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O Globo Online (RJ): Em busca de craques Sediar a Copa de 2014 vai requerer do Brasil investimentos da ordem de R$ 300 bilhões em infraestrutura, mobilidade urbana e segurança. Estudo recém-divulgado pelo Ministério do Turismo aponta que a competição trará um aporte de R$ 183 bilhões na economia nacional, direta e indiretamente. Um aspecto não tão evidente, mas fundamental para o sucesso desse evento, é o investimento em qualificação profissional para o planejamento e a realização das muitas obras que vão atender os 500 mil turistas estrangeiros esperados. O país precisa investir em equipamentos, mas, sobretudo, em pessoas. Somente para o setor hoteleiro a expectativa é de um aumento de 30% na oferta de vagas até 2014 por conta da próxima Copa. Outros setores da economia, como energia, telecomunicações, saneamento e transportes, também preveem incremento significativo e precisam de gente qualificada. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), porém, mostram uma lacuna visível desde já na formação de pessoas. Faltam, somente em 2010, 320 mil profissionais qualificados nos setores de comércio (187 mil), serviços (50 mil), alimentação (45 mil) e construção civil (38 mil). Na outra ponta dessa equação, cresce a demanda por cursos nas áreas fundamentais para construir um bom cenário para o evento. Ao menos é o que se verifica no Centro Paula Souza, autarquia do governo de São Paulo responsável pela educação profissional no estado. A relação candidato/vaga dos cursos das áreas de Logística, Construção Civil, Hotelaria e Gastronomia oferecidos nas Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e nas Faculdades Tecnológicas (Fatecs) aponta que os jovens já estão de olho nas áreas em que faltam profissionais. Na Etec de São Bernardo do Campo, a demanda do curso de Logística, disponível desde 2007 nessa unidade, tem sido sempre maior que 10 candidatos por vaga. A empregabilidade (porcentagem de alunos empregados um ano após a conclusão do curso) e a renda média um ano depois da formatura dos técnicos e tecnólogos preparados pela instituição dimensionam o valor atribuído pelas empresas a esses profissionais. No ensino tecnológico do Centro Paula Souza, o curso de Edifícios registra empregabilidade de 97,1% e renda média de 5,6 salários mínimos. É preciso rapidez para atender à demanda do mercado e, ao mesmo tempo, ao interesse dos estudantes por esse tipo de formação. O caminho é a ampliação da oferta do ensino profissional de qualidade. Apostas acertadas em qualificação profissional sempre trarão como resultados crescimento da economia, inclusão social e, dessa forma, o desenvolvimento do país. *LAURA LAGANÁ é diretora superintendente do Centro Paula Souza, autarquia estadual responsável pelo ensino profissional em São Paulo.
Seminário 3: Redemocratização, Arranjos Partidários e Pactos Políticos: desafios à construção das instituições e da cidadania no Brasil (20 de agosto de 2008) Exibe a versão de impressão da página Retorna para a página anterior Um dos desafios da democracia brasileira é a consolidação de partidos comprometidos com certas idéias e metas para que se tenha um governo cada vez mais aperfeiçoado. "O eleitorado brasileiro ainda é profundamente marcado pelo desinteresse eleitoral". Este foi o diagnóstico apresentado pelo professor da UFMG Fábio Wanderley Reis, um dos convidados do seminário "Redemocratização, arranjos partidários e pactos políticos: desafios à construção das instituições e da cidadania no Brasil", realizado no Ipea, em Brasília. Ainda de acordo com o professor, "devido à figura popular, às origens do presidente, assistimos hoje uma lenta mudança no eleitorado que começa a acompanhar a política com pouco mais de atenção do que foi no passado", argumentou. O seminário contou ainda com a presença de mais três palestrantes. Raquel Meneguello, cientista política da Unicamp, disse durante sua apresentação que a confiança do cidadão brasileiro nos partidos políticos caiu. De acordo com ela, isso se deu devido às crises políticas ocorridas nos últimos anos. A cientista discorda do professor Fábio Wanderley Reis em relação à confiança do cidadão nos partidos e destaca que entre 1989 a 2006 o nível de confiança teria caído consideravelmente. Mas ela afirma que mesmo assim "a taxa de sucesso do governo ainda é alta". De acordo com a cientista, em aproximadamente 900 votações ocorridas no Congresso Federal, quase 800 delas são vencidas pelo governo. A professora da USP Maria Célia Paoli discursou sobre a questão do cidadão no país. Célia destacou que antigamente o indivíduo era indiferente em relação à política do país, mas afirma que hoje o interesse pelo assunto começa a surgir. De acordo com ela, mesmo para quem não gosta, política é fundamental, pois "quando o cidadão não sabe diferenciar a política e acaba deixando somente os escândalos aparecer, o bom trabalho desaparece". Graças aos movimentos sociais uma série de políticas foi reformulada, como por exemplo, os movimentos de ocupação. Por isso, a professora da USP reafirmou ao final do evento que "as pessoas precisam de educação política para que fique claro o que é e como deve funcionar". Segundo Maria Célia, o cidadão necessita hoje de maior engajamento político. "Nós temos capacidade de agir como cidadão, mas não temos a de pautar questões sobre política", finalizou. Após as exposições, os convidados responderam perguntas da platéia que foram desde possíveis formas de culturalização da política à questões relacionadas as mulheres como eleitorado. O seminário faz parte do projeto "Perspectivas do desenvolvimento brasileiro", que busca refletir sobre questões relacionadas à redemocratização e desafios para o desenvolvimento do país. Palestrantes Raquel Meneguello Carlos Ranulfo Felix de Melo Fábio Wanderley Reis Maria Célia Paoli Seminário 3 Veja a galeria de fotos. Veja o cartaz. Veja o banner. Veja o convite. Veja a saia de mesa.
