Ipea
Missão: “Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas”.
IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
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Financial Times (Reino Unido) - Brazil: Investment in disguise by Iona Teixeira Stevens Foreign direct investment into Brazil in the first nine months of this year grew by a mighty 123.6 per cent compared to the same period last year, according to the central bank. Evidently, Latin America’s powerhouse is attracting an enormous amount of productive investment. Then again, maybe not. Ipea, an economic research institute linked to the government, raised serious doubts about the numbers this week. It says a big part of the increase may be portfolio investment disguised as FDI to avoid paying the IOF, a financial transactions tax. The government raised the IOF on foreign purchases of government debt in October 2010 from 2 per cent to 6 per cent, as part of its efforts to scare off speculators and curb the sharp appreciation of the Brazilian real against the US dollar. Ipea analysed the variation in 12-month cumulative flows of net direct investment ending in November 2010 and in September 2011, to look for any effect of the government’s capital controls. It found a whopping R$46bn ($26bn) variation. Coincidently – or rather, not – portfolio investment flows dropped by R$27.5bn ($15.5bn) in the same period, according to Ipea. The third “coincidence” is that the volatility of direct investment, which is traditionally low, began to show characteristics similar to the volatility of portfolio investment. “Why does this raise suspicion? Because portfolio investment had been stable and then suddenly dropped, while net direct investment, which had been following a trend, suddenly takes off way above this trend,” says Roberto Messenberg, who conducted the study at Ipea. “If you add the fact that direct investment volatility is now more similar to portfolio investment volatility, you begin to suspect that part of this extraordinary growth of net direct investment is in fact disguised portfolio investment.” Another concern is capital repatriation by Brazilian multinational companies. Brazilian direct investment is traditionally negative, showing an outflow of capital from Brazilian multinationals to their branches abroad. Between January and September 2010, for exmaple, the cumulative outflow was nearly $6bn according to the central bank. But the trend has massively reversed. In the same period in 2011, the central bank registered an inflow of more than $10bn. Messenberg says that after discounting all this investment reallocation, FDI estimates are much worse than the official figures. The obvious explanation is the higher IOF rate. “It was a palliative measure. It can help up to a certain point, but after a while it ends up eroding itself. The way to fix this permanently is to bring down domestic interest rates closer to levels prevailing in the international markets”, concludes Messenberg. Now there’s an idea.
17/11/2011 | 643 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
Notícias/Presidência
Estudo, com 28 indicadores, foi lançado nesta quinta-feira, 17, em Campina Grande, no interior do estado
17/11/2011 | 4687 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Notícias/Presidência
16curtas e 3 longas-metragens, vão compor a 1ª Mostra de Cinema Independente da Code
17/11/2011 | 3789 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
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Estado de Minas (MG):Em dia com a política - Baptista Chagas de Almeida Para aprovar a DRU, o governo usou a DRU A oposição vai fazer o possível para impedir a votação que permite ao governo aplicar como quer 20 %. Para aprovar a DRU, o governo Dilma Rousseff foi obrigado a pôr a DRU em campo. Como precisa da Desvinculação da Receita da União, o Palácio do Planalto, depois de um longo e tenebroso inverno sentado em cima do cofre federal, teve que lançar a Distribuição de Recursos da União. Não no ritmo que os nobres deputados e senadores desejariam, mas para quem estava sem nada qualquer coisa que pingar já é lucro. Não foi à toa que a primeira votação na Câmara dos Deputados teve vitória tranquila do governo, embora o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), tenha abortado, de última hora, uma manobra palaciana que pretendia votar os dois turnos na mesma sessão. Um ato falho do líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), deu a munição de que a oposição precisava para fazer prevalecer a sua posição. Agora, a base governista corre contra o tempo e conta sessões. Já virou até brincadeira entre os deputados a data de votação da prorrogação da DRU por mais quatro anos. Eles contam até que estão fazendo bolão de linha para ver quem acerta o dia. Na semana passada, o projeto foi votado em primeiro turno na quarta-feira. Na quinta, contou uma sessão. Na sexta, ainda mais em véspera de feriadão, é claro que não houve quórum para abrir a sessão. O mesmo ocorreu na segunda-feira. Ontem, contou mais uma sessão. Uma terceira deve ocorrer hoje. Se o governo pressionar, é possível fazer mais uma amanhã e cumprir o prazo na segunda-feira. Nesse caso, o Palácio do Planalto vai forçar para votar já na terça-feira, porque tem pressa, porque ainda há toda a tramitação no