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Sensor Econômico e Conjuntura em Foco serão apresentados na capital paulista, em parceria com a CBCDE
Comunicado do Ipea nº 53 abordou perspectivas para o mercado de etanol e biodiesel no Brasil  
Antonio Patriota falará sobre os desafios e oportunidades do Haiti no pós-terremoto
Publicação aborda temas como ajuda ao Haiti e desempenho da economia boliviana durante a crise de 2008-2009  
Segunda edição do Boletim Internacional traz oito artigos Publicação aborda temas como ajuda ao Haiti e desempenho da economia boliviana durante a crise de 2008-2009 Foto: Sidney Murrieta O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta quinta-feira, 27, a segunda edição do Boletim de Economia e Política Internacional, da Diretoria de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais (Deint). O evento foi realizado na sede do Ipea, em Brasília (SBN, Quadra 1, Bloco J, Ed. BNDES, auditório do subsolo), com transmissão ao vivo pela internet. O evento contou com a participação de Roberto Doring, primeiro-secretário do Ministério das Relações Exteriores, que representou Antonio Patriota, secretário-geral do Itamaraty. Patriota assinou o artigo Haiti: desafios e oportunidades no pós-terremoto, o qual trata da importância do protagonismo brasileiro na ajuda ao país caribenho. "O Brasil tem um comportamento inequívoco no Haiti, que vale enfatizar, é anterior ao terremoto, mas que se fortaleceu após o episódio", afirmou Doring ao comentar a situação haitiana. O Boletim traz também um artigo do professor da Universidade Federal do ABC Giorgio Romano, e do presidente do Ipea, Marcio Pochmann, que defende a proposta de taxação dos fluxos cambiais, medida que vem sendo discutida no âmbito do G20 financeiro e do Fundo Monetário Internacional (FMI), apoiada por diversos líderes nacionais. O comportamento da economia boliviana durante a recente crise norte-americana foi abordado pelo técnico de Planejamento e Pesquisa da Deint Pedro Silva Barros. "Dentre todos os países da América Latina, a Bolívia foi o que apresentou o maior crescimento", disse o técnico, que assina o artigo intitulado O êxito boliviano durante a crise de 2008-2009. A publicação traz ainda os seguintes artigos: - Instituições de segurança e potências regionais: a organização para a cooperação de Xangai (SCO) e a comunidade econômica dos estados da África Ocidental (ECOWAS), de Rodrigo Pimentel Ferreira Leão - Inserção do Brasil no cenário internacional: a evolução da candidatura olímpica do Rio de Janeiro para 2012-2016, de Ricardo Leyser Gonçalves e André Rego Viana - China: Notas sobre a migração, as transformações na produção e os efeitos no mercado de trabalho, de Rodrigo Pimentel Ferreira Leão - Aspectos do financiamento das operações de paz da ONU: implicações para a política externa brasileira, de Antonio Jorge Rocha Ramalho e Fernanda Lira Goes - A atuação do Brasil no sistema de solução de controvérsias da OMC: o caso do contencioso do algodão contra os EUA, de Ivan Tiago Machado Oliveira Leia a íntegra do Boletim Internacional
85% das rodovias brasileiras precisam de recursos públicos Estudo do Ipea sugere novas regras para concessões na malha rodoviária nacional A malha rodoviária brasileira tem uma demanda reprimida de cerca de R$ 180 bilhões em investimentos. Não mais de 15% interessam ao setor privado, ou seja, 85% da malha necessitam de recursos públicos. O programa atual de concessão das rodovias, no entanto, não faz previsão de mudança da estrutura para suportar mais cargas. É preciso aperfeiçoar novos contratos. Os dados constam no Comunicado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) n° 52, Rodovias brasileiras: gargalos, investimentos, concessões e preocupações com o futuro, divulgado nesta segunda-feira, 24, em Brasília. Esse é o quarto comunicado da série Eixos do Desenvolvimento Nacional e trata das questões econômicas e institucionais do setor rodoviário. O coordenador de Infraestrutura Econômica do Ipea, Carlos Campos, explicou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) representou um avanço em termos de investimentos, mas ponderou que "não é possível um programa de quatro anos corrigir todos os problemas ocorridos ao longo de 25 anos sem qualquer investimento". O texto explica como ocorreu o crescimento da malha rodoviária nacional entre as décadas de 1960 e 1970, a queda de investimentos a partir de 1974, e o renascimento do setor a partir da década de 1990, quando voltaram a fluir recursos públicos e privados. Segundo Campos, entre 2003 e 2007, houve um desembolso a mais em torno de 500% de recursos públicos na malha rodoviária. Ele atribuiu esse desembolso ao PAC, mas afirmou que somente 30% das obras do programa estão em dia, e 70% encontram-se com os cronogramas atrasados. "O problema não é financeiro", ressaltou o coordenador do Ipea. "Muitas obras são dificultadas por problemas de licenças ambientais e outras são paralisadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU)", justificou. De acordo com o documento do Ipea, o Brasil já concedeu 14.853 quilômetros de rodovias à iniciativa privada. O programa de Concessões Rodoviárias no País, no entanto, é um programa de transferência de ativos do setor público para o privado, enquanto na maioria dos outros países é um programa de criação de ativos. O estudo atribui a esse fato a situação do programa brasileiro, pois é mais fácil e rápido transferir do que construir uma rodovia. O Ipea aponta ainda dados levantados pela Associação Nacional de Transporte de Cargas mostrando que o Brasil tem por volta de 9% de rodovias pavimentas nas mãos da iniciativa privada, "um percentual bem superior à média mundial, que é de 2%", observa. Mapeamento Desenvolvido a partir do Mapeamento Ipea de Obras Rodoviárias, realizado por meio de obras identificadas por diversos órgãos competentes e apresentadas em documentos oficiais, o estudo sugere que o modelo de concessão brasileiro deve ser aperfeiçoado para o avanço do País no longo prazo. O modelo adotado pelo governo federal não prevê mudanças nas estruturas das