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Missão: “Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro, por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas”.
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Valor Econômico (SP): Sinal Verde para a previdência complementar A presidente Dilma Rousseff deu sinal verde para o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, tocar o projeto de lei que cria a previdência complementar do servidor público federal. O governo está negociando um substitutivo ao projeto que tramita no Congresso Nacional desde 2007. A ideia é acolher algumas emendas ao texto original que foram apresentadas pelos deputados e que não alteram a essência da proposta. O substitutivo será apresentado pelo próprio relator do projeto na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara, deputado Silvio Costa (PTB-PE). O governo resistiu às pressões e descartou a proposta de criação de um fundo só para o Judiciário, como estava sendo reivindicado pelos juízes. Haverá apenas um fundo para todos os servidores civis da União (os militares ficarão fora, pois terão suas próprias regras). Mas o governo flexibilizou a proposta, que admitirá a existência de vários planos de aposentadoria complementar geridos pelo mesmo fundo. A pedido da presidente Dilma, o Ministério da Previdência está preparando, junto com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), uma série de simulações de como ficará a aposentadoria dos servidores com o fundo de pensão vis-à-vis a situação atual. As simulações serão apresentadas na próxima semana à ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Os cálculos preliminares feitos pelos técnicos da Previdência mostraram que quem optar pelo Fundo poderá até mesmo ter um valor da aposentadoria maior do que se ficasse com as regras atuais. As simulações foram feitas com base em variáveis conservadoras para a rentabilidade das aplicações do Fundo, para a revisão salarial do servidor ao longo do período de contribuição e com base na tábua atuarial AT 2000, mais condizente com a realidade demográfica que está se desenhando para o futuro. Político experiente, o ministro Garibaldi quer reduzir o conteúdo emocional do debate em torno da criação da previdência complementar dos servidores. Por isso, ele orientou sua equipe a preparar argumentos técnicos e números que mostrem as vantagens do novo sistema para os futuros participantes. A estratégia do ministro é ganhar o apoio dos servidores para a proposta pela força dos argumentos. Mesmo com a oposição manifestada pelas entidades representativas dos magistrados ao fundo de pensão, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou, recentemente, uma comissão encarregada de discutir o assunto. Essa comissão é coordenada pelo conselheiro Jefferson Luis Kravchychyn. O governo quer aproveitar esse espaço de discussão aberto no Judiciário para apresentar os dados e os argumentos técnicos em defesa do novo sistema. Os juízes desejam preservar a aposentadoria integral, ou seja, receber na inatividade um valor que corresponda aos proventos no exercício do cargo. Os técnicos do Ministério da Previdência lembram, no entanto, que a aposentadoria integral não existe mais para aqueles que ingressaram no serviço público depois da emenda constitucional 41, de 2003. Essa questão não pode ser alterada pelo projeto de lei que está no Congresso. A criação de um fundo de pensão para o servidor fez parte da reforma previdenciária proposta pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa reforma, aprovada pelo Congresso Nacional em 2003, prevê que as pessoas que ingressarem no serviço público após a criação da aposentadoria complementar passarão a ter as mesmas regras dos trabalhadores da iniciativa privada. Ou seja, contribuirão para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e receberão aposentadoria até o valor de R$ 3.672,00 - o teto atual do INSS. Além disso, poderão contribuir para o fundo de pensão dos servidores e complementar a aposentadoria. As novas regras só valerão, portanto, para quem ingressar no serviço público após a aprovação da previdência complementar. Os atuais servidores só optarão pelo fundo de pensão se assim o desejarem. Não serão obrigados a isso. Essa regra da Constituição preserva não apenas os direitos adquiridos, mas também as expectativas de direito. Mesmo que as mudanças tenham impacto sobre as contas públicas apenas no longo prazo, o governo considera indispensável enfrentar essa questão porque o déficit do regime próprio dos servidores públicos federais está crescendo 10% ao ano, de acordo com dados do Ministério da Previdência. Ele é maior do que o déficit do RGPS. Em 2010, o déficit do regime próprio, que beneficia 950 mil servidores aposentados e pensionistas, ficou em R$ 51,2 bilhões, enquanto que o déficit do RGPS, que beneficia 28 milhões de trabalhadores, foi de R$ 42,9 bilhões. Esse quadro não mudará muito este ano, de acordo com as previsões oficiais. Para agravar a situação, dados do Ministério do Planejamento mostram que, nos próximos quatro anos, cerca de 40% dos atuais 1.111.000 funcionários públicos federais estarão em condições de requerer a aposentadoria. Ou seja, se o fundo de pensão não for criado logo, os substitutos desses servidores ingressarão no serviço público com as regras atuais de aposentadoria, adiando a solução do problema. Ribamar Oliveira é repórter especial em Brasília e escreve às quintas-feiras
28/07/2011 | 544 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Correio do Brasil Online:BC confirma nova tática anti-inflação; alta de juros pode ter acabado BC confirma nova tática anti-inflação; alta de juros pode ter acabadoNa ata da reunião que aumentou taxa de juros pela quinta vez no ano, Banco Central (BC) não diz mais que trabalha por meta de inflação de 4,5% em 2012, nem que busca do objetivo exigiria aperto monetário por tempo 'suficientemente prolongado'. Nova estratégia, que havia sido sugerida no fim do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), tenta combater única variável inflacionária que, segundo economista, está descontrolada, as expecativas do 'mercado'. André Barrocal O Banco Central (BC) confirmou nesta quinta-feira (28/07) a suspeita de que resolveu adotar nova estratégia na disputa com o "mercado" sobre os rumos da inflação e da taxa de juros. Na ata da reunião da diretoria que, na semana passada, subiu o juro pela quinta vez seguida no ano, o BC não diz mais, como havia feito antes, que trabalha para que a meta de inflação fixada pelo governo, de 4,5%, seja cumprida em 2012. O documento