpe não seria aceito", afirma o professor da UFRJ. Para Valente, Rafael Correa melhorou a situação econômica e social do Equador, mas os problemas na macroeconomia atrapalharam o andamento de seu governo nos últimos dois anos. "Ele trabalhou para aumentar a participação do Estado na economia e depois implantou políticas assistencialistas para a população mais pobre. Isso funcionou num primeiro momento, mas questões macroeconômicas impediram que ele conseguisse mais avanços." De acordo com o acadêmico, a lei polêmica que gerou revolta entre os militares e policiais pode ter sido aprovada por conta da falta de recursos no caixa do governo. "Os gastos com política do Estado aumentaram, e a situação internacional não está favorecendo. Houve uma queda na receita", analisa. "A situação econômica do Equador melhorou. Ainda que o país tenha sofrido nos últimos anos, a economia melhorou. Está bem melhor do que na época da pré-dolarização e no pós-dolarização", aponta Pedro Silva Barros. Base de apoio "O problema maior é que Correa foi eleito com apoio dos movimentos sociais, indígenas, da esquerda e de ambientalistas, mas conforme o passar dos anos ele foi deixando esses grupos de lado e vice-versa. Isso enfraqueceu o governo", diz o pesquisador do Ipea. Já Valente acredita que esse suposto descolamento da base pode favorecer um descontentamento geral e aumentar a possibilidade de golpe. "A base equatoriana está muito acostumada com mobilização quando está insatisfeita. Eles possuem sindicatos, organizações indígenas e associações corporativas ativas politicamente. Quando estão descontentes, vão para a rua", afirma.
30/09/2010 | 934 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
Notícias/Dinte
Prazo terminou nesta sexta-feira, dia 1º. Mas os inscritos que desejarem visualizar dados no formulário ainda podem fazê-lo
01/10/2010 | 3126 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Institucional/Dides
Processo Seletivo Simplificado PROCIN Nº 001/2010 Processo Seletivo Simplificado PROCIN nº 001/2010 - Projeto " Inquérito Brasileiro sobre a concorrência do setor farmacêutico" Data Limite para impugnação: 19 de outubro de 2010 Início da bolsa: Outubro de 2010 Processo Seletivo Simplificado PROCIN nº 001/2010 Simplified Selection Process- PROCIN nº 001/2010 Extrato de Publicação do Resultado do Processo Seletivo Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
05/10/2010 | 1927 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
Notícias/Disoc
Comunicado n° 63, divulgado nesta terça,mostra que a pobreza e a desigualdade continuaram caindo no Brasil em 2009
01/10/2010 | 8103 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Notícias/Presidência
Segunda edição do indicador aponta para a manutenção do otimismo em todas as regiões geográficas do Brasil
24/09/2010 | 4217 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Notícias/Disoc
Estudo mostra que aumento da renda foi maior entre as faixas mais pobres da população entre 1995 e 2009
05/10/2010 | 6561 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Clipping/Clipping
Agência Carta Maior On Line:A sociedade sinaliza por um novo padrão de desenvolvimento - Parte 1 É necessário que o programa de governo a ser oferecido ao país pelas forças políticas que defendem a continuidade do processo inaugurado com o governo Lula, na disputa desse segundo turno das eleições, lideradas por Dilma Rousseff, defina claramente uma zona de compromisso que incorpore a dimensão da sustentabilidade socioambiental à cultura do novo ciclo de desenvolvimento. E estabeleça um novo paradigma que supere o padrão de produção e consumo definido pelo capitalismo liberal. Esta é a melhor forma de estabelecer o diálogo público com a liderança pública de Marina Silva e seus eleitores. O artigo é de Juarez Guimarães e Hamilton Pereira. O primeiro turno das eleições gerais ocorridas no último domingo, a exemplo do que ocorreu em 2006, exigirá dos dirigentes e militantes do Partido dos Trabalhadores uma objetiva reflexão sobre o quadro expresso pelas urnas e a ação imediata para coroar com êxito a campanha de Dilma Rousseff. Dilma 46,7%. José Serra 32,7%. Marina Silva 19,4%. Esses são os números. A expressiva votação obtida por Marina Silva só confirma a importância de sua liderança pública. É necessária uma ação política imediata que dialogue com as expectativas desse segmento dos cidadãos e cidadãs brasileiros. Atualizamos aqui os elementos fundamentais da Carta Aberta entregue a ela e que fizemos circular pela internet, no momento em que Marina Silva fez sua opção pelo afastamento do PT, pela filiação ao PV e se posicionou como candidata à Presidência da República. Ao concluir oito anos de mandato, podemos afirmar que o governo Lula criou as bases para iniciar um novo ciclo de crescimento econômico neste início do século XXI, após duas décadas de estagnação. A retomada levantou para nós quatro desafios para qualificar este novo: desenvolver o Brasil aprofundando as conquistas democráticas; desenvolver o Brasil com distribuição de renda, combatendo as criminosas desigualdades sociais e regionais; desenvolver o Brasil, afirmando sua fisionomia soberana e pacífica diante do mundo e desenvolver o Brasil incorporando a sustentabilidade socioambiental à cultura do novo ciclo. Os três primeiros desafios estão encaminhados: vivemos uma experiência democrática em que as instituições funcionam e se amplia a participação popular nos processos de tomada de decisão; vivemos uma profunda dinâmica de investimento do Estado no combate às desigualdades sociais e regionais que nos permite dizer ao mundo, como na recente pesquisa do Ipea, que no Brasil as camadas mais pobres da população elevam de forma inédita e ampla sua qualidade de vida em meio à crise mundial. O Brasil ocupa hoje com altivez e