rodovias em termos de capacidade pelo prazo da concessão, em geral de 25 anos. "Com o desenvolvimento do País, o volume de cargas vais crescer", argumentou Carlos Campos. O Ipea sugere que os contratos devem prever esse crescimento da demanda. O Comunicado n° 52 foi apresentado no auditório do Ipea em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Edifício Ipea/BNDES, subsolo). Explicaram a pesquisa Carlos Campos; o diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers; e o coordenador de Desenvolvimento Urbano, Bolívar Pêgo, todos do Ipea. Os documentos sobre os eixos do desenvolvimento trazem um diagnóstico de cada campo temático, com uma análise das transformações dos setores específicos e de suas consequências para o País; a identificação das interfaces das políticas públicas com as questões diagnosticadas; e a apresentação das perspectivas que o setor deve enfrentar nos próximos anos, indicando diretrizes para (re)organizar a orientação e a ação governamental federal. Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 52 Veja os gráficos da apresentação sobre o Comunicado nº 52 Próximos comunicados da série Eixos do Desenvolvimento Nacional: 26/5 - Biocombustíveis no Brasil: etanol e biodiesel (Brasília-DF) 31/5 - Panorama e perspectivas para o transporte aéreo no Brasil e no Mundo (Brasília-DF) 1/6 - Perspectivas de desenvolvimento do setor de petróleo e gás no Brasil (Rio de Janeiro-RJ) 2/6 - Experiências latino-americanas em infraestrutura econômica (Brasília-DF) 7/6 - Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil (São Paulo-SP)
O livro “O Brasil e os demais BRICs – Comércio e Política” foi lançado durante o evento, em Brasília
Ipea divulga comunicado sobre rodovias brasileiras Série sobre infraestrutura econômica abordará ainda temas como transporte aéreo, biocombustíveis, petróleo e gás O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentará nesta segunda-feira, 24, às 10 horas, o Comunicado do Ipea n° 52: Rodovias brasileiras: gargalos, investimentos, concessões e preocupações com o futuro. Parte da série Eixos do Desenvolvimento Nacional, o estudo apresenta as questões econômicas e institucionais do setor rodoviário. Terão destaque os gargalos e as demandas apresentadas em documentos oficiais, os canais de financiamento e investimentos e a questão das concessões. O estudo se justifica pela importância do setor para a economia brasileira em geral, já que a maior parte das cargas transportadas nacionalmente é deslocada por meio das rodovias. O Comunicado n° 52será apresentado no auditório do Ipea em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES, subsolo). Explicarãoa pesquisa o diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers;o coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos; e o coordenador de Desenvolvimento Urbano, Bolívar Pêgo, todos do Ipea. Durante a entrevista coletiva,transmitida online para todo o Brasil, jornalistas terão suas perguntas respondidas pelos pesquisadores. Série O Comunicado faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Nacional: Inserção internacional soberana; Macroeconomia para o pleno emprego; Fortalecimento do Estado, das instituições e da Democracia; Infraestrutura e logística de base; Estrutura produtivo-tecnológica avançada e regionalmente articulada; Proteção social e geração de oportunidades; e Sustentabilidade ambiental. A série nasceu de um grande projeto denominado Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, que busca servir como plataforma de sistematização e reflexão sobre os desafios e as oportunidades do desenvolvimento nacional, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da contemporaneidade mundial. Os documentos sobre os eixos do desenvolvimento trazem um diagnóstico de cada campo temático, com uma análise das transformações dos setores específicos e de suas conseqüências para o País; a identificação das interfaces das políticas públicas com as questões diagnosticadas; e a apresentação das perspectivas que o setor deve enfrentar nos próximos anos, indicando diretrizes para (re)organizar a orientação e a ação governamental federal. Comunicados Ao todo, a coleção terá dez livros, cujos capítulos deram origem aos comunicados desta série. Estiveram envolvidas no esforço de produção dos textos cerca 230 pessoas, 113 do próprio Ipea e outras pertencentes a mais de 50 diferentes instituições, entre universidades, centros de pesquisa e órgãos de governo, entre outras. O livro no qual o comunicado se insere trata de infraestrutura econômica, cuja função é dar apoio às atividades do setor produtivo. A melhoria da infraestrutura econômica trem impacto direto sobre as empresas e indústrias e pode ampliar a capacidade produtiva por meio de custos, tecnologias e capacidade de distribuição. Dentro da série, ainda serão divulgados comunicados sobretransporte aéreo, biocombustíveis, telecomunicações e petróleo e gás e experiências latino-americanas. Cada capítulo dará origem a um comunicado do Ipea, que tem por objetivo antecipar estudos e pesquisas mais amplas conduzidas no Instituto, como é o caso da obra completa, que terá dez volumes e cerca de 9 mil páginas. O livro sobre infraestrutura econômica terá cerca de 700 páginas. Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 52 Veja os gráficos da apresentação sobre o Comunicado nº 52 Próximos comunicados da série Eixos do Desenvolvimento Nacional: 26/5 - Biocombustíveis no Brasil: etanol e biodiesel (Brasília-DF) 31/5 - Panorama e perspectivas para o transporte aéreo no Brasil e no Mundo (Brasília-DF) 1/6 - Perspectivas de desenvolvimento do setor de petróleo e gás no Brasil (Rio de Janeiro-RJ) 2/6 - Experiências latino-americanas em infraestrutura econômica (Brasília-DF) 7/6 - Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil (São Paulo-SP)