Currículo do palestrante Aloísio Teixeira Reitor da universidade federal do Rio de Janeiro. É doutor em economia e professor titular do instituto de economia da UFRJ. Foi diretor da Finep, superintendente da Sunab, secretário de planejamento da prefeitura municipal do Rio de Janeiro, diretor do instituto de economia industrial e diretor da embratel. Tem mais de 60 trabalhos publicados em revistas especializadas, nacionais e estrangeiras. É autor dos livros "O Ajuste Impossível - Um estudo sobre a desestruturação da ordem econômica mundial e seu impacto sobre o Brasil" (1994, editora UFRJ) e "Utópicos, Heréticos e Malditos - Os precursores do pensamento social de nossa época" (2002, editora Record).
Propriedade intelectual e dinâmica das empresas são os temas dos estudos que serão realizados em parceria
Galeria de fotos: Vinte Anos da Constituição Federal (1988/2008)   Terça-feira 14/10/2008 Quarta-feira 15/10/2008 Quinta-feira 16/10/2008    
Seminário 4 - Vinte Anos da Constituição Federal (1988/2008): avanços, limites, desafios e horizontes para as políticas públicas e o desenvolvimento nacional (14 de outubro de 2008) Foto: João Viana O ciclo de palestras do projeto "Perspectivas do desenvolvimento brasileiro" promovido pelo Ipea, abordou neste 4º seminário os 20 anos da Constituição Federal e reuniu no Ipea o ex-deputado constituinte Plínio de Arruda Sampaio, o professor da faculdade de direito da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec), Gilberto Bercovici, o ex-ministro da Previdência Social e membro do Conselho de Orientação do Ipea, Raphael de Almeida Magalhães, e o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Aloísio Teixeira. O ex-deputado Plínio se disse desapontado pela Carta não ter traduzido os anseios da época e ter-se transformado num conjunto de propostas reformistas, que "foram sistematicamente atacadas pelas forças conservadoras, sobretudo nos anos 1990". Segundo ele, a Constituição só tem validade para menos da metade da população, pois a grande maioria tem seus direitos reconhecidos na Carta, mas não cumpridos pelo Estado brasileiro. "E temos de mexer também nos `supraconstitucionais`", disse Plínio, referindo-se a uma parcela que ele classificou de "acima da lei", com privilégios políticos e econômicos que os torna inatingíveis. De acordo com o professor Gilberto Bercovici, da USP, a Constituição de 1988 promoveu a liberdade de expressão. Para o professor, abrir espaço para que movimentos sociais se manifestassem em busca de seus direitos e interesses foi um dos grandes avanços conquistados. "O início do processo constituinte é um momento de ascensão dos movimentos sociais das mais variadas categorias. Até os índios foram ao Congresso Nacional requerer seus direitos. Começou ali a liberdade de se manifestar e discutir as suas questões", ressaltou. "Eu tenho que defender a Constituição não pelo o que ela proíbe, mas pelo o que ela permite. Porque a partir dela que eu posso construir uma sociedade melhor e uma forma política mais adequada. Ela não resolve os problemas, mas é a partir dela que se pode encontrar a solução de vários problemas históricos na formação social brasileira", defendeu. Questionado se a Constituição Federal de 1988 cabe nos dias de hoje, Bercovici observou que se ela fosse cumprida, causaria uma verdadeira revolução na estrutura do país. "Ela é real sim. Ela foi feita pelo Congresso Nacional num momento histórico concreto. Ela tem significado e história. Ela é fruto daquela realidade. Ela é o Brasil e talvez por isso a gente não goste dela, pois mostra o que somos, o que não somos e o que deveríamos fazer para ser", afirmou. O ex-ministro da Previdência Social, Rafael de Almeida Magalhães, disse que acompanhou a construção do capítulo sobre a seguridade social na Constituição. Para ele, o capítulo tem alguns aspectos importantes que merecem destaque, como o reconhecimento absoluto do direito da saúde dos brasileiros, que engloba o direito de nascer, sobreviver, de ter uma aposentadoria descente qualquer que fosse a natureza do trabalho exercido. Para Magalhães esse capítulo da Constituição Brasileira deu cidadania ao trabalhador rural, mesmo para os que por causa do trabalho informal, não contribuíram com a previdência ao longo da vida. "Quando assumi o ministério lembro que havia benefício da previdência de um valor equivalente hoje a quase três reais. Não pagava nem o custo de fazer o pagamento. Tinha benefícios extremamente baixos. Uma das coisas que fizemos foi nivelar o benefício mínimo do campo ao da cidade", lembra. Para ele, essa paridade de tratamento entre o homem do campo e o da cidade foi um dos avanços trazidos com a CF-88, pois levou cidadania ao campo. "Hoje a distribuição de benefício da previdência no campo representa em alguns municípios uma grande transferência de renda da União para o município", aponta. O reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, destacou que a criação do sistema de leis orçamentárias é uma grande conquista democrática. "No tempo da ditadura