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Missão: “Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas”.
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Correio do Brazil:Trabalho retira 4,2 milhões de pessoas da pobreza, segundo Ipea Ipea mostra distribuição de renda nas regiões metropolitanas, de 2002 a 2011 De 2002 a 2011, 4,2 milhões de pessoas saíram da situação de baixa renda (até meio salário mínimo mensal per capita) nas seis principais regiões metropolitanas (RMs) do País, investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PME/IBGE). Isso significa que a população de trabalhadores de baixa renda caiu 24,8%: de 17 milhões, em 2002, para 12,8 milhões, em julho de 2011. A diminuição, contudo, ocorreu de forma distinta nas seis RMs e foi impactada pela desaceleração econômica de 2011, de acordo com estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Desaceleração prejudica "A desaceleração da economia nesses primeiros meses do ano não impediu que houvesse retirada de pessoas da situação de baixa renda, mas reduziu seu ritmo", afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, ao apresentar o trabalho publicado no Comunicado do Ipea nº 114 - Trajetórias da população de baixa renda no mercado de trabalho metropolitano brasileiro, divulgado na última terça-feira (27). A taxa de pessoas com renda inferior a meio salário mínimo mensal em relação à população economicamente ativa nas regiões pesquisadas, que era de 39,1% em 2002, foi para 27,1%, em 2011, queda em termos percentuais de 30,7%. "Essa taxa poderia ser de 25,2% hoje se o crescimento tivesse continuado nos mesmos patamares", acrescentou. Ritmo de crescimento As diferentes trajetórias de queda nas RMs ainda alteraram sua ordem quanto à quantidade de trabalhadores com renda precária no Brasil metropolitano. Das seis regiões, três perderam participação na quantidade total de pessoas de baixa renda per capita. Belo Horizonte respondia por 12%, em 2002, e passou a 9% em 2011; São Paulo possuía 36,8%, em 2002, e foi para 33,1%; e Porto Alegre, que tinha 7,5%, em 2002, caiu para 6,7% em 2011. Sofreram aumento relativo na quantidade de trabalhadores com renda precária as RMs de Recife, Salvador e Rio de Janeiro. "O que fica claro é que, em algumas regiões, não basta haver crescimento econômico para melhorar a renda dos estratos mais baixos. Este crescimento tem de ser vigoroso", explicou Pochmann. O Brasil precisa crescer a ritmos mais altos, equiparáveis ao padrão asiático, para acelerar o processo de combate à miséria e à pobreza.
30/09/2011 | 1243 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Valor Econômico (SP):Neoliberais e desenvolvimentistas - Mansueto Almeida* É comum encontrar nas páginas de jornais e em artigos acadêmicos um embate entre os chamados economistas neoliberais e os desenvolvimentistas. Em linhas gerais, os neoliberais são taxados de "cabeças de planilha", que acreditam ingenuamente em um mercado que se autorregula, na abertura comercial, na liberalização do fluxo de capital e dão importância excessiva aos fundamentos econômicos. Os desenvolvimentistas seriam aqueles que acreditam no papel regulador do Estado, na proteção do mercado para fomentar a indústria doméstica, defendem a redução da taxa de juros e não veem restrições ao crescimento que não sejam a falta de ação do governo. A preocupação com os fundamentos econômicos é secundária, inclusive com a inflação, pois esse grupo acha irrelevante a discussão se a inflação será, por exemplo, de 6,45% ou 6,75% - a casa decimal pouco importa e, às vezes, nem mesmo o número inteiro. O debate, quando colocado dessa forma extrema, até faz sentido do ponto de vista acadêmico, mas é pouco construtivo para o debate econômico atual e vários dos economistas que insistem em caracterizar de maneira caricatural seu suposto oponente sabem disso. Um bom exemplo é o debate em relação à inflação. Em vez da discussão daqueles que defendem uma inflação de 0 a 3% ao ano, neoliberais, e aqueles que não se importam com a inflação, desenvolvimentistas, o debate atual é muito mais sutil e complicado. O que se discute hoje é a velocidade de convergência para a meta de inflação de 4,5% ao ano e as medidas necessárias para que essa convergência ocorra. Alguns economistas acham que o Banco Central (BC) exagerou no seu cenário catastrófico da economia mundial, outros acham que o cenário do BC é cada vez mais provável e há sim uma chance real de o Brasil reduzir os juros. Mas há um quase consenso que esse esforço de redução do juros só será bem sucedido se acompanhado de maior responsabilidade fiscal e aumento da poupança pública. Essa tese é defendida por economistas que se identificam com as duas correntes. Outro exemplo é em relação ao crescimento dos gastos sociais. Quando algum economista identificado com a ala neoliberal sugere o controle do crescimento dos gastos sociais como forma de reduzir o crescimento do gasto público, economistas desenvolvimentistas afirmam que seu colega neoliberal está