País precisa de implantação estratégica de ferrovias Comunicado do Ipea nº 50 aborda as deficiências da malha ferroviária nacional e reflete sobre possíveis melhorias Foto: Sidney Murrieta O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na manhã desta quarta-feira, dia 19, seu Comunicado nº 50, intitulado Transporte Ferroviário de Cargas no Brasil: Gargalos e Perspectivas para o Desenvolvimento Econômico e Regional. O estudo foi elaborado pela Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Ipea (Diset) e pela Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur). Marcio Wohlers, diretor da Diset, abriu a coletiva ressaltando a importância da série de estudos sobre a infraestrutura brasileira. Ele enfatizou que estudos sobre as ferrovias são fundamentais para a expansão da economia do País. "O Brasil é um País muito atrasado em termos de ferrovia, o que prejudica o nosso comércio internacional", disse. Fabiano Pompermayer, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, fez um histórico do transporte ferroviário no Brasil, destacando a década de 1950 como partida para a política atual de transportes. Segundo ele, menos de 10 mil quilômetros de ferrovias são utilizados de forma a justificar sua manutenção. Atualmente, o Brasil tem pouco mais de 28 mil quilômetros de malha ferroviária. O técnico defende a implantação estratégica da malha ferroviária no Brasil. "Não dá para construir ferrovias em todo o País, é preciso criá-las onde exista carga a ser transportada, apesar de que, em certos casos, a presença de uma ferrovia também incentiva o crescimento da produção em dada região do País", afirmou Pompermayer. No encerramento, Wohlers falou sobre a evolução do setor ferroviário no contexto atual da economia brasileira. "Hoje, o País produz commodities e produtos industrializados. O Brasil não pode ter a mesma política de transportes na década de 1950, pois mudou muito, e o mercado consumidor interno é muito expressivo", destacou o diretor. A apresentação do Comunicado também foi feita por Bruno Cruz, diretor adjunto da Dirur; Carlos Campos, coordenador de Infraestrutura Econômica da Diset; e Bolívar Pego, coordenador de Desenvolvimento Urbano da Dirur. Série O Comunicado faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Nacional: inserção internacional soberana; macroeconomia para o pleno emprego; fortalecimento do Estado, das instituições e da democracia; infraestrutura e logística de base; estrutura produtivo-tecnológica avançada e regionalmente articulada; proteção social e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental. A série nasceu de um grande projeto denominado Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, que busca servir como plataforma de sistematização e reflexão sobre os desafios e as oportunidades do desenvolvimento nacional, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da contemporaneidade mundial. Os documentos sobre os eixos do desenvolvimento trazem um diagnóstico de cada campo temático, com uma análise das transformações dos setores específicos e de suas consequências para o País; a identificação das interfaces das políticas públicas com as questões diagnosticadas; e a apresentação das perspectivas que o setor deve enfrentar nos próximos anos, indicando diretrizes para (re)organizar a orientação e a ação governamental federal. Comunicados Ao todo, a coleção terá dez livros, cujos capítulos deram origem aos comunicados desta série. Estiveram envolvidas no esforço de produção dos textos cerca 230 pessoas, 113 do próprio Ipea e outras pertencentes a mais de 50 diferentes instituições, entre universidades, centros de pesquisa e órgãos de governo, entre outras. O livro no qual o comunicado se insere trata de infraestrutura econômica, cuja função é dar apoio às atividades do setor produtivo. A melhoria da infraestrutura econômica trem impacto direto sobre as empresas e indústrias e pode ampliar a capacidade produtiva por meio de custos, tecnologias e capacidade de distribuição. Dentro da série, ainda serão divulgados comunicados sobre setor elétrico, transporte aéreo, rodovias, biocombustíveis, telecomunicações e petróleo e gás e experiências latino-americanas. Cada capítulo dará origem a um Comunicado do Ipea, que tem por objetivo antecipar estudos e pesquisas mais amplas conduzidas no Instituto, como é o caso da obra completa, que terá dez volumes e cerca de 9 mil páginas. O livro sobre infraestrutura econômica terá cerca de 700 páginas. Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 50 Próximos comunicados da série Eixos do Desenvolvimento Nacional: 20/5 - Setor elétrico: desafios e oportunidades (São Paulo-SP) 24/5 - Rodovias brasileiras: gargalos, investimentos, concessões e preocupações com o futuro (Brasília-DF) 26/5 - Biocombustíveis no Brasil: etanol e biodiesel (Brasília-DF) 31/5 - Panorama e perspectivas para o transporte aéreo no Brasil e no Mundo (Brasília-DF) 1/6 - Perspectivas de desenvolvimento do setor de petróleo e gás no Brasil (Rio de Janeiro-RJ) 2/6 - Experiências latino-americanas em infraestrutura econômica (Brasília-DF) 7/6 - Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil (São Paulo-SP)
Ipea divulga estudo sobre transporte ferroviário Série sobre infraestrutura econômica abordará ainda temas como setor elétrico, rodovias e petróleo O Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (Ipea) apresenta nesta quarta-feira, 19, às 10h, em Brasília, o Comunicado do Ipea n° 50: Transporte ferroviário de cargas no Brasil: gargalos e perspectivas para o desenvolvimento econômico e regional. Parte da série Eixos do Desenvolvimento Nacional, o estudo discute as características do transporte ferroviário de cargas, sua evolução na infraestrutura de transporte brasileira e as principais questões regulatórias do setor. O texto traz uma discussão dos custos e capacidades do transporte ferroviário em comparação ao modal mais utilizado no País, o rodoviário. Os pesquisadores também discutem as perspectivas de ampliação da malha ferroviária brasileira, apresentando os cenários de investimentos elaborados pelo governo federal. Além disso, é desenvolvido um cenário alternativo, considerando os custos e as capacidades, as demandas de carga tipicamente ferroviárias e as alternativas de transporte rodoviário e aquaviário, além dos impactos socioeconômicos no desenvolvimento regional. O Comunicado n° 50 será