o Congresso Nacional não podia mexer no orçamento", relata. Questionado se a CF-88 tem vigência para os dias atuais, Teixeira afirmou que a Constituição "é adequada e não é adequada. Ela é dialética. Em muitos aspectos da política brasileira, a gente avançou, mas em outros não há diferenças". Segundo ele, para que a Constituição seja mais bem entendida, é preciso recriar o ambiente político e econômico interno e externo que existia no Brasil nos anos 80. Para Teixeira, é preciso construir uma nova realidade. "O que foi perdido está perdido. O mundo não voltará a 1988. Nós temos a obrigação de formular a Constituição hoje", finalizou. Palestrantes Raphael de Almeida de Magalhães Aloísio Teixeira Plínio de Arruda Sampaio Gilberto Bercovici Seminário 4 CF-88 Vinte Anos Depois: balanço e perspectivas para as políticas públicas federais. Veja a galeria de fotos. Veja os convites. Veja o cartaz. Veja o banner. Veja a saia de mesa.
Galeria de fotos - Mídia e Poder: a construção da vontade coletiva   Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana
Seminário 5 - Mídia e Poder: a construção da vontade coletiva (15 de dezembro de 2008) Foto: João Viana Em seminário realizado quarta-feira (10/12), no Ipea, o ministro da Secretaria da Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, a presidente da Empresa Brasil de Telecomunicação (EBC), Tereza Cruvinel, e o diretor-presidente da Agência Dinheiro Vivo, Luís Nassif, apontaram que a mídia brasileira passa por uma crise de identidade. E que as novas mídias - blogs, TV digital, comunicação interativa, comunicação móvel - vêm impondo mudanças nos tradicionais mass media e acelerando a democratização da informação no Brasil, que, por fatores de mercado e por força da ditadura militar (1964-1984), adotou um modelo concentrador. O seminário "Mídia e Poder: a construção da vontade coletiva" foi organizado pela assessoria técnica da presidência do Ipea e integra o projeto Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, proposto pelo instituto para apresentar até 2010 uma agenda de desenvolvimento brasileiro de longo prazo. "Outros países têm leis que impedem a concentração brutal que vemos no Brasil e a propriedade cruzada", destacou Tereza Cruvinel. A propriedade cruzada acontece quando as empresas de comunicação, controladas no Brasil por pouquíssimas famílias, têm ao mesmo tempo rádio, TV, jornal e internet. De acordo com o ministro Franklin Martins, a imprensa vê-se obrigada a ser transformar, pois o cidadão brasileiro, por meio da ascensão da internet e de outros instrumentos, tem tido acesso a vários tipos de informações e, com isso, tem tido a possibilidade de formar suas opiniões de outras maneiras e consumir outros produtos, além dos tradicionais de rádio, de TV ou impressos. "A imprensa não tem esse poder todo que a sociedade pensa nem que ela [imprensa] imagina. É claro que é um agente social importante e uma influência muito forte. Mas o poder é da sociedade", disse o ministro sobre o suposto poder absoluto da imprensa ou o mito do quarto poder. Para Martins, as novas mídias têm contribuído também na ainda inicial democratização da comunicação no Brasil. "Hoje não podemos mais falar daquele modelo clássico de formação de opinião como ondas em um lago, que se propagam do centro para as bordas", disse ele. "Acho essa imagem do ministro muito feliz. O modelo hoje é caótico, um bombardeio de fontes de informação de todos os lados. E a internet multiplica isso", disse Luís Nassif. "A eleição do presidente Lula é um exemplo", analisou Martins. "Os chamados grandes meios de comunicação martelaram contra quase que em uníssono. Mas a sociedade não deu ouvidos, foi lá e elegeu e reelegeu o presidente", apontou. "Até os paranóicos tem inimigos, mas acho que é mais paranóia", disse Martins, arrancando risos da platéia. Para Cruvinel, em alguns momentos a mídia parece acreditar que pode substituir a sociedade. "Vejam o caso do Bolsa Família", disse. "O governo lançou o programa debaixo de críticas, apanhou meses seguidos. Até que pesquisas nacionais e internacionais - inclusive do Ipea - começaram a mostrar que o programa funciona, que chega às famílias mais pobres, que tem um papel redistributivo importante no país." "Aí as críticas diminuíram. Hoje já é um programa incorporado. Ninguém bate mais. Mas eu pergunto: veio algum jornalista dizer `eu estava errado`? Vocês leram algum artigo do pessoal que criticou dizendo `me enganei`? Eu não vi. Eu não li. Apesar da mídia, a sociedade percebeu primeiro. "Diria ao Franklin [Martins] que sou um pouco mais paranóica", brincou a presidente da EBC também arrancando risos. Para Nassif, a partir dos anos 90, a imprensa brasileira optou por uma forma sensacionalista de divulgar informações. E a internet produz um processo educativo, pois permite que o cidadão interaja com a notícia, contribua com a notícia, quebrando o monopólio da empresa de comunicação e do jornalista. "Isso é um avanço, porque no blog aparecem os vários lados da notícia e muitas visões. Claro que sai muita besteira também, mas ainda defendo que o saldo é positivo", disse Nassif. "A blogsfera é um mundo de possibilidades. Quem tiver mais informação e fizer as melhores análises vai receber audiência." O seminário "Mídia e Poder: a construção da vontade coletiva" foi o quinto seminário do projeto "Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro". Palestrantes Franklin Martins Tereza Cruvinel Luís Nassif Veja o convite. Veja o cartaz. Veja a saia de mesa. Veja o banner. Confira as fotos do evento.
