Twitter
Youtube
facebook
Google +
Google +

 

tips and trick

Resultados 6091 - 6110 de 15869

Portal Valor Econômico: Ipea observa melhora em 13 países da América Latina O Brasil não ficou sozinho no processo de melhora da distribuição de renda na última década. Na América Latina como um todo houve relevante redução da pobreza e diminuição da distância entre as rendas dos mais pobres e dos mais ricos, embora ainda sejam países bastante desiguais. Para Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os programas de transferência de renda tiveram papel importante nessa mudança, mas foram a estabilização econômica e o fortalecimento das instituições democráticas que forneceram as bases para que a década fosse marcada pela inclusão social e distribuição mais equânime dos rendimentos na região. Segundo o Ipea, em 13 dos 17 países do continente houve marcada redução da desigualdade nos últimos dez anos, em que as principais exceções são o Uruguai e a Costa Rica, justamente os mais igualitários entre os latino-americanos. O ano de 2008 foi o primeiro em que houve redução no nível de pobreza e do número absoluto de pobres em todas as regiões do mundo em desenvolvimento, segundo o Banco Mundial, que começou a compilar essas informações no fim dos anos 80. O órgão, em estudo que foi divulgado no fim do ano passado, mostrou que o crescimento na última década, aliado ao bônus demográfico e à evolução nas condições do mercado de trabalho, são os fatores preponderantes para explicar a redução da pobreza em países em que essa queda foi marcante. O levantamento, produzido por cinco economistas, entre eles o brasileiro João Pedro Azevedo, economista sênior da Unidade de Pobreza, Gênero e Equidade do Banco Mundial para a região da América Latina e Caribe, acompanhou 16 países, a grande maioria deles emergentes, que foram bem sucedidos em reduzir o contingente de pobres na última década. O critério usado para seleção foi redução de 1 ponto percentual ou mais ao ano no nível de pobreza moderada nessas países. Em dez das 16 nações - Gana, Nepal, Bangladesh, Chile, Equador, Honduras, Argentina, Brasil, Colômbia, Panamá, Tailândia e Peru - o avanço da renda do trabalho e da condição de ocupação explicam mais da metade da queda da parcela da população que vive em condições moderadas de pobreza, com US$ 4 por dia para subsistência. "O trabalho é o principal ativo da camada mais pobre da sociedade, portanto, por variados mecanismos, a renda do trabalho é potencialmente o principal fator para sair da pobreza", notam os economistas no estudo. Entre esses componentes, João Pedro Azevedo, um dos autores do estudo, estão considerados tanto aumentos de salários quanto aumento do nível de ocupação. Na Costa Rica e no Paraguai, fatores demográficos, como a expansão da população em idade ativa, foram preponderantes para a redução da pobreza, enquanto transferências públicas e privadas (nesse caso, remessas de dinheiro vindas de parentes que trabalham em outros países) tiveram papel essencial para essa diminuição na Romênia e na Moldávia. No entanto, para a redução da profundidade da pobreza - o que equivale a aproximar as pessoas das linhas extremas de miséria, dada pela população que vive com menos de US$ 2,50 por dia -, as transferências de renda públicas e privadas tendem a ser mais importantes. É o caso de Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Romênia e Tailândia. João Pedro Azevedo afirma que embora o mercado de trabalho tenha papel preponderante na maioria dos países estudados, o componente demográfico não deixa de ser relevante. "A América Latina, por exemplo, passa por um período de bônus demográfico, em que a razão de dependência é relativamente baixa." Ou seja, há mais pessoas em idade economicamente ativa do que jovens e idosos. No mesmo estudo, os economistas chegaram à conclusão que o crescimento foi mais importante para essa tendência do que a evolução da distribuição de renda em 14 dos 16 países.