propondo o fim do estado de bem estar social. Novamente, o debate é mais complicado. No Brasil, os gastos sociais crescem quase que continuamente desde a Constituição de 1988, mas é cada vez mais questionável a eficácia distributiva desses gastos e os desenvolvimentistas sabem disso. Há, por exemplo, claras distorções nos gastos com pensão por morte e com seguro-desemprego, independentemente do debate se o eleitor quer mais ou menos política distributiva. Acho questionável que o eleitor entenda e queira que uma pessoa de 80 anos de idade se case com outra de 20 anos de idade e que esse ou essa jovem usufrua de uma renda vitalícia quando seu parceiro morrer. Da mesma forma, não é comum que os gastos com seguro-desemprego cresçam mesmo quando o desemprego diminui como acontece no Brasil. Racionalizar esses gastos tem adeptos nas duas correntes e, novamente, nenhuma relação com o embate entre neoliberais e desenvolvimentistas. Em relação à falta de recursos para aumentar os investimentos em infraestrutura, saúde e educação, muitos acham que tudo pode ser "resolvido" com mais carga tributária. Mas aqueles que defendem essa proposta são grupos cuja renda depende mais do seu poder de lobby do que da sua produtividade. O problema é que mais carga tributária, para um país de renda média como o Brasil, fatalmente comprometerá o crescimento da economia. Novamente, neoliberais e desenvolvimentistas se colocam, em geral, contra novos aumentos da carga tributária. Por fim, a última edição do índice de competitividade global do World Economic Forum mostra, mais uma vez, que os maiores problemas de competitividade do Brasil quando comparado com outros 141 países são: 1) a baixa qualidade da nossa infraestrutura; 2) elevada carga tributária, 3) excesso de regulação; 4) baixa qualidade da educação primária, 5) rigidez no mercado de trabalho; 6) burocracia na abertura de novos negócios, e 7) dívida e spread bancário elevados. Aumentar o investimento em infraestrutura e melhorar a qualidade da educação, por exemplo, não tem absolutamente nenhuma relação com o debate estéril entre desenvolvimentistas e neoliberais. O que precisamos saber, por exemplo, é como reduzir o spread bancário, aumentar a eficiência do estado na execução de obras públicas, melhorar a eficácia dos gastos sociais, que já são elevados, reduzir as distorções dos gastos com pensão por morte e as regras de concessão do seguro desemprego. No mundo real, o governo é mais pragmático e busca a aprovação do eleitor. Se a elevação da inflação reduzir o índice de aprovação do governo, este voltará a ser mais "neoliberal". Por outro lado, se a ousadia do Banco Central se mostrar correta, o governo será mais desenvolvimentista. É "simples" assim, mas há ainda economistas supostamente maduros que não se cansam de brincar do bem contra o mal ou da batalha estéril entre desenvolvimentistas e neoliberais. *Mansueto Almeida é técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A opinião expressa é a do autor, não exprimindo o ponto de vista do Ipea
30/09/2011 | 763 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Estado de S. Paulo (SP):'Não é política industrial, e sim protecionismo' RAQUEL LANDIM Mansueto Almeida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), é favorável à utilização do poder de compra do governo para fomentar a inovação. Mas questiona a escolha dos setores calçadista e têxtil. "Nesses casos, não é política industrial, mas protecionismo." Na semana que vem, o governo publica o decreto que dá preferência às empresas nacionais nas licitações e vai começar por calçados e têxteis. Isso é benéfico para o País? O instrumento é muito bom e faltava ao Brasil. Só que no resto do mundo as compras governamentais são utilizadas para fazer transferência de tecnologia e fomentar a inovação. O governo usa seu poder de compra para que a empresa tenha um horizonte de planejamento e desenvolva novos produtos. É totalmente diferente do que estão fazendo agora. Por quê? Utilizar o mecanismo de compras públicas para pagar mais por farda do Exército ou por sapato não tem paralelo com o resto do mundo. Os setores de calçados e têxteis não envolvem inovação e a estrutura de custos é muito cara no Brasil. Essas empresas não são competitivas por falta de demanda, mas porque não vale a pena produzir aqui em relação à Ásia. O governo está apenas criando uma reserva de mercado. Isso não é política industrial, mas protecionismo. Em uma segunda fase, o governo promete estender o benefício para os setores de Defesa e Saúde. Faz sentido? Deveria ter começado por esses setores e também por empresas de software. A grande política industrial dos Estados Unidos é feita via Departamento de Defesa. O crescimento do Vale do Silício se deve aos contratos que as empresas tinham com o Pentágono. Mesmo sem esse novo decreto, o Ministério da Saúde do Brasil já utiliza seu poder de compra de remédios para exigir que as multinacionais transfiram tecnologia para os laboratórios locais. E consegue bons resultados.