apresentado no auditório do Ipea em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES, subsolo). O diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers; o coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos; o coordenador de Desenvolvimento Urbano da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Instituto, Bolívar Pêgo; e o técnico em Planejamento e Pesquisa Fabiano Pompermayer explicarão o estudo. Durante a entrevista coletiva, transmitida on-line para todo o Brasil, jornalistas terão suas perguntas respondidas pelos pesquisadores. Série O Comunicado faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Nacional: inserção internacional soberana; macroeconomia para o pleno emprego; fortalecimento do estado, das instituições e da democracia; infraestrutura e logística de base; estrutura produtivo-tecnológica avançada e regionalmente articulada; proteção social e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental. A série nasceu de um grande projeto denominado Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, que busca servir como plataforma de sistematização e reflexão sobre os desafios e as oportunidades do desenvolvimento nacional, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da contemporaneidade mundial. Os documentos sobre os eixos do desenvolvimento trazem um diagnóstico de cada campo temático, com uma análise das transformações dos setores específicos e de suas consequências para o País; a identificação das interfaces das políticas públicas com as questões diagnosticadas; e a apresentação das perspectivas que o setor deve enfrentar nos próximos anos, indicando diretrizes para (re)organizar a orientação e a ação governamental federal. Comunicados Ao todo, a coleção terá dez livros, cujos capítulos deram origem aos comunicados dessa série. Estiveram envolvidas no esforço de produção dos textos cerca 230 pessoas, 113 do próprio Ipea e outras pertencentes a mais de 50 diferentes instituições, entre universidades, centros de pesquisa e órgãos de governo, entre outras. O livro no qual o Comunicado se insere trata de infraestrutura econômica, cuja função é dar apoio às atividades do setor produtivo. A melhoria da infraestrutura econômica trem impacto direto sobre as empresas e indústrias e pode ampliar a capacidade produtiva por meio de custos, tecnologias e capacidade de distribuição. Dentro da série, ainda serão divulgados comunicados sobre setor elétrico, transporte aéreo, rodovias, biocombustíveis, telecomunicações, petróleo e gás, e experiências latino-americanas. Cada capítulo dará origem a um Comunicado do Ipea, que tem por objetivo antecipar estudos e pesquisas mais amplas conduzidas no Instituto, como é o caso da obra completa, que terá dez volumes e cerca de 9 mil páginas. O livro sobre infraestrutura econômica terá cerca de 700 páginas. Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 50 Próximos comunicados da série Eixos do Desenvolvimento Nacional: 20/5 - Setor elétrico: desafios e oportunidades (São Paulo-SP) 24/5 - Rodovias brasileiras: gargalos, investimentos, concessões e preocupações com o futuro (Brasília-DF) 26/5 - Biocombustíveis no Brasil: etanol e biodiesel (Brasília-DF) 31/5 - Panorama e perspectivas para o transporte aéreo no Brasil e no Mundo (Brasília-DF) 1/6 - Perspectivas de desenvolvimento do setor de petróleo e gás no Brasil (Rio de Janeiro-RJ) 2/6 - Experiências latino-americanas em infraestrutura econômica (Brasília-DF) 7/6 - Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil (São Paulo-SP)
Carga tributária brasileira foi tema de seminário no Rio Estudo de especialista em regulação da Ancine avalia a influência de regimes e governos de 1946 a 2007 Um estudo sobre a influência de regimes e governos na carga tributária foi exposto nesta quarta-feira, 12, na representação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no Rio de Janeiro. Especialista em Regulação da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (EPGE/ FGV), Bruno Schröder apresentou o seminário Regimes, governos e a carga tributária no Brasil (1946-2007). O especialista mostrou que a carga tributária praticamente triplicou no Brasil durante o período estudado. Segundo o professor, a base política atual é heterogênea e, nesse caso, a relação com a carga tributária costuma ser teórica. "Quanto menos coesos forem os governos, maior será a carga tributária", explicou. Segundo Schröder, sob regime autoritário, a dinâmica da política brasileira se manteve, o que contraria alguns conceitos do pensador francês Alexis de Tocqueville e ajuda na compreensão da influência de regimes autoritários. "Segundo a teoria tocquevilliana, os regimes democráticos apresentariam maior carga tributária, pois o eleitor com a renda mediana seria mais pobre e mais favorável a uma maior redistribuição de recursos. No Brasil ocorreu o inverso, pois os autoritários sabem que os benefícios das transferências governamentais favorecem apenas os que votam", observou. Apesar de a sociedade eleger um candidato, não há garantias de que o eleito cumprirá as promessas de campanha. Ao longo do século XX, inclusive após a redemocratização com a Constituição de 1988, enquanto a carga tributária aumentava, a franquia eleitoral se expandia, o que mostra, segundo o estudo, uma relação estreita com arranjos políticos. "Os eleitores não gostam de pagar impostos, apenas de receber transferências, como o Bolsa Família. Para conquistar o eleitorado, os candidatos diminuem os tributos ou aumentam os gastos", disse Schröder. O professor disse que o enfoque do estudo é o mercado político. "Esse trabalho permite avaliar os efeitos intrarregimes e comparar diferentes governos", disse. No texto, ele enfatiza que o Brasil possui uma das maiores cargas tributárias entre os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e, na América Latina, a maior. "Na minha produção, a carga tributária é entendida como política pública. A partir daí, acredito que o trabalho contribui para esclarecer a importância da política para a questão tributária, uma atividade estatal e enriquecer o debate", concluiu Schröder.
