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Missão: “Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro, por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas”.
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Publicações - TDs (todos os anos)/2011
TD 1636 -Mensuração dos Gastos Tributários em Saúde - 2003-2006
15/07/2011 | 1782 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Publicações - TDs (todos os anos)/2011
TD 1634 -Estrutura da Inflação Brasileira: Determinantes e Desagregação do IPCA
15/07/2011 | 2893 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Publicações - Livros (todos os anos)/2011
Diálogos para o Desenvolvimento - Burocracia e Ocupação no Setor Público Brasileiro - Volume5
15/07/2011 | 3315 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Publicações - Livros (todos os anos)/2011
Latinidades - festival da mulher afro latino americana e caribenha
15/07/2011 | 1048 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Publicações - TDs (todos os anos)/2011
TD 1595a -The Effects of Income and Fare Variation on the Denand for Bus Transit Services in Brazil
15/07/2011 | 1089 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Publicações - TDs (todos os anos)/2011
TD 1638 -Custo de Bem-Estar da Violência Letal no Brasil e Desigualdades Regionais, Educacionais e de Gênero
15/07/2011 | 1214 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Notícias/Dides
Inscrições estão abertas. Propostas na área de ciências humanas devem ser enviadas ao Instituto até 31 de agosto
15/07/2011 | 9235 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Clipping/Clipping
Yahoo Notícias: Governo Itamar Franco superou clima de incerteza política e econômica SÃO PAULO - À procura de um titular para o Ministério da Fazenda assim que soube que teria que assumir o governo, o presidente Itamar Franco telefonou a um conhecido para fazer o convite. A recusa do outro lado da linha veio na mesma hora. Sem rodeios, o interlocutor argumentou que não deixaria seu emprego na iniciativa privada porque ele, Itamar, não permaneceria no cargo nem 48 horas. As palavras ditas naquele telefonema estavam longe de ser uma opinião isolada, e Itamar tinha plena consciência disso. Elas resumiam o clima de incerteza e dúvida no país sobre a capacidade dele de conduzir o governo após o impeachment de Fernando Collor. Hoje, é fato que as previsões catastróficas não se confirmaram e que Itamar entrou para a história como o presidente que recolocou nos trilhos a economia e a política. A morte do mineiro no início deste mês fez muita gente que acompanhou de perto aquele momento relembrar episódios do difícil processo que foi a construção da governabilidade. Quem estava ao lado de Itamar durante a conversa ao telefone relatada acima era o então ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves. Braço direito do mineiro, ele conta que, até dias antes de Collor deixar o governo, o amigo se mostrava cético à possibilidade de assumir a Presidência. - No fundo, acho que ele não imaginava. Ele se sentiu surpreendido em ter que assumir. Tanto é assim que não tinha nomes para os ministérios - afirmou Hargreaves. Integrante de um partido quase desconhecido, o PRN, Itamar sabia que só conseguiria governar se tivesse o apoio das grandes forças do Congresso, e a costura dessa governabilidade começou antes mesmo de ser empossado. - No dia em que Collor renunciou, enquanto estava havendo a sessão no Senado, já estávamos na casa de Itamar porque era evidente que teríamos um novo governo. Acreditávamos que levaria alguns dias para o Collor sair quando chegou a notícia de que ele havia renunciado. Itamar teve que sair correndo da reunião - lembra o deputado Roberto Freire (PPS-SP), que foi líder de Itamar na Câmara. Já empossado, ele convocou uma reunião com todos os presidentes de partidos, sem exceção. Até o ex-deputado Enéas Cerneiro, do nanico Prona, estava lá e presenciou um dos atos considerados mais audaciosos de Itamar. - Ele começou a reunião dizendo que não estava ali para pedir apoio ao governo, mas para consultar se todos estavam dispostos a colaborar com o processo de estabilidade democrática. Cada um continuaria sendo situação ou oposição, mas garantindo a governabilidade, e disse que, se não estivessem dispostos, ele renunciaria e convocaria eleições - conta Hargreaves. Apesar de encabeçar todas essas negociações, Itamar era um político pouco afeito à liturgia do cargo. Não estava entre as tarefas preferidas dele, por exemplo, receber políticos. Uma vez, um assessor teve que dizer a ele que a lista de audiências pendentes com parlamentares chegava a 90. Ele entendeu a preocupação e tirou duas manhãs para atender a todos, individualmente. Oposição e governistas são unânimes em dizer que Itamar formou seu governo sem distribuir cargos, embora tivesse parlamentares de várias siglas como ministros. O próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu recentemente que uma das mágoas dele era que todas as sugestões que fez não foram aceitas por Itamar. A cientista política e deputada estadual Aspásia Camargo (PV-SP), chamada por Itamar para chefiar o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), atribui a dois fatores a conquista da governabilidade sem ficar refém de partidos. - Como Itamar não dava intimidade e nem tinha telhado de vidro, a pressão dos partidos era limitada. Também acredito que o cenário político delicadíssimo levou a uma certa compreensão de todos de que o governo tinha que dar certo. Itamar também levou para o Planalto muitos conterrâneos de Minas Gerais, o que deu a sua gestão o apelido de "República do Pão de Queijo". Ao mesmo tempo, havia ministros com os quais ele nunca teve a menor proximidade, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi titular de Relações Exteriores e da Fazenda. - Primeiro ele falou com o Saulo Coelho, um deputado de Minas, e pediu que mandasse o recado que ele queria falar comigo. Quando cheguei, ele disse que havia me chamado porque queria falar com meu pai, que era senador. Para o meu pai, enfim, Itamar pediu ajuda para chegar a Fernando Henrique - conta o deputado Jutahy Magalhães Junior (PSDB-BA). Outras passagens curiosas reforçam a tese de que Itamar governou sem barganhas nem feudos. Na posse de Gustavo Krause (Fazenda) e Paulo Haddad (Planejamento), numa conversa ao pé do ouvido, Itamar confidenciou que talvez teria sido melhor se tivesse invertido os convites. Sem cerimônias e objetivo ao extremo, o presidente vivia surpreendendo com convites inesperados (a rotatividade de ministros era altíssima). O ex-deputado Ciro Gomes, que substituiu Rubens Ricupero na Fazenda, foi vítima de um desses rompantes. Na época Ciro era governador e ligara para Itamar para pedir que ele não exonerasse Ricupero. - Itamar disse que não tinha condição. Aí o Ciro perguntou em quem ele estava pensando para ocupar o cargo. Ele respondeu na hora: o senhor. O Ciro ficou desconsertado e pediu meia hora para pensar. Ele não tinha pensado no Ciro até aquele momento - diz Hargreaves. O entra-e-sai nos ministérios foi um dos dilemas da curta gestão do mineiro e, para alguns, compromete a imagem de presidente bem-sucedido. - Isso se traduzia em instabilidade política. Algumas vezes Itamar agiu com total desrespeito. O Paulo Haddad foi enxotado do governo - diz o professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais Fábio Wanderley dos Reis. Há, entretanto, aqueles que têm outra visão da passagem dele pela Presidência. - Os personagens à vezes se encaixam no papel que a História reserva a eles. Mas a História não reserva um papel perfeito e acabado. Eles é que têm que delinear o processo. Eu acho, por exemplo, que o governo de Minas do Itamar não teve essa grandeza que ele atingiu como presidente. Ele poderia ter sido medíocre, fraco e até inócuo, mas não foi nada disso - resume Aspásia.