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Portal Terra: Cultura e Sebrae vão apoiar trabalhadores da economia criativa O Ministério da Cultura quer contribuir para a inserção no mercado das pessoas que trabalham de forma independente na chamada economia criativa, que envolve artesãos, artistas e todos que difundem a pluralidade cultural brasileira. Trabalham nesse segmento 3,7 milhões de pessoas no País. A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, destacou que essas pessoas "em geral, sempre atuaram de maneira muito informal, dependendo de ajudas paternalistas que não garantem a sustentabilidade". Ela assinou nesta sexta-feira um convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro, Pequena e Média Empresa (Sebrae) que vai permitir novas ferramentas de apoio à instituição e manutenção sustentável do segmento, na área da economia criativa. Por meio do acordo, será estruturado o Observatório da Economia Criativa, para sistematizar dados e informações do setor. Também será instituído um escritório destinado a dar suporte técnico em gestão aos pequenos empresários, chamado Criativa Birô. A ideia é orientar o candidato e empreendedor na abertura de empresa e elaboração de projetos. A parceria foi firmada com o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. A ministra da Cultura destacou que "vai ser muito importante" o uso de dados como os do Instituto Brasileiro Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para se ter um quadro real do público que deve ser alcançado. O ministério quer ajudar a formalizar quem trabalha no artesanato, no circo ou nas pequenas indústrias, exemplificou a ministra. A parceria com o Sebrae envolve também a busca de colaboração do setor privado, em que podem entrar bancos, empresas, e entidade ligadas ao Sistema S. A viabilização de crédito também está nos planos do Ministério da Cultura e do Sebrae, além da promoção de desoneração para a economia criativa. Entre as ações previstas também está a identificação das vocações criativas nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo 2014. O trabalho deve começar pelo Rio de Janeiro, por São Paulo, Belo Horizonte e Salvador. Os dados serão cruzados com as 87 oportunidades identificadas no Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-Sede, desenvolvido pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). As possibilidades foram encontradas na produção associada ao turismo, um dos nove setores da economia analisados. O presidente do Sebrae lembrou que a economia criativa "cresce em larga escala no País, onde o setor de serviços também é um dos mais promissores". Ele diz que haverá agora um mapeamento real da situação para promover a capacitação empresarial e a ampliação de mercado para negócios. O Sebrae trouxe para o empreendedorismo individual 120 mil pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, informou Barretto.
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Agência Brasil: Rio ainda não alcançou metade dos Objetivos do Milênio a quatro anos do prazo, mostra estudo O Rio de Janeiro não alcançou nem metade das metas dos Objetivos do Milênio, embora em algumas esteja posicionado acima da média nacional, sobretudo, na redução das taxas de mortalidade, de desnutrição infantil e pobreza. Os dados fazem parte de um relatório lançado hoje (30) sobre os esforços do estado para atingir as metas do compromisso firmado por 189 países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU). Algumas metas estão longe de serem alcançadas até 2015, período estabelecido no programa. Entre as metas em que o Rio está muito aquém de alcançar estão a redução significativa da tuberculose e da dengue. O estado é o campeão brasileiro em casos de incidência dessas doenças, devido principalmente às condições precárias de saneamento e moradia de grande parte da população. O estudo, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro), foi apresentado durante o Seminário de Lançamento do Prêmio ODM Brasil. De acordo com um dos coordenadores da pesquisa, Epitácio Brunet, um dado relevante e positivo sobre o Rio é que o estado tem a maior cobertura de vacinação do país, com cerca de 96% de abrangência. "Mas é fundamental, seja no setor público ou privado, que se defina foco e fluxo de projetos para que as organizações possam mensurar suas ações e, assim, avançar", disse o pesquisador. Ainda segundo a pesquisa, em 15 anos, a proporção de pobres no estado do Rio caiu de 24% para 11%, assim como a distorção série-idade no ensino médio, que foi de 55%, em 2007, para 44% em 2010. A pesquisadora do Ipea e uma das colaboradoras da pesquisa, Maria Piedade Moraes, explicou que os relatórios estaduais são ferramentas importantes para que as unidades da Federação avaliem seu desempenho e melhorem seus índices. "Esses relatórios são instrumentos estratégicos de monitoramento e planejamento governamental. E é por isso que estamos apoiando dez estados para ver se eles se transformam em disseminadores dessa experiência". Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, conhecidos pela sigla ODM, têm oito metas centrais para a melhoria de vida do planeta: erradicar a extrema pobreza e a fome; atingir o ensino básico universal; promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental; e estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.