Grupo de Análise e Previsões discute rumos da economia Crescimento, poupança e investimento foram tratados na reunião da Carta de Conjuntura Foto: Jorge Nunes A reunião da Carta de Conjuntura do Ipea foi promovida pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada nesta sexta-feira, dia 14. O encontro ocorreu na unidade do Instituto no Rio de Janeiro e discutiu o rumo da economia brasileira. O coordenador do Grupo de Análise e Previsões (GAP), Roberto Messenberg, foi o mediador. Ele disse que o objetivo do encontro é saber se o País pode evoluir para o crescimento sustentável de longo prazo. "Os trabalhos de pesquisa do GAP revelaram entraves para a trajetória de crescimento sustentável da economia no longo prazo." Segundo o coordenador, a preocupação do Brasil deve ser o investimento, e não a poupança. Os palestrantes foram o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa; o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) Julio Sergio Gomes de Almeida; e o economista-chefe do Unibanco e professor da PUC-Rio, Ilan Goldfajn. O debate esteve centrado em poupança, investimento, crescimento e inflação. Nelson Barbosa destacou o papel do investimento e lembrou que essa variável está crescendo. "Antes da crise houve uma aceleração do crescimento. Hoje, a proposta de crescimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é de 5%. E a do PAC 2 é entre 5,5% e 6,5%", disse. O secretário lembrou que entre 2001 e 2004 a poupança subiu, motivada pela mudança cambial, e, não fosse pela crise, a taxa de investimento no Brasil chegaria a 21%. "Em 2008, tivemos queda na poupança, e no ano passado ela caiu junto com o investimento", completou. O economista Ilan Goldfajn analisou a conjuntura brasileira e elementos da conjuntura internacional que têm afetado o Brasil no curto e no longo prazos. "Antes de tudo, é necessário entender o mundo pós-crise. Em todas as crises, os tremores são sentidos depois. Se o mundo quiser voltar a crescer, os emergentes terão de puxar o crescimento, porque os Estados Unidos não voltarão a ser o que eram. E a dívida da Europa, além de ser elevada, continuará a crescer", afirmou. "O Brasil obteve o terceiro maior crescimento do mundo se somarmos 2009 e 2010. Isso prova que nos mantivemos estáveis na crise." Último a se pronunciar, Julio Sergio Gomes de Almeida complementou os temas debatidos. O economista disse que o Brasil está preso ao modelo atual, e que a base de consumo ainda é baixa. "O governo Lula resgatou o mercado interno e a ideia de planejamento com investimento público. Não transitamos num modelo sustentável, pois deveríamos transitar com uma poupança pública maior", disse. Gomes de Almeida acredita que um modelo com investimento público carregando o privado é uma alternativa. "A ideia do planejamento com investimento público nos faz pensar não num modelo asiático, mas num brasileiro."
Brasil perde R$ 8 bilhões anualmente por não reciclar Ipea apresentou relatório de pesquisa no MMA e fará parte de grupo de trabalho Relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta sexta-feira, 14, no Ministério do Meio Ambiente revela que o País perde R$ 8 bilhões por ano quando deixa de reciclar todo resíduo reciclável que é encaminhado para aterros e lixões nas cidades brasileiras. O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, e o técnico do Instituto Jorge Hargrave apresentaram o estudo intitulado Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos para Gestão de Resíduos Sólidos, que traz a estimativa dos benefícios econômicos e ambientais da reciclagem e propõe instrumentos como pagamento por produtividade e acréscimos compensatórios graduados, a fim de aumentar a renda dos catadores, e crédito cooperativo para aumentar a organização e formalização das cooperativas. A partir dos dados da pesquisa, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, instituiu um grupo de trabalho entre o Ipea e os Ministérios para avançar na reestruturação do primeiro Programa de Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos associado à coleta de lixo e ao cooperativismo dos catadores. O grupo tem 45 dias para definir como será a operacionalização do programa, propor fontes de recursos e forma de repasse. "Queremos consolidar uma nova política pública em torno da remuneração adequada para os catadores, da retirada do lixo do meio ambiente e de um resultado econômico não só para as indústrias que reciclam, mas para as cooperativas de catadores com facilidades de crédito e novo perfil de renda", afirmou a ministra. O diretor de Ambiente Urbano da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Silvano Silvério, ressaltou que o programa, além de melhorar a renda e as condições de trabalho dos catadores, tem como objetivo incentivar a reciclagem do País, onde apenas 12% dos resíduos sólidos urbanos e industriais são reciclados e somente 14% da população brasileira são atendidas pela coleta seletiva. O Secretário de Articulação Institucional e Parcerias do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ronaldo Garcia, alertou que o incentivo financeiro para a cooperativa não será suficiente para aumentar a formalização. "É necessário ter uma assistência técnica continuada às cooperativas para que subsistam e mudar o tipo de financiamento, saindo da modalidade convencional do edital que ajuda a quem menos precisa." Segundo Ronaldo, o envolvimento dos municípios é decisivo para que a política avance. Leia a íntegra do Relatório de Pesquisa Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos para Gestão de Resíduos Sólidos Veja a apresentação do Relatório
