Missão: “Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas”.
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Valor Econômico (SP): Por "soft power", Brasil dá sem pedir contrapartida Por João Villaverde O Brasil quer conquistar corações e mentes na política internacional, e, em tempos de grave crise econômica mundial, um caminho para isso são as ações de cooperação humanitária e técnica. Esse é o mote dos responsáveis, no Ministério de Relações Exteriores, por iniciativas de cooperação humanitária e técnica (que envolve a transferência de tecnologia e conhecimento). Essa diretriz, no entanto, convive com o atraso - até hoje, o balanço oficial das iniciativas de cooperação internacional e dos destinos dos recursos brasileiros, referentes a 2010, não teve a divulgação autorizada pelo Itamaraty. Realizado em conjunto pela Agência Brasileira de Coordenação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o balanço das ações e utilização de recursos públicos remetidos a outras nações referentes a 2010 está pronto há seis meses. Mas a falta de autorização do Itamaraty atrasou o início do levantamento relativo ao ano passado. Por outro lado, as informações referentes à cooperação humanitária são conhecidas. Responsável pela área no governo, Sóstenes de Macedo, coordenador-geral substituto de ações internacionais de combate à fome do Ministério de Relações Exteriores, defende que o incremento do "soft power" ("poder suave", em contraponto ao "poder pesado", representado pelo poderio militar e econômico) do Brasil passa pela maior integração do país na condução de iniciativas humanitárias. "Somos contrários à ideia de ajuda humanitária, como é praticada predominantemente nos países ricos, como os Estados Unidos. Fazemos cooperação humanitária, porque não exigimos contrapartida do ajudado", diz Macedo, que cita o caso recente da Coreia do Norte, que nas últimas semanas deixou de receber ajuda humanitária americana porque não cumpriu exigências de abertura política. "O Brasil, ao contrário, acabou de enviar 21 mil toneladas de alimentos aos norte-coreanos", afirma Macedo. O governo tem na agenda para o ano algumas iniciativas importantes na área de cooperação humanitária, como os US$ 5 milhões para auxiliar o governo haitiano a adquirir leite de pequenos produtores do Haiti e distribuir internamente, ou os US$ 750 mil para refugiados palestinos no Oriente Médio e os US$ 300 mil para refugiados afegãos no Irã e no Paquistão. Macedo cita também o início do programa para compra de alimentos na África (PPA, na sigla em inglês). O programa começa no segundo semestre em cinco países no continente (Etiópia, Senegal, Maláui, Níger e Moçambique) e vai consumir US$ 2,4 milhões. O Reino Unido já se dispôs ao ministro Antonio Patriota, das Relações Exteriores, a ajudar o PPA com US$ 900 mil em treinamento de pessoal. Ao todo, o orçamento da área responsável pelos repasses, no Itamaraty, é de R$ 25 milhões neste ano, e o Itamaraty negocia para dobrar o valor em 2013, voltando ao patamar de 2011. Até 2009, o Itamaraty dispunha de R$ 3,5 milhões em média, e o auge foram os R$ 95 milhões de 2010. Esse orçamento não contempla o envio de alimentos ou de medicamentos. O Valor apurou que a Lei 12.429, que vai perder a validade em julho, será prorrogada nos próximos dias. A lei, assinada em junho do ano passado pela presidente Dilma Rousseff, prevê a doação de até 711 mil toneladas de alimentos por ano em cooperação humanitária.