Currículo do palestrante Tereza Cruvinel Formada em Jornalismo desde 1981 pela Universidade de Brasília (UnB), é mestre em Comunicação Social, com orientação para Mídia e Política, pela mesma universidade. Trabalhou na TV Brasília, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, Jornal do Brasil e O Globo. Atualmente é Diretora-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil.
Currículo do palestrante Franklin Martins Jornalista, trabalhou em jornais impressos e televisivos como: Hora do Povo, Indicador Rural, O Globo, Jornal do Brasil, SBT, Estado de São Paulo. Foi correspondente do Jornal do Brasil em Londres. Foi repórter especial do jornal O Globo, colunista político, editor de política e diretor da sucursal de Brasília. Escreveu para as revistas República e Época. Foi comentarista político da TV Globo, Globonews, CBN e Rádio Bandeirantes. É autor do livro "Jornalismo político" (Contexto, 2005) e atualmente é ministro da Secretaria da Comunicação Social da Presidência da República.
Galeria de fotos - Crise Econômica Internacional (fevereiro/2009)   Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana
Seminário 6 - Crise Econômica Internacional (17 de fevereiro de 2009)   Em meio à turbulência global causada pela instabilidade na economia dos Estados Unidos, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) realizaram em Brasília (auditório do Ipea, no Setor Bancário Sul) o seminário "Crise Econômica Internacional". Participaram do evento, Osvaldo Kacef, diretor da Divisão de Desenvolvimento Econômico da Cepal; o economista Alfredo Calcagno, da Divisão de Globalização e Estratégias de Desenvolvimento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad); a pesquisadora Janine Berg, do Departamento de Estratégias de Emprego da Organização Internacional do Trabalho (OIT); e o professor José Carlos Braga, diretor do Centro de Estudos de Relações Econômicas Internacionais do Instituto de Economia da Unicamp. A Cepal distribuiu um relatório sobre as reações à crise internacional dos governos de países da América Latina e Caribe no qual destacou que as medidas monetárias não eram suficientes e variavam de acordo com as condições de cada país da região. Osvaldo Kacef afirmou que as obras de infraestrutura anunciadas pelo Brasil eram benéficas para o crescimento, e observou que o país estava em situação privilegiada em relação aos outros países latinoamericanos. "Na maioria dos países, faltam acordos políticos e processos licitatórios para executar essas obras", justificou. Kacef lembrou, ainda, que em alguns países o déficit público era enorme, pois as reservas internacionais vinham do capital especulativo aplicado em investimentos de curto prazo. "Além disso", concluiu , "estão diminuindo os recursos das remessas de trabalhadores que moram em países desenvolvidos, tão importantes para a economia da América Central e Caribe". O representante da Unctad, Alfredo Calcagno, defendeu a queda na taxa de juros e a expansão dos mercados regionais como forma de combater a queda crescente de exportações para os países mais ricos. Questionado sobre as medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Calcagno disse que ainda era cedo para fazer críticas. "O bloco econômico da América Latina precisa se unir", defendeu. Janine Berg, da OIT, alertou sobre os cuidados a serem tomados em relação à desoneração fiscal. "Certas políticas são importantes em determinadas etapas", ponderou, "numa situação de fragilidade econômica as políticas sociais devem ser priorizadas". Defensora de medidas que tivessem maior impacto na geração de emprego e de proteção social, ela ressaltou que o Brasil estava no caminho certo ao manter as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), especialmente as de infraestrutura, estratégicas para o desenvolvimento do País. O Brasil, segundo Berg, ainda tinha potencial para construir uma resposta que fosse ambientalmente sustentável de geração de empregos "verdes". Ela exemplificou com dados dos EUA sobre as estimativas de investimento em economia verde que apontavam mais geração de emprego do que a desoneração de impostos: "18 x 14 empregos por US$ 1 milhão". Ou seja, para US$ 1 milhão investidos em verde, eram gerados 18 empregos, contra 14 gerados por US$ 1 milhão de desoneração fiscal. Para reforçar sua defesa de políticas sociais, Janine Berg citou outro exemplo estadunidense de política pública, o seguro-desemprego: "O sistema de seguro-desemprego nos Estados Unidos é oito vezes mais efetivo para minimizar o