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O Globo (RJ):Rio em dia com meta de pobreza da ONU O Rio reduziu em 13 pontos percentuais a proporção de pobres entre 1992 e 2008. Significa que o estado conseguiu cumprir, antecipadamente, a meta de cortar a pobreza à metade, estabelecida nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, pacto firmado pela ONU com seus países-membros em setembro de 2000. Relatório produzido pela Fundação Ceperj (ligada ao governo fluminense), em parceria com o Ipea, mostra que o percentual de pobres caiu de 24% para 11% no intervalo de 16 anos. A determinação das Nações Unidas era queda de 50% no período 1990-2015. A proporção de indigentes, termo que identifica a população que não ganha o suficiente para comer, caiu de 7% para 3% no estado. Os resultados serão apresentados hoje, em evento no Rio. O documento, de 111 páginas, compara os avanços do estado aos do país. O Brasil também conseguiu cumprir a meta de redução da pobreza. O indicador saiu de 35% para 17% de 1992 a 2008. Na educação, o Rio conseguiu elevar em 11 pontos percentuais a taxa de matrícula: de 86,4% em 1992 para 97,7%, em 2007. Mas metade dos alunos (49,18%) sofrem com a defasagem série-idade. A Fundação Ceperj concluiu o Boletim da Economia Fluminense de julho. Indústria (+2,4%) e comércio (+0,6%) se recuperaram, após dois meses seguidos de taxas negativas. Já as receitas de ICMS caíram 9,9%, totalizando R$1,905 bilhão no mês. O resultado foi afetado pela queda na arrecadação no setor industrial. Dia seguinte Celso Amorim, ministro da Defesa, será recebido por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, para um jantar com 150 convidados hoje. É o day after do lançamento do plano de fomento à indústria da defesa. A cúpula das Forças Armadas está confirmada.
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Notícias/Dinte
Seminário ocorre em Porto Alegre, no auditório da Fundação de Economia e Estatística
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Estado de Minas (MG):Renda maior tira 827 mil da pobreza na Grande BH Entorno da capital foi a região do país que teve maior percentual de trabalhadores que saíram da linha da pobreza em nove anos Marinella Castro Em 2007, a renda mensal da ex-catadora de papel Evaline Ferreira não ultrapassava os R$ 200. No entanto, ela conseguiu dar um grande salto. Trocou a informalidade pela carteira assinada e agora já recebe cinco vezes mais como cozinheira. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, entre 2002 e este ano, como Evaline, 827 mil pessoas deixaram o trabalho precário, que reúne a população com renda de até meio salário mínimo (R$ 272,50). No período, a queda na proporção de ocupados de baixa renda atingiu 47,6%, maior percentual brasileiro, segundo estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que leva em conta seis grandes regiões metropolitanas do país. Nessas localidades, 13 milhões de brasileiros ainda enfrentam diariamente condição precárias de trabalho, o que significa que depois de 30 dias de labuta não conseguem acumular mais de R$ 272,50. Apesar de alto, o percentual nacional que em julho atingia 27%, já foi bem maior. Em 2002, o contingente de trabalhadores na pobreza era de 39%. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a redução da população de baixa renda no mercado de trabalho passou de 2 milhões de pessoas, em julho de 2002, para 1,2 milhão, no mesmo mês deste ano. Com o percentual Belo Horizonte saiu da terceira colocação nacional no que diz respeito ao trabalho precário ocupando o quinto lugar no ranking, atrás de Porto Alegre, no Sul do país. O assessor da presidência do Ipea, André Calixtre, aponta o crescimento econômico e do mercado de trabalho como fatores decisivos. "Houve qualidade no crescimento que foi acompanhado pela distribuição de renda." Ele ressalta, no entanto, que ainda há muito a ser feito. "A desaceleração da economia cria dificuldades para o trabalhador da baixa renda sair da linha da pobreza." No último ano, com o menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) houve uma redução também do ritmo de saída do trabalho precário. Em nove anos, a taxa de pessoas ocupadas com baixa renda, no conjunto das regiões metropolitanas mais importantes do país, caiu 30,7%, o que significa que um contingente de 4,2 milhões de pessoas migraram para a renda mensal acima do patamar de meio salário mínimo. Edmárcio Borges segue firme na profissão de catador de papel. No galpão da Associação dos Catadores de Papelão e Material Reaproveitável (Asmare) ele separa o material descartado pela população da cidade. Em 10 anos ele conta que sua renda melhorou. Antes não conseguia chegar ao limiar do salário mínimo. Hoje consegue, em média, a renda mensal de R$ 820. "Os catadores sofrem muito com a oscilação do dólar e com o jogo do mercado que derruba o preço do papelão. Mesmo assim a vida melhorou." Ele já conseguiu até construir a casa nova e comprar os móveis.