15/07/2011 | 503 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Rede Brasil Atual: Reforma tributária reduz desigualdades, diz Pochmann Segundo ele, o próximo desafio na luta contra a desigualdade é observar a transição demográfica São Paulo - O atraso nas reformas dos principais setores do Estado foi criticado pelo economista Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ele credita às injustiças do sistema tributário a desigualdade social ainda presente no país. As declarações foram feitas nesta sexta-feira (15), durante o 2º Congresso Nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), que discute questões relacionadas à justiça social. "O país segue fazendo com que somente os pobres paguem os impostos. Rico não. Isso impede bastante o crescimento de um Brasil menos desigual", pontuou. "Pessoas que moram em mansões acabam pagando menos impostos que aquele que mora nas favelas e bairros". O presidente do Ipea alertou ainda para a transição demográfica pela qual o país vem passando, fenômeno que deve ser levado em conta quando se pensa em políticas voltadas à distribuição de renda. "Daqui a três décadas, o Brasil terá sofrido muitas mudanças em relação à população, haja vista que as taxas de natalidade estão diminuindo e as pessoas estão vivendo mais", disse o economista, observando também que as famílias tendem a ser cada vez mais monoparentais (filhos que vivem somente com mãe ou pai). Pochmann defendeu também a necessidade da redução da jornada de trabalho, uma das maiores reivindicações dos sindicalistas. "O aumento da jornada piora a vida dos trabalhadores. Não há espaço no tempo deles nem para a conversa entre companheiros porque o trabalho toma um tempo enorme da vida desse indivíduo", reforçou. "Se há mais trabalho, há mais riqueza, e ela não está indo para os trabalhadores".
15/07/2011 | 502 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Correio do Brasil Online: 44% dos brasileiros criticam preço da banda larga "popular" A banda larga popular busca atenuar o principal problema apontado pelos brasileiros para acessar a rede mundial de computadores: o preço. Porém o valor de R$ 35 no plano mensal domiciliar ainda é rejeitado por 44% da população, na maioria entre a classes C, D, E. Dessa forma, o pacote lançado pelo governo deve alterar pouco o fato de 52% do país jamais ter navegado na rede. Por Pedro Caribé, no Observatório do Direito à ComunicaçãoOs números apontados são do estudo TIC Domicílios, publicado pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), que utiliza como fonte de informações o Censo Demográfico Brasileiro (Censo, 2000) e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD, 2009). A avaliação que a questão econômica é predominante para exclusão digital é confirmada pelo coordenador de projetos de pesquisa do Cetic.br, Juliano Cappi: "De acordo com nossos resultados, a principal a barreira é o custo, tanto no acesso ao computador, quanto a internet". A classe C tende a ser a aquela com maior quantidade de pessoas que se adequará a internet com assinatura mensal de R$ 35, anunciada no dia 30 de junho pelo governo federal. Na pesquisa 76% dessa parcela da população não tem internet na residência e alega a falta de dinheiro como empecilho primordial, com 53%. Contudo, 61% da classe C não está disposta a pagar mais de R$ 30 pelo serviço. Sem internet no domicílio, as lan houses continuam representar parcela significativa entre aqueles que acessam a rede na classe C, 41%. Já os beneficiários do principal programa social da presidenta Dilma Rousseff, Brasil sem Miséria, continuarão em dificuldades para ter acesso à rede, mesmo com o novo pacote de R$ 35. Nas classes D-E a maioria tem renda familiar inferior a um salário mínimo (R$ 510) e 81% jamais acessou a internet. Neste segmento 53% não demonstrou interesse em pagar qualquer valor para ter acesso à banda larga. O estímulo do governo a internet domiciliar é compreendida de forma positiva por Juliana Cappi: "A comodidade contribui para ser usuário mais assíduo. Por mais que tenha a lan house, o acesso domiciliar, em geral, promove frequência de uso mais elevada, melhora a capacitação, impacta o uso das ferramentas e demais atividades." Política social Porém, além do valor tarifário, outro fator é apontado de forma redundante para exclusão digital no país: falta de habilidade com o computador e internet. Juliano Cappi aponta que muitos dos membros das Classes C, D, E não demonstram interesse em pagar ou utilizar centros públicos porque não têm noção da importância e/ou não teve mecanismos educacionais para lidar com essas tecnologias. Já o técnico do Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea), João Maria Oliveira, atesta que o recente acordo firmado pelo governo dá ritmo muito confortável as empresas de telecomunicação: "Talvez seja um ritmo que não seja para sociedade brasileira". Para ele, o plano expansão deveria ser associado a questões maiores da sociedade: "O acesso a internet possibilita mais pessoas se incluindo de forma mais rápida. Deveria ser atrelado a saúde, educação, segurança. Segundo o Banco Mundial, a cada dez pontos no aumento do acesso, aumenta 1,38% do PIB". Juliano Cappi endossa a necessidade de articular com as políticas de educação e centro públicos de acesso: "As pessoas precisam ter noção dos perigos, problemas, responsabilidades. Ou se faz isso através da educação ou de telecentros, para as pessoas terem orientação no uso". Segunda categoria A pesquisa do Cetic.Br aponta que entre aqueles que acessam a internet, os membros das classes C,D,E já utilizam menos os instrumentos oferecidos, entre os quais: governo e comércio eletrônico, lazer, comunicação e educação. Tal desnivelamento tem origem, em grande medida, nos entraves para acessar páginas que demandam maior qualidade na conexão dos usuários, já que no mesmo estudo 37% dos entrevistados afirmam ter como maior dificuldade de usar a rede o fato de ter páginas pesadas. No pacote lançado pelo governo tais disparidades devem se perpetuar, já que o usuário terá mensalmente 1 Mbps de velocidade e download sob limite de 300 Mbps/mês na banda larga fixa e 150 Mbps/mês na móvel. O técnico do Ipea explana que isso vai impactar na utilização de ferramentas de vídeo, imagem, voz: "Quando limita [o tráfego], cria-se o usuário de segunda categoria." Universalização O único serviço tratado como público nas telecomunicações, a telefonia fixa, findou recentemente um plano de universalização. Segundo João Maria perdeu-se a oportunidade de relacionar com as metas de internet, e não há impeditivos legais: "Dizem que a Lei Geral de Telecomunicações (LGT) não permite, mas onde está dizendo isso? Bastava ter adequação na regulação via Anatel, o governo tem condições de promover a modernização desse segmento". Ao invés de debater aumento dos orelhões ou redução das tarifas, Oliveira aponta que o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) deveria ter uma mudança de paradigma: "Tratamos como a voz fosse o mais importante, no nosso modelo, a voz é tarifada pelo tempo e distância, quando não deveria ser mais o parâmetro, e sim o transporte de dados, no qual voz é apenas um elemento". Para ele as empresas já trabalham sob essa nova lógica ao utilizar a estrutura da telefonia fixa para o transporte de dados.