Presidente do Instituto, Marcelo Neri, apresentará também estudo sobre empreendedores individuais
Estudo faz parte de projeto da Organização Mundial da Propriedade Intelectual
Palestra destaca a importância de servidores qualificados para a gestão do setor de compras
Portal De Fato Online (MG): Nordestino é o povo mais feliz do Brasil Agência Brasil A situação de um país, em geral, se mede pelo Produto Interno Bruto (PIB) - que é a soma de todas as riquezas produzidas - e pela renda, mas também pode ser medida por outro quesito: a felicidade, segundo o estudo 2012: Desenvolvimento Inclusivo Sustentável, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em outubro, o Ipea pediu a vários brasileiros que dessem, em uma escala de 0 a 10, uma nota sobre a satisfação pessoal. A média nacional foi 7,1, que coloca o Brasil na 16ª posição entre 147 países avaliados em uma pesquisa mundial do Gallup World Poll. Em 2010, a nota da felicidade no Brasil era 6,8, conforme a mesma pesquisa. Com uma média de 7,38, a Região Nordeste é a mais feliz do país, seguida pelo Centro-Oeste (7,37), pelo Sul (7,2) e pelo Norte (7,13). Em última posição, ficou o Sudeste, com 6,68. Para o presidente do Ipea, Marcelo Neri, embora os indicadores mostrem crescimento econômico pouco expressivo este ano, a satisfação do brasileiro não tem sido afetada drasticamente. "Temos mais felicidade que dinheiro no bolso", disse."O brasileiro é consumista, mas não é isso que o define. Os dados mostram que a felicidade aumentou ao longo do tempo e que a variação de renda não implica em grandes variações de satisfação," destacando que nenhum outro país é tão "insensível" à variação de renda, em comparação a outras nações. O Ipea aplicou o questionário em 3.800 domicílios. No entanto, o estudo mostra que a satisfação aumenta conforme a renda sobe. Os brasileiros que não têm renda a nota média foi 3,73. Já aqueles que vivem com até um salário mínimo, a nota foi 6,53. Quem tem renda superior a R$ 5.451, a nota foi 8,36. Em relação à escolaridade, pessoas sem instrução deram uma nota média de 6,4. Aqueles com o ensino fundamental completo, a nota foi 6,95, e com o ensino médio completo, 7,17. Com ensino superior completo, a média foi 7,85. A pouca diferença entre as avaliações, segundo Neri, é por causa do aquecimento do mercado de trabalho e acesso ao ensino. "A educação no Brasil vem crescendo e saindo de níveis muito baixos. A oferta de trabalho aumentou e o preço dela diminuiu". O Ipea aponta que a Pesquisa Mensal de Emprego (PME),do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou crescimento de 4,89% da renda per capita média da população no último ano. A diferença da renda domiciliar per capita caiu 40,5% este ano. Esses dados, segundo o instituto, embasam as explicações sobre a satisfação do brasileiro. O estudo segue as recomendações do Relatório Stiglitz-Sen, criado em 2008 a pedido do então presidente da França Nicolas Sarkozy, para a elaboração de um método alternativo de mensurar o crescimento de um país. Segundo o relatório, a riqueza deve ser medida pela renda e consumo das famílias, pela distribuição, estoque de riqueza e por medidas de bem-estar.