impacto de uma recessão do que uma desoneração do imposto de renda". O professor da Unicamp, José Carlos Braga, clamou por uma reforma profunda no sistema financeiro internacional. "Haverá uma reforma ou apenas alguns ajustes, dentro mesmo padrão?", questionou. Para ele, a máquina de crédito tinha de voltar a funcionar regulada. "É preciso que os estados e seus bancos centrais impeçam a geração de riqueza em papel que não corresponde à realidade da produção", afirmou. "Crise Econômica Internacional" foi o sexto seminário do projeto Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro do Ipea, iniciado em 2008. Palestrantes Osvaldo Kacef, diretor da Divisão de Desenvolvimento Econômico da Cepal. Alfredo Calcagno, economista da Divisão de Globalização e Estratégias de Desenvolvimento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Janine Berg, pesquisadora do Departamento de Estratégias de Emprego da Organização Internacional do Trabalho (OIT). José Carlos Braga, professor e diretor do Centro de Estudos de Relações Econômicas Internacionais do Instituto de Economia da Unicamp. Gráficos apresentados pelos palestrantes Osvaldo Kacef Alfredo Calcagno Janine Berg Veja o convite. Veja o cartaz. Veja a saia de mesa. Veja o banner. Veja a galeria de fotos.
Seminário 7 - Desenvolvimento econômico e o trabalho decente na produção global: crise ou oportunidade para o Brasil? (27 e 28 de abril de 2009) Exibe a versão de impressão da página Retorna para a página anterior O seminário "Desenvolvimento econômico e o emprego na produção global: crise ou oportunidade para o Brasil?", ocorreu na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES, 20º andar), no Rio de Janeiro. Organizado em parceria com o BNDES, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Universidade de Manchester (Reino Unido), ele deu seguimento a uma sequência de outros seminários realizados na Suíça, China, Índia e África do Sul, coordenados pelo Instituto Internacional de Estudos Laborais da OIT. O objetivo principal desses encontros foi examinar as tendências na produção global e seus impactos sobre o mundo do trabalho, além de criar uma rede internacional de pesquisadores que pudessem realizar estudos nacionais e internacionais comparativos sobre o tema e, com isso, gerar insumos para políticas governamentais, grupos de trabalhadores e de empresas. O seminário no Brasil foi organizado em quatro sessões que, dentro do quadro da atual crise econômica internacional, analisaram: (1) as tendências na reconfiguração da produção global e as implicações para o Brasil e outros países emergentes; (2) os impactos da produção global para o mundo do trabalho e estratégias para garantir a geração de emprego de qualidade; (3) o enfoque do desenvolvimento local e regional para estimular a competitividade das pequenas e médias empresas e a qualidade dos empregos; e (4) os impactos da crise econômica sobre o emprego e as políticas públicas adotadas para lidar com a crise e estimular uma inserção internacional competitiva e justa. Na primeira sessão, os participantes observaram como China, Índia e Brasil puderam adequar mecanismos de regulação e indução de suas economias para minorar os efeitos da crise internacional. Na segunda sessão, o foco foi o impacto da produção global sobre a geração de emprego de qualidade no Brasil, especialmente sobre setores de baixo valor adicionado e sob intensa concorrência de preço. Já a terceira sessão discutiu o desenvolvimento local/regional, as experiências de concentração de empresas do mesmo setor em uma localização específica e seus efeitos sobre a competitividade e o emprego. Por fim, a quarta sessão encerrou o evento com uma mesa-redonda. O evento na sede do BNDES, no Rio, teve a participação de especialistas estrangeiros e foi o sétimo seminário do projeto Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, do Ipea, que começou em 2008 e se estende por todo o ano de 2009. Palestrantes Gary Gereffi, Departamento de Sociologia, Universidade Duke (EUA) Fei Qin, Department of Management, London School of Economics (Reino Unido) João De Negri, Ipea Stephanie Barrientos, Universidade de Manchester (Reino Unido) Meenu Tewari, Department of City and Regional Planning, Universidade da Carolina do Norte (EUA) João Carlos Ferraz, BNDES Anne Posthuma, OIT Jici Wang, Universidade de Pequim (China) Helena M. M. Lastres, BNDES Dev Nathan, Institute for Human Development (Índia)
Galeria de fotos - Trajetórias de Desenvolvimento: África do Sul, Alemanha, Argentina, China, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Índia, México e Rússia (junho/2009)   Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana
Ferramenta IpeaGEO permite visualizar dados em seu contexto geográfico e está disponível para download