15/07/2011 | 270 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
Videos/Dinte
O técnico André Pineli apresentou estudo sobre impacto da crise global nas empresas transnacionais russas
15/07/2011 | 3061 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Publicações - Comunicado do Ipea/Presidência
Ameaça ou oportunidade? Desdobramentos da crise financeira global para as empresas transnacionais russas
14/07/2011 | 1722 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Clipping/Clipping
BBC Brasil (RJ): Escassez de domésticas pode mudar hábitos da classe média Júlia Dias Carneiro A menor oferta e a maior renda de empregadas domésticas podem trazer "impactos profundos" para a sociedade brasileira, dizem analistas, obrigando famílias a reorganizarem suas vidas e hábitos domésticos. "As classes média e média alta se organizaram em função do trabalhador doméstico, que estrutura suas vidas e possibilita suas jornadas de trabalho", diz Luana Pinheiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com a pesquisadora, a migração de mulheres jovens para outros setores do mercado de trabalho formal tende a reduzir a oferta de trabalhadoras domésticas, mas a demanda continua alta. "Essa não-reposição (de profissionais na categoria) pode ter impactos muito profundos na sociedade. Se a oferta se tornar muito pequena, as famílias podem ter que se reorganizar e redistribuir as tarefas domésticas", diz a socióloga. Famílias acostumadas à ajuda doméstica terão que encontrar novas maneiras de dar conta de cuidados com filhos, limpeza e alimentação, diz Pinheiro, e adotar uma divisão de tarefas mais equilibrada entre homens e mulheres. Mas também o Estado será chamado à responsabilidade, afirma a socióloga, preenchendo lacunas que vêm sendo compensadas por trabalhadoras domésticas. "O Estado vai ter que compartilhar com as famílias a responsabilidade por atividades como o transporte escolar e a oferta de creches", diz Pinheiro. "Os cuidados não devem ser responsabilidade só da família, ou só da mulher dentro da família. Se for assim, quem tem dinheiro resolve, quem não tem não resolve." ‘Segunda liberação feminina’ De acordo com o economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o processo de entrada das mulheres brasileiras no mercado de trabalho, no passado, veio apoiado no trabalho doméstico. As empregadas permitiram que “as mulheres deixassem a casa e fossem trabalhar”. Tanto que o processo incluiu a entrada de uma legião de mulheres de baixa escolaridade no mercado, na retaguarda. Para Neri, agora começa "a segunda etapa da liberação feminina". "Está havendo e vai continuar a haver uma mudança no mercado, permitindo a liberação das empregadas domésticas de um trabalho pouco qualificado", diz. A seu ver, isso vai trazer mudanças culturais para a sociedade e fazer com que novas tecnologias sejam incorporadas aos lares para compensar pela falta – ou redução – da ajuda doméstica. Mesmo domésticas poderão ter que readequar sua rotina de trabalho: de acordo com pesquisa do Data Popular, 17% das empregadas no Brasil (mais de um milhão de pessoas) contam com ajuda de outros trabalhadores em suas casas para poder sair para trabalhar. ‘Serviço de luxo’ Para o economista Leandro de Moura, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), a queda no total de trabalhadores no setor – observada desde setembro nas seis principais metrópoles brasileiras – pode fazer com que o Brasil caminhe para uma realidade próxima à de países desenvolvidos: "A gente pode estar caminhando para uma tendência de grandes centros como Estados Unidos e Europa, de o serviço doméstico se tornar um serviço de luxo, mais caro", diz. De acordo com pesquisa do Data Popular, instituto de pesquisa e consultoria em São Paulo, a renda de trabalhadoras domésticas teve crescimento acima da média nacional de 2002 para cá. Enquanto a renda do brasileiro médio aumentou 25%, a das domésticas subiu 43,5%. "Hoje, quem tem pouca educação está ganhando mais, e quem tem muita educação está ganhando menos", diz Marcelo Neri. "Está mais difícil arcar com os custos de uma empregada doméstica, uma coisa pretensamente de classe média", diz. Margareth Galvão Carbinato, presidente do Sindicato dos Empregadores Domésticos do Estado de São Paulo (Sedesp), diz que as dificuldades da classe média têm outra raiz: os encargos e as exigências trabalhistas, que desestimulam contratações. Novos direitos Em junho, uma resolução histórica da Organização Internacional do Trabalho (OIT), integrada por 183 países, determinou que empregados domésticos devem ter os mesmos direitos básicos que trabalhadores de outros setores, incluindo regulação de jornada de trabalho, descanso semanal de 24 horas consecutivas e um limite para pagamentos em dinheiro vivo. Após a decisão, o Ministério do Trabalho anunciou que vai elaborar uma proposta para equiparar os direitos trabalhistas de empregadas domésticas aos de outros trabalhadores, assegurando, por exemplo, o direito ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e o pagamento de horas extras. De acordo o ministro Carlos Lupi, o projeto será apresentado à presidente Dilma Rousseff até o fim do ano. A decisão levou a protestos entre representantes de empregadores, que argumentam que a medida levaria a forte queda nas contratações. Carbinato afirma que o trabalho doméstico deve continuar sendo tratado como uma categoria especial e argumenta que é impossível regular a jornada de trabalho de uma empregada doméstica ("O empregador não teria condições de saber se o empregado trabalhou enquanto estava fora de casa ou se ficou assistindo a novela, ou falando no celular sentado na cozinha. Não tem como controlar.") "Com cada vez mais encargos no ombro do empregador, vai acabar havendo uma mudança nos hábitos", diz. "Em vez de você ter uma pessoa que vai todo dia, vai acabar pegando diarista. Quem tinha três empregados vai ter uma, e quem tinha uma vai ter só uma diarista, ou nenhuma. E as pessoas que eram empregadas vão ter que pular para outra área para sobreviver", diz. Quando se casou, há dois anos e meio, o casal Mariana e Thiago Lago, de Niterói, no Rio de Janeiro, contava com uma diarista uma vez por semana, mas se viu obrigado a cortar a empregada por conta do aperto no orçamento com a chegada do primeiro filho, no início do ano. "O dia a dia trabalhando e sem uma empregada é um inferno", reclama Thiago.