Portal Ambiente Brasil: Mata Atlântica é avaliada Discussões sobre desafios e oportunidades para o bioma foram destaque no encerramento do evento "Aprendizagens e Perspectivas para Políticas Públicas de Biodiversidade e Clima para a Mata Atlântica", na tarde desta quarta-feira (27), no Centro de Convenções Israel Pinheiro, em Brasília. O encontro, que marcou o encerramento do Projeto Proteção da Mata Atlântica II, iniciado em 2009 por meio de cooperação técnica e financeira entre Brasil e Alemanha, promoveu uma avaliação dos quatro anos de atividades, com a sistematização das informações em uma publicação, prevista para ser apresentada na semana da Mata Atlântica, em maio. "Estamos passando por importante momento de avaliação do projeto e análise dos resultados, do que foi válido e merece ser replicado, com base em discussões produtivas dos quatro eixos temáticos", destacou a diretora do Departamento de Conservação da Biodiversidade da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Daniela Oliveira. Segundo ela, os dados levantados durante os dois dias do evento serão usados pelo Ministério do Meio Ambiente para orientar a formulação de políticas públicas e futuros projetos que envolvem a conservação do bioma. Nova etapa - A diretora do MMA destacou, também, que será anunciada em maio a nova etapa do projeto, porém com novidades. "Na terceira edição, seguiremos um caminho diferente, com o objetivo de ver como a Mata Atlântica contribui nas questões de manutenção climática", disse. A segunda edição, encerrado este ano, foi focada em quatro eixos temáticos: pagamento por serviços ambientais, criação de unidades de conservação, adequação ambiental de imóveis rurais e planos municipais de conservação e recuperação da Mata Atlântica. Durante os dois dias, representantes da sociedade civil organizada, organizações não governamentais, analistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), especialistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Ministério das Cidades, além de analistas ambientais do MMA discutiram os quatro eixos temáticos do projeto. Para a diretora do Programa de Florestas Tropicais da Cooperação Alemã GIZ, Ingrid Prem, uma as demandas apresentadas pelos participantes do encontro foi a necessidade de ampliação de atividades de educação ambiental, além de esclarecimentos quanto à importância das unidades de conservação às populações que vivem próximas a essas áreas. Já as oportunidades apresentadas pelos participantes do encontro apontam a crescente mobilização do governo e sociedade a favor da valorização da qualidade da floresta, biodiversidade e clima.
Portal Gazeta do Povo (PR): Lei destinará R$ 300 milhões à inovação e à pesquisa Artigo por Pedro Brodbeck Decreto destina 2% da arrecadação estadual a projetos e garante segurança jurídica para universidades e empresas trabalharem em conjunto. Último estado das regiões Sul e Sudeste, o Paraná agora tem uma Lei de Inovação em vigor. O decreto regulamentando a nova regra foi assinado ontem pelo governador Beto Richa. A lei destina mais de R$ 300 milhões ao ano para a área e permite que professores concursados se licenciem para desenvolver projetos junto à iniciativa privada. O texto também dá segurança jurídica para que empresas privadas e universidades públicas trabalhem em conjunto no desenvolvimento de patentes e projetos. "Tínhamos uma meta de fomentar a inovação e finalmente conseguimos formular uma lei que vai impulsionar a economia do estado", afirma o governador Beto Richa. Propriedade Outra novidade da lei determina a política de propriedade intelectual dos inventos, garantindo de 5% a 33% dos rendimentos vindos da inovação aos seus criadores. Dos cerca de R$ 300 milhões que devem estar à disposição em 2013 para a inovação, metade será destinado à complementação salarial das universidades e dos institutos de pesquisa estaduais. O restante será destinado aos fundos de financiamento e desenvolvimento de projetos. O governo estadual também anunciou o lançamento de dois programas de incentivo à inovação. A partir de abril, micro e pequenas empresas terão direito a um fundo de R$ 30 milhões. O programa, batizado de Tecnova, é fruto de uma parceria da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia, e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti). Cada órgão vai bancar R$ 15 milhões. Parque tecnológico Empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões poderão pleitear de R$ 120 mil a R$ 400 mil a fundo perdido para projetos, produtos e serviços inovadores. O programa exige uma contrapartida de 5% das empresas. A Seti estima que até 150 empresas devam ser beneficiadas até 2015. O governo também anunciou que a partir de maio o estado deve contar com um Parque Tecnológico Virtual (PTV-PR). O programa vai ser composto por um sistema de