Missão: “Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas”.
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Brasil Econômico (SP): Custo da violência ultrapassa R$ 200 bi por ano no Brasil Por Cláudia Bredarioli Gastos crescentes independem do desempenho econômico e não garantem redução da criminalidade. Embora não haja dados atualizados disponíveis, é possível estimar que o Brasil gaste mais de R$ 200 bilhões anuais para suprir os custos impostos ao país pela escalada da violência. O valor - que um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) aponta ser equivalente a cerca de 5% de toda a riqueza gerada internamente - corresponde a um volume semelhante ao que se pleiteia para o aumento dos investimentos na área de educação, por exemplo. Trata-se de uma despesa crescente, independentemente do cenário econômico vivido pelo país. Tanto que, até mesmo nos anos em que o PIB esteve à míngua, o gasto com segurança pública cresceu, como em 2009. Segundo cálculo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esse segmento representou quase R$ 50 bilhões em despesas em 2010, enquanto em 2003, significava menos da metade deste valor, R$ 22,6 bilhões. Ocorre que o prejuízo econômico gerado pela violência vai muito além dos gastos com segurança pública. Atinge diretamente também a saúde, o judiciário, o sistema prisional, o orçamento das famílias das vítimas e, indiretamente, a economia como um todo. "O problema é que não temos no Brasil uma política que freie a violência. O ganho econômico, promovido por meio de ações como o Bolsa Família, ajudam, mas precisamos fazer muito mais", pondera Nelson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Segundo ele, esse processo passaria necessariamente pela educação - por exemplo, com ações em escolas para reduzir a presença de organizações criminosas nesse ambiente -, mas teria de envolver também um olhar sobre a desagregação familiar enfrentada pela sociedade e, além disso, uma grande mudança no sistema prisional, evitando o encarceramento por pequenos delitos. O custo de um preso para o Estado fica em torno de R$ 2 mil por mês. Há cerca de 500 mil detentos no Brasil e outros 160 mil à espera de vagas em presídios. Para alojá-los, segundo Calandra, seria necessário o desembolso de cerca de R$ 8 bilhões. Ainda que os dados atuais sobre os custos da violência diretamente impostos à saúde sejam escassos, na comparação das despesas com segurança pública, os gastos do Brasil não ficam atrás dos registrados por países nos quais os índices de criminalidade são mínimos. Por exemplo, em 2009, o investimento em segurança pública brasileiro representou 1,5% do PIB, enquanto o país registrou uma taxa de homicídio de 21,9 para 100 mil habitantes. Na Espanha, o gasto foi de 1,3% do PIB, para 0,7 homicídio/100 mil. "As despesas crescem ano a ano, mas é muito difícil mapear onde está esse gasto. E, na prática, gastar mais não implica que haja eficiência", diz Samira Bueno, coordenadora de pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A dificuldade dessa relação direta entre os investimentos em segurança e a redução da criminalidade foi recentemente percebida em São Paulo - um dos Estados que mais desembolsam recursos na área. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, foram R$ 11,82 bilhões em 2011, ante R$ 10, 49 bilhões em 2010. Mas o próprio governador Geraldo Alckmin atribuiu publicamente, na semana passada, o aumento nos índices de violência no estado a "meses difíceis" enfrentados pela polícia paulista no combate à criminalidade. Os homicídios aumentaram 21% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano anterior. "Lamentavelmente, é a escalada da violência", reconheceu o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto.