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O Globo (RJ): Mesmo após restrições, fusão ainda prejudica consumidor, dizem analistas Fabiana Ribeiro, Mariana Durão e Wagner Gomes Suspensão da Perdigão, para especialistas, não impedirá alta de preços • RIO e SÃO PAULO. Apesar das restrições na fusão entre Sadia e Perdigão, analistas acreditam que o consumidor sairá prejudicado com a aprovação da operação pelo Cade. A venda de ativos e a saída temporária da Perdigão de alguns mercados não garantem, para especialistas, espaço suficiente para a concorrência. Com isso, elevação de preços está entre as consequências esperadas da junção de duas marcas soberanas em diversos segmentos da alimentação. Para Lúcia Helena Salgado, coordenadora de estudos e regulação do Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (Ipea) e professora da Universidade Estadual do Rio (Uerj), o consumidor "pode esperar aumento de preços". - Será difícil encontrar um concorrente com poder para fazer frente à BRF-Brasil Foods. Ex-conselheira do Cade e relatora do caso Kolynos-Colgate, Lúcia afirmou que o acordo é um retrocesso e indica a falta de autonomia do Cade. -Houve pressão política para o negócio dar certo. O voto inicial do relator foi técnico e perfeito. Parece uma decisão tomada sob pressão política, é lamentável. Sem Perdigão, demanda por Sadia tende a aumentar Para Marcelo Gomes, sócio-diretor da consultoria Alvarez & Marsal, a suspensão da marca Perdigão pode amenizar a influência da BRF nas negociações de preços com varejistas em alguns mercados. Mas a falta de uma concorrente à altura tende a aumentar a demanda pela marca Sadia e elevar os preços ao consumidor a curto prazo. -A decisão do Cade pela venda de ativos da BRF é boa no papel. A ideia é beneficiar o consumidor a médio prazo, com a criação de uma nova marca forte a partir da compra dessa estrutura produtiva e marcas menores da BRF. Na prática, porém, quem levar o pacote terá que fazer um forte investimento de marketing para se firmar no mercado e ainda terá que lidar com a volta da Perdigão em cinco anos - diz Gomes, para quem o efeito da decisão dependerá muito do valor pedido por esses ativos e de quem vai adquiri-los.- Os interessados podem ser marcas regionais em busca de ganhar musculatura para atuar nacionalmente, marcas já desenvolvidas ou fundos de private equity. O professor Arthur Barrionuevo, da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo (FGV-SP) e também ex-conselheiro do Cade, disse que o acordo deixa uma série de dúvidas, entre elas se as marcas colocadas à venda serão suficientes para fazer frente à BRF. -Teria sido mais efetivo vender a marca Perdigão, não suspendê- la. Em lugar nenhum do mundo eu vi isso acontecer- disse Barrionuevo. A BRF se comprometeu a vender algumas marcas como Rezende, Wilson, Escolha Saudável, Delicata, Doriana e Texas. A empresa terá ainda de se desfazer de 10 fábricas de alimentos processados e oito centros de distribuição. -Estudos comprovam que vender uma empresa em pedaços não traz nenhum efeito sobre a concorrência- afirmou Lúcia, do Ipea. O advogado Pedro Dutra, conselheiro do Instituto Brasileiro de Estudos da Concorrência (Ibrac), disse que a decisão não tem precedente e precisa ser analisada com cuidado, mas, em princípio, parece difícil saber se o Cade conseguirá monitorar essa operação. De acordo com ele, as duas marcas já estão associadas e os consumidores podem, naturalmente, substituir a Perdigão pela Sadia. -É preciso saber se esse conjunto de medidas será eficaz para o nascimento de um novo competidor. Uma das perguntas é como o Cade sabe que haverá migração de um cliente Perdigão para a nova empresa, e não para a Sadia. A Sadia terá obrigação de informar periodicamente a sua participação de mercado? Idec diz que nível de concentração continuará alto Para os analistas, a venda de ativos também não acontece de um dia para o outro, o que significa que a Sadia continuará por um bom tempo como a principal marca do mercado. Entre as potenciais compradoras das empresas que serão colocadas ã venda, estão JBS e Tyson do Brasil, mas as duas não quiseram comentar o interesse pelo negócio. A Tyson chegou ao Brasil em 2008 com a aquisição de três marcas (Macedo, Avita e Frangobras) em Santa Catarina e Paraná. Até agora, a empresa diz que o seu crescimento deve ocorrer por expansão de suas próprias unidades. Órgãos de defesa do consumidor já se posicionaram contrários à fusão. O Procon-SP, por exemplo, reafirma o entendimento de que "a concentração de mercado é prejudicial ao consumidor, pois diminui a concorrência". O Idec, por sua vez, defende que, apesar dos ajustes na fusão, o nível de concentração nos setores seguirá alto, e alerta para o fortalecimento da marca Sadia no mercado. -Permanece a dúvida: quem vai ocupar imediatamente o lugar da Perdigão? Tudo indica que a Sadia. O Cade tentou minimizar barreiras à entrada de concorrentes, mas a concentração é tão grande que, mesmo que duas ou três marcas comprem parte dos ativos vendidos pela BRF, serão marcas pequenas frente à Sadia- disse c gerente de Comunicação de Idec, Carlos Thadeu de Oliveira, frisando que operações dessa magnitude têm de chegar previamente ao órgão antitruste. Retirar das prateleiras a marca Perdigão pode atenuar 2 concentração em alguns mercados, comentou Marco Quintarelli, diretor do Grupo Azo. Em nível nacional, contudo, ele avalia que a concentração seguiria elevada- o que, na prática, ainda permitiria um controle dos preços. Ele pondera que a suspensão da Perdigão não trará todos os consumidores para a Sadia. -De qualquer maneira, a Sadia seria bastante agressiva para conquistar consumidores e isso, claro, teria efeitos na concorrência.