integração entre todas as universidades, pesquisadores e patentes do estado. Além da consulta aos projetos em andamento no estado, a secretaria quer que as empresas cadastradas no parque tecnológico também tenham acesso a um programa de apoio à execução técnica das propostas das empresas. Pesquisadores veem chance de transformar trabalho em produto Com o respaldo legal, pesquisadores acreditam que a lei de inovação pode dar escala às patentes e inovações tecnológicas paranaenses. O autor da primeira patente da Universidade Federal do Paraná (UFPR) transferida para a indústria, Carlos Roberto Soccol, acredita que a mudança de ambiente é fundamental para o desenvolvimento econômico local. "O índice mundial de sucesso das patentes é de 5%. É preciso um ambiente que proporcione o diálogo entre indústria e academia para que tenhamos volume de pesquisas e um bom porcentual de sucesso. Inovação corresponde à desenvolvimento econômico", diz. Ele já depositou mais de 40 patentes, mas, em função da falta de condições para o diálogo com a iniciativa privada, uma minoria chegou ao setor produtivo. "Antigamente nós éramos discriminados por trabalhar pelo desenvolvimento tecnológico para a indústria. Hoje o panorama está mudando", explica. O diretor executivo da A¬gên¬cia de Inovação da UFPR, professor Emerson Camargo, acredita na expansão do volume de empresas parceiras da universidade a partir de agora. "Hoje a lei prevê o intercâmbio. É de interesse dos pesquisadores levar seus projetos à iniciativa privada e das indústrias em contar com novos produtos e processos", completa. Iniciativa privada do PR está em 4.º em ranking do Ipea Mapeamento feito pelo instituto identificou 715 interações entre empresas e instituições em 2011 Fabiane Ziolla Menezes A falta de entrosamento entre as pesquisas desenvolvidas nos laboratórios e instituições públicas e a demanda das empresas sempre é lembrada como uma das maiores dificuldades para a inovação no Brasil. Mas é errado pensar que essa sintonia simplesmente não existe no país. Um levantamento do Mi¬nistério da Ciência, Tec¬no¬lo¬gia e Inovação (MCTI) com os 196 centros de pesquisa aplicada públicos que hoje possuem algum contrato de gestão com o ministério - recebem diretamente dinheiro para inovar - mostra que ao menos 715 empresas brasileiras recorreram a um pesquisador no ano de 2011. O levantamento foi publicado ontem, no boletim bimestral da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e In¬fraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em uma iniciativa inédita de identificar a infraestrutura pública de pesquisa que o país tem e seu grau de interação com a iniciativa privada. Perfil A maioria das instituições é mais antiga que o próprio MCTI. São centros e laboratórios que contam com quase 3 mil profissionais altamente qualificados (55% de doutores), têm atuação predominante nas áreas de ciências exatas e da terra (39%) e das engenharias (34%), e "valem", em grande parte (31%), R$ 500 mil em equipamentos. Esses e outros dados revelam que, em princípio, a infraestrutura disponível aos centros de pesquisa não é problema ou entrave para a inovação no país. Atendimento Dos 196 centros procurados, 120 (61%) declararam ter prestado algum tipo de serviço à iniciativa privada em 2011. Os trabalhos mais pedidos envolveram "ensaios e testes" (64) e "consultoria e assessoria técnico-científica" (também 64) para empresas instaladas, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste do país. O Paraná, segundo o levantamento, não possui nenhuma instituição vinculada diretamente ao MCTI, ainda assim as empresas daqui ocupam o quarto lugar em número de atendimentos prestados (32), atrás de São Paulo (306), Minas Gerais (116) e Rio de Janeiro (85). O caso do Paraná mostra que a atuação dessas instituições é de abrangência nacional e que a limitação regional não é - ou não deve ser - um impeditivo para a inovação. Pelo recorte do MCTI também é possível saber que as empresas que mais usaram a "força pensante" do país em 2011 atuam em setores diversos, com destaque para o ramo de equipamentos de informática, eletrônicos e óticos (112 empresas), seguido do comércio atacadista (77), das atividades de atenção à saúde (44) e do setor automotivo (41). Problemas Visão cientificista atrapalha, diz diretora do Ipea Para a diretora do Diset do Ipea e que também participa da autoria do levantamento do MCTI, Fernanda De Negri, a fraca interação entre empresas e pesquisadores pode vir do fato de a estrutura produtiva brasileira ser concentrada em setores de menor intensidade tecnológica. Ela também aponta, entretanto, características do lado das universidades que também ajudam a explicar a fraca interação. A principal delas é a visão cientificista da academia, que prioriza a produção de artigos ao invés de novas tecnologias.