também reforça a desconfiança, manifestada por analistas do "mercado" logo depois da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), de que o ciclo de aumento dos juros pode ter acabado. O BC abandonou a expressão de que atingir a meta de inflação no ano que vem exigiria "a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado". As duas suspeitas haviam sido alimentadas pelo próprio BC no fim do encontro do Copom de 20 de julho. Ao comunicar o resultado da reunião - a maior taxa do planeta ficaria 0,25 ponto percentual maior e valeria 12,50% pelo menos até 31 de agosto -, o banco havia sido lacônico. Não disse que tomara a decisão de olho em 2012, nem que esse objetivo poderia requerer juro alto por tempo "suficientemente prolongado". A reunião anterior do Copom, em junho, havia terminado com estas duas mensagens na curta nota em que o BC sempre informa a decisão. Ambas seriam confirmadas uma semana depois na ata do Copom. Agora, foi diferente. A provável explicação para a nova postura do BC pode ser encontrada em um boletim trimestral de análise da conjuntura divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) justamente no dia da última reunião do Copom (20 de julho). Para o economista que coordena a elaboração do boletim, Roberto Messenberg, todas as variáveis que impactam a inflação estão controladas: atividade econômica, mercado de trabalho e de crédito em ritmo moderado, preço dos alimentos e dos combustiveis, estabilizado. O único fator que ainda estaria descontrolado, segundo Messenberg, seriam as expectativas do "mercado". Desde que o BC avisara, no início do ano, que não trabalharia para a inflação atingir a meta de 4,5% em 2011 - o governo acha que isso sacrificaria o crescimento com mais prejuízos do ganhos para o país -, mas só em 2012, o "mercado" aposta que a inflação ficará acima da meta no ano que vem. As expectativas do "mercado" também são um fator inflacionário na medida em que tem poder para influenciar a realidade. Trabalhadores e empresários levam em conta estas previsões, por exemplo, na hora de negociar salários e fixar preços. É por isso que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) uniram-se contra a pesquisa que o BC faz sobre as expecativas do "mercado". O levantamento semanal ouve 100 instituições, a grande maioria ligada ao sistema financeiro. O presidente do BC, Alexandre Tombini, concorda que seria melhor mudar um pouco o perfil da pesquisa, para incorporar instituições vinculadas a outros setores, mas diz que preciso que os interessados em participar atendem exigências mínimas.
28/07/2011 | 364 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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R7.Com:Tarifas de transportes intermunicipais das metrópoles subiram 32% acima da inflação na última década Segundo o Ipea, principal motivo é o aumento no tempo dos deslocamentos Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado nesta quinta-feira (28), mostrou que as tarifas do transporte intermunicipal metropolitano subiram 32% acima da inflação medida pelo IPCA, entre junho de 1999 e outubro de 2010. Segundo análise do Ipea, um dos motivos que levaram a esse incremento expressivo foi o aumento no tempo de deslocamento da população, reflexo da degradação das condições de trânsito. O estudo também mostrou que a população das cidades periférias tem crescido mais do que a das cidades-sede, mas os empregos ainda continuam concentrados nas capitais. O resultado disso é a necessidade de uma melhora no transporte intermunicipal. No entanto, segundo o estudo, é preciso melhorar não só a malha entre as cidades periféricas e as sede, mas também entre as próprias cidades periférias, pois nelas estão se formando pequenos núcleos que atraem trabalhadores. De acordo com o Ipea, "cria-se a necessidade de um sistema metropolitano de transporte de alta capacidade que, pela sua escala, se torna incompatível com a capacidade de financiamento dos municípios, isoladamente". O Ipea também mostrou na pesquisa divulgada que as tarifas de transportes intermunicipais da metrópoles subiram 32% na última década. O principal motivo para o aumento é o crescimento no tempo dos deslocamentos, causado pela drgradação das condições de trânsito
28/07/2011 | 460 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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G1.Com.br:Mais de 40% moram em regiões metropolitanas, diz Ipea Estudo aponta maiores concentrações em SP, Rio e Belo Horizonte. Instituto vê necessidade de expansão do transporte de massa. Estudo divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que quase metade da população brasileira - de cerca de 191 milhões - mora em regiões metropolitanas, situadas no entorno de grandes cidades, sobretudo capitais. Segundo o estudo, 42,5% da população mora em cidades localizadas nessas áreas. Ainda de acordo com o levantamento, o crescimento populacional nas regiões metropolitanas reflete diretamente uma necessidade de expansão do sistema de transporte em massa. As maiores concentrações de moradores, segundo o estudo, estão nas regiões metropolitanas das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Segundo o Ipea, o elevado preço das moradias nas cidades consideradas com sedes resultaram no aumento de moradores nas regiões metropolitanas. Já as ofertas de emprego, contudo, continuam situadas na sua maioria nas cidades consideradas como sedes, o que resulta num deslocamento constante dos moradores para os grandes centros. "Significa que muitos dos municípios periféricos funcionam como cidades-dormitórios", afirma o estudo. Segundo o estudo, o transporte coletivo é a principal forma de deslocamento dos moradores das regiões metropolitanas para as cidades maiores, que concentram os empregos. Em São Paulo, por exemplo, a pesquisa aponta que o tempo de deslocamento médio das pessoas que moram na região metropolitana para a capital cresceu em média em 15%, "reflexo da degradação das condições de trânsito na capital", afirma o estudo. Custos Na análise do Ipea, a forma de resolver o problema do aumento do tempo dos deslocamentos é "haver investimento maciço em infraestrutura, principalmente nos corredores de ônibus". Segundo o instituto, quanto mais demorado for o deslocamento dos trabalhadores, maior tende a ser o aumento das tarifas cobradas. Embora aponte a malha ferroviária como uma das soluções para amenizar os problemas do transporte coletivo no país, o instituto ressalta problemas, especialmente o alto custo da implementação. "Os projetos de mobilidade estruturantes apresentam custos elevados, que muitas vezes se tornam inviáveis para os municípios vizinhos. Assim, novas formas de se viabilizar os grandes investimentos em mobilidade têm de ser desenvolvidas, onde se destaca a formação dos consórcios públicos e as parcerias público-privadas", recomenda o trabalho