Estudo analisou saída do mercado de trabalho, informalidade e renda
Instituto integrou Comitê Técnico de seleção das propostas e foi homenageado pelo ministro Gilberto Carvalho
Os processos seletivos serão para as áreas de planejamento urbano e divisão de estados e municípios
As publicações do Instituto estarão disponíveis para empréstimo até o dia 12 de junho
Valor Econômico (SP): Expansão e melhoria de acessos é ponto crítico Expansão e melhoramento dos acessos aos portos são desafios de grandes proporções. De todos os investimentos a serem feitos até 2030 para solução dos problemas dos portos, segundo levantamento do próprio governo, 65% serão destinados aos acessos - chegada e saída de mercadorias, por rodovias, ferrovias e aquavias. Apenas 35% serão aplicados, efetivamente, para sanar os déficits em áreas portuárias. Só para a dragagem, a previsão de despesas está em cerca de R$ 1,3 bilhão, dos quais R$ 200 milhões apenas para o porto de Santos. "A falta de vias de acesso eficientes eleva o preço dos fretes, compromete cargas perecíveis e prejudica a competitividade dos portos", sustenta Carlos Álvares da Silva Campos Neto, coordenador de infraestrutura econômica do Ipea. "A inexistência de uma malha ferroviária ampla, que permita o transporte das cargas de suas origens até os portos, ou deles aos seus destinos, já é, em si, um fator de elevação dos custos do transporte portuário", diz. O governo tem executado algumas ações para aumentar a eficiência portuária, informa Luis Cláudio Santana Montenegro, diretor de sistemas e informações portuárias, da Secretaria Especial de Portos. Segundo ele, do total de investimentos programados para os próximos dois anos, em torno de R$ 3 bilhões anuais, boa parte será para melhoria de acesso rodoviário e ferroviário aos portos. Entre as obras consideradas prioritárias pelo governo estão as ferrovias Norte-Sul e Transnordestina, especialmente os trechos Salgueiro (PE) e os portos de Suape, na Região Metropolitana do Recife, e o de Pecém, no Ceará, a duplicação de 110 quilômetros de ferrovia ligando o porto de Paranaguá a Curitiba, e a Perimetral de Santos. O Porto de Santos merece atenção especial, segundo armadores, trading companies, exportadores e importadores, pois são frequentes os congestionamentos de caminhões dentro da área do porto. A estrutura ferroviária do porto também é um problema que precisa ser resolvido simultaneamente às dificuldades das perimetrais, já que as linhas de trem atrapalham o trânsito e geram congestionamentos de caminhões com trens. "A situação no terminal portuário de Santos é precária e impõe pesados custos à sociedade", concorda Mauro Salgado, diretor comercial e administrativo da Santos Brasil, uma das principais operadoras de contêineres. Tempo elevado de carga em trânsito e baixa integração rodo-ferroviária são dificuldades que também precisam ser minoradas por maiores investimentos no modal ferroviário, segundo empresários e agentes do governo. No caso do Porto de Paranaguá, de acordo com o diretor da SEP, os investimentos que serão realizados pretendem atuar nos dois modais: na ferrovia, que está no limite de sua capacidade, e na rodovia, que já foi duplicada, mas também está operando no limite. O porto movimentou 41 milhões de toneladas no ano passado, principalmente carga a granel, soja, fertilizantes e automóveis, e a expectativa é dobrar esse movimento a partir deste ano. A previsão de investimentos na modernização de Paranaguá é de R$ 3,5 bilhões. "O Ministério dos Transportes apresentou uma proposta, mas a decisão será dada em conjunto, com a SEP e o aval da Presidência da República", diz Montenegro.