O Estado de S.Paulo: Infraero executa só 18% do orçamento A menos de dois anos da Copa do Mundo de 2014, ritmo de obras de expansão dos aeroportos está lento e preocupa especialistas POR GLAUBER GONÇALVES / RIO - Apesar de todos os esforços feitos pelo governo federal para destravar os investimentos aeroportuários, a Infraero, empresa pública que administra a maior parte dos terminais do País, encerrou o primeiro semestre de 2012 com apenas 18,7% do orçamento de R$ 1,8 bilhão previsto para infraestrutura no ano concluídos. O ritmo de execução do orçamento da estatal vem em trajetória semelhante ao do mesmo período de 2011 e preocupa especialistas do setor. A menos de dois anos para a Copa do Mundo de 2014, em alguns projetos de ampliação ou adequação em cidades-sede, os porcentuais são ainda mais baixos. No caso do Galeão, no Rio, um dos mais movimentados do País, apenas 9,7% do investimento de R$ 200 milhões previsto foi executado. Em Confins, na Grande Belo Horizonte, foi de 10,5%, e em Porto Alegre, de 15,2%. "Esse ritmo não é suficiente para adequar a infraestrutura aeroportuária do País. As coisas precisavam estar mais aceleradas (...) O Brasil ainda não encontrou uma forma de tocar seus projetos de forma acelerada e, no caso dos aeroportos, isso é muito visível", avalia o professor da Fundação Dom Cabral (FDC) Paulo Resende, especialista em infraestrutura e logística. A Infraero diz que o andamento dos investimentos está de acordo com o esperado e que, normalmente, a maior parte dos desembolsos acaba ficando para o segundo semestre. Resende, porém, alerta para um complicador este ano. Para ele, a movimentação política no País deve dificultar a aceleração das obras. Problemas de gestão na estatal são apontados por especialistas como o principal obstáculo à execução eficiente dos investimentos. De acordo com cálculos do coordenador de Infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos Campos Neto, a Infraero executou 51,2% do orçamento no ano passado. Ele afirma que, na média de 2003 a 2011, não chegou a 40%. A estatal, porém, diz que no ano passado executou 75,6%. "A Infraero historicamente tem problemas de gestão. É preciso ter uma administração mais eficiente." O pesquisador acrescenta que a morosidade dos processos de licenciamento ambiental e ações judiciais envolvendo desapropriação são fatores que também atrapalham a realização de investimentos, ao lado da burocracia do setor público. Desde que assumiu a Presidência no ano passado, a presidente Dilma Rousseff definiu o setor aeroportuário como uma de suas prioridades, ante a lentidão dos projetos de infraestrutura. Uma das primeiras medidas foi retirar a Infraero da alçada do Ministério da Defesa e levá-la para uma secretaria criada por ela e subordinada à Presidência. A Infraero informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a execução do orçamento obedece às etapas de realização das obras. No caso do Galeão, a empresa diz que terminou no primeiro semestre obras já pagas no ano passado e no segundo começará obras no terminal 1. Segundo a estatal, no Recife a infraestrutura já está dimensionada para atender à demanda da Copa e a intervenção prevista para 2012 ainda não teve a ordem de serviço assinada. Já em Fortaleza e Salvador, as obras estariam em fase inicial. Com relação ao Santos Dumont, no Rio, a Infraero diz que a obra está parada por determinação do TCU.
Portal G1: Brasileira é escolhida pela ONU para criar metas globais sustentáveis Vanessa Petrelli, do Ipea, integrará grupo copresidido por premiê britânico. Rio+20 lançou bases dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Eduardo Carvalho O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, convocou a brasileira Vanessa Petrelli Corrêa, atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para fazer parte do Painel Consultivo que vai elaborar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), cujas bases foram lançadas na Rio+20. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável aconteceu de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro, e reuniu mais de cem chefes de Estado no Riocentro, onde debateram como o mundo pode se desenvolver sem impactar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, reduzindo a pobreza. Vanessa será a única representante do país no grupo, que reúne ainda outros 25 membros da sociedade civil, do setor privado e de governos como China, EUA, França, Alemanha, Cuba, Índia e México. Serão copresidentes das discussões o premiê britânico, David Cameron, e os presidentes da Indonésia, Susilo Yudhyono, e da Libéria, Ellen Sirleaf. O debate terá início no fim de setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York. Indefinição dos ODS foi motivo de frustração na conferência Esperados como um dos principais trunfos da Rio+20, o que não aconteceu, os ODS seriam metas perseguidas pelos países para avançar ambiental, política e socialmente, reduzindo a disparidade entre nações ricas e pobres. O documento "O futuro que queremos", gerado na conferência, determinou a abertura do processo de discussão para criar essas metas, cujo primeiro rascunho terá que ser apresentado até setembro de 2013. Os ODS devem ser definidos para entrarem em vigor em 2015, quando terminam os prazos dos Objetivos do Milênio. Segundo Vanessa Petrelli, a opinião brasileira será levada ao debate. "[A reunião de setembro] será o primeiro momento para levar nossas propostas. O Brasil terá um papel importante", disse Vanessa. Para ela, divergências que já foram registradas na conferência do Rio de Janeiro - países ricos "apertando o cinto" devido à crise e os pobres querendo mais dinheiro para crescer economicamente -- deverão surgir durante as reuniões do Painel Consultivo da ONU. "Mas é um momento de avançar nas propostas e de articular com outros grupos", explica. Medidas aprovadas na Rio+20 O documento produzido na Rio+20 prevê a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro das Nações Unidas, além de reafirmar um dos Princípios do Rio, criado em 1992, sobre as "responsabilidades comuns, porém diferenciadas". Este princípio significa que os países ricos devem investir mais no desenvolvimento sustentável por terem degradado mais o meio ambiente durante séculos. Outra medida aprovada é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento de um mecanismo jurídico dentro da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (Unclos, na sigla em inglês) que estabelece regras para conservação e uso sustentável dos oceanos. Pobreza O texto estabelece a erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta e recomenda que "o Sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais", facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento. Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas.
Ipea e MI promovem debate para a definição de políticas nos estados
Painel de alto nível vai elaborar plano de desenvolvimento sustentável global
Portal Uol: ONU escolhe latino-americanas para traçar novos planos de desenvolvimento O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou nesta terça-feira os 26 integrantes do grupo encarregado de identificar os novos objetivos de desenvolvimento sustentável, entre os quais há quatro mulheres latino-americanas. A presidente do Instituto de Pesquisa de Economia Aplicada (Ipea), Vanessa Petrelli Corrêa, do Brasil; as chanceleres María Ángela Holguín, da Colômbia, e Patricia Espinosa, do México, assim como a presidente da Agência do Meio Ambiente de Cuba, Gisela Alonso, fazem parte do chamado Grupo de Alto Nível de Pessoas Eminentes. A missão do grupo é assessorar a identificação de um novo plano internacional que supra os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estipulados em 2000 e que deveriam ser cumpridos até 2015. O grupo de analistas, do qual também faz parte a rainha da Jordânia, é presidido pelo primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, junto com os líderes da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, e da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, cuja nomeação foi anunciada pela ONU em maio. Os novos objetivos que o grupo deverá identificar supoem a continuação dos ODM, que se finalizam dentro de três anos sem que muitos deles possam se realizar, e deverão basear-se na concretização de uma autêntica economia sustentável e na preservação dos recursos naturais que dispõe o planeta. Destacam-se, entre os analistas, o chefe-executivo da multinacional de alimentação Unilever, Paul Polman; a esposa de Nelson Mandela, Graça Machel; o ex-presidente da Alemanha Horst Köhler; a ministra de Desenvolvimento sueca, Gunilla Carlsson, e o comissário