Reformas tributária e cambial rendem melhores empregos (13/05/2010 - 17:13) Estudo do Ipea aponta para políticas públicas de investimento e qualificação O desenvolvimento brasileiro de longo prazo precisa ter uma estrutura com políticas de governo que visem a melhores empregos para trabalhadores mais qualificados. A afirmação foi feita pelo técnico em planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Economica Aplicada (Ipea) Sandro Sacchet de Carvalho, ao apresentar nesta quinta-feira, 13, em Brasília, o Comunicado nº 49, A Evolução Recente dos Rendimentos do Trabalho e o Papel do Salário Mínimo. O documento mostra que os rendimentos do trabalho no País beneficiaram os trabalhadores com menores salários enquanto os mais qualificados tiveram queda da renda. Questionado sobre as perspectivas dos que se aprimoram em mestrados e doutorados diante desse resultado, Carvalho respondeu que os dados revelam que há uma tendência de queda da desigualdade importante no Brasil. "Precisamos manter essa tendência por mais uma ou duas décadas e, ao mesmo tempo, investir em políticas que garantam melhores empregos. De modo geral, faltam qualificações em determinadas áreas e sobram em outras", afirmou o pesquisador. Milko Matijascic, assessor-chefe da presidência do Ipea, argumentou que os dados mostram que os ganhos salariais ocorreram em razão dos investimentos do Estado. "Obteve ganho quem esteve mais ligado às decisões de ação do Estado, de recuperação do salário mínimo e do salário do serviço público", afirmou. As políticas salariais, de renda, segundo Matijascic, dependem de outras decisões, "notadamente da política tributária e de câmbio", frisou, ao defender uma reforma tributária que impeça a incidência de impostos sobre os que ganham menos e uma política econômica voltada para um futuro mais complexo, "tanto na linha de produção como no respeito ao meio ambiente e ao cidadão". Ele considera que as pesquisas apontam que o País optou por uma política até o momento "inequívoca, no caminho para uma sociedade mais civilizada". Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 49
Países em desenvolvimento lideram o crescimento mundial no pós-crise Estudo do Ipea sobre o desenvolvimento do Brasil e a nova divisão internacional do trabalho é apresentado na Câmara dos Deputados Foto: João Viana Pela primeira vez, não são mais os países desenvolvidos os grandes responsáveis pela saída da crise e pelo crescimento. Enquanto estes contribuíram 24% para o crescimento mundial em 2008, os países em desenvolvimento representaram quase 76%. Dois terços desse crescimento foram dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China). Esses dados, que constam na publicação Brasil Estado de uma Nação, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foram apresentados nesta quarta-feira, dia 12, pelo presidente do Instituto, Marcio Pochmann, na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Pochmann mostrou que há um movimento de concentração das indústrias nos países em desenvolvimento. "A discrepância de qualificação de mão de obra deixa de ser significativa entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento com os avanços na escolaridade", afirmou. O presidente do Ipea explicou que houve uma transformação no comércio exterior do País, com a ampliação do número de parceiros do Brasil, das relações sul-sul, e a busca por sair da dependência com os países desenvolvidos.As empresas brasileiras que passaram a exportar aumentaram de 17 mil, em 2003, para 24 mil, em 2010. Apesar desse crescimento, esse universo ainda é pequeno e nãochega a 1% das empresas. Pochmann alertou que o comércio ainda está muito concentrado nos grandes empreendimentos. "Precisamos de políticas sofisticas para estimular pequenas e médias empresas. A sustentação do crescimento depende da ampliação da capacidade produtiva, por isso o financiamento é estratégico", defendeu o presidente do Ipea ao lembrar que o Brasil tem 190 milhões de habitantes, menos de 170 bancos e 500 municípios sem agência bancária,ou seja, não existem bancos que financiem a agricultura familiar e as pequenas e médias empresas. Veja o slide
Ciência, tecnologia e instituições em debate no Rio Seminário promovido pela Dimac discute estratégias para o desenvolvimento Foto: Pedro Libânio A segunda noite do seminário Brasil: Economia, Política e Desenvolvimento, realizado no Rio de Janeiro, contou com a presença de Luis Fernandes, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da cientista política Eli Diniz, coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (PPED/UFRJ) e do diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, João Sicsú. A mesa teve a mediação de Sidney Pascouto, vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Estado do Rio de Janeiro, Corecon-RJ. A cientista política Eli Diniz fez um histórico das inflexões no processo político brasileiro desde a década de 1930. As reformas feitas por Getúlio Vargas, entre as quais a trabalhista, foram colocadas como exemplos de quebra da estrutura da preservação de interesses dominantes. Diniz enfatizou que a ruptura de 1964 promoveu um enfraquecimento das instituições políticas e, ao mesmo tempo, o avanço de uma visão mais desenvolvimentista do Brasil. Ela argumentou que o conceito de desenvolvimento correspondeu somente ao crescimento econômico. Segundo a pesquisadora, hoje existe um novo paradigma da inserção internacional do Brasil nos mercados globais e o momento é de debate da continuidade ou ruptura das políticas sociais. "Essa discussão tornou-se muito mais complexa", afirmou a cientista política. Ciência e Tecnologia O presidente da Finep, Luis Fernandes, defendeu uma política arrojada de investimento público no desenvolvimento de pesquisas científicas. "O desafio atual é criar uma política nacional de ciência e tecnologia para fomentar o investimento privado nesse setor e alavancar o desenvolvimento do País", argumentou. Ao destacar a importância do Brasil na produção de ciência e tecnologia na América Latina e sua crescente participação no desenvolvimento científico no mundo, reafirmou: "O País precisa de uma política de C&T que se alinhe às necessidades do desenvolvimento nacional, soberano e competitivo no mundo globalizado"