competência seu lugar nas decisões nos foros mundiais. O quarto desafio é planetário, não é apenas da sociedade brasileira: o novo ciclo de desenvolvimento ainda não incorporou plenamente a dimensão da sustentabilidade socioambiental à sua cultura. Mesmo considerando as conquistas alcançadas internamente na formulação e condução das políticas socioambientais sob responsabilidade de Marina Silva, ao longo de cinco anos e meio à frente do Ministério do Meio Ambiente, seguidos da gestão de Carlos Minc. Temos, portanto, aí um grande desafio a vencer para conferir uma nova qualidade à continuidade do nosso projeto. Durante muito tempo, a esquerda ouviu com atenção apenas discreta os argumentos daqueles que puseram no centro de sua agenda, de suas angústias e esperanças, a luta pela sobrevivência do planeta. Mesmo quem examinava os argumentos, com sincera boa vontade, não deixava de sentir que havia ali, talvez, as marcas de um diagnóstico excessivo, de uma urgência artificiosa ou, quem sabe, de um viés tendencioso ou algo messiânico. Marina Silva há de concordar que o governo Lula é o governo da história republicana brasileira que mais fez pelas políticas públicas voltadas para a sustentabilidade socioambiental. Não se conhece outro no qual a tensão entre desenvolvimento econômico e a preservação da natureza tenha ido ao centro de sua dinâmica. Entre suas conquistas, estão a redução ampla e consistente no desmatamento da Amazônia, o alargamento inédito das áreas de preservação, a busca de alternativas econômicas para a "floresta em pé", por meio da Lei de Florestas Públicas, o encaminhamento reconhecido internacionalmente dos compromissos relativos ao combate ao aquecimento global. Pela primeira vez na história, o Estado brasileiro começou a regular os investimentos econômicos pela lógica da sustentabilidade. A Resolução do Conselho Monetário Nacional proposta pela então Ministra Marina Silva, que condiciona a liberação de recursos para empreendimentos do agronegócio nas áreas da fronteira agrícola aos critérios de sustentabilidade socioambiental, moderniza as práticas desta área sensível da economia sobre o ambiente. Este é apenas um exemplo. Não temos problema em reconhecer que estes avanços históricos são ainda insuficientes diante do novo ciclo de desenvolvimento brasileiro iniciado nessa primeira década. Mais energia, mais carros e pressão imobiliária nas cidades: não podemos perder de vista que 80% dos brasileiros vivem nos centros urbanos. Mais pressão também sobre a Amazônia e as fronteiras agrícolas, reprodução em escala ampliada de padrões de consumo típicos de países capitalistas centrais. A agenda ecológica estará perdida se condenada a lutar apenas na resistência, caso a caso, na regulação e na contenção das vertentes mais agressivas do crescimento. O que se requer é um novo paradigma de desenvolvimento: a economia verde do século XXI, como está se propondo. Não apenas uma contenção e regulação dos mercados, mas uma reposição e uma programatização ampla dos fundamentos socioambientais do desenvolvimento brasileiro. O PT foi o primeiro partido socialista brasileiro a incorporar, como contribuição inestimável da geração da qual fazem parte Chico Mendes e Marina Silva, a temática do desenvolvimento sustentável. Provavelmente estão na extensa rede de militantes, filiados e simpatizantes do nosso partido a maior parte dos que sustentam a utopia verde. Mas ela ainda é uma agenda setorial, isto é, não estrutura, não orienta as prioridades da sociedade. Cobra agora seu lugar definitivo na agenda do desenvolvimento do século XXI. O claro diagnóstico da comunidade científica, a pressão da opinião pública internacional, a sensibilidade crescente diante dos desastres ecológicos tem feito surgir um fenômeno novo, no centro e na periferia do mundo capitalista: um liberalismo ecológico. Isto é, a formação de uma consciência e de um programa que pretende unir capitalismo e sustentabilidade, mercado e regulação. No Brasil, se observa hoje, no curso da campanha eleitoral de 2010, um claro esforço por parte de certos segmentos empresariais, por parte do PSDB/DEM e de setores ecológicos anti-socialistas, de abraçar uma agenda verde. Mas esse eco-liberalismo apresenta dois grandes limites. O primeiro é que, centrado em uma base empresarial, terá como horizonte sempre os interesses do mercado, de sua potência agressivamente destrutiva, e não a formulação de um novo paradigma que não pode estar assentado na exploração e na maximização do lucro. O segundo, e de implicações mais graves, é o que aparta o grito do planeta - cuja expressão está sob nossos olhos com as catástrofes climáticas - do grito dos oprimidos, aparta o grito da Terra do grito dos pobres, a causa da sustentabilidade ambiental da causa da justiça social!  
05/10/2010 | 547 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
Audios/Presidência
Sergei Soares, técnico da Disoc, fala sobre o Comunicado do Ipea nº 63  
06/10/2010 | 3457 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Notícias/Presidência
Autores interessadostêm até 5 de novembro para fazer inscrição. Texto deve abordar um entre 10 temas  
06/10/2010 | 4954 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Publicações/Presidência
A Distribuição de Rendimentos no Brasil 1976/85
06/10/2010 | 2539 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Notícias/Presidência
Comemoração no último dia 28, em Brasília, teve discurso de Marcio Pochmann e foi encerrada com um coquetel  
30/09/2010 | 2987 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Notícias/Dimac
Boletim Conjuntura em Foco, apresentado no Rio de Janeiro, estima crescimento mais suave na economia
10/09/2010 | 4962 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais

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