Expresso MT (MT): Pagot é entrevistado na Globo News sobre as condições das rodovias diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, será o entrevistado desta quarta-feira (18) no programa Espaço Aberto. A atração comandada pelo jornalista global Alexandre Garcia e transmitida pela Globo News, terá a multimodalidade de cargas, fiscalização dos órgãos de controle dos recursos federais e rodovias brasileiras como principais temas da discussão. Além de Pagot, estará no programa o diretor da Confederação Nacional dos Transportes (CNIT), Bruno Batista. O programa será transmitido pela Band News na noite de hoje às 21h30 com reprises na quarta às 1h30, quinta às 8h30, 16h30 e sábado às 6h05. O tema referente às rodovias brasileiras é de grande importância já que com a má conservação das estradas, os transportes dos produtos do agronegócio de MT ficam prejudicados. Por esse motivo, fica a expectativa que seja apresentada as propostas do Dnit para o estado. Neste ano, o Ipea (Instituto de Pesquisas Aplicadas) divulgou um estudo que especifica o Mato Grosso como um dos principais estados que necessitam de investimentos nas estradas. A pesquisa, divulgada no site Estradas, analisou toda a região centro-oeste e aponta que das estradas da região, mais de 50% da conservação das rodovias são consideradas ruins.  
Análise parte de um conjunto de entidades, como câmaras de comércio, embaixadas e empresas multinacionais
Revista Portos e Navios (SP): Retrato de um país que pode parar O tão falado apagão logístico virou realidade e gargalos na infraestrutura põem em risco a competitividade do País No início deste mês, a fila de navios à espera de autorização para atracar no Porto de Santos, maior da América Latina, bateu novo recorde: o congestionamento chegou a 119 navios parados, enquanto em dias normais esse número não passa de 10. No transporte aéreo, o Aeroporto de Guarulhos, o maior do Brasil, teve de fazer mutirão para liberar cargas que estavam ao relento por falta de áreas para armazenagem. Cenas como essas revelam que o alerta feito por inúmeros especialistas, vistos pelo governo como catastrofistas, não era mero achismo. O apagão logístico virou realidade no Brasil e será um dos maiores desafios para o próximo governo. No ano passado, por causa da crise financeira mundial, os gargalos foram amenizados. Mas bastou o País reagir e crescer acima da média para os problemas voltarem com força. Na área de transporte, falta tudo. As estradas continuam em péssima qualidade, especialmente as que atendem o agronegócio, concentrado no Centro-Oeste. O mais lógico seria escoar a safra pelos portos da Região Norte. Mas grande parte dos grãos exportados sai pelos portos do Sul e do Sudeste, depois de percorrer milhares de quilômetros de estradas. O caminho para atingir os terminais do Norte é precário, cheio de obstáculos, como é o caso da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém. Mas, hoje, mesmo que houvesse rodovias adequadas para escoar a produção pelo Norte, os portos da região não têm capacidade para atender toda a demanda, afirma o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, Sérgio Teixeira Mendes. O resultado é que quase toda a safra vai para Santos e Paranaguá. Apesar dos investimentos em andamento, os dois portos vivem em constante colapso. Nas últimas semanas, Santos virou um estacionamento de navios que não conseguiam atracar. Mais uma vez a culpa é de São Pedro e do aumento das exportações de açúcar. O porto não tem infraestrutura para embarcar o produto quando chove. Resultado: tudo para. A degradação da infraestrutura do Brasil não se limita à parte logística. Um dos setores mais atrasados é o de saneamento básico. O País ainda registra números alarmantes de excluídos dos serviços públicos, considerados essenciais para o bem-estar da população. Apesar dos programas de universalização criados pelo governo, milhares de brasileiros ainda não sabem o que é ter luz e água - seja tratada ou não - dentro de casa. Telefone e coleta de esgoto são serviços que nem passam pela cabeça de muitas famílias. O setor de energia, depois do racionamento de 2001, parece estar entrando nos eixos. Mas a tarifa cobrada do consumidor ainda é uma das maiores do mundo, alerta o diretor da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Carlos Cavalcanti. 1-PORTOS Responsáveis por 95% do comércio exterior brasileiro, os portos viraram o grande entrave ao crescimento do País. Todo ano a história se repete: basta começar a safra de grãos para os problemas virem à tona, como as gigantescas filas de caminhões nas rodovias e de navios no mar. A situação é decorrente dos longos anos sem investimentos, que condenaram alguns terminais à estagnação e decadência Algumas ações tentam recuperar a capacidade dos portos, como o Programa Nacional de Dragagem (PND), mas o resultado ainda é limitado. O objetivo é atacar uma das principais deficiências dos terminais: a baixa profundidade dos canais para receber grandes embarcações. Com as novas gerações de navios, muitos portos já saíram da rota dos armadores. O resultado foi a maior concentração de escalas no Sul e Sudeste, onde o sistema portuário já está saturado. Em Santos e Paranaguá, os maiores do País, os acessos terrestres são o maior obstáculo. Mas há também carência na infraestrutura de alguns terminais, que não conseguem operar em períodos de chuva, por exemplo. Apesar de algumas iniciativas, a velocidade de investimentos não tem sido compatível com a demanda. A solução do problema exige atuação mais firme. 