28/07/2011 | 701 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Estadão.Com.br (SP):Populações crescem nas periferias, mas transporte público continua ineficiente Pesquisa aponta transporte como um dos principais problemas dos grandes centros urbanos A falta de transporte adequado e em quantidade suficiente é um dos principais gargalos na administração dos grandes centros urbanos, que concentram 83,096 milhões de brasileiros (42,5% da população), de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre mobilidade urbana feita entre 2001 e 2010. No período, a concentração manteve-se estável em relação aos 42,3% registrados em 2000. As cidades periféricas das regiões metropolitanas têm crescido bem mais que as cidades que deram origem aos agrupamentos populacionais, em virtude, principalmente, dos altos preços dos imóveis nas áreas centrais. Realidade conhecida na prática, mas agora confirmada por estudo do Ipea sobre Dinâmica Populacional e Sistema de Mobilidade nas Metrópoles Brasileiras. A avaliação do Ipea sobre a ocupação demográfica nas 36 regiões metropolitanas (RMs) e nas três regiões integradas de desenvolvimento (Rides), nos últimos dez anos, salienta que as populações de menor poder aquisitivo têm se deslocado cada vez mais para longe dos grandes centros, embora a oferta do maior número de empregos continue nos núcleos regionais. Com isso, a região de moradia do trabalhador se afasta dos locais de trabalho, em decorrência, principalmente, das construções de grandes empreendimentos imobiliários onde o terreno é mais barato, de acordo com Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea que apresentou o estudo sobre mobilidade populacional. Segundo ele, o deslocamento da população cria a necessidade de um sistema metropolitano de transporte adequado às necessidades da comunidade, mas isso é incompatível com a capacidade de financiamento dos municípios, isoladamente. Também não existe aporte suficiente de recursos dos governos estaduais para gerir o transporte público, e nem mesmo uma política específica do governo federal para as Rms. Por isso, os novos marcos jurídicos referentes à formação de consórcios públicos intermunicipais e de parcerias público privadas podem ser a saída para a criação de instituições que possibilitem o financiamento dos equipamentos de transporte. Enquanto isso, os investimentos federais de mobilidade nas regiões metropolitanas se restringem aos sistemas metroferroviários, de pouca abrangência, de acordo com o Ipea.
28/07/2011 | 298 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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PortalTerra:Ipea: ida ao trabalho supera 1 hora para 20% dos trabalhadores Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quinta-feira aponta que atualmente 20% dos trabalhadores brasileiros gastam em média, nas nove principais cidades do País, mais de uma hora para cumprirem o trajeto entre onde moram e o local de trabalho. Esse cenário, que computava 15% no ano de 1992, envolve as regiões metropolitanas ligadas às cidades de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. Excetuando-se os picos superiores acima de 60 minutos no trajeto casa-trabalho, os trabalhadores dessas mesmas regiões gastam, em média, 40 minutos de deslocamento na parte da manhã. "Para se resolver o problema de aumento nos tempos de viagem dos deslocamentos por transporte coletivo deve haver investimentos maciços em infraestrutura, principalmente nos corredores de ônibus, que se constitui no principal modal metropolitano, segregando o espaço de operação dos veículos em vias exclusivas. Aumento de tempos de viagem do transporte público implica aumento de custos, que, aliado a outros fatores, provocam o aumento das tarifas", diz o documento divulgado pelo Ipea. No estudo Dinâmica populacional e sistema de mobilidade nas metrópoles brasileiras feito pela entidade, o diretor-adjunto da Diretoria de Estudos Regionais e Urbanos (Dirur), Miguel Matteo, ressaltou que, com o passar dos anos, a população residente no colar metropolitano tem ampliado sua dependência em relação aos sistemas intermunicipais de transportes. Diante dos altos preços dos imóveis e da concentração da oferta de empregos nas capitais, a taxa de crescimento das regiões metropolitanas têm sido, via de regra, mais alta que a das capitais, e o transporte entre esses municípios, muitas vezes público, passa a ser fundamental para a jornada de trabalho. "Isso dá uma característica de dormitório a muitos desses municípios, especialmente os municípios com maior concentração de população de baixa renda, gerando um enorme fluxo pendular entre os municípios da periferia metropolitana e as cidades-sede, sobretudo pelo transporte coletivo", diz o estudo. "O transporte tem caráter social muito grande porque a população de mais baixa renda mora na periferia. A maioria das viagens é realizada pelo transporte coletivo", afirmou Miguel Matteo. Para o pesquisador, que registrou aumento real - descontado a inflação - de 32% nas tarifas de transporte público entre 1999 e 2010 (excluído o metrô), a União precisa ampliar seus investimentos em projetos de mobilidade urbana, e não só considerando a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Atualmente, a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos de cerca de R$ 10 bilhões para este tipo de obra, mas para que a malha do sistema metroviário brasileiro pudesse se desenvolver em padrões melhores, novos investimentos - e não apenas empréstimos a Estados ou municípios - precisariam ser consolidados. Conforme o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, a Cidade do México, por exemplo, tem malha de metrô quatro vezes maior que a de São Paulo. No caso dos países da Europa, diz Carvalho, o Brasil precisaria de investimento imediato de R$ 80 bilhões para que tivesse a atual rede metroviária dos países europeus. "Uma recomendação é que a União volte a fazer investimento, e não só empréstimos, no sistema metropolitano de transporte brasileiro", disse o técnico. "No Brasil, estamos com dois deadlines, a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio em 2016. Poderia se pensar pelo menos para a Copa investimentos superiores ao que se tem planejamento. Poderia se pensar em elevar um pouco isso, sem ser empréstimo", afirmou Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho.