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ValorEconômico (SP):Centralidade do trabalho Marcio Pochmann O tema do trabalho voltou ao centro do debate revestido de novas questões e oportunidades após a passagem da grande noite em que predominou o pensamento conservador e as políticas de corte neoliberal no Brasil. Por mais de duas décadas o Brasil se viu constrangido das oportunidades de crescimento do emprego e da renda por decorrência das opções políticas adotadas de regressão do papel do Estado e do enfraquecimento das forças do trabalho. O processo político desencadeado pelas últimas três eleições nacionais possibilitou derrotar democrática e sistematicamente o receituário neoliberal que dominou o Brasil desde o final do governo Sarney (19850-1990), passando pelos governos de Fernando Collor (1990-1992) e FHC (1995-2002). Assim, desde 2003, as ações reunidas em torno do Consenso de Washington, que orientaram as políticas públicas no país, como no caso da liberalização da competição e da desregulamentação do trabalho, foram sendo afastadas da agenda das políticas econômicas e sociais. Em grande medida, a crise internacional de 2008 terminou por apontar não apenas para os limites das políticas neoliberais como também para a regressão estabelecida ao mundo do trabalho. Frente à grave crise global, as políticas públicas anticíclicas adotadas permitiram ao Brasil continuar seguindo na direção contrária ao originalmente perseguido desde o final da década de 1980. A estratificação social renovada aponta para novas atitudes em torno da coesão e polarização no interior da sociedade. Durante as duas décadas de orientação neoliberal, o país acumulou retrocessos significativos. Mesmo o avanço alcançado pela estabilização monetária desde o Plano Real resultou tardio e incompleto. Após mais de quatro anos de experimentalismo neoliberal, o país foi um dos últimos a ter superado a fase de altas taxas de inflação, uma vez que desde o início dos anos 1990 ela abandonou o alto patamar registrado nas décadas de 1970 e 1980. Ademais, o controle inflacionário desde o segundo semestre de 1994 demonstrou ser insuficiente para permitir o retorno - pelo menos - do crescimento econômico, que permaneceu contido e extremamente vulnerável, com perversos efeitos sociais. No ano de 2000, por exemplo, a economia brasileira ocupou o posto de 13ª mais importante do mundo e o 3º lugar no ranking do desemprego global, enquanto em 1980 era 8ª economia do mundo e situava-se na 13ª posição em quantidade de desempregados, não obstante possuir a 5ª maior população do planeta. A participação do rendimento do trabalho, que era a metade da renda nacional, baixou para menos de 40% em 2000, enquanto a renda dos proprietários (lucros, juros, renda da terra e aluguéis) aproximava-se dos 2/3 do Produto Interno Bruto (PIB) ante 50% representado no final da década de 1970. Uma vez abandonada a perspectiva neoliberal, o Brasil passou a perseguir outra trajetória. A situação mais recente reposiciona o país na 7ª posição de importância mundial, com sinais crescentes e inequívocos de escassez de mão de obra qualificada e bem menor desemprego. O rendimento do trabalho recupera sua importância relativa, representando algo próximo de 45% da renda nacional. Enquanto na década de 2000 foram gerados 21 milhões de postos de trabalho, os anos 1990 registraram o saldo de apenas 11 milhões. Ou seja, para cada ocupação aberta na última década do século 20, praticamente duas eram criadas nos anos 2000. Para além da quantidade superior das vagas abertas, registra-se a qualidade muito maior no período recente. Dos 11 milhões de ocupações criadas na década de 1990, quase 55% delas foram sem remuneração, enquanto nos anos 2000 houve a supressão de 1,1 milhão de vagas para quem não tinha remuneração. Em seu lugar, surgiram empregos remunerados, sendo a maior parte com carteira assinada, ao contrário do verificado nos anos 1990. Por força da centralidade alcançada pelo trabalho no período recente de pós-neoliberalismo, altera-se radicalmente a estrutura da sociedade brasileira. Identificados por alguns como "nova classe média", "avanço da classe C", "emergência da gente diferenciada" ou "de batalhadores sociais", o evento da mobilidade social atualmente constatado emerge fundamentalmente assentado no dinamismo do mercado de trabalho. Tanto assim que a estratificação social observada para além do rendimento, por meio da composição de diversas variáveis como a propriedade, a qualidade da habitação, os anos de escolaridade, o padrão de consumo e o tipo de ocupação resulta significativamente modificada em relação à da década de 1990. Pelo conceito de pobreza multidimensional, por exemplo, mais de 7% dos brasileiros encaixavam-se nessa condição em 2009, enquanto em 2005 eram mais de 37%. Essa sensível redução permitida pela mobilidade na base da pirâmide social tornou-se viável em razão de vários fatores, sobretudo a complementação de renda associada ao dinamismo do mercado de trabalho. Ou seja, o esvaziamento da pobreza multidimensional implicou a expansão do segmento dos trabalhadores de baixo salário ("working poor"), que passaram de 27%, em 1995, para 46,3% em 2009. A classe média tradicional praticamente não se alterou no mesmo período de tempo, ao contrário daqueles que vivem fundamentalmente com renda da propriedade (lucros, juros, renda da terra e aluguéis). Este segmento social engordou substancialmente, passando de menos de 4% dos brasileiros, em 1995, para mais de 14%, em 2009. A estratificação social renovada pela recente centralização do trabalho aponta para novas atitudes em torno da coesão e polarização no interior da sociedade brasileira. Em disputa seguem as vias da sociedade da inserção inclusiva e a da individualização do social. Os próximos anos indicarão a via de maior aceitação. Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp. Escreve mensalmente às quintas-feiras.
14/07/2011 | 487 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Folha Web: Acidentes aumentam com o número crescente de motos Aumento da frota traz algumas consequências preocupantes, como o número de motociclistas vítimas de colisões O comércio de motos no Brasil explodiu. A melhora do poder aquisitivo geral combinada com o desejo de maior conforto causou um crescimento de 19% ao ano na compra de motocicletas, enquanto a demanda por transporte público caiu 30% na última década. No mesmo período, a compra de carros cresceu em média 9% ao ano. As consequências dessas porcentagens são preocupantes. O Ipea registra que em 1997 morreram 12,5 mil pedestres, 973 motociclistas e 3,9 mil pessoas em carros em todo o Brasil. O mesmo estudo diz que em 2007, depois que 7,6 milhões de motos entraram em trânsito em todo o País, o número de mortes de motociclistas passou para 8.118, o de pedestres caiu para 9.657 e o de pessoas em carros, subiu para 8.273.