Marcio Pochmann entregou os dois volumes do Brasil em Desenvolvimento e o Plano de Trabalho do Instituto
Doutores e mestres devem fazer inscrição para o processo seletivo em Comunicação e Desenvolvimento Humano
Chamada Pública nº 051/2012 Chamada Pública nº 051/2012 - Projeto “Gestão de Empreendimentos Solidários e Políticas Públicas de Economia Solidária no Brasil” Vagas: 01 (uma) bolsa Assistente de Pesquisa III (mestre) Prazo de inscrição: 11 a 27 de abril de 2012 Resultado: A partir de 04 de maio de 2012 Início das bolsas: maio de 2012 Chamada Pública nº 051/2012 Clique aqui para ver o Resultado Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
Chamada Pública nº 056/2012 Chamada Pública nº 056/2012 - Projeto “Custos de Acidentes de Trânsito” Vagas: 01 (uma) bolsa Assistente de Pesquisa III Prazo de inscrição: 27 de abril a 14 de maio de 2012 Resultado: A partir de 24 de maio de 2012 Início das bolsas: junho de 2012 Chamada Pública nº 056/2012 Clique aqui para ver o Resultado Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
Valor Econômico (SP):Conta pesada Por Sergio Adeodato O desperdício de recursos naturais atinge números preocupantes no Brasil - anfitrião em junho da Rio+20, o encontro da Organização das Nações Unidas que discutirá os limites do consumo e os rumos da economia verde. Um cálculo aproximado, baseado em dados setoriais e de organismos internacionais, indica que o país perde comercialmente ao ano pelo menos R$ 83 bilhões em alimentos, energia, água, madeira e resíduos que vão para o lixo e que poderiam ser reciclados, implicando impactos ambientais e emissões de gases do efeito estufa menores. O valor, que não considera produtos químicos, minerais e outros insumos básicos atrelados à exploração desses recursos, supera os R$ 70 bilhões de gastos federais com educação previstos para 2012. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) mostra que o mundo desperdiça um terço dos alimentos produzidos para consumo humano, no total de 1,3 bilhão de toneladas por ano, desde o campo até as residências. Há diferenças conforme o grau de desenvolvimento: enquanto nos países ricos as perdas se concentram no consumo, nos mais pobres o problema está principalmente nas etapas de produção e armazenagem. Na África subsaariana a perda é de 120 quilos por habitante, enquanto na Europa e América do Norte o número se aproxima de 300 quilos. Na América Latina, onde se inclui o Brasil, são 220 quilos por habitante ao ano - e a tendência é subir, à medida do crescimento econômico e do maior acesso ao consumo. No mundo mais de 30% dos peixes e frutos do mar são jogados fora, proporção que sobe para 50% na América do Norte. As regiões industrializadas desperdiçam até 65% do leite. Os cientistas do Swedish Institute for Food and Biotechnology, que assinam a pesquisa da FAO, advertem para os riscos de se dar prioridade ao aumento da produção e esquecer a redução do desperdício nas políticas de combate à fome. Eles recomendam investimento na eficiência da cadeia produtiva, uma vez que o planeta tem recursos limitados de solo, água, energia e fertilizantes, e busca soluções de custo-benefício para a segurança alimentar. De acordo com o estudo da organização, na América Latina são perdidos 55% das frutas e hortaliças e 25% dos cereais. Aplicando-se o percentual à produção brasileira, chega-se a um prejuízo de R$ 27 bilhões apenas com arroz, feijão, milho, soja e trigo. Só em frutas são mais R$ 20 bilhões, sem falar o quanto se perde de carne bovina e frango, cuja produção de 2012 somará 25,3 milhões de toneladas. "A armazenagem inadequada danifica 10% dos grãos em geral", afirma o pesquisador Irineu Lorini, da Embrapa-Soja, em Londrina (PR). A defasagem entre produção e estrutura de armazenagem é de 25%, o que "pode gerar ataque por pragas, problemas de qualidade e barreiras comerciais para o país". "Faltam dados confiáveis para o tema", lamenta Anita Gutierrez, do Ceagesp, em São Paulo. Diariamente 100 toneladas de alimentos sem condições para consumo (1% do total) vão para o lixo. O desafio maior está no campo, onde "é necessária infraestrutura industrial para aproveitamento de perdas e modernização da logística até o consumo", adverte Guitierrez. Para a engenheira agrônoma, o desperdício nas gôndolas de supermercados atinge níveis inaceitáveis, em torno de 7%, o que é repassado para os preços. No campo da energia, os números permanecem