28/07/2011 | 682 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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FolhaOnline: Transporte é um dos maiores gargalos de centros urbanos, diz Ipea A falta de transporte adequado e em quantidade suficiente é um dos principais gargalos na administração dos grandes centros urbanos, que concentram 83,096 milhões de brasileiros (42,5% da população), de acordo com pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre mobilidade urbana feita entre 2001 e 2010. No período, a concentração manteve-se estável em relação aos 42,3% registrados em 2000. Área metropolitana de São Paulo abriga "áfricas e europas" As cidades periféricas das regiões metropolitanas têm crescido bem mais que as cidades que deram origem aos agrupamentos populacionais, em virtude, principalmente, dos altos preços dos imóveis nas áreas centrais. Realidade conhecida na prática, mas agora confirmada por estudo do Ipea "Dinâmica Populacional e Sistema de Mobilidade nas Metrópoles Brasileiras". A avaliação do Ipea sobre a ocupação demográfica nas 36 regiões metropolitanas e nas três regiões integradas de desenvolvimento, nos últimos dez anos, salienta que as populações de menor poder aquisitivo têm se deslocado cada vez mais para longe dos grandes centros, embora a oferta do maior número de empregos continue nos núcleos regionais. Com isso, a região de moradia do trabalhador se afasta dos locais de trabalho, em decorrência, principalmente, das construções de grandes empreendimentos imobiliários onde o terreno é mais barato, de acordo com Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea que apresentou o estudo sobre mobilidade populacional. Segundo ele, o deslocamento da população cria a necessidade de um sistema metropolitano de transporte adequado às necessidades da comunidade, mas isso é incompatível com a capacidade de financiamento dos municípios, isoladamente. Também não existe aporte suficiente de recursos dos governos estaduais para gerir o transporte público, e nem mesmo uma política específica do governo federal para as regiões metropolitanas. Por isso, os novos marcos jurídicos referentes à formação de consórcios públicos intermunicipais e de parcerias público privadas podem ser a saída para a criação de instituições que possibilitem o financiamento dos equipamentos de transporte. Enquanto isso, os investimentos federais de mobilidade nas regiões metropolitanas se restringem aos sistemas metroferroviários, de pouca abrangência, de acordo com o Ipea.
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O Globo (RJ):PM apreende 1.200 armas de fogo em Mato Grosso no primeiro semestre As apreensões representam aumento de 56% em relação a 2010. De janeiro a junho também foram apreendidos 18 mil papelotes de drogas A Polícia Militar de Mato Grosso (PM-MT) divulgou nesta quinta-feira (28) um levantamento que aponta o aumento no número de apreensões de armas de fogo e drogas no estado, no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho foram retirados de circulação aproximadamente 18 mil papelotes de drogas e 1.200 armas de fogo. Segundo a PM, se comparado com dados do mesmo período do ano passado, o aumento representa 56% e 10%, respectivamente. Os dados também demonstram que as apreensões realizadas somente pelo Comando Regional de Cuiabá (CR I) aumentaram 11%, no primeiro semestre deste ano, totalizando 357 armas, sendo que no mesmo período de 2010 foram retiradas de circulação 315 armas. De acordo com o comandante geral da PM, coronel Osmar Lino Farias, as apreensões fazem parte do Programa de Ação de Segurança (PAS) da Secretaria de Segurança Publica (Sesp) que tem o objetivo de reduzir o índice de criminalidade, em especial, aqueles ligados ao tráfico de drogas. "Nesses trabalhos, é possível apreender grande número de entorpecente e armas, além de produtos oriundos de roubo ou furto", ressaltou o comandante geral. Estudos paralelos Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Aplicada e Pontifícia Universidade Católica (Ipea/PUC), divulgada em 2010, em São Paulo, mostrou que a cada 18 armas retiradas de circulação uma vida é salva. Conforme o Instituto, se a análise fosse utilizada em Mato Grosso, em base ao levantamento da Polícia Militar, no primeiro semestre deste ano foram salvas 69,9 pessoas.
28/07/2011 | 529 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
Publicações - Radar/Diset
Radar avalia a produtividade da economia brasileira
27/07/2011 | 4654 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Notícias/Dirur
O lançamento do Comunicado nº 102 foi nesta quinta-feira, 28, na sede do Instituto, em Brasília
27/07/2011 | 3875 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Institucional/Dides
Chamada Pública nº 047/2011 Chamada Pública nº 047/2011 - Projeto "Heterogeneidade Estrutural na Economia Brasileira” Vagas: 01 (uma) bolsa Auxiliar de Pesquisa (Graduando), Assistente de Pesquisa I (Graduado) ou Assistente de Pesquisa II(Mestrando) 01(uma) bolsa Assistente de Pesquisa II (Mestrando) Prazo de inscrição: 17 junho a 04 de julho de 2011 Resultado: A partir de 14 de julho de 2011 Início das bolsas: agosto de 2011 Chamada Pública nº 047/2011 Clique aqui para ver o Resultado Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
27/07/2011 | 2426 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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JornalWeb Minas: Beneficiários do Bolsa Família de Minas Gerais recebem mais de R$ 121 milhões neste mês O Bolsa Família transfere em julho um montante superior a R$ 121,4 milhões para os beneficiários que vivem em Minas Gerais. As famílias beneficiadas podem sacar os valores que variam entre R$ 32 e R$ 242, até 29 de julho. Mesmo após a data de recebimento prevista no calendário anual, o benefício fica disponível para saque nos postos de atendimento da Caixa Econômica Federal por 90 dias. Depois de três meses, o recurso volta para os cofres do MDS. Em todo Brasil, o programa atende 12,9 milhões de famílias e o total de recursos destinado a elas supera R$ 1,4 bilhão por mês. Metade desse total se destina à Região Nordeste e representa importante contribuição para a redução da pobreza. O efeito do programa na economia do País é apontado por diversos especialistas. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por exemplo, mostra que, para cada R$ 1 investido pelo Governo Federal no Bolsa Família, o Produto Interno Bruto (PIB) aumenta em R$ 1,44. A quase totalidade do dinheiro transferido é aplicado no consumo. Essa destinação movimenta a economia local, especialmente em localidades distantes dos centros urbanos. Esses resultados confirmam que o programa, que tem por objetivo combater a fome e a pobreza, ajuda também a reduzir a desigualdade. A complementação de renda, com o pagamento do benefício, se alia ao cumprimento de condições nas áreas de educação e saúde. Frequência escolar abaixo dos índices exigidos, falta de acompanhamento de pré-natal e criança sem vacinar podem levar ao bloqueio e ao cancelamento do benefício. A atualização cadastral permanente, ou pelo menos a cada dois anos, é outro compromisso da população atendida. Tanto os gestores do Bolsa Família nos municípios quanto os beneficiários devem ficar atentos a esses três itens para evitar o cancelamento do programa. Toda família com renda mensal por integrante de até R$ 140 tem direito ao Bolsa Família. Quem ainda não recebe o benefício, que varia de R$ 32 a R$ 242, e se enquadra no critério deve solicitar à prefeitura de sua cidade a inscrição no Cadastro Único.