14/07/2011 | 1073 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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G1.com.br: Escassez de domésticas pode mudar hábitos da classe média Para socióloga, as famílias podem ter que se reorganizar e redistribuir as tarefas domésticas A menor oferta e a maior renda de empregadas domésticas podem trazer 'impactos profundos' para a sociedade brasileira, dizem analistas, obrigando famílias a reorganizarem suas vidas e hábitos domésticos. 'As classes média e média alta se organizaram em função do trabalhador doméstico, que estrutura suas vidas e possibilita suas jornadas de trabalho', diz Luana Pinheiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com a pesquisadora, a migração de mulheres jovens para outros setores do mercado de trabalho formal tende a reduzir a oferta de trabalhadoras domésticas, mas a demanda continua alta. 'Essa não-reposição (de profissionais na categoria) pode ter impactos muito profundos na sociedade. Se a oferta se tornar muito pequena, as famílias podem ter que se reorganizar e redistribuir as tarefas domésticas', diz a socióloga. Famílias acostumadas à ajuda doméstica terão que encontrar novas maneiras de dar conta de cuidados com filhos, limpeza e alimentação, diz Pinheiro, e adotar uma divisão de tarefas mais equilibrada entre homens e mulheres. Mas também o Estado será chamado à responsabilidade, afirma a socióloga, preenchendo lacunas que vêm sendo compensadas por trabalhadoras domésticas. 'O Estado vai ter que compartilhar com as famílias a responsabilidade por atividades como o transporte escolar e a oferta de creches', diz Pinheiro. 'Os cuidados não devem ser responsabilidade só da família, ou só da mulher dentro da família. Se for assim, quem tem dinheiro resolve, quem não tem não resolve.' 'Segunda liberação feminina' De acordo com o economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o processo de entrada das mulheres brasileiras no mercado de trabalho, no passado, veio apoiado no trabalho doméstico. As empregadas permitiram que 'as mulheres deixassem a casa e fossem trabalhar'. Tanto que o processo incluiu a entrada de uma legião de mulheres de baixa escolaridade no mercado, na retaguarda. Para Neri, agora começa 'a segunda etapa da liberação feminina'. 'Está havendo e vai continuar a haver uma mudança no mercado, permitindo a liberação das empregadas domésticas de um trabalho pouco qualificado', diz. A seu ver, isso vai trazer mudanças culturais para a sociedade e fazer com que novas tecnologias sejam incorporadas aos lares para compensar pela falta - ou redução - da ajuda doméstica. Mesmo domésticas poderão ter que readequar sua rotina de trabalho: de acordo com pesquisa do Data Popular, 17% das empregadas no Brasil (mais de um milhão de pessoas) contam com ajuda de outros trabalhadores em suas casas para poder sair para trabalhar. 'Serviço de luxo' Para o economista Leandro de Moura, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), a queda no total de trabalhadores no setor - observada desde setembro nas seis principais metrópoles brasileiras - pode fazer com que o Brasil caminhe para uma realidade próxima à de países desenvolvidos: 'A gente pode estar caminhando para uma tendência de grandes centros como Estados Unidos e Europa, de o serviço doméstico se tornar um serviço de luxo, mais caro', diz. De acordo com pesquisa do Data Popular, instituto de pesquisa e consultoria em São Paulo, a renda de trabalhadoras domésticas teve crescimento acima da média nacional de 2002 para cá. Enquanto a renda do brasileiro médio aumentou 25%, a das domésticas subiu 43,5%. 'Hoje, quem tem pouca educação está ganhando mais, e quem tem muita educação está ganhando menos', diz Marcelo Neri. 'Está mais difícil arcar com os custos de uma empregada doméstica, uma coisa pretensamente de classe média', diz. Margareth Galvão Carbinato, presidente do Sindicato dos Empregadores Domésticos do Estado de São Paulo (Sedesp), diz que as dificuldades da classe média têm outra raiz: os encargos e as exigências trabalhistas, que desestimulam contratações. Novos direitos Em junho, uma resolução histórica da Organização Internacional do Trabalho (OIT), integrada por 183 países, determinou que empregados domésticos devem ter os mesmos direitos básicos que trabalhadores de outros setores, incluindo regulação de jornada de trabalho, descanso semanal de 24 horas consecutivas e um limite para pagamentos em dinheiro vivo. Após a decisão, o Ministério do Trabalho anunciou que vai elaborar uma proposta para equiparar os direitos trabalhistas de empregadas domésticas aos de outros trabalhadores, assegurando, por exemplo, o direito ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e o pagamento de horas extras. De acordo o ministro Carlos Lupi, o projeto será apresentado à presidente Dilma Rousseff até o fim do ano. A decisão levou a protestos entre representantes de empregadores, que argumentam que a medida levaria a forte queda nas contratações. Carbinato afirma que o trabalho doméstico deve continuar sendo tratado como uma categoria especial e argumenta que é impossível regular a jornada de trabalho de uma empregada doméstica ('O empregador não teria condições de saber se o empregado trabalhou enquanto estava fora de casa ou se ficou assistindo a novela, ou falando no celular sentado na cozinha. Não tem como controlar.') 'Com cada vez mais encargos no ombro do empregador, vai acabar havendo uma mudança nos hábitos', diz. 'Em vez de você ter uma pessoa que vai todo dia, vai acabar pegando diarista. Quem tinha três empregados vai ter uma, e quem tinha uma vai ter só uma diarista, ou nenhuma. E as pessoas que eram empregadas vão ter que pular para outra área para sobreviver', diz. Quando se casou, há dois anos e meio, o casal Mariana e Thiago Lago, de Niterói, no Rio de Janeiro, contava com uma diarista uma vez por semana, mas se viu obrigado a cortar a empregada por conta do aperto no orçamento com a chegada do primeiro filho, no início do ano. 'O dia a dia trabalhando e sem uma empregada é um inferno', reclama Thiago.