europeu para o Desenvolvimento, Andris Piebalgs. Também figuram o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Kim Sung-hwan, a ministra nigeriana de Finanças, Ngozi Okonjo-Iweala, e sua homônima do Timor-Leste, Emilia Pires, o ex-primeiro-ministro japonês Naoto Kan, o diplomata chinês Yingfan Wang e Elvira Nabiullina, assessora econômica do presidente russo, Vladimir Putin. Na lista está também o economista indiano Abhijit Banerjee; o prefeito de Istambul, Kadir Topbas; o presidente da organização americana "Center for American Progress", John Podesta, e o francês Jean-Michel Severino, ex-presidente da Agência Francesa de Desenvolvimento (ADF). Completam a lista de selecionados a queniana Betty Maina, presidente da Associação de Fabricantes do Quênia, o economista beninense Fulbert Gero Amoussouga, e a jornalista iemenita Tawakel Karman. A função de todos eles, representantes de governos, do setor privado e da sociedade civil, será assessorar Ban Ki-Moon a conseguir "uma agenda de desenvolvimento inovadora e ao mesmo tempo prática para depois de 2015", informou a ONU em comunicado sobre o grupo, que realizará sua primeira reunião em setembro. "Espero com atenção as recomendações do grupo para uma agenda que inclua responsabilidades compartilhadas para todos os países e que se baseie no desenvolvimento sustentável e na luta contra a pobreza", disse Ban no mesmo comunicado. O secretário-geral espera um primeiro relatório do grupo para a primeira metade de 2013. A ONU espera que o trabalho dos analistas se baseie na declaração da recente cúpula da Rio+20 e que inclui recomendações para responder "aos desafios globais do século XXI, avançando nos ODM e com o objetivo de acabar com a pobreza". Os atuais ODM são: erradicar a pobreza extrema e a fome, conseguir a escolarização primária universal, fomentar a igualdade de gênero, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna, combater o HIV e a aids, assegurar a sustentabilidade do meio ambiente e impulsionar uma associação global para o desenvolvimento.
Conferência do Desenvolvimento – Ipea/MS será realizada junto com a etapa da CNDR
Serão realizadas 27 etapas estaduais, que antecedem a terceira edição nacional
Confira o programa que teve como convidados Cláudio Hamilton, do Ipea, e Roberto Piscitelli, da UnB
Diário de Pernambuco (PE): Classe média brasileira já constitui o 17º mercado do mundo Exército de 120 milhões de brasileiros consome mais do que a Holanda e tanto quanto a Coreia do Sul. Governo aposta no seu desenvolvimento para firmar o país como quinta maior economia global Um dos maiores ativos econômicos e sociais do país para o futuro próximo, a nova classe média brasileira é a grande aposta do governo para o desenvolvimento nas próximas décadas. Dados inéditos antecipados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República mostram que este exército de quase 120 milhões de brasileiros já é o 17º maior mercado do mundo, consumindo mais do que a Holanda e tanto quanto toda a Coreia do Sul. Isso será fundamental para que o Brasil se firme na quinta posição entre as maiores economias globais. O estudo da secretaria indica que esta camada da população consome anualmente nada menos que US$ 500 bilhões dos US$ 1 trilhão consumidos pelo mercado brasileiro de maneira geral. Esta é a principal explicação para o fato de todas as grandes empresas estarem investindo pesado em pesquisas para saber o que quer e o que consome esta faixa da população, que será dominante nos próximos 20 anos. "É o grande ativo e legado do governo Lula, desde que a sociedade conseguiram ter moeda. Mas temos que evitar que a nova classe média retorne à situação anterior e que sejam criadas condições para que se consolide", disse o ministro da SAE, Wellington Moreira Franco. Acesso bancário ainda é um problema A partir de setembro, a SAE passará a divulgar um conjunto de documentos, Vozes da classe média, com um perfil desta camada da população a partir de pesquisas quantitativas e qualitativas inéditas, que serão feitas a partir do acompanhamento dos mesmos 15 grupos focais a cada seis meses. A ideia é entender as necessidades destas pessoas para que não só se mantenham onde estão, como também continuem ascendendo. Para o secretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, o desafio para a nova virada do