Gazeta do Povo (RJ): Iniciativa privada do PR está em 4.º em ranking do Ipea Mapeamento feito pelo instituto identificou 715 interações entre empresas e instituições em 2011 Por Fabiane Ziolla Menezes A falta de entrosamento entre as pesquisas desenvolvidas nos laboratórios e instituições públicas e a demanda das empresas sempre é lembrada como uma das maiores dificuldades para a inovação no Brasil. Mas é errado pensar que essa sintonia simplesmente não existe no país. Um levantamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com os 196 centros de pesquisa aplicada públicos que hoje possuem algum contrato de gestão com o ministério - recebem diretamente dinheiro para inovar - mostra que ao menos 715 empresas brasileiras recorreram a um pesquisador no ano de 2011. O levantamento foi publicado ontem, no boletim bimestral da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em uma iniciativa inédita de identificar a infraestrutura pública de pesquisa que o país tem e seu grau de interação com a iniciativa privada. Perfil A maioria das instituições é mais antiga que o próprio MCTI. São centros e laboratórios que contam com quase 3 mil profissionais altamente qualificados (55% de doutores), têm atuação predominante nas áreas de ciências exatas e da terra (39%) e das engenharias (34%), e "valem", em grande parte (31%), R$ 500 mil em equipamentos. Esses e outros dados revelam que, em princípio, a infraestrutura disponível aos centros de pesquisa não é problema ou entrave para a inovação no país. Atendimento Dos 196 centros procurados, 120 (61%) declararam ter prestado algum tipo de serviço à iniciativa privada em 2011. Os trabalhos mais pedidos envolveram "ensaios e testes" (64) e "consultoria e assessoria técnico-científica" (também 64) para empresas instaladas, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste do país. O Paraná, segundo o levantamento, não possui nenhuma instituição vinculada diretamente ao MCTI, ainda assim as empresas daqui ocupam o quarto lugar em número de atendimentos prestados (32), atrás de São Paulo (306), Minas Gerais (116) e Rio de Janeiro (85). O caso do Paraná mostra que a atuação dessas instituições é de abrangência nacional e que a limitação regional não é - ou não deve ser - um impeditivo para a inovação. Pelo recorte do MCTI também é possível saber que as empresas que mais usaram a "força pensante" do país em 2011 atuam em setores diversos, com destaque para o ramo de equipamentos de informática, eletrônicos e óticos (112 empresas), seguido do comércio atacadista (77), das atividades de atenção à saúde (44) e do setor automotivo (41). Problemas Visão cientificista atrapalha, diz diretora do Ipea Para a diretora do Diset do Ipea e que também participa da autoria do levantamento do MCTI, Fernanda De Negri, a fraca interação entre empresas e pesquisadores pode vir do fato de a estrutura produtiva brasileira ser concentrada em setores de menor intensidade tecnológica. Ela também aponta, entretanto, características do lado das universidades que também ajudam a explicar a fraca interação. A principal delas é a visão cientificista da academia, que prioriza a produção de artigos ao invés de novas tecnologias.