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Jornal do Comércio Online:Desemprego é o castigo da crise euroamericana Os fatos se sucedem e chegam até nós de uma maneira surpreendentemente rápida. Piorando o quadro, o que é ruim se propaga mais rapidamente, estressando a todos em qualquer lugar do mundo. A chaga que a atual crise financeira abriu e que poderá se transformar em uma metástase é o desemprego. Calcula-se que há 200 milhões de desempregados no mundo. Isso é uma tragédia socioeconômica. De maneira lenta, mas inexorável - sem alarmismo ou pessimismo desfocado -, o Brasil começa a sentir os efeitos da paralisia na Europa e nos Estados Unidos. A prova é que a taxa de desemprego em sete regiões metropolitanas ficou relativamente estável em agosto, no patamar de 10,9%, segundo o Dieese, quando deveria ter uma alta sazonal. Em julho, a taxa de desemprego estava em 11% e, em agosto de 2010, em 11,9%. Índices e estatísticas levam a uma apreensão em relação ao futuro da economia e o impacto no mercado de trabalho já pode ser verificado. A crise financeira euroamericana começou na Grécia. Mas a falta de dinheiro não é o único problema helênico. Protestos violentos contra a austeridade do programa que o governo adotou contra a crise são constantes. Os índices de criminalidade aumentam. Os imigrantes ilegais chegam do Oriente Médio, Norte da África e do subcontinente indiano. A população da região metropolitana de Atenas é de 3,7 milhões, enquanto os imigrantes ilegais que aportaram à Grécia em 2008 foram 128 mil, uma porcentagem de 15% na população do país, que tem uma taxa de desemprego de 15,9%. A discussão que se faz no Brasil é quando, como e em que extensão a crise financeira euroamericana nos afetará. A presidente Dilma Rousseff aposta no mercado interno, que respondeu bem no epicentro da disfunção de 2008, a qual, a rigor, continua. Mas que nação da União Europeia terá condições de manter em alta as importações do Brasil? Porém, com grãos e carnes, temos que estar prontos para abastecer os que precisarem importar. O melhor é que o número de trabalhadores com rendimento médio per capita familiar de até meio salário-mínimo caiu de 17 milhões em julho de 2002 para 12,8 milhões em julho de 2011 em seis das principais regiões metropolitanas do País, segundo o prestigiado Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A redução foi de 24,8% no período. Neste período de nove anos, a maior redução no número de trabalhadores de baixa renda ocorreu em Belo Horizonte, que passou de 2 milhões para 1,2 milhão, uma queda de 40,5%. Em seguida aparece Porto Alegre, uma agradável surpresa, com menos 32,7%, de 1,3 milhão de pessoas para 860 mil. Em São Paulo, a redução foi de 32,5%, de 6,3 milhões de trabalhadores para 4,2 milhões. Em Salvador, a queda foi de 16%, de 1,7 milhão para 1,4 milhão. No Recife, os de baixa renda caíram 12,4%, de 1,9 milhão de pessoas em julho de 2002 para 1,7 milhão em julho de 2011. O pior resultado foi apurado no Rio de Janeiro (RJ), onde a diminuição foi de 11,3%, de 3,8 milhões para 3,3 milhões. Então, sem nervosismo, mas se preparando para choques de recessão do exterior que chegarão aqui, o Brasil trate de se organizar, começando por menos gastos públicos de custeio e mais obras de infraestrutura.
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Valor Econômico (SP):Agenda Relações internacionais Seminário promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) abordará as "As operações de paz e a inserção internacional do Brasil". Data: 29 de setembro Horário: 9h às 17h Local: Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea, RJ Informações: www.ipea.gov.br
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Valor Econômico (SP):PLE TCI tem foco no Brasil e base na Índia Empresa, que tem 51% de capital nacional, vai usar time de 800 engenheiros no exterior para atender ao mercado local Cibelle Bouças A TCI BPO, especializada na terceirização de processos de negócios (BPO, na sigla em inglês), encontrou na Índia a solução para oferecer novos serviços no mercado brasileiro. A TCI KPO, empresa pertencente à TCI BPO, formou uma joint venture com a indiana PL Engineering para fundar a PLE TCI Engenharia, com investimento de R$ 2 milhões. A nova empresa tem como foco oferecer serviços de engenharia e tecnologia para os setores de petróleo e gás, petroquímica, energia e infraestrutura. A TCI KPO tem participação de 51% na PLE TCI Engenharia e a PL Engineering, que tem experiência em terceirização de serviços de engenharia e exporta para 33 países, detém 49% da empresa. O projeto da nova empresa foi estudado durante dois anos, de acordo com Fábio Fischer, vice-presidente do conselho de administração da TCI BPO. A empresa vai oferecer serviços para desenvolvimento e realização de projetos de portos, aeroportos, gasodutos, plataformas de petróleo, entre outros. Para empresas de engenharia, a companhia fornece consultoria e treinamento, além de um conjunto de softwares que permitem que mais de um engenheiro desenvolva o projeto simultaneamente, reduzindo seu tempo de idealização. Fischer diz que existe um grande mercado potencial no Brasil, mas outras empresas que tentaram concorrer nessa área não foram bem-sucedidas. "A estratégia foi bastante estudada, inclusive do ponto de vista jurídico, para aumentar as chances de sucesso." A PLE TCI Engineering tem como clientes potenciais os escritórios de engenharia e grandes grupos, como Petrobras, Vale, Odebrecht e Camargo Correa. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a demanda por engenheiros no Brasil é de 60 mil novos profissionais por ano, mas as universidades formam 32 mil anualmente. Essa escassez tem provocado uma forte elevação dos salários e, em alguns casos, levado empresas a atrasar a entrega de projetos de infraestrutura. "As companhias evitam importar serviços porque o custo é alto", afirma Fischer. De acordo com o executivo, outras empresas que tentaram ofertar o mesmo tipo de serviço - também com mão de obra de outro país - tiveram dificuldades em manter um preço competitivo devido à tributação sobre importação de serviços. A nova empresa foi criada com uma equipe de 800 engenheiros sediados na Índia. No Brasil serão 10 engenheiros contratados neste ano e 30 em 2012. O fato de o capital majoritário ser brasileiro, faz com que a empresa seja considerada nacional, com uma operação no exterior. "Essa estrutura facilitará o nosso avanço no mercado", diz Fischer. O mercado de serviços de engenharia movimenta no país em torno de US$ 6 bilhões ao ano. Para os próximos dez anos, foram anunciados no Brasil projetos nas áreas de petróleo e gás no valor estimado de US$ 800 bilhões. Na área de infraestrutura, a demanda de investimento é projetada em US$ 370 bilhões. Em média, a contração de serviços de engenharia representa 5% do valor das obras. Fischer estima para o primeiro ano da PLE TCI Engineering uma receita de R$ 6 milhões. Se conseguir grandes projetos de infraestrutura, petróleo e gás, sua receita pode chegar a R$ 900 milhões em quatro anos. "Essa é a previsão mais conservadora que temos", diz o executivo.
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Estado de S. Paulo (SP):Crise já afeta comportamento do desemprego, diz Dieese Taxa de crescimento da ocupação, na comparação com mesmo mês do ano passado, caiu de um ritmo de 5,5% em 2010 para menos de 2% este ano Anne Warth, da Agência Estado O diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, afirmou nesta quarta-feira, 24, que a crise financeira internacional já mudou o comportamento tradicional do desemprego no País. Segundo Clemente, a taxa de crescimento da ocupação nas sete regiões metropolitanas pesquisas pela entidade caiu, nas comparações com o mesmo mês do ano anterior, de um ritmo de 5,5% em 2010 para menos de 2% este ano. "A tendência é de que o desemprego ainda caia neste segundo semestre, mas não com a mesma intensidade dos últimos anos", analisou. "Em junho, por exemplo, tivemos o terceiro mês consecutivo de estabilidade na taxa de desemprego, o que não é normal. Tradicionalmente, ela deveria estar caindo nesta época do ano", afirmou o diretor-técnico do Dieese, ao participar de um ciclo de seminários sobre "Progressividade da Tributação e Desoneração da Folha de Pagamento", realizado na capital paulista. Segundo Clemente, o fato de a População Economicamente Ativa (PEA) não estar crescendo contribuiu para que o desemprego se mantivesse estável. "Considerando esse quadro, o desemprego deveria estar caindo, já que não está havendo uma pressão da PEA", disse. "O mercado de trabalho já está observando os impactos da crise", admitiu. Clemente explicou que, para que a taxa de desemprego se mantenha estável, o nível de ocupação deve crescer por volta de 2,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. "Embora a ocupação esteja crescendo a um nível inferior, o desemprego ainda se mantém estável porque a PEA não está crescendo e, portanto, não está pressionando o mercado de trabalho", afirmou. Outro dado relevante citado por Clemente é a renda, que parou de crescer e em alguns setores já está caindo. "Parte disso se deve à aceleração da inflação, mas o fato é que o valor nominal da renda também não tem crescido", afirmou. "Podemos ter surpresas nos próximos meses." O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, concorda que os impactos da crise financeira internacional no País atingirão o emprego ainda neste ano. Pochmann lembra que o segundo semestre costuma ter um resultado, em termos de geração de empregos, sempre melhor que o primeiro semestre. "O segundo semestre conjunturalmente é melhor que o primeiro, então talvez ele não apresente sinais tão evidentes (de desaceleração)", observou. "Mas os dados do comércio e da indústria já mostram um ritmo de crescimento do emprego muito próximo a zero."