Brasil, depois da estabilidade da moeda em 1995 e o boom dos rendimentos que levaram à ascensão de mais de 40 milhões de pessoas à classe média, é a educação. E a qualidade é fundamental para este avanço, segundo ele. "Hoje, um jovem brasileiro recebe a mesma educação que tinha um chileno na década de 1950." Inclusão e educação financeira também estão na lista dos temas estudados pelo governo neste momento, para assegurar à nova classe média a manutenção do seu novo status social e econômico. Segundo a SAE, 50% do consumo deste segmento, hoje, é financiado, e a maior parte destes recursos está fora do banco. Os financiamentos são tomados no mercado varejista. Estas pessoas usam pouco outros serviços financeiros, e levá-las ao sistema bancário é considerado também um dos segredos para o Brasil passar a ter a sua poupança. De acordo com especialistas, ainda são raros os casos de brasileiros de classe média que tenham o hábito de poupar. Dados do BC mostram que, de 2007 a 2010, mais pessoas de todas as classes passaram a ter um acesso mais amplo ao sistema financeiro. No entanto, ele ainda é um luxo das classes AB. Nesta categoria, 70% das pessoas têm conta corrente, contra 52% da classe C e apenas 29%, da DE. "Poupança é fundamental. E eu espero estar melhor e ganhar muito dinheiro nos próximos 20 anos por juntar recursos. Mas é preciso saber aplicar este dinheiro. Por isso, estou diversificando os meus investimentos, aplicando na bolsa, por exemplo", conta o ilusionista Guilherme Ávila, de 22 anos, que acabou de ser formar em economia. Os outros meios de pagamento (cartões de crédito e débito, cheque, débito automático e vale refeição) são usados por 23% da população em geral, mas têm a preferência de 45% das classes AB. Vanessa Petrelli Corrêa, presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), afirma que os bancos públicos tiveram papel relevante no crescimento com o avanço da classe média. Ela acredita que poucos economistas mediram com exatidão essa contribuição. E, para ela, esse fenômeno ainda continuará. "O Brasil deve viver um longo período de juros historicamente baixos. O impacto deste novo patamar ainda está sendo conhecido, mas certamente pode ser um dos pilares para o crescimento com inclusão social", opina.
A necessidade de auditores fiscais do Trabalho no Brasil: uma análise contemplando o grau de descumprimento da legislação trabalhista
Evento em São Paulo terá palestra de diretora do Ipea sobre política comercial brasileira
Programa de TV - Panorama Ipea - Economia Criativa
Professor atuou na estruturação dos primeiros programas de pós-graduação em economia no Brasil
Estado de MInas (MG): Burocracia afeta estatísticas Especialista diz que dificuldade de registrar ocorrências policiais prejudica comunicação de crimes. Segundo ele, situação contribui para que subnotificação chegue a 95% dos casos A demora para registrar ocorrências em Belo Horizonte e a descrença da população nas autoridades de segurança pública geram um problema considerado grave na avaliação de especialistas: a subnotificação do número de crimes. Segundo o professor da PUC Minas Robson Sávio, integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que apenas 25% da população confiam muito na polícia, enquanto 75% confiam pouco ou não confiam. O resultado desse quadro, afirma Sávio, é que apenas 5% de todo o universo da criminalidade chega efetivamente às mãos das polícias Militar e Civil. "Fatores como morosidade no atendimento e constrangimento nas delegacias fazem com que as pessoas desistam de prestar queixa. Também deixam de ir pela falta de transparência na investigação e de resultados para os casos levados pela população à polícia", diz. Com isso, afirma o professor, crimes como violência doméstica, pequenos furtos ou extravios de documentos deixam de ser notificados. "Apesar de terem menor potencial ofensivo do que os homicídios e outros crimes violentos, também são casos de extrema importância para o mapeamento da criminalidade, mas ficam fora na elaboração de planos estratégicos", afirma. Outro fato que, segundo Sávio, colabora para que as pessoas desistam de reportar as ocorrências é a morosidade processual. "Os processos ficam anos em tramitação, porque, além da demora do Judiciário, o trabalho de investigação que subsidia a tramitação processual é muito