27/07/2011 | 587 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Correio doBrasil: Governo Alckmin quer arrecadar mais de pedágio com cobrança eletrônica Meta do governo paulista para daqui um ano e meio é permitir cobrança sem praça de pedágio. Emprego dos arrecadadores sequer foi discutido O governo de São Paulo quer ampliar a cobrança eletrônica de pedágio nas rodovias do estado. A meta para daqui a um ano e meio é "massificar" esse tipo de equipamento, chamado de "tag" - , dispositivo que se comunica com antenas instaladas e permite cobrança mensal -, entre veículos que trafegam em vias entregues à iniciativa privada sob concessão. Não há planos relacionados aos trabalhadores cujos postos eventualmente sejam eliminados, nem qualquer medida relacionada à revisão de tarifas. O plano de expansão do sistema automático de arrecadação - cobrança eletrônica - foi apresentado durante seminário da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) nesta terça-feira (25), em São Paulo. Os secretários estaduais de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, e de Gestão Pública, Julio Semeghini, participaram do evento, junto com Karla Bertocco Trindade, diretora-geral da Artesp. A agência ligada ao governo de Geraldo Alckmin aposta na possibilidade de se alcançar o modelo "free flow" ("fluidez" ou "tráfego" livre). É uma adaptação da proposta que foi apresentada pelo candidato derrotado do PT, Aloizio Mercadante, durante as eleições de 2010, quando o alto preço dos pedágios paulistas se mostrou como um dos pontos fracos do PSDB. A ambição do programa seria levar o sistema a 80% dos veículos, o que permitiria substituir praças de pedágio com arrecadação manual realizada por funcionários contratados por antenas espalhadas pelo perímetro das rodovias. "O sistema permitiria a cobrança por quilômetro percorrido e, eventualmente, alcançando uma tarifa mais justa", disse Karla Bertocco Trindade, da Artesp. Outra vantagem para as concessionárias seria o aumento da base de pagantes e a diminuição da inadimplência. Segundo o Pedagiômetro, São Paulo arrecadou R$ 3,28 bilhões em cobranças nas rodovias de janeiro a julho de 2011. Atualmente, os paulistas que percorrem rodovias estaduais se deparam com 227 praças de pedágio, nas quais há tanto a opção de cobrança eletrônica quanto manual. Segundo a Artesp, 49% dos veículos usam o dispositivo que evita paradas nas praças, participação considerada máxima dentro do modelo atual, com cobrança de adesão e de mensalidade. Experiências de outros países indicam esse tipo de limitação, segundo técnicos da agência. A Artesp alega que o objetivo do plano é baratear a arrecadação eletrônica por meio da inserção de novos competidores. Hoje, apenas uma empresa está habilitada a operar. Além disso, as "tags" usariam o mesmo tipo de sistema de rádio (RFID) para comunicação entre veículos e antenas, mas em uma frequência mais baixa - de 915MHz, ante 5,8GHz dos equipamentos atuais. O novo sistema foi desenvolvido no Brasil, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia. Sonho meu Para o diretor da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) Geraldo Vianna a medida não alcança seu "sonho" para os pedágios, que seria a redução nas tarifas praticadas. "Para isso, teria de haver revisão de contrato e, como comerciante, sei que contrato é inviolável", lamenta. Por isso, uma saída seria a redução de impostos sobre a tarifa - que segundo ele corresponderiam a 25% do valor total. Embora o contrato de concessão das primeiras rodovias paulistas entregues à iniciativa privada previsse reajuste anual com base no Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), uma negociação deve permitir a mudança do fator de correção. A partir de 2012, segundo a Artesp, o percentual empregado será o medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O primeiro, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, alcança taxas em média mais elevadas do que o IPCA, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A aplicação do IPCA está prevista em contratos de concessão promovidos pelo governo federal em 2009. Segundo estudo do professor Coca Ferraz, da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, especialista em transportes e trânsito que ocupou o posto de vice na chapa de Mercadante, o pedágio cobrado no estado tem peso de imposto. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a partir dos preços divulgados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), demonstra que o motorista brasileiro gasta, em média, R$ 9,13 para percorrer 100 quilômetros de uma rodovia pedagiada. Em São Paulo, o valor é de R$ 16,04 pelo mesmo trajeto. A Artesp contesta os dados.
27/07/2011 | 560 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Blog doNoblat:Os conselhos profissionais e o Poder Judiciário Para ler a íntegra clique em Os conselhos profissionais e O Poder Judiciário Ao contrário do que se esperava, estudo do IPEA sobre "O custo unitário do processo de execução fiscal na Justiça Federal" demonstra que as Varas de Execuções Fiscais da Justiça Federal não atuam prioritariamente para cobrar impostos de contribuintes eventualmente faltosos. Nem vice versa. Não atuam para defender os contribuintes do fisco federal quando este extrapola, cobra o indevido. As Varas Federais de Execução Fiscais existem sobretudo para cobrar as anuidades das categorias profissionais, como contadores, economistas, arquitetos, médicos, administradores, etc., que os respectivos conselhos consideram devidas e não pagas. A existência destes polêmicos conselhos deveria ser financiada, não pelo Estado, mas pelos próprios profissionais. Agora, o país