2- FERROVIAS O renascimento da ferrovia no Brasil está diretamente ligado ao avanço do agronegócio e do setor mineral. Seu alcance, no entanto, ainda é muito limitado. A malha nacional tem apenas 28 mil quilômetros (km) de extensão e ainda não consegue atender áreas que se transformaram em grande produtoras de grãos, como Mato Grosso. Mas a ferrovia brasileira não é apenas pequena. Ela também é muito mal aproveitada. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), apenas 10% das ferrovias (3 mil km) estão plenamente ocupadas. Outros 7 mil km estão sendo usados abaixo da capacidade e 18 mil km são subutilizados. Além de pequena, ela atinge poucos setores da economia. Até o ano passado, apenas dez produtos, quase todos granéis para exportação, somavam 91% de tudo que era transportado. Só o carregamento de minério de ferro representou 74,37% da movimentação das ferrovias. Para completar a lista de problemas, alguns gargalos reduzem a eficiência do transporte, pois diminuem a velocidade do trem. Um deles é a invasão da faixa de domínio, como a construção de casas à beira dos trilhos. No total, são 372 pontos, sendo 183 invasões de moradias. Outro problema são as passagens de nível (cruzamento de carros, por exemplo), que somam 12 mil em todo o País. 3- RODOVIAS A matriz brasileira de transporte é quase toda baseada em rodovias. Hoje 60% de toda carga movimentada no País é transportada por caminhões. Teoricamente, isso implicaria ter uma malha rodoviária boa para atender à demanda, cada vez mais crescente. Mas essa não é uma realidade no Brasil, que tem apenas 11% da malha nacional pavimentada. Hoje há estradas de terra batida que fazem parte de importantes corredores de exportação. É o caso, por exemplo, da BR-163, entre Cuiabá e Santarém. Embora pareça mais uma trilha, a rodovia é caminho para o transporte de soja exportada pelos portos do Norte. Parte da estrada está em obras. A previsão para o término é 2012. Até o ano passado, 69% das estradas pavimentadas no Brasil eram classificadas como ruins, péssimas ou regulares, segundo a Pesquisa Rodoviária 2009, da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Apenas 13,5% das estradas foram considerados ótimos e 17,5%, bons. De acordo com o estudo, a má qualidade das estradas provoca aumento médio de 28% no custo do transporte rodoviário de carga. Só em relação ao consumo de combustível, o aumento do custo de transporte pode chegar a 5%, comparado aos veículos que trafegam em rodovias com excelente pavimentação, como as de São Paulo. 4 - AEROPORTOS O setor aéreo foi o último a integrar a lista de gargalos da infraestrutura nacional. No caso do transporte de passageiros, o aumento da demanda evidenciou a falta de planejamento do setor, que a exemplo das outras áreas da infraestrutura também padeceu durante décadas sem investimentos adequados. Nos últimos anos, viajar de avião virou um teste de paciência para os passageiros, que nunca sabem se chegarão ao seu destino na data prevista. Se nada for feito com urgência, a tendência é piorar ainda mais. De acordo com estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o transporte aéreo de passageiros no Brasil deve triplicar nos próximos 20 anos. No setor de carga, a situação não é muito diferente. Com o aumento no volume de importações (superior a 40%), os terminais entraram em colapso. Os problemas são iguais aos dos portos: faltam áreas de armazenagem, instalações (câmaras refrigeradas) para produtos especiais e mão de obra suficiente para liberar as mercadorias dentro de padrões internacionais. Sem áreas suficientes, as cargas são armazenadas ao relento, no pátio, ao lado dos aviões. Ao ficarem expostas ao sol ou à chuva, muitas mercadorias são danificadas, o que complica ainda mais o processo de retirada do produto da área alfandegária. Em alguns casos, os terminais demoram mais para liberar a mercadoria do que o tempo que ela gastou para sair do país de origem e chegar ao Brasil. O problema também tem afetado o embarque de produtos exportados. 5- ENERGIA Depois de passar pelo racionamento de 2001, o setor de energia elétrica conseguiu criar uma cultura de planejamento. Pelo menos na área de geração de energia elétrica. Todos os anos, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal responsável pelos estudos de novos empreendimentos, põe à disposição projetos para serem leiloados e construídos. O lado negativo é que quando não há projetos hidrelétricos para serem concedidos, a estatal recorre às térmicas movidas a óleo diesel e óleo combustível, mais caras e poluentes. De qualquer forma, o governo tem conseguido afastar o risco de racionamento. Mas, se na geração os riscos estão mais controlados, a distribuição tem revelado sinais de saturação. No fim do ano passado e início deste ano, os brasileiros enfrentaram uma série de blecautes localizados, além do apagão de novembro, que atingiu 18 Estados. Os desligamentos provocaram a piora na qualidade da energia entregue aos brasileiros. Em 2009, pela primeira vez desde a privatização, os indicadores superaram as metas estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 17,9 horas. Na avaliação de especialistas, uma das explicações é a falta de manutenção da rede. Outro problema que atormenta os brasileiros é o preço da conta de luz, uma das mais altas do mundo por causa da elevada carga tributária. 