ruim. Faltam provas, falta pessoal para registrar a ocorrência, para investigar, faltam delegacias", diz. Conforme o especialista, a situação é mais precária na Polícia Civil, que precisa ter o efetivo pelo menos dobrado. Quando precisou do serviço, em março, para registrar um furto de veículo, o especialista afirma que percebeu de forma clara a desintegração e a rivalidade entre as corporações policiais. "Uma ficava jogando o serviço para a outra. Somente depois de ir a quatro unidades e gastar toda uma manhã é que consegui ser atendido", disse. Problemas de infraestrutura e de efetivo são levados em consideração pela Polícia Civil como entraves para o registro das ocorrências em Belo Horizonte, conforme explica o delegado da Assessoria de Comunicação e Planejamento da Polícia Civil, Daniel Barcelos. "Existem, sim, gargalos nas situações em que há uma demanda maior nas delegacias. É possível, sim, que haja demora e não há o que fazer, porque a estrutura da Polícia Civil tem limitações. O que não pode ocorrer, no entanto, é a recusa em receber a queixa, porque aí fica configurado desvio de conduta do funcionário público", afirma o delegado. Segundo ele, casos dessa natureza ou tempos excessivamente longos de espera devem ser denunciados à Corregedoria. DESENCONTRO No entanto, o delegado discorda da afirmação do especialista de que haja 95% de subnotificação na criminalidade. "Esse percentual pode se alternar bastante, de acordo com a natureza da ação penal. Quero crer que em casos de homicídio, por exemplo, todos sejam notificados em Minas." Conforme o policial, o estado está à frente de outros, por ter o sistema integrado para o Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) entre as polícias Civil, Militar e o Corpo de Bombeiros. Em Belo Horizonte, 74 unidades da Polícia Civil, entre delegacias regionais e especializadas, recebem as queixas policias, enquanto 24 companhias da Polícia Militar que funcionam 24 horas e nove batalhões da PM com funcionamento entre as 8h e as 18h podem oferecer o serviço. Para o comandante interino de Policiamento da Capital, tenente-coronel Idzel Fagundes, problemas de demora podem eventualmente ocorrer nas unidades da PM, mas não são regra geral da corporação. Em situações normais, conforme o comandante, o tempo gasto para registrar uma ocorrência simples de perda de documentos é de 20 minutos. "Casos mais detalhados, como roubos, exigem um tempo maior. Se há muita demanda, realmente as pessoas vão precisar esperar um pouco", informou, garantindo que a integração entre as polícias tem avançado a cada dia. Via-sacra entre a PM e a Civil Enquanto medidas para melhorar o atendimento ao cidadão não surtem efeito, registrar ocorrências nas repartições policiais de BH continua sendo um teste de paciência. Foi o que constatou o estudante de direito Daniel Rodrigues Costa, de 19 anos. Depois de passar a madrugada numa boate da Zona Sul, o universitário percebeu que seu carro, um Punto, teve duas rodas e o estepe furtados. Para tentar recuperar o que foi levado, seu primeiro pensamento foi discar 190. Depois de uma hora sem que ninguém aparecesse, desistiu e cancelou a chamada. Conformou-se com a perda das peças do automóvel e acionou o seguro. "Desisti, porque percebi que não ia adiantar. A polícia não ia pegar nada mesmo", disse. Mal sabia ele que ainda não tinha se livrado da morosidade do atendimento policial. Quando acionou a seguradora, foi orientado a registrar a ocorrência de furto. Para esse simples serviço, perdeu nada menos que uma hora e meia na delegacia da Rua Carangola, no Bairro Santo Antônio. "Vim, primeiro, porque o seguro exigiu. Mas acho também importante que se registrem as ocorrências, senão a polícia não tem como saber onde e como agem os bandidos", disse. Mas o campeão de espera ontem foi o dono de um clube no Bairro Betânia, na Região Oeste de BH. O cidadão, que pediu para não ser identificado, conta que o vizinho chamou a PM pelo 190, ao ver que seis jovens invadiram o estabelecimento. "Ele me disse que esperou por três horas. Enquanto isso, os invasores beberam 11 garrafas de cerveja, levaram componentes de informática e dinheiro." O solicitante ligou novamente, e o atendente do serviço teria dado uma resposta que o deixou indignado. "Disse que a PM não ia atender ao arrombamento se não tivesse ninguém lá para