se dá conta que é financiada pelo Estado também. O raciocínio é simples. Em cada cem casos que chegam às Varas Federais, 37 não dizem respeito à disputa de recursos fiscais, referentes aos interesses da União em somente 59,2% dos casos, mas à cobrança de anuidades destes conselhos. E quem paga os custos da Justiça - do juiz, do escrivão, do oficial de justiça, do diário oficial, da tecnologia da informação, etc. - é o orçamento do Poder Judiciário. É o orçamento da União. E quem paga o orçamento da União são todos os contribuintes. Na verdade, os conselhos regionais acabaram por terceirizar para a justiça o custo da cobrança de suas anuidades. É mais barato para os conselhos o Judiciário cobrar, do que eles próprios. Pois assim quem tem o custo de encontrar e notificar o eventual profissional devedor é a Justiça. Ir para a Justiça é mais barato do que contratar uma empresa de cobrança. Tanto é assim que o Ipea fez a discriminação do tempo gasto em cada processo, e o tempo maior não é do juiz. É das tarefas administrativas da cobrança, sendo que enquanto um processo ocupa 230 dias do juiz, leva 2130 dias até o oficial de justiça conseguir encontrar o devedor. As Varas e os juízes de execução fiscal não são usados para decidir direitos e fazer justiça. São usados como mero cobradores de porta em porta. São baratos. O contribuinte paga. O Conselho ganha. O resultado político líquido desta patologia é que mais uma vez o Poder Judiciário aparece como o grande culpado da lentidão e da falta de justiça no país. Como o Poder Judiciário pode se defender deste abuso do direito de peticionar? Cláudio Moura Castro escreveu um artigo na Veja desta semana - Sou Réu! (processo RD 05462/2011) - que todos deveriam ler. Nunca exerceu a profissão de economista. É um educador renomado. Mas é réu do Conselho Federal de Economistas? Sua situação é igual a de milhões de brasileiros. Não são poucos os juristas e advogados que acham a atual estrutura de atuação destes conselhos fora da lei. Anuidades que se pretendem iguais a tributos só podem ser fixadas por exemplo em lei, e não por resolução. Como a maioria é. O fato de a União ter a competência de instituir estas contribuições não implica no dever de instituí-las. É uma opção que pode ou não ser realizada. Tanto que dezenas de profissões não têm estes conselhos. Alguns conselhos multam porque o profissional não votou nas eleições nem justificou o voto. Outros exigem uma junta especial para analisar pedidos de isenção de anualidade e desligamento dos conselhos. As anuidades não podem ser vinculadas a salário mínimo pois a indexação é ilegal. Os comitês de ética funcionam precariamente, quando funcionam. A transparência de fácil acesso sobre as prestações de contas está longe de existir. E por aí vamos. Os números são claros. Desobstruir a justiça e reduzir seus custos implica em rever este uso patológico dos juízes pelos conselhos.
27/07/2011 | 605 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Correio do Brasil Online:É hora de sairmos do círculo vicioso A matéria da Folha de São Paulo, "Indústria do país perde de concorrentes", afirma, hoje, que o Brasil é o único emergente, entre 13 nações, que acusou queda no Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês). Isso indica que a indústria - com base em informações como nível de estoques -, está esfriando o ritmo de novas encomendas e contratações. Segundo o jornal, a produção industrial brasileira sofre com a forte valorização do real, resultado da elevada taxa de juros interna. Isso seria comprovado, também, a partir da avaliação da produção industrial de dez países emergentes que participam do G20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo). Informa a Folha que a produção industrial brasileira, em maio, só teve desempenho melhor que a da África do Sul. Registrou, no mês, modestos 2,7% de expansão, ante 13,3% da China, 5,6% da Índia, 4,1% da Rússia e 6,3% da Argentina. O mesmo jornal aprofunda a questão em outra matéria - "Crescimento do consumo não veio acompanhado da produção". Neste segundo texto, do pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Eduardo Costa Pinto, informa que houve perda de participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) de 17,1% no 3º trimestre de 2008, para 15,6% no 1º trimestre de 2011. E ressalta que a indústria nacional teria importado mais do que exportou, o que fez seu déficit comercial aumentar de US$ 4 bilhões em 2009 para US$ 30,4 bilhões em 2010. Mídia e oposição O quadro preocupa. No entanto, grande parte da oposição e da mídia torceu o nariz às medidas do governo para o controle de capitais e para aquelas ações que visam impedir uma desvalorização maior do dólar. Também são ardorosos defensores de juros mais altos e de cortes de gastos e de restrições ao crédito. Não há como entender, portanto, como essas vozes, agora, assustam-se ou escandalizam-se ante o aumento das importações e da queda do crescimento da indústria. Para além dos problemas de infra-estrutura, dos impostos e do custo do dinheiro, o câmbio e os juros altos são dois lados da mesma moeda. Seus impactos só podem ser superados em médio prazo, assim como a maturação dos investimentos, a da inovação e infra-estrutura, o que já vem acontecendo. Ou aumentamos a produção, ou cairemos no círculo vicioso de juros altos, câmbio valorizado e baixo crescimento. A única saída que temos é crescer para atender a demanda e para agregar valor à nossa produção. É hora de investirmos em infraestrutura e em inovação, reduzir o custo do dinheiro e da produção - via reforma tributária. Caso contrário, voltaremos aos dilemas do passado: baixo crescimento e inflação.