Edição nº 24 levanta perguntas para o prosseguimento do projeto nos próximos anos
Aspectos estruturais serão o foco da investigação do projeto
Boletim traz discussão que faz parte de projeto sobre a infraestrutura de pesquisa do país
Portal SEGS (SP): Gestão com mapeamento de dados* Artigo de Eliane Tanaka Estamos sempre tomando decisões, que podem ser simples, como o cardápio do almoço, ou complexas, como a distribuição de verbas de um País. Nos casos mais complicados, temos sempre que avaliar várias questões para decidir qual a ação mais acertada, e contar com ferramentas que nos auxiliem na avaliação das informações pode fazer toda a diferença. Nesta hora, contar com dados em mapas é importante. O Brasil é o maior país da América de Sul, o quinto maior do mundo e conta com mais de 192 milhões de habitantes. Com certeza, o governo federal tem muito trabalho na hora de distribuir verbas ou definir onde serão feitas novas obras. É preciso avaliar as áreas mais necessitadas, quanto será necessário investir, qual o tipo de investimento que trará mais benefícios para a população e muitos outros detalhes e um mapeamento do país pode ajudar muito. Na área da saúde, por exemplo, sabemos que o Brasil tem inúmeras deficiências. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que entre as famílias de baixa renda a compra de medicamentos corresponde a 74,2% da despesa média mensal com saúde contra 33,6% das famílias com rendimentos maiores. Sabemos que muitas doenças poderiam ser evitadas com investimento em saneamento básico e prevenção, entre outras ações. Um mapa poderia ajudar muito na hora de dividir verbas e definir quais os melhores investimentos, mostrando, por exemplo, de maneira mais clara e didática quais os estados que têm menos hospitais de acordo com o número de habitantes. Também poderia mostrar quais os locais que reúnem o maior número de pessoas de baixa renda para que recebessem uma atenção especial. Com estas informações em mãos seria muito mais simples decidir onde deverá ser construído um hospital para beneficiar o maior número de pessoas necessitadas. Outra informação interessante seria, também através de mapa, indicar quais os possíveis locais para a construção de um novo hospital, de acordo com os terrenos disponíveis. Os mapas também podem auxiliar na hora de decidir as estratégias de campanhas de prevenção de doenças. Sabemos que no verão muitas cidades sofrem com surtos de dengue. Com as informações da última epidemia, poderia ser feito um mapa mostrando quais os bairros mais atingidos e as campanhas de conscientização seriam iniciadas e reforçadas nestes locais. Mulheres com mais de 40 anos são as que mais sofrem com câncer de mama, este grupo poderia ser mapeado para reforçar as campanhas de prevenção e investir em equipamentos para exames, tornando o processo mais rápido. Muitos são os exemplos que podemos dar de como os mapas podem auxiliar na tomada de decisões estratégicas, tanto na área da saúde como em muitas outras. O interessante é contar com uma solução que reúna informações de vários institutos. Cruzar os dados é uma ação relativamente simples dentro de um sistema, a parte mais difícil é ter os números ou outros dados que sejam importantes para criar o mapa. Por isso, estamos desenvolvendo um sistema que cruza os estudos divulgados diariamente por diversos institutos de pesquisa, como IBGE, Ipea, Datasus, MTE, entre tantos outros. Acredito que esta solução trará muitos benefícios para empresas públicas e também privadas. * Marcos Abellón, diretor geral da W5 Solutions - empresa especializada em soluções de Business Intelligence
Portal Mídia News (PA): Melhoria da Gestão Pública norteia Fórum de Secretários de Administração O Consad vem debatendo temas como a Gestão das Burocracias Estaduais, a Organização Governamental , Gestão da Despesa Pública, entre outros O secretário de Administração, Francisco Faiad, vai participar entre os dias 27 e 28 de fevereiro e 1º de março da 89ª Reunião do Fórum de Secretários de Administração, que acontece na cidade de Natal (RN). O evento é promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Estado de Administração e tem como finalidade a troca de experiências entre os estados, visando a melhoria da gestão pública, sobretudo, no aperfeiçoamento das demandas da máquina administrativa. "É uma oportunidade de levarmos nossas experiências e, ao mesmo tempo, conhecer projetos inovadores dentro da ordem administrativa", disse o secretário. Ele lembrou que uma das grandes ferramentas administrativas nascidas dos debates no Consad foi a criação do Pregão Eletrônico e sistemas de informática destinado a gestão de pessoas. O Consad vem debatendo temas como a Gestão das Burocracias Estaduais, a Organização Governamental , Gestão da Despesa Pública, entre outros. "São temas importantes que nos permite uma visão ampla para avançar cada vez mais, tanto no aspecto do gerenciamento quanto na economicidade" salientou Faiad. A reunião do Consad terá a participação do ex-ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Previdência Social, Nelson Machado, professor da Fundação Getúlio Vargas, que vai tratar sobre a "A Nova Contabilidade do Setor Público". A programação prevê a apresentação do trabalho sobre a experiência da Escola de Governo do Rio Grande do Norte e também serão apresentados relatos da Missão Internacional Canadá e Estados Unidos na área de gestão administrativa. Outro tema de grande relevância será a palestra "A Agenda Perdida das Compras Públicas: gestão da informação, regime de contratação e arcabouço institucional e operacional", a ser apresentado pelo coordenador de regulação e Desenho de Instituições do Instituto de Pesquisas e Estudos Aplicados (IPEA), Eduardo Fiuza.