14/07/2011 | 583 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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BBC Brasil (Inglaterra): Crescimento econômico estimula doméstica a mudar de emprego Júlia Dias Carneiro Da BBC Brasil no Rio de Janeiro A ex-doméstica carioca Leila Ramos Barbosa, investiu nos estudos e atualmente é técnica de enfermagem. O crescimento econômico brasileiro vem estimulando a migração de empregadas domésticas para outros setores da economia, como empresas de telemarketing, supermercados ou clínicas hospitalares. Nas seis principais metrópoles do país, onde mais de 1,6 milhão desempenham serviços domésticos, a tendência tem sido de queda consecutiva no número de empregados no setor desde setembro, aponta o economista Rodrigo Leandro de Moura, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) com a possível migração para outros setores. Nos últimos 12 meses, após alguns anos de sobe-desce, as estatísticas mostram que a categoria perdeu 81 mil pessoas, a maioria em empregos sem carteira assinada. Notícias relacionadasDomésticas são reserva subutilizada de trabalho, diz MantegaEm busca de ascensão, ex-domésticas apostam em novas carreirasApós viver de restos, ex-doméstica vira técnica de enfermagem. “Ao longo da última década, houve um encolhimento do setor informal da economia, e acredito que as domésticas também estejam seguindo este caminho. É provável que outros setores estejam ‘roubando’ essas trabalhadoras, que estão procurando emprego com carteira assinada”, analisa. Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), relaciona o fenômeno ao fato de o Brasil estar perto do pleno emprego e assistindo à ampliação do chamado 'apagão de mão-de-obra', mas com características bem específicas. Enquanto a expressão costuma ser usada para designar a falta de mão-de-obra qualificada, neste caso, diz Neri, é o mercado de trabalho das categorias de base que está pressionado. "No fundo, temos um apagão de mão-de-obra não qualificada. Está faltando peão de obra, agricultor, garçom, empregada. Não há sinais na base de haver uma reserva de mercado e os salários estão sendo pressionados", diz. Fuga da nova geração Com maior escolaridade, renda e desejo de ingressar no mercado de trabalho formal, sobretudo mulheres mais novas têm buscado empregos em outras áreas. É o que indica, por um lado, a redução do percentual de jovens entre empregadas domésticas, e, por outro, o aumento da idade média das domésticas em atividade, hoje de 39 anos. De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o contingente de mulheres jovens de 18 a 24 anos empregadas no setor caiu pela metade entre 1999 e 2009, passando de 21,7% para 11,1%. Já as mulheres de 30 a 44 anos passaram a representar 42,5% das trabalhadoras do setor, contra 37% em 1999. “Estamos vendo um envelhecimento da categoria. As mais jovens, em função do aumento da escolaridade, vão se deslocar para outras ocupações”, diz Luana Pinheiro, pesquisadora do Ipea. “O trabalho doméstico é um trabalho precário, de baixa qualidade. Se a pessoa tem a possibilidade de se ocupar em outros lugares com a sua qualificação, é evidente que vai optar por isso.” "O trabalho doméstico é um trabalho precário, de baixa qualidade. Se a pessoa tem a possibilidade de se ocupar em outros lugares com a sua qualificação, é evidente que vai optar por isso." Luana Pinheiro, pesquisadora do Ipea Filha de doméstica, Bárbara Baptista se formou em biotecnologia e faz mestrado em imunologia. Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular - instituto de pesquisas e consultoria em São Paulo - diz que a categoria perde trabalhadoras de duas formas: há tanto as domésticas que conseguem migrar para outras carreiras após alguns anos na profissão quanto pessoas que, pelo perfil sócio-econômico, seriam historicamente levadas ao trabalho doméstico, mas que já entram no mercado de trabalho por outros caminhos. A história da carioca Bárbara José Antunes Baptista, de 24 anos, é um exemplo bem-sucedido dessa mudança de rumo. O investimento da mãe, que trabalhou como doméstica até falecer em 2005, na educação da filha rendeu frutos. Formada em biotecnologia, a jovem faz hoje mestrado em imunologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Eu não segui a profissão da minha mãe, mas isso porque ela me deu muito apoio e uma direção para que eu buscasse uma profissão que pudesse me dar um retorno melhor na vida, e melhores condições financeiras", diz Bárbara. “A nova geração foge do emprego doméstico”, reitera Meirelles. “Não é pelo salário, é pela perspectiva de crescimento. Com o emprego formal, podem até ganhar menos quando se conta na ponta do lápis, mas passam a ter benefícios, a segurança da carteira assinada e, principalmente, perspectiva de crescimento profissional.” Para ele, a mudança se dá, sobretudo, pela democratização do ensino. Entre 2002 e 2011, a pesquisa do Data Popular mostra que a proporção de trabalhadoras com ensino médio completo quase dobrou (passando de 12,7% para 23,3%). “Com uma renda maior, elas estão investindo em educação, e ao investir em educação elas deixam de ser domésticas”, diz Meirelles. A renda da categoria teve aumento acima da média entre 2002 e 2011. Enquanto o brasileiro médio teve aumento de 25% no período, no caso das domésticas, o incremento foi de 43,5%. A categoria movimenta hoje R$ 43 bilhões com o dinheiro do próprio salário, um salto de 66% em relação a 2002 (quando a renda somava R$ 25,9 bilhões). A educação foi o caminho da carioca Leila Ramos Barbosa para deixar o serviço doméstico em busca de ascensão profissional. Filha de uma família destroçada após o abandono da mãe e o alcoolismo do pai na infância, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, ela começou a trabalhar como empregada doméstica aos 13 anos. Depois de já ter sobrevivido de restos de feira livre catados nas ruas e rejeitado a escolha de amigas da adolescência que seguiram o caminho da prostituição, Leila voltou para a escola aos 17 anos para completar o ensino fundamental e médio. Hoje é técnica de enfermagem. "Eu não me envergonho de ter trabalhado em casa de família, mas eu tinha um sonho, o sonho de melhorar." Serviço de luxo Para Rodrigo Leandro de Moura o Brasil pode estar caminhando para uma realidade mais próxima à dos países ricos. O serviço doméstico, outrora amplamente acessível à classe média, pode vir a se tornar um "serviço de luxo", considera. Na semana passada, o ministro da Economia, Guido Mantega, afirmou em Londres que as empregadas domésticas são uma parte subutilizada do mercado de trabalho no Brasil, e começam a preencher empregos gerados pelo aquecimento da economia no país. “As empregadas domésticas são algo que quase não existe mais nos países avançados, e é uma reserva de trabalho que o Brasil tem”, disse.