27/07/2011 | 441 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Estado de S. Paulo (SP):Divisão do Pará ameaça Unidades de Conservação Para especialistas, novos Estados podem revogar preservação de áreas; Tapajós já nasceria com 73% de terras protegidas Karina Ninni Os 7,5 milhões de habitantes do Pará vão decidir em plebiscito, no dia 11 de dezembro, se querem ou não a divisão do território do Estado em três. Se for aprovado, o fracionamento dará origem a duas unidades da federação: Tapajós e Carajás. O impacto econômico da divisão para a União tem sido estudado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Mas poucos se debruçaram sobre o efeito ambiental do fracionamento. "Posso dizer que a divisão deverá ser muito impactante do ponto de vista ambiental", diz o diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nilson Gabas. Ele enxerga um grande problema: a quebra das unidades de conservação (UCs) estaduais. "O que se desenha é o seguinte: um Estado recém-criado que precisa se desenvolver e imensas áreas preservadas por UCs em nível estadual – só que protegidas por um Estado que já não existe. E como vai se desenvolver o novo Estado? É provável que pela derrubada de mata e plantio de soja ou criação de gado", raciocina o diretor do museu. "Acredito que assistiremos a tentativas de revogação de UCs estaduais no Tapajós." Segundo Gabas, na partilha o Pará deve concentrar o setor de serviços, a criação de gado e, talvez, o plantio de dendê para extração de óleo de palma. Já Carajás ficaria com a mineração e a criação de gado e Tapajós com o setor energético – o que inclui a Usina de Belo Monte e o complexo hidrelétrico Tapajós –, além da mineração, das florestas e do plantio de grãos. Assembleias Para o professor e consultor jurídico Cândido Paraguassú Éleres, o risco de alteração das unidades de conservação é real. "Basta que as Assembleias Legislativas mudem", afirma o jurista. "Em princípio elas não podem ser revogadas porque são atos definidos e isso poderia gerar muitas ações populares. Mas certamente os Estados poderão dar outra destinação às reservas. Até porque a mentalidade das pessoas que estão à frente dessa divisão é desenvolvimentista." De fato, se o Pará for repartido, a maioria das suas unidades de conservação, tanto federais quanto estaduais, ficará localizada no Tapajós, que seria considerado o Estado mais verde da federação. Para ter uma ideia, 73,5% dos 732.568 quilômetros quadrados do Tapajós são áreas protegidas federais e estaduais. Dos cerca de 21 milhões de hectares de UCs estaduais do Pará, mais de 13 milhões estão na área do Tapajós. O Pará remanescente ficaria com poucas matas. "Nós teremos fragmentos de florestas e o Centro de Endemismo Belém, região onde, de acordo com levantamento do programa Biota Pará, concentra-se o maior número de espécies ameaçadas do atual Estado", resume Gabas. Desmatamento Os novos Estados terão de criar políticas próprias contra o desmatamento, especialmente se houver mudanças nas UCs. O ritmo da derrubada de árvores em Tapajós dá uma boa amostra do imbróglio que se avizinha. Embora a área afetada na região até 2009 tenha sido menor que nos dois vizinhos, entre 2008 e 2009 Tapajós registrou o maior aumento da taxa de desmatamento entre os três. Ao todo foram cortados 53,9 quilômetros quadrados, segundo o Idesp. "A taxa tem de ser relativizada por conta do tamanho da área. É preciso ver se esse impacto é maior ou menor do que aquele nos Estados já muito desmatados", explica a economista Lucia Cristina de Andrade, do Idesp. As dúvidas provocadas pela proposta que será votada em plebiscito levaram o Goeldi a organizar um seminário no mês que vem sobre a divisão territorial. Para Gabas, além da questão das áreas de conservação, a partilha provocará falta de financiamento à pesquisa. Hoje, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa) recebe 1% da receita do governo. Otimismo O engenheiro florestal Jackson Fernando Rego Matos, professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), com sede em Santarém, Tapajós, discorda da avaliação pessimista feita por Gabas e Éleres. Ele coordena um grupo de estudo que avalia dados sobre a criação do Estado e nega que sua constituição represente uma ameaça às UCs. "Isso (UCs) é nossa grande riqueza. Receberemos as áreas instituídas, falta implementá-las de fato", diz. "Como a maioria das unidades de conservação, elas não saíram do papel." "A Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós) tem uma experiência de manejo copiada pelo Brasil inteiro. A conservação interessa muito ao novo Estado: conseguiremos manter o que já existe e até ampliar." Tocantins O último exemplo de divisão territorial no Brasil foi o surgimento do Tocantins, desmembrado de Goiás em 1988. "Quando a área era parte de Goiás, não existia ali nenhuma unidade de conservação estadual. Depois da criação do Tocantins foi feito um zoneamento ecológico-econômico e a identificação de áreas que poderiam se transformar em UCs", conta o biólogo e consultor ambiental Fábio Olmos. "Desse processo nasceram os Parques do Jalapão e do Cantão." Olmos admite que, embora tenha sido exemplar do ponto de vista administrativo, a estratégia hoje sofre com problemas de execução. "A política é muito ditada pelos grandes produtores rurais e o processo de criação de novas UCs acabou ficando congelado", lamenta.
27/07/2011 | 724 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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VALOR ECONÔMICO (SP):Uso de tecnologia ainda é baixo no campo Mais da metade dos estabelecimentos agropecuários do país utiliza baixo conteúdo tecnológico em sua produção, informa estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Quase 22% dos entrevistados responderam que usam só sete de 22 métodos de auxílio à produção. Esses métodos incluem utilização de fertilizantes, corretivos de solo, defensivos, tratores, orientação técnica, financiamento, cooperativismo, controle de pragas, unidades armazenadoras, entre outros exemplos. Do total de 5,2 milhões de estabelecimentos rurais no país, listados no último Censo Agropecuário do IBGE, apenas 983 mil usavam alta tecnologia, ou seja, mais de nove dos 22 métodos de produção. O estudo, que fez 22 perguntas a produtores e pecuaristas, dividiu as unidades de produção em 4,3 milhões da agricultura familiar e 809 mil da empresarial. Do total familiar, 19% usam alta tecnologia. Na agricultura empresarial, 18% dos estabelecimentos usam mais de nove métodos, o que os classifica como usuários de alta tecnologia. Além do pouco uso da tecnologia, a pesquisa do Ipea incorporou critérios econômicos para identificar o valor que cada unidade monetária de custo gera de renda bruta. Do total dos 5,2 milhões estabelecimentos rurais, 40% apresentaram renda bruta superior aos custos totais e a maioria, 60%, foi classificada como deficitária em 2006, ano da realização do Censo do IBGE. O técnico da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Ipea, Gesmar Rosa, afirma ser necessário fazer uma análise temporal sobre os dados. "Esses números não querem dizer, obrigatoriamente, que 60% são deficitários sempre. Temos que ter em mente que em determinado ano pode ter havido alguma flutuação de preços ou choques exógenos, como mudanças climáticas, quebra de safra, surgimento de novas pragar, dentre outros", diz. O Ipea também mediu o nível de concentração da produção no setor agropecuário brasileiro. Menos de 10% dos estabelecimentos agropecuários eram responsáveis, segundo a pesquisa, por 86% do valor bruto da produção. "A maior concentração de estabelecimentos está na faixa de zero a dois salários mínimos mensais. São 3,1 milhões dos 5,2 milhões de estabelecimentos no país. Mas essa alta concentração não se reflete em uma produção maior. Apenas 3,4% da renda bruta total fica por conta deles", afirma Gesmar Rosa. O trabalho do Ipea identificou que a agricultura empresarial, responsável por 76% da área cultivada no país, gera somente 66% da renda bruta total do setor agrícola. "Esse dado é interessante pois mesmo com mais terra, a agricultura comercial não consegue produzir o equivalente em renda", avalia o técnico do Ipea. (TV)