6-saneamento Durante muitos anos, o atraso do Brasil no setor de saneamento básico foi atribuído à falta de um marco regulatório adequado para atrair a iniciativa privada. As novas regras vieram em 2006, depois de 20 anos de atraso, mas até hoje os investimentos não deslancharam. Nos últimos anos, o governo federal reforçou o orçamento para a área por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O problema, que antes era dinheiro, passou a ser a falta de projetos. Para conseguir o capital, as prefeituras precisavam apresentar o projeto das obras, mas boa parte não conseguiu cumprir o requisito. Resultado: uma parcela significativa da população continua sem os serviços básicos de saneamento. Um exemplo disso é a capital de Rondônia, Porto Velho. Quase toda a cidade não tem esgoto tratado nem água potável. As obras apenas começaram a sair do papel por causa das hidrelétricas do Rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, que tornaram a região mais visível no cenário nacional. De acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2008, apenas 52,5% da população brasileira é atendida por rede de esgoto. No caso do abastecimento de água, o número é melhor: 82% da população tem água em suas moradias.
Galeria de fotos - Trajetórias de Desenvolvimento: África do Sul, Alemanha, Argentina, China, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Índia, México e Rússia (junho/2009)   Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana Foto: João Viana
Seminário 8: Trajetórias de Desenvolvimento: África do Sul, Alemanha, Argentina, China, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Índia, México e Rússia (24 e 25 de junho de 2009) Dando prosseguimento ao projeto Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) organizou, em junho de 2009, durante dois dias, o 8º seminário Trajetórias de Desenvolvimento. Nesse evento, foram apresentadas as estratégias de crescimento adotadas por 10 países: África do Sul, Alemanha, Argentina, China, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Índia, México e Rússia. O seminário contou com a participação de especialistas de diversas universidades e instituições do Brasil e da Espanha, cujos artigos estão publicados no segundo volume do livro Trajetórias recentes de desenvolvimento: estudos de experiências internacionais selecionadas. O encerramento, em 26 de junho, foi feito pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães (foto), secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores. O objetivo das palestras era mostrar ao público o projeto de desenvolvimento estabelecido por cada país, analisar seus resultados e sua situação atual, especialmente diante da crise econômica global. Ao final das apresentações, o convidado especial Antônio Jorge Ramalho, professor da Universidade de Brasília, fez comentários sobre as informações passadas pela especialista em Rússia Lenina Pomeranz (USP) e pelos especialistas em Alemanha Paula Pedroti (FGV/SP) e Ricardo Mendes (Prospectiva Consultoria). O embaixador Pinheiro Guimarães afirmou, em sua exposição de encerramento, que o Brasil conseguiu evitar consequências drásticas da crise econômica internacional "graças à resistência patriótica de muitos". Ele creditou aos trabalhadores, aos empresários e aos administradores públicos o fato de País figurar hoje entre as dez maiores economias do mundo. "Se elaborarmos três listas com as dez maiores nações em território, população e Produto Interno Bruto (PIB), apenas três constarão em todas as relações: Estados Unidos, China e Brasil", afirmou Pinheiro Guimarães. Ele também relacionou a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e as relações com os países vizinhos como prioridades da política externa brasileira. Palestrantes e seus gráficos apresentados: André Cunha, palestra sobre China - UFRGS Eduardo Mariutti, palestra sobre Estados Unidos - Unicamp Andrés Ferrari, palestra sobre Argentina - UFF Joana Mostafa, palestra sobre México - Ipea Julimar Bichara, palestra sobre Espanha - Universidad Autónoma de Madrid Glauco Arbix, palestra sobre Finlândia - USP Daniela Prates, palestra sobre Índia - Unicamp Alexandre Barbosa, palestra sobre África do Sul - Cebrap/USP Lenina Pomeranz, palestra sobre Rússia - USP Paula Pedroti e Ricardo Mendes, palestra sobre Alemanha - FGV/SP e Prospectiva Consultoria Veja o convite. Veja o cartaz. Veja a saia de mesa. Veja o banner. Veja a galeria de fotos.

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