Ipea apresenta propostas para o Fundo Social do pré-sal Estados que recebem royaties não avançaram no combate à pobreza Foto: João Viana "O pré-sal não pode ser apenas um milagre econômico, mas também social", afirmou o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, durante a primeira audiência pública conjunta de seis comissões do Senado Federal, para debater o projeto que cria o Fundo Social, nesta quarta-feira, dia 12. Pochmann mostrou com dados que os Estados que recebem os royalties do petróleo não necessariamente evoluíram no combate à pobreza, no aumento da qualidade da educação, no aumento de atendimento público com bibliotecas e SUS. O presidente do Instituto afirmou que o atual modelo não está fazendo diferença no campo social. Segundo o economista, é preciso aplicar os recursos com transparência, monitoramento, foco e definir melhor as prioridades do que fazer com as receitas do petróleo. "A abertura desses recursos para muitas ações não vai ser suficiente para alterar a realidade do Brasil". Alertou também que mais de 84% dos recursos vinculados são contingenciados. E pôs em questão qual o resultado desse sistema de vinculações na esfera federal. Fundo sustentável O técnico do Ipea Marcelo Piancastelli também participou da audiência e indicou que as experiências internacionais bem sucedidas foram as que transformaram uma riqueza natural, não renovável, num ativo financeiro permanente a ser desfrutados pelas gerações futuras, além de garantir a sustentabilidade fiscal e a transparência e assegurar a compatibilidade orçamentária no uso eficiente dos recursos. E defendeu que a renda sustentável deve ser um percentual fixado pelo Congresso que incidirá sobre a riqueza total do Fundo Social e que deveria ser transferida para o Orçamento Geral da União para investimento em educação, ciência e tecnologia, meio ambiente e cultura. Na Noruega, essa renda é 4% do valor total e no Timor Leste, é 3%. A audiência pública conjunta de seis comissões do Senado Federal contou também com as apresentações de Fernando Siqueira, da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Maurício Albuquerque, secretário de Macro Avaliação Governamental do Tribunal de Contas da União, Paulo Springer de Freitas, consultor legislativo do Senado Federal e Nelson Barbosa, secretário de Políticas Econômicas do Ministério da Fazenda. Veja a apresentação do presidente do Ipea, Marcio Pochmann
Especialistas discutem desenvolvimento e economia Seminário debate equilíbrio das contas públicas, taxa de juros e incentivo ao investimento "Não se pode ter uma taxa de juros maior do que a taxa de crescimento, pois, se assim for, o que você faz na prática é transferir o investimento da produção para o mercado financeiro", destacou o economista e cientista político Theotônio dos Santos durante o seminário "Brasil: Economia, Política e Desenvolvimento" promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, (Ipea), no Rio de Janeiro. O evento continua hoje, no auditório do Conselho Regional de Economia (Corecon - RJ), na Avenida Rio Branco, 109, Centro. Durante dois dias especialistas debatem os rumos da economia e o papel do Estado no desenvolvimento. Theotônio dos Santos abordou os conceitos de neoliberalismo e as teorias econômicas keynesianas, fazendo uma relação das duas correntes na economia atual e demonstrando como o Estado, de certa forma, está sempre atuando nos mercados. O economista listou as crises cíclicas do capitalismo, com ênfase nas instabilidades que o dólar e a economia norte-americana enfrentaram no século passado. Ele defendeu as diversas formas de atuação do Estado na economia e ressaltou a importância do equilíbrio das contas públicas e do controle do déficit fiscal. "A queda da taxa de juros incentivará o investimento no setor produtivo", argumentou. Macroeconomia O diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, João Sicsú, foi o segundo palestrante da noite. Sicsú apresentou indicadores econômicos que demonstram a situação do País no período da crise mundial iniciada em 2008. Ele destacou a importância do setor de comércio e serviços na manutenção da economia durante a crise, como principal setor de geração de empregos no período. "Tivemos um ano de 2009 que não foi bom, mas foi um ano com criação de quase um milhão de empregos, o que pode ser considerado um ótimo resultado para um ano de crise", observou Sicsú. O diretor fez uma análise do crescimento do crédito e da participação dos bancos ao emprestar dinheiro para prover o aquecimento da economia. "Alguns dizem que os bancos nunca lucraram tanto, mas deve-se pensar que a economia nunca cresceu tanto também", ponderou Sicsú ao destacar ainda os benefícios de formalização do emprego e o crescimento do salário mínimo real, como conseqüência das políticas econômicas do governo. Embate político O ano eleitoral e a análise da atuação do governo na economia foram os temas da palestra do jornalista e historiador Gilberto Maringoni. Ele citou como ações estratégicas do Estado para o desenvolvimento nacional a existência dos bancos de desenvolvimento na oferta de crédito, a aquisição do Banco da Patagônia pelo Banco do Brasil e a reativação da Telebrás. Maringoni colocou o Brasil como uma grande potência, atuante no desenvolvimento na América Latina e em outros mercados emergentes. "A busca de mercados na América do Sul e na Ásia, por exemplo, demonstra a ascensão de novos mercados, diferentes dos tradicionais europeus e norte- americano", afirmou. A entrada da Venezuela no Mercosul foi citada como exemplo de uma necessidade do desenvolvimento local na América Latina. "Existe uma demanda do próprio mercado brasileiro de estreitamento das relações com a Venezuela, por isso a sua entrada no Mercosul", destacou Maringoni.O jornalista criticou a forma como a imprensa brasileira vê as relações do Brasil com países como o Irã e a Venezuela, áreas de expansão para a economia Brasileira. Futuro Na última palestra da noite, o professor Emir Sader fez um panorama da realidade econômica mundial com o avanço da China e seu crescente modo de vida consumista, seguindo o padrão norte-americano. Sader enfatizou o poder do capital financeiro e da necessidade de atuação do governo nesse setor. "O capital financeiro tem uma força gigantesca no mundo. No Brasil, sua pressão ainda é muito grande. A penetração do capital estrangeiro é um problema sério, como o envio do lucro para fora, a especulação, entre outros", alertou Sader ao abordar o controle de fluxos de capitais. Sader propôs um balanço dos últimos anos e destacou o novo papel do Brasil no cenário internacional. "É um momento bom, de fim de governo, para fazermos um grande debate, para sabermos o que fizemos o que queremos fazer, para organizarmos o futuro. A visibilidade do Brasil no cenário mundial aumenta a responsabilidade do País", argumentou o professor ao defender um planejamento de longo prazo para o Brasil.