29/09/2011 | 1277 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
Notícias/Disoc
Práticas inscritas serão avaliadas por técnicos do Ipea e da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP)
29/09/2011 | 3332 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Institucional/Dides
Chamada Pública nº 076/2011 Chamada Pública nº 076/2011 - Projeto “Os desafios para a consolidação do Benefício de Prestação Continuada na seguridade social Brasileira” Vagas: 01 (uma) bolsa Assistente de Pesquisa III ou IV (mestre ou doutorando) Prazo de inscrição: 13 a 28 de setembro de 2011 Resultado: A partir de 07 de outubro de 2011 I Início das bolsas: outubro de 2011 Prorrogação de inscrições: até 13 de outubro de 2011 Resultado: A partir de 21 de outubro de 2011 Início das bolsas: A partir de novembro de 2011 Chamada Pública nº 076/2011 Prorrogação da Chamada Pública nº 076/2011 Acesse aqui para cadastrar seu currículo Veja aqui o resultado do extrato de revogação: não houve candidatos aptos à seleção Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
29/09/2011 | 1826 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
Notícias/Dirur
Relatório vai mostrar o contexto social do Rio de Janeiro e avanço no alcance dos objetivos do milênio
29/09/2011 | 3377 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Notícias/Disoc
Ipea e Fundacentro lançam publicação com o objetivo de consolidar estudos sobre políticas públicas na área
28/09/2011 | 4798 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
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Exame.com:Cai número de trabalhadores de baixa renda em regiões metropolitanas Levantamento mostra queda de 24,8% em dez anos nas principais cidades do país O número de pessoas ocupadas vivendo com rendimento familiar per capita de até meio salário mínimo por mês, entre julho de 2002 e julho de 2011, passou de 17 milhões para 12,8 milhões nas principais regiões metropolitanas do país. A redução equivale a uma queda de 24,8% no tamanho da população ocupada de baixa renda. Os dados estão no estudo Trajetórias da População de Baixa Renda no Mercado de Trabalho Metropolitano Brasileiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado hoje (27) na capital paulista. A pesquisa indica que a evolução da população com rendimento menor que meio salário mínimo passou por dois momentos diferentes. Primeiro, entre julho de 2002 e julho de 2003, houve aumento de 8,9%, com a entrada de 1,5 milhões de pessoas nessa faixa salarial. Já em julho de 2003, a população ocupada com baixa renda caiu 30,9%, quando a redução chegou a um contingente de 5,9 milhões de pessoas. O estudo do Ipea indicou que, em 2011, a região metropolitana de Recife tinha 1,7 milhão de trabalhadores de baixa renda, enquanto, em julho de 2002, eram 1,9 milhão de pessoas - redução de 21,1%. Em Salvador, a queda do número de pessoas ocupadas de baixa renda ficou em 32,1%, passando de 55,2% em julho de 2002 (1,7 milhão) para 37,5% em julho de 2011 (1,4 milhão). Em Belo Horizonte, a redução da população de baixa renda foi 40,5%, ao passar de 2 milhões de pessoas em julho de 2002 para 1,2 milhão em julho de 2011, com 827 mil pessoas saindo dessa condição. O Rio de Janeiro apresentou o menor ritmo de queda (11,3%) no trabalho de baixa renda, passando de 3,8 milhões em julho de 2002 para 3,3 milhões em julho de 2011, com 425,4 mil pessoas saindo dessa condição. São Paulo teve queda de 32,5%, com 2,1 milhões de pessoas deixando de ser trabalhadores de baixa renda. Em julho de 2002, esses ocupados eram 6,3 milhões e, em julho de 2011, esse número passou para 4,2 milhões. Em Porto Alegre, a queda ficou em 32,7%, com a saída de 415,5 mil pessoas dessa condição. No período de 2002 a 2011, a redução desse tipo de ocupação passou de 1,3 milhão para 860 mil pessoas.