27/07/2011 | 707 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
Notícias/Diset
A 14ª edição do boletim do Ipea, que será lançada nesta terça-feira, às 9h, foi produzida em parceria com a Cepal
25/07/2011 | 2395 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
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R7.com: Governo vai monitorar programa de transplantes no Estado do Rio de Janeiro Tribunal tomou a decisão após constatar baixo desempenho e falhas no sistema Agência Brasil Nos próximos dois anos, o TCU (Tribunal de Contas da União) vai acompanhar o funcionamento do programa de transplantes na rede pública do Estado do Rio de Janeiro. Durante esse período, o tribunal vai verificar o número de transplantes realizados, o atendimento à lista de espera, os registros de pacientes com morte encefálica e os motivos para casos de não doação. Se os indicadores não melhorarem nesse prazo, o TCU fará uma nova auditoria no sistema criado pelo governo estadual, no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). O tribunal tomou a decisão após a constatação de falhas no sistema de transplantes do Rio de Janeiro, como baixo desempenho e falta de integração de hospitais federais com a rede estadual. Em um estudo feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Rio de Janeiro aparece como um dos Estados com maior tempo de espera por transplantes de determinados órgãos. Os candidatos a um transplante de córnea, por exemplo, aguardavam 19 anos e quatro meses pela cirurgia, o maior tempo de espera por esse tipo de transplante em 2006, ano analisado pelo estudo. No mesmo período, o Estado atendeu apenas 6,25% do total de pessoas que estavam na lista de espera por um rim, o equivalente a 220 transplantes. Enquanto que a taxa nacional de atendimento para rim era de 8,43%. O estudo do Ipea, que analisou aspectos do transplante de órgãos nos estados de 2004 a 2006, notificou que "tais resultados negativos para o Estado do Rio de Janeiro não se coadunam com a capacidade econômica nem com a reconhecida pujança de recursos sanitários desse Estado"  
25/07/2011 | 640 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Correio Braziliense (DF):A crise e as novas oportunidades Marcio Pochmann Professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp, é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) A crise global, desde 2008, passou a enunciar a constituição de outra ordem internacional, uma vez que os chamados países ricos apresentam capacidade crescentemente contida de protagonizar novo padrão de desenvolvimento mundial. Em virtude disso, economias não desenvolvidas, como China, Brasil e Índia, assumem papel convergente e central no dinamismo global. Enquanto o antigo centro dinâmico mundial associado à saída da Grande Depressão de 1929 vem perdendo influência relativa de maneira acelerada, emergem centralidades econômicas representadas por países não desenvolvidos. Em certo sentido, repõe-se o deslocamento do centro dinâmico verificado ainda no século 18, quando a Inglaterra assumiu a posição de importadora de produtos primários vendidos pelo resto do mundo em contraposição à exportação da manufatura originada da primeira Revolução Industrial (motor a vapor, ferrovia e tear mecânico). Essa ordem global somente sofreu modificações importantes com o avanço da segunda Revolução Industrial (eletricidade, motor a combustão e automóvel), no último quartel do século 19. Naquela época, a onda de industrialização retardatária nos Estados Unidos e Alemanha terminou por protagonizar inovadora disputa em torno da sucessão da velha liderança inglesa. A sequência de duas grandes guerras mundiais apontou para o fortalecimento estadunidense e permitiu a consolidação de mais um deslocamento do centro dinâmico mundial da Europa (Inglaterra) para a América (EUA). Com a Guerra Fria, prevaleceu a polarização entre os blocos liderados pelos Estados Unidos e pela União Soviética. Nos anos 1990, contudo, o desmoronamento soviético garantiu aos EUA o exercício unipolar da dinâmica econômica mundial, embora, desde a manifestação da crise global de 2008, tenham se tornado cada vez mais claros os sinais da decadência relativa norte-americana. Como resultado, o reaparecimento da multicentralidade geográfica mundial foi acompanhado por novo deslocamento do centro dinâmico da América (EUA) para a Ásia (China). Dessa forma, países de grande dimensão geográfica e populacional voltaram a assumir maior responsabilidade no desenvolvimento mundial, como no caso de China, Brasil, Índia, Rússia e África do Sul, que respondem pela metade da expansão econômica do planeta. Cada um dos chamados países-baleia procura exercer efeitos sistêmicos no entorno de suas regiões, fazendo avançar a integração suprarregional, como no caso do Mercosul e Asean. Não sem motivos, demandam reformulações na ordem econômica global. Nova ordem mundial pode ser vislumbrada quando associada ao desenvolvimento das forças produtivas assentadas na agropecuária, mineração, indústria e construção civil nas economias-baleia. Também ganham importância as políticas de avanço do trabalho imaterial conectadas à forte expansão do setor de serviços. A inédita fase do desenvolvimento mundial tende a depender diretamente do vigor dos novos países que emergiram cada vez mais distantes dos pilares antes hegemônicos do pensamento único (equilíbrio de poder nos EUA, sistema financeiro internacional intermediado pelo dólar e assentado nos derivativos, Estado mínimo e mercados desregulados), atualmente desacreditados. Nesses termos, percebe-se que a reorganização mundial em meio ao aprofundamento da crise global, desde 2008, vem apoiando-se numa estrutura de funcionamento que exige coordenação e liderança mais ampliada. Os países-baleia podem contribuir muito para isso, tendo em vista que o tripé da nova expansão econômica global consiste na alteração da partilha do mundo derivada do policentrismo associada à plena revolução da base técnico-científica da produção e do padrão de consumo sustentável ambientalmente. A conexão dessa totalidade nas transformações mundiais requer o resgate da cooperação e integração supranacional em novas bases a começar pela superação da divisão do trabalho entre países assentada na reprodução do passado (menor custo de bens e serviços associado a reduzido conteúdo tecnológico e valor agregado dependente do uso de trabalho precário e da execução em longas jornadas sub-remuneradas). Com isso, o desenvolvimento poderia ser efetivamente global, evitando combinar riqueza de alguns com pobreza de outros. As decisões políticas tomadas hoje pelos países de grandes dimensões territoriais e populacionais podem asfaltar o caminho do amanhã voltado à constituição de novo padrão civilizatório global. Quem sabe faz acontecer.
25/07/2011 | 478 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report

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