altos, apesar de iniciativas oficiais como o selo Procel, a partir do qual eletrodomésticos passaram a consumir menos eletricidade. No caso dos refrigeradores, em dez anos a redução representou uma economia de R$ 6 bilhões nas contas de energia. "Mas o país joga fora R$ 7 bilhões ao ano devido a furtos (gatos) na rede elétrica e perdas técnicas na distribuição, somando uma energia superior à geração prevista para as duas usinas em construção no rio Madeira", afirma Edvaldo Santana, diretor da Aneel. Para ele, a estratégia deve ser reduzir o furto. Além das perdas na distribuição, o uso energético ineficiente nos setores produtivos gera prejuízo adicional de R$ 12 bilhões por ano, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia. Em 2011, o governo federal lançou um programa para diminuir o consumo em 10% até 2030. A meta, considerada pouco ambiciosa pelo mercado, depende de incentivos financeiros e outras medidas que ainda não saíram do papel. Estudo da Confederação Nacional da Indústria mostra que em 2010 o setor previa investimentos de R$ 161 milhões em eficiência energética para atingir uma economia anual de 626 GWh. "É importante maior integração dos diferentes segmentos industriais para se otimizar o uso de recursos, pois o que sobra como resíduo de um lado pode ser matéria prima de outro", sugere Carlos Rossin, diretor da PwC Brasil, empresa que publicou mundialmente um relatório indicando os riscos da escassez para os negócios. "Vivemos como se tivéssemos um planeta extra à nossa disposição", adverte Jim Leape, diretor do WWF, responsável pelo estudo "Planeta Vivo 2012". O problema reflete-se no aumento do lixo urbano, que no Brasil emite o equivalente a 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono por ano, de acordo com o Centro de Tecnologia de Embalagem, em Campinas. Além das emissões, o Brasil tem prejuízo de R$ 8 bilhões ao ano por enterrar ou despejar em lixões resíduos - embalagens, plásticos, metais - que podem ser reciclados e voltar à produção industrial. "Investimentos em coleta de materiais recicláveis se pagam sob o ponto de vista ambiental, social e econômico", conclui Jorge Hargrave, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na floresta, preocupa o desperdício de madeira, extraída através de métodos predatórios que impedem a recuperação das áreas. "No corte das árvores as perdas chegam a 25% do volume total explorado", informa Marco Lentini, do Instituto Floresta Tropical. Com base em dados do mercado madeireiro, publicados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), estima-se um desperdício de 2 milhões de metros cúbicos na floresta, significando algo em torno de R$ 680 milhões que deixam de ser faturados ao ano na cadeia de agregação de valor. Há perdas também nas serrarias e laminadoras. Recente estudo da Universidade de São Paulo no Pará revela que o rendimento no beneficiamento de madeira é de no máximo 39% - ou seja, mais de dois terços viram lixo devido a máquinas obsoletas e ataque de insetos. Sem aproveitamento, grande parte do insumo se decompõe ou é queimado, emitindo carbono.
Destaque negativo do Indicador de Produção Industrial Mensal (PIM) foi recuo de 5,1% do setor de autoveículos
Chamada Pública nº 052/2012 Chamada Pública nº 052/2012 - Projeto “Propriedade Intelectual” Vagas: 01 (uma) bolsa Assistente de Pesquisa III (mestre) Prazo de inscrição: 17 de abril a 02 de maio de 2012 Resultado: A partir de 12 de maio de 2012 Início das bolsas: junho de 2012 Chamada Pública nº 052/2012 Extrato de Retificação Clique aqui para ver o Resultado Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
A 19ª edição do Radar aborda compras governamentais, leilões de radiofreqüências, setor de defesa e redes elétricas inteligentes
Valor Econômico (SP): Salário para quem tem curso superior encolhe Por Carlos Giffoni O mercado de trabalho tem castigado os profissionais mais qualificados, acentuando um movimento que vem desde meados da década passada. Em 2011, enquanto o rendimento médio real dos trabalhadores da construção civil aumentou 5% e o dos trabalhadores domésticos cresceu 5,6%, quem possui diploma de curso superior viu seu rendimento real ficar parado, ou quase: pelos dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ele encolheu 0,1%. Um descompasso entre oferta e demanda por mão de obra qualificada explica o porquê de os salários do trabalhador com ensino superior completo