recebê-los", lembra. A espera para que a polícia registrasse o roubo prosseguiu ontem, na delegacia da Rua Carangola, onde o Registro de Evento de Defesa Social (Reds) levou mais duas horas e 10 minutos. "É um absurdo. Em vez de procurar os bandidos, a polícia perde tempo registrando outras coisas. A gente se sente desestimulado. Tempo é muito precioso", disse. Demora trava a cidade Um motociclista morreu na manhã de ontem ao se envolver em acidente com um ônibus na BR-356, no Bairro Olhos d'Água, Região do Barreiro. O acidente foi por volta das 8h, mas somente às 10h terminaram os trabalhos de perícia e o trânsito foi liberado. A demora causou um efeito-cascata no tráfego. Na Avenida Nossa Senhora do Carmo, o congestionamento se estendeu até a Curva do Ponteio, no Bairro Santa Lúcia. No sentido inverso, o trânsito também ficou parado e houve retenção no Bairro Belvedere, na MG-030 e na Avenida Raja Gabaglia. De acordo com informações da Polícia Militar Rodoviária, a vítima seguia no sentido Rio de Janeiro com sua moto quando o veículo que estava em sua frente parou bruscamente. O motociclista tentou desviar, mas perdeu o equilíbrio e, quando caiu no chão, foi atingido pelo ônibus.
Folha de S.Paulo Online: Fiscalização e banda larga levam pirataria para computador de casa POR MATHEUS MAGENTA A intensificação do combate aos principais pontos de venda de produtos piratas em São Paulo e o aumento do número de pessoas com acesso a internet em casa vêm mudando o perfil da pirataria de filmes e músicas. Até o ano passado, era fácil encontrar em ruas ou lojas da região da rua 25 de março, no centro da capital, cópias dos principais lançamentos antes mesmo da estreia desses filmes nos cinemas brasileiros. Hoje, a situação mudou. Locais como a Galeria Pagé já não atraem mais consumidores em busca de DVDs de filmes e seriados pirateados. "Segundo as polícias Civil e Federal, a cidade está deixando de ser um entreposto da pirataria no país. Houve migração do comércio ilegal para Campinas, ABC, Guarulhos e Osasco", disse Edsom Ortega, secretário municipal de Segurança Urbana. Operações promovidas pelo gabinete de segurança de São Paulo, que reúne órgãos que atuam nas esferas municipal, estadual e federal, levaram à apreensão de 60 milhões de produtos ilegais (avaliados em R$ 2 bilhões) desde dezembro de 2010. Principais produtos de contrabando do país, os CDs e DVDs tiveram queda nas apreensões entre 2000 e 2010. No entanto, as indústrias cinematográfica e fonográfica (que estima ter 65% do seu mercado tomado pela pirataria) sabem que a batalha ainda está longe do fim. Para autoridades e especialistas ouvidos pela Folha, o aumento do número de pessoas com computador no país acelerou a troca, por parte dos consumidores, do comércio ilegal físico de CDs e DVDs pelo download ilegal de filmes e músicas via internet. Em 2000, apenas 10,5% dos domicílios brasileiros (4,7 milhões) tinham computador. Dez anos depois, esse número chegou a 38,3% (21,9 milhões), segundo o IBGE. Já o Comitê Gestor da Internet no Brasil aponta que 86% dos usuários usam banda larga (o que facilita os downloads) e que 48% deles quer aumentar a velocidade de sua conexão, mas o custo é elevado ou não há disponibilidade do serviço onde ele mora. "PIRATAS ON-LINE" Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), publicado em maio passado, traçou o perfil das pessoas que usam a internet para baixar cópias ilegais de filmes e músicas (ou seja, sem pagar por elas). Segundo o estudo, 27,8 milhões dos 68 milhões de usuários de internet do país (ou 41% do total) podem ser considerados "piratas on-line". "É um fenômeno generalizado. Independe de faixa etária, nível de renda ou escolaridade", afirmou Rodrigo Abdalla, coautor da pesquisa. Segundo ele, a principal dificuldade do combate à pirataria on-line é a ideia disseminada entre os usuários de que o download ilegal de um filme não financia o crime organizado, tal como o comércio de DVDs e CDs piratas. "Existe uma percepção generalizada de que, como não se está pagando por aqueles filmes ou álbuns piratas a ninguém, essa atividade não é aética, amoral ou ilegal." Na Europa e nos EUA, é crescente o número de usuários e donos de sites ou serviços processados principalmente por causa de downloads ilegais de filmes e músicas. No Brasil, os casos ainda são raros.