13/07/2011 | 449 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Monitor Mercantil Digital: Transplantar a Igualdade Estudo recentemente divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), www.ipea.gov.br) mostra que a maioria dos transplantados de órgãos como coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão é constituída de homens da cor branca. Dos receptores de coração, cerca de 75% são homens e 56% brancos. Dos receptores de fígado, 63% são homens e 80% brancos. O estudo denominado "Desigualdade de Transplantes de Órgãos no Brasil: Análise do Perfil dos Receptores por Sexo, Raça ou Cor", assinado por Alexandre Marinho, Simone de Souza Cardoso e e Vivian Vicente de Almeida, revela que, no caso de transplantes de pâncreas, há equilíbrio entre homens e mulheres, mas 93% dos beneficiados são brancos. Entre os receptores de pulmão, 65% são homens e 77% pessoas brancas, assim como nos casos de transplantes de rim (61% dos receptores são homens e 69% das pessoas atendidas brancas). Foram observados dados de 1995 a 2004, fornecidos pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). No mercado de trabalho também, as manifestações de desigualdade são bem evidentes, como revelou outro estudo, denominado "Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente - A Experiência Brasileira Recente" (www.pnud.org.br), organizado pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), tomando por base o período imediatamente anterior à crise deflagrada em 2008. Consta do estudo que os percentuais de negros (pretos e pardos) e de brancos com jornada de trabalho superior às 44 horas semanais alcançaram cifras próximas a 35% (pretos e pardos) e 34,4% (brancos). No entanto, pretos e pardos recebiam, em média, 46,8% menos que os brancos. Uma crença recorrente, tão prezada por alguns economistas, é desmentida pelo estudo. A desigualdade não decorre da diferença de escolaridade. Em 1992, os homens pretos ou pardos com maior escolaridade (15 anos ou mais de estudos) recebiam 70,4% do rendimento dos homens brancos com a mesma escolaridade. Em 2006, os negros passaram a receber 72,9% do rendimento dos homens brancos. Entre os de menor escolaridade, a desigualdade recuou em proporção maior, no mesmo período. Em 1992, pretos e pardos recebiam, em média, 61,3% da remuneração dos brancos. Em 2006, chegaram a 73,9% da remuneração dos brancos, em média. Uma recuperação, nesta faixa de escolaridade mais baixa, proporcionalmente maior do que no segmento dos de maior escolaridade. Entre as mulheres, verificou-se a mesma tendência. No segmento com menos tempo de escolaridade, o rendimento comparado ao dos homens brancos passou de 40,5%, em 1992, para 54,9%, em 2006. Entre as mulheres negras, com 15 anos ou mais de estudos, a evolução da remuneração média, comparada à dos homens brancos com escolaridade semelhante, representava 41,4%, em 1992. Depois de 14 anos, esta proporção alcançou 44,9%, uma melhoria mais discreta neste segmento do que entre os menos escolarizados. Dados mais recentes, baseados na Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, que reúne dados sobre as seis maiores regiões metropolitanas do país, revelam que a remuneração média de trabalhadores brancos foi 90,7% maior que a de pretos e pardos, em setembro de 2010. Os dados da PME abrangem os setores formal e informal, este último o mais precário do mercado de trabalho. A participação de brancos, do sexo masculino, no setor formal, é de 65%, contra 60% entre os pretos e pardos. Entre mulheres brancas, a participação no setor formal é de 58% e, entre mulheres pretas e pardas é 47%. A Declaração de Durban faz referências objetivas a algumas possibilidades de atuação neste cenário. Resultado da III Conferência Mundial de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata, realizada em setembro de 2001, ela é sugestiva. Além de políticas públicas, políticas empresariais de responsabilidade social são indispensáveis para corrigir a iniquidade de práticas derivadas de discriminação racial.
13/07/2011 | 523 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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O Estado de S.Paulo (SP): Marcas Perdigão e Batavo são suspensas Brasil Foods não poderá usá-las em algumas linhas de produtos, por até 5 anos Às 10 horas da noite de ontem, o acordo entre Brasil Foods e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) estava 95% selado, faltando apenas alguns pontos para a sua conclusão. As negociações serão retomadas hoje às 8 horas da manhã e o julgamento está marcado para as 10 horas. Conforme antecipou o Estado, o Cade deve recomendar a suspensão da marca Perdigão nos produtos de maior concentração de mercado como alternativa para aprovar a fusão entre Sadia e Perdigão. Na última hora, a BRF conseguiu que o conselho concordasse em suspender a marca Batavo, em vez de determinar sua venda. A marca Sadia será preservada, porque é a mais "premium" da empresa e a mais forte no mercado exterior. Os prazos de suspensão das marcas Perdigão e Batavo devem variar entre dois e cinco anos, conforme o produto e o market share total alcançado pela BRF. Até ontem, haviam sido estabelecidas restrições para 8 das 14 categorias em jogo - mas a empresa ainda tentava reverter alguns casos.Com a fusão entre Sadia e Perdigão, a BRF atingiu concentrações de mercado significativas em alguns produtos, como pizzas prontas (70%), hambúrgueres (80%), lasanhas (90%), presunto (70%) ou kit de festas de fim de ano (90%).É pouco provável, no entanto, que os consumidores saibam hoje de quais produtos as marcas Perdigão ou Batavo vão desaparecer. Segundo uma fonte, é possível que isso seja tratado como "confidencial", para evitar perdas para a empresa antes que o acordo seja implementado.Como parte do pacote negociado com o Cade, a BRF deve colocar à venda ativos que representam 20% de sua produção total e 40% da produção voltada ao mercado local. A empresa venderia fábricas, centros de distribuição, além de marcas populares como Rezende, Escolha Saudável, Confiança e Wilson.No último momento, a BRF conseguiu convencer o Cade a não obrigá-la a vender a marca Batavo, adquirida da Parmalat e com forte presença no mercado de lácteos. A concentração em lácteos não aumentou com a fusão, porque a Sadia não atuava nesse segmento. O Cade quer impedir a BRF de lançar uma nova marca que ocupe o espaço da Perdigão, repetindo o fracasso do caso Kolynos-Colgate nos anos 90. Depois da suspensão da marca Kolynos, a Colgate lançou o creme dental Sorriso, obtendo tanto sucesso que desistiu da marca inicial. A BRF, no entanto, ainda tentava resistir a essa proibição e insistia para que fossem estabelecidas condições para o lançamento de marcas, como limitar o investimento em marketing e evitar que a identidade visual seja parecida com a da Perdigão. Mudanças. Ontem, o procurador do Cade, Gilvandro Araújo, admitiu que aposta em um acordo, mas salientou que até o momento do julgamento, com o pronunciamento de todos os membros do conselho, as coisas poderiam mudar. "É possível levar novas inserções até o momento final." Em audiência na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC), da Câmara dos Deputados, ele afirmou ser "possível encontrar um denominador comum para contemplar todos os interesses". Segundo Araújo, a postura de diálogo tem permeado o processo de negociação. Ele disse ainda que a entrada de mais uma empresa no mercado de alimentos é peça fundamental para um acordo. Com isso, a autarquia quer garantir que a produção de salsichas, pizzas congeladas e peru não ficará na mão de uma só empresa.
13/07/2011 | 1152 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report

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