Portal Jornal de Santa Catarina (SC): O aumento das tarifas Matéria de Otávio Cunha, Presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos Os aumentos das tarifas do transporte coletivo urbano são resultado do ciclo vicioso que ocorre porque o transporte público torna-se cada vez menos competitivo em relação ao transporte privado e atrai cada vez menos passageiros pagantes, que dividem custos crescentes. Essa é uma verdade que poucos querem entender, principalmente porque ela é ao mesmo tempo complexa e desafiadora. A complexidade decorre das relações de interdependência entre os custos dos insumos, número de passageiros pagantes, processo de desenvolvimento urbano e a atratividade do modo de transporte privado. Por outro lado, o caráter desafiador refere-se à dificuldade de implantar uma política pública de longo prazo para o transporte coletivo urbano. Obviamente, essa situação gera um reflexo direto sobre os valores das tarifas, pois os operadores do transporte coletivo têm que alcançar o equilíbrio econômico-financeiro. Em termos práticos, há indicadores que apontam a existência, perpetuação e negligência em relação ao ciclo vicioso no transporte coletivo. Segundo levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, realizado em 2012, nos últimos 17 anos a tarifa média nacional aumentou 36%. Uma série de fatores contribuiu para esse aumento. Entre eles, a redução de mais de 25% da quantidade de passageiros transportados nas principais cidades; o nível de gratuidades concedidas, que alcançou média nacional de 25% dos passageiros; e a incidência de carga tributária da ordem de 22% do valor da tarifa. Paradoxalmente, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que os subsídios ao transporte individual são 11 vezes maiores do que os concedidos ao transporte público. Enquanto não estivermos dispostos a criar um ciclo virtuoso para o transporte coletivo urbano, estaremos tropeçando nos aumentos da tarifa e em reclamações de todas as partes. OTÁVIO CUNHA|Presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos
Portal Folha de S.Paulo (SP): Nordeste é a região com pessoas mais felizes, aponta pesquisa Uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostrou que o Nordeste é a região do Brasil com o maior número de pessoas que se consideram felizes. Se fosse um país, a região ficaria em 9º lugar entre belgas e finlandeses na classificação global. O Sudeste, contudo, tem a população menos feliz, e foi avaliado com a nota 6,68 em uma escala de 0 a 10 . O Nordeste pontuou 7,8. O levantamento também mostrou que quem ganha acima de 10 salários mínimos se julga mais feliz do que quem recebe apenas um salário mínimo. O Ipea divulgou ainda que o Brasil ficou em 16° lugar no ranking da felicidade na comparação com outros 147 países em uma pesquisa feita pelo Gallup World Poll.