Folha de S. Paulo (SP): Artigo - Pela extinção da PM Artigo de Vladimir Safatle No final do mês de maio, o Conselho de Direitos Humanos da ONU sugeriu a pura e simples extinção da Polícia Militar no Brasil. Para vários membros do conselho (como Dinamarca, Espanha e Coreia do Sul), estava claro que a própria existência de uma polícia militar era uma aberração só explicável pela dificuldade crônica do Brasil de livrar-se das amarras institucionais produzidas pela ditadura. No resto do mundo, uma polícia militar é, normalmente, a corporação que exerce a função de polícia no interior das Forças Armadas. Nesse sentido, seu espaço de ação costuma restringir-se às instalações militares, aos prédios públicos e aos seus membros. Apenas em situações de guerra e exceção, a Polícia Militar pode ampliar o escopo de sua atuação para fora dos quartéis e da segurança de prédios públicos. No Brasil, principalmente depois da ditadura militar, a Polícia Militar paulatinamente consolidou sua posição de responsável pela completa extensão do policiamento urbano. Com isso, as portas estavam abertas para impor, à política de segurança interna, uma lógica militar. Assim, quando a sociedade acorda periodicamente e se descobre vítima de violência da polícia em ações de mediação de conflitos sociais (como em Pinheirinho, na cracolândia ou na USP) e em ações triviais de policiamento, de nada adianta pedir melhor "formação" da Polícia Militar. Dentro da lógica militar, as ações são plenamente justificadas. O único detalhe é que a população não equivale a um inimigo externo. Isto talvez explique por que, segundo pesquisa divulgada pelo Ipea, 62% dos entrevistados afirmaram não confiar ou confiar pouco na Polícia Militar. Da mesma forma, 51,5% dos entrevistados afirmaram que as abordagens de PMs são desrespeitosas e inadequadas. Como se não bastasse, essa Folha mostrou no domingo que, em cinco anos, a Polícia Militar de São Paulo matou nove vezes mais do que toda a polícia norte-americana ("PM de SP mata mais que a polícia dos EUA", "Cotidiano"). Ou seja, temos uma polícia que mata de maneira assustadora, que age de maneira truculenta e, mesmo assim (ou melhor, por isso mesmo), não é capaz de dar sensação de segurança à maioria da população. É fato que há aqueles que não querem ouvir falar de extinção da PM por acreditar que a insegurança social pode ser diminuída com manifestações teatrais de força. São pessoas que não se sentem tocadas com o fato de nossa polícia torturar mais do que se torturava na ditadura militar. Tais pessoas continuarão a aplaudir todas as vezes em que a polícia brandir histericamente seu porrete. Até o dia em que o porrete acertar seus filhos.
Conferência do Desenvolvimento será realizada junto com a CNDR
Vítima de infarto, o professor foi um dos maiores pensadores da educação no Brasil
Revista Carta Capital (SP): É a economia, estúpido Coluna de Mauricio Dias A oposição brasileira, como se sabe, esmera-se na procura de pelo em ovo. Isso é bom para o PT, mas é ruim para o processo democrático. Estudos feitos pelo Ipea mostram a razão pela qual a oposição tem dificuldade para construir um programa antigovernista. 0 índice de Expectativas das Famílias (IEF), realizada em 3.810 domicílios, distribuídos por mais de 200 municípios em todas as unidades da Federação assinala um aumento do otimismo das famílias brasileiras em relação à situação socioeconômica do país (tabela). A oposição propaga pessimismo. A população, no entanto, é otimista.

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