28/09/2011 | 750 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Band.com.br:Número equivale a pessoas ocupadas nas principais regiões metropolitanas do país, em nove anos A taxa de pessoas ocupadas com baixa renda, no conjunto das regiões metropolitanas mais importantes do país, caiu 30,7% em nove anos. Os dados constam de levantamento realizado pelo Ipea(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e divulgado nesta terça-feira. De acordo com o estudo "Trajetórias da população de baixa renda no mercado de trabalho metropolitano brasileiro", 4,2 milhões de pessoas deixaram a faixa de meio salário mínimo per capita, passando para um rendimento familiar maior, entre julho de 2002 e julho de 2011. A região metropolitana de Belo Horizonte foi a que apresentou a maior queda na proporção de ocupados de baixa renda (47,6%), enquanto a do Rio de Janeiro foi a que obteve a menor redução (15,3%). Em termos absolutos, a Grande São Paulo foi a áera que mais colaborou para a redução da população ocupada de baixa renda, com a retirada de 2,1 milhões de pessoas dessa condição (50% do total) entre julho de 2002 e julho de 2011. A região metropolitana de Recife foi a que menos colaborou para a redução na quantidade desses trabalhadores no mesmo período, com a saída de 242,6 mil pessoas (5,8% do total). Redução No período da pesquisa, o número de pessoas ocupadas vivendo com rendimento médio per capita familiar de até meio salário mínimo mensal passou de 17 milhões para 12,8 milhões no conjunto das principais regiões metropolitanas do Brasil. Nos últimos nove anos, a evolução absoluta da população com rendimento menor que meio-salário mínimo apresentou duas trajetórias distintas. Entre julho de 2002 e 2003, houve crescimento de 1,5 milhão de pessoas adicionais, representando elevação de 8,9% no número desses ocupados no Brasil metropolitano. Nos oito anos seguintes, houve queda e a faixa de baixa renda passou de 18,4 milhões para 12,8 milhões de pessoas, em julho de 2011. Em síntese, uma redução de 5,7 milhões de pessoas que emergiram dessa condição precária de renda, ou ainda, queda de 30,9% no período.
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Portal Terra:Ipea: 4,2 mi de pessoas deixaram a baixa renda desde 2002 Desde 2002, cerca de 4,2 milhões de pessoas deixaram a condição de baixa renda, ou seja, com rendimento médio per capita familiar menor que meio salário mínimo, nas seis principais regiões metropolitanas do País, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2002, eram 17 milhões de brasileiros dessas seis regiões (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) que faziam parte da baixa renda, enquanto que este ano o número caiu para 12,8 milhões, uma queda de 24,8% no tamanho da população de baixa renda. Apesar do declínio verificado, entre julho de 2002 e 2003 houve elevação de 1,5 milhões de pessoas na classificação de baixa renda, ou 8,9%. Foi a partir de julho de 2003, com 18,5 milhões de pessoas com rendimento de até meio salário mínimo, que se iniciou a queda que atingiu 12,8 milhões de pessoas deste ano. Entre as regiões metropolitanas, a de Belo Horizonte foi a que registrou a maior queda proporcional, com 47,6%, enquanto que o Rio de Janeiro teve a menor queda, 15,3%. A região metropolitana do Rio, inclusive, foi a única a apresentar um aumento no número de pessoas na baixa renda entre julho de 2010 e 2011, 5,1%.
28/09/2011 | 898 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Diário do Comércio e da Industria (SP):Cai o número de trabalhadores de baixa renda nas cidades O número de pessoas ocupadas vivendo com rendimento familiar per capita de até meio salário mínimo por mês, entre julho de 2002 e julho de 2011, passou de 17 milhões para 12,8 milhões nas principais regiões metropolitanas do país. A redução equivale a uma queda de 24,8% no tamanho da população ocupada de baixa renda. Os dados estão no estudo Trajetórias da População de Baixa Renda no Mercado de Trabalho Metropolitano Brasileiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta terça-feira (27) na capital paulista. A pesquisa indica que a evolução da população com rendimento menor que meio salário mínimo passou por dois momentos diferentes. Primeiro, entre julho de 2002 e julho de 2003, houve aumento de 8,9%, com a entrada de 1,5 milhões de pessoas nessa faixa salarial. Já em julho de 2003, a população ocupada com baixa renda caiu 30,9%, quando a redução chegou a um contingente de 5,9 milhões de pessoas. O estudo do Ipea indicou que, em 2011, a região metropolitana de Recife tinha 1,7 milhão de trabalhadores de baixa renda, enquanto, em julho de 2002, eram 1,9 milhão de pessoas - redução de 21,1%. Em Salvador, a queda do número de pessoas ocupadas de baixa renda ficou em 32,1%, passando de 55,2% em julho de 2002 (1,7 milhão) para 37,5% em julho de 2011 (1,4 milhão). Em Belo Horizonte, a redução da população de baixa renda foi 40,5%, ao passar de 2 milhões de pessoas em julho de 2002 para 1,2 milhão em julho de 2011, com 827 mil pessoas saindo dessa condição. O Rio de Janeiro apresentou o menor ritmo de queda (11,3%) no trabalho de baixa renda, passando de 3,8 milhões em julho de 2002 para 3,3 milhões em julho de 2011, com 425,4 mil pessoas saindo dessa condição. São Paulo teve queda de 32,5%, com 2,1 milhões de pessoas deixando de ser trabalhadores de baixa renda. Em julho de 2002, esses ocupados eram 6,3 milhões e, em julho de 2011, esse número passou para 4,2 milhões. Em Porto Alegre, a queda ficou em 32,7%, com a saída de 415,5 mil pessoas dessa condição. No período de 2002 a 2011, a redução desse tipo de ocupação passou de 1,3 milhão para 860 mil pessoas.
28/09/2011 | 799 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report

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