Jornal de Santa Catarina (SC): Excesso de obras do PAC não gera desinteresse pela BR-470 Presidente da Associação Catarinense de Empreiteiros de Obras Públicas, Wagner Barbosa explica que, para uma obra como a duplicação da BR-470, empresas maiores são as mais indicadas, o que cria um dilema: as de grande porte são de outros estados e têm custo elevado para se estabelecer aqui, e as catarinenses, a maioria menores, nem sempre têm estrutura para bancar os trabalhos. Desde agosto, o Dnit lançou 10 editais em Santa Catarina pelo Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). Somente o lote 4 da BR-470 permanece indefinido. Na BR-280, a duplicação entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul está dividida em três lotes. Dois deles foram licitados já na primeira sessão. Técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) do Rio de Janeiro, Eduardo Fiuza, acredita que a grande oferta de obras não afetou a licitação da rodovia, mesmo para pequenas empresas, que podem se consorciar para executar os trabalhos. Como a duplicação da BR-470 está no PAC, o Dnit garante esgotar todas as possibilidades do atual edital publicado. Por meio da assessoria, o diretor executivo, Tarcísio Freitas, garantiu que o RDC tem tido resultado no país e que o tempo de contratação foi reduzido de 285 dias para 79 dias em média.
Portal O Globo: A miséria para além do Marketing A presidente Dilma Rousseff anunciou, na terça-feira da semana passada, a ampliação de benefícios do Bolsa Família para retirar 2,5 milhões de pessoas cadastradas no programa da linha abaixo da renda per capita de R$ 70 mensais. No dia seguinte, não por acaso, Dilma, ao lado de Lula, da cúpula do PT, parlamentares do partido, aliados e militância participaram de uma festa pelos dez anos de poder petista e 33 de existência da legenda. Foi uma moldura adequada para o lançamento prematuro da candidatura da presidente à reeleição. A solenidade do anúncio da extensão do BF abriu a programação político-eleitoral destes dias e teve um tom indisfarçável de campanha. O mote, afinal, é irresistível para qualquer candidato: "O fim da miséria." Partido muito competente em propaganda e marketing, o PT saberá o que fazer com esta bandeira. Não se deve, mesmo, desprezar a ajuda do Bolsa Família na redução da pobreza. O governo estima que, desde a chegada do PT ao Planalto, 36 milhões foram resgatados do pauperismo, um processo que só tem sido possível porque houve a estabilização da economia, com o lançamento do Plano Real em 1994, por Itamar Franco e Fernando Henrique. E tão importante, ou mais, que a renda em si são a exigência da frequência escolar dos filhos dos beneficiários do programa e consultas médicas periódicas, contrapartidas já exigidas na Era FH. A esperteza política na ampliação do BF para retirar pessoas abaixo da renda de mensal de R$ 70 é que esta é a fronteira que estatisticamente define a pobreza absoluta - quem recebe R$ 71 não é considerado um "miserável". Um ou dois reais catapultam o pobre para outra categoria social. Mas daí a alardear que "a miséria acabou" vai grande distância. Em artigo publicado na "Folha de S.Paulo" de segunda feira, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, e Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), afirmam que não desaparecerá a pobreza extrema, mas no âmbito do Bolsa Família e no conceito de renda. O esclarecimento não deve contentar os marqueteiros petistas, sempre afiados para anunciar conquistas nunca antes realizadas. De fato, não é apenas a renda que define o estágio social de um país, por exemplo, como já ensinou o economista indiano Amartya Sen, Prêmio Nobel, idealizador do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), consagrado pela ONU como mensurador de desenvolvimento. E há carências enormes no Brasil que impedem o anúncio do "fim da miséria". Vale lembrar: a média nacional de residências com tratamento de esgoto é de apenas 38%; só 7% das 5.568 prefeituras têm projetos de saneamento básico para suas populações; há índices deploráveis na Educação etc. Existem inúmeras estatísticas desse tipo. Espera-se que sejam lembradas em meio ao barulho da propaganda política.
Acompanhe, nesta quarta, a gravação do programa, que debaterá a situação dos jovens “nem nem”

<< Início < Anterior 301 302 303 304 305 306 307 308 309 310 Próximo > Fim >>
Página 305 de 794

 
 
 
 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil.
Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Expediente Portal Ipea