praticamente não terem crescido em 2011 e também nos últimos oito anos. O que acontece, segundo especialistas consultados pelo Valor, é que desde a década de 90 o ensino superior avançou com grande força em áreas em que a demanda não era capaz de absorver tantos profissionais se formando, especialmente nas ciências humanas.A pressão salarial por mão de obra qualificada está concentrada em setores específicos da economia, como o de petróleo no Rio e o metalúrgico em São Paulo. A valorização desses trabalhadores é dissolvida por outros grupos, como de advogados e administradores, cuja oferta explodiu nos últimos anos sem que a demanda acompanhasse esse movimento, resultando em rendimento estagnado. No Rio, o rendimento médio das pessoas com ensino superior cresceu 5% em 2011, mas recuou 3% em São Paulo e 4,1% em Porto Alegre.A perda de remuneração para os mais qualificados começou há mais tempo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio do pessoal ocupado com ensino superior completo cresceu apenas 0,3% entre 2003 e 2011, de R$ 3.839,93 para R$ 3.850,52. Na outra ponta, aqueles que têm no máximo oito anos de estudo (o que equivalia ao ensino fundamental) viram seu rendimento médio real crescer 30,6% na mesma comparação, de R$ 654,49 a R$ 854,83. Para aqueles com oito a dez anos de estudo (ensino médio), a valorização foi de 18,6%, enquanto quem tinha 11 ou mais anos de estudo em 2011, não necessariamente tendo concluído um curso superior, viu o salário subir apenas 3,2%."A demanda pelo trabalhador qualificado cresce em ritmo menor que a oferta. Isso faz com que o salário não cresça. Hoje, quando um empresário fala que falta mão de obra qualificada, ele não está se referindo a um universitário, necessariamente. Ele está se referindo a um trabalhador que tenha ensino secundário com alguma especificação", diz José Márcio Camargo, professor da PUC-RJ e economista da Opus Investimentos."O Brasil passa por um processo de elevação da escolaridade média generalizada. Entretanto, a quantidade de pessoas que chegam ao mercado de trabalho com pelo menos o ensino médio completo se descolou da demanda do mercado por esse trabalhador, que cresceu menos", explica Clemente Ganz Lúcio diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). "As empresas precisam de pessoal com formação técnica, da área de engenharia ou correlatas. Esse profissional falta no mercado de trabalho", completa.Por outro lado, as políticas de distribuição de renda e a valorização do salário mínimo, que se acentuaram desde o primeiro governo Lula, contribuíram para que o rendimento real de quem recebe menos - e, normalmente, tem menos escolaridade - crescesse tanto.| Entre 2003, quando o salário mínimo valia R$ 240, e 2011, quando ele valia R$ 545, houve uma valorização de 63,6% do salário mínimo real, de acordo com cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) - índice que ajuda a explicar o ganho real de renda de 30,6% registrado pelo IBGE entre quem tem, no máximo, o ensino fundamental completo.O avanço do setor de serviços, que configura um movimento típico de economias em desenvolvimento, ajuda a explicar porque os salários na base da pirâmide educacional crescem a um ritmo muito maior. O setor exige da sua mão de obra menos qualificação que a indústria, por exemplo. Como serviços tem ganhado espaço na economia brasileira, enquanto a indústria perde, é natural que o desemprego no setor diminua mais rapidamente e, os salários, valorizem-se."O emprego que cresce no Brasil é aquele que paga até dois salários mínimos. Isso é um sinal de que a nossa demanda está concentrada em trabalhadores menos qualificados", explica Camargo.Para Naercio Aquino Menezes, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, a expansão da renda e do nível educacional das classes mais pobres impulsionou o consumo de serviços, o que cria mais demanda de mão de obra para o setor e, consequentemente, puxa a renda do trabalhador e diminui o desemprego. Com maior poder de compra, há uma tendência de que o consumo de serviços aumente mais uma vez, reiniciando esse ciclo virtuoso.
Confira como foi a inauguração da Biblioteca e o que o público achou da iniciativa
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Promovido pelo Ipea em parceria com o Sebrae, o curso gratuito na capital baiana traz à discussão temas econômicos e sociais
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