Instituto realiza oficina sobre efetividade das instituições participativas no Brasil Evento consolidará acordo entre o Instituto e o Prodep para o desenvolvimento de pesquisas a longo prazo. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realiza, nos dias 12 e 13 de maio, a oficina de trabalho A Efetividade das Instituições Participativas no Brasil: Perspectivas, Estratégias Metodológicas e Resultados. O evento terá a participação de pesquisadores de diversas instituições parceiras e consolidará o acordo de cooperação técnica entre o Ipea e o Projeto de Democracia Participativa (Prodep), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Organizada pela Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia (DIEST), a oficina tem como objetivo proporcionar o debate e a troca de experiências entre os participantes para o desenvolvimento de um conjunto de indicadores sobre a efetividade das instituições participativas. Os trabalhos serão mediados pelo diretor da DIEST, José Celso Pereira Cardoso Jr., e pelo coordenador do Prodep e professor do Departamento de Ciência Política da UFMG, Leonardo Avritzer. A programação está dividida em mesas-redondas, com estímulo às discussões geradas a partir de dois textos-base previamente distribuídos aos participantes. Os temas em discussão serão os desafios da avaliação e estratégias possíveis; as instituições participativas como categoria de análise; e a qualidade dos processos participativos: dimensões e variáveis relevantes. Participam do evento pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e das universidades de Campinas (UNICAMP), de São Paulo (USP), Federal de Minas Gerais (UFMG), de Brasília (UnB), Federal de Santa Catarina (UFSC) e Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), além de representantes do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), do Instituto Pólis, da Boise State University e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). A oficina de trabalho A Efetividade das Instituições Participativas no Brasil: Perspectivas, Estratégias Metodológicas e Resultados será realizada no auditório do 16º andar do Ipea (SBS, Qd 1, Bl J. Edifício Ipea/BNDES, Brasília- DF). A programação terá início no dia 12 de maio, das 19h às 22h. No dia 13, os trabalhos serão realizados entre 9h e 18h.
Debate entre Simonsen e Gudin será lançado na UFRRJ Publicações do Ipea serão debatidas na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta nesta terça-feira, 11, no auditório Paulo Freire do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica, as publicações A Controvérsia do Planejamento na Economia Brasileira e Desenvolvimento: o Debate Pioneiro de 1944-1945. Realizado com o apoio do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o evento contará com um debate sobre os temas abordados nas obras no contexto da atual crise financeira internacional. O livro A Controvérsia do Planejamento na Economia Brasileira é uma reedição do famoso debate travado nos anos 1940 entre o professor Eugênio Gudin (1886-1986) e o historiador Roberto Simonsen (1889-1948) sobre planejamento, papel do Estado e desenvolvimento. A publicação Desenvolvimento: o Debate Pioneiro de 1944-1945, por sua vez, traz ensaios sobre os impactos dessa discussão na economia brasileira nas décadas seguintes. A obra teve autoria do reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, da assessora da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Denise Gentil, e do jornalista e historiador Gilberto Maringoni, que traçou um perfil analítico de Gudin e Simonsen. Entre os autores, apenas Aloísio Teixeira não estará presente no debate de lançamento. O mediador será o chefe do Departamento de Ciências Econômicas do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFRRJ, Paulo Roberto da Silva. Liberais x Desenvolvimentistas Industrial, Roberto Simonsen foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria, além de autor de extensa obra. Eugênio Gudin, engenheiro de formação, foi uma das principais vozes da ortodoxia liberal no Brasil e responsável pela implantação dos cursos de economia no País. O livro A Controvérsia do Planejamento na Economia Brasileira compilou a ácida discussão dos dois autores e esteve esgotado desde a década de 1970. O Ipea produziu duas edições - uma nos anos 1980 e outra nos anos 1990. Sua reedição agora coincide com o momento pós-crise, em que o embate entre liberalismo e desenvolvimentismo quanto ao papel do Estado na economia está na linha de frente das discussões. É nesse contexto que o diálogo é retomado e atualizado pelos três autores do livro Desenvolvimento: o Debate Pioneiro de 1944-1945.

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