Senado. A oposição vai fazer o possível para tentar impedir a votação que permite ao governo aplicar como quer 20 % dos recursos orçamentários. Mas se o prazo for cumprido como previsto na Câmara dos Deputados, é improvável que os senadores deixem a presidente Dilma Rousseff em dificuldades. As más línguas Sabe o que mais alimentou os boatos sobre a possível demissão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ainda ontem? Resposta rápida: um almoço no apartamento do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, que reuniu, entre outros, o presidente pedetista, André Figueiredo, e o líder do partido na Câmara, Giovanni Queiroz (PDT-PA), além de vários outros parlamentares. Foi o suficiente para que as más línguas especulassem que os que estavam em volta da mesa já discutiam quem, na legenda, poderia substituir Lupi na pasta do Trabalho. Perto do acordo Pelo menos parte da bancada ruralista no Congresso, quem diria, está perto de chegar a um acordo com o relator do projeto do novo Código Florestal no Senado, o ambientalista Jorge Viana (PT-AC). É claro que há os xiitas que nada aceitam ceder para que haja, pelo menos, uma proposta perto do consenso. Mas é numeroso o grupo que aceita ceder, embora haja pontos que ainda vão dar pano para manga, como a distância de 15 metros do leito do rio como área de preservação permanente. Se forem respeitadas as áreas consolidadas até 2008, até esse ponto pode passar. Caneta em ação Continua a conta-gotas, mas já é suficiente para que a bancada mineira no Congresso comemore efusivamente. Começaram a sair as nomeações para os cargos de segundo e terceiro escalões nos estados, tanto nos ministérios quanto em algumas estatais. "Agora começou, pelo menos resta uma esperança", diz um parlamentar de Minas, não sem antes completar: "Antes, nem isso". Como se diz, a necessidade faz o monge. Como precisa aprovar a DRU a toque de caixa, o governo teve que usar a caneta e o Diário Oficial da União. É do jogo político, não tem como escapar. Prescrição médica Até o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, teve que entrar no assunto quando passou por Uberaba na segunda-feira. A cidade está em polvorosa, por causa de quase três toneladas de medicamentos, inclusive analgésicos e antibióticos, que foram incinerados por estarem vencidos. E virou uma guerra de números. A prefeitura alegou que era apenas 0,3% do que consome por mês. O deputado Marcos Montes (PSD-MG) fez as contas e descobriu que o volume representava que cada cidadão uberabense teria direito a consumir 10 quilos de remédio por mês. Isso mesmo, 10 quilos para cada um. Um pé em Brasília Desde que deixou a Câmara dos Deputados, Virgílio Guimarães (PT-MG) se tornou uma espécie de embaixador em Brasília da Assembleia Legislativa, de quem é funcionário concursado. Ele pretende deixar a função no fim deste ano, mas vai fazer um balanço das suas ações na capital federal para apresentar ao presidente da Casa, Dinis Pinheiro (PSDB). Em seu relatório, Virgílio vai defender que a Assembleia abra um escritório em Brasília ou que, pelo menos, tenha um representante oficial na capital. "É muito útil", garante. PINGAFOGO Até os pedetistas começaram a puxar o tapete do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Presidente do PDT, André Figueiredo diz que defende "como amigo" que Lupi deixe o cargo. Como se vê, mui amigo... O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não perde a pose e a circunstância. Até ficar careca e tirar a barba para o tratamento do câncer ele fez em grande estilo. A Secretaria de Estado da Saúde lança a "Batalha contra a dengue nas redes sociais", que tem direito até a sorteio pelo Facebook. É, no mínimo, é uma iniciativa bem moderninha. Tomara que se multiplique. O deputado Adelmo Carneiro Leão (PT) vai presidir e o tucano Bonifácio Mourão vai relatar a comissão de renegociação da dívida do estado com a União na Assembleia Legislativa. De fato, o governo federal está em débito com Minas Gerais. E nem a crise econômica mundial, que deixa a Europa em polvorosa, consegue abalar o otimismo dos brasileiros. Segundo o Ipea, os brasileiros voltaram a ficar mais otimistas com o futuro. A Polícia Federal investiga mais um vazamento. Calma gente, não se trata de mais um escândalo político, é o vazamento de petróleo da Chevron na Bacia de Campos.
17/11/2011 | 1072 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Brasil Econômico (SP):Brasileiro está mais otimista com futuro Pesquisa do Ipea mostra que a expectativa para o consumo e o mercado de trabalho é positiva. O otimismo das famílias brasileiras melhorou em outubro - para 64,7 pontos, 1,6 ponto maior que em setembro - segundo o Índice de Expectativa das Famílias (IEF), divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Entre os motivos da melhora, diz o Ipea, estão as expectativas de consumo para o fim de ano e a sensação mais positiva em relação à situação das famílias e da economia. Segundo a pesquisa, a Região Centro-Oeste apresentou novamente alto índice de otimismo com a situação do país em várias áreas, tanto no curto prazo (um ano) quanto no médio prazo (cinco anos), e continua sendo a região mais otimista do país. O Norte apresentou um crescimento de confiança de quase três pontos, do mês de setembro (57,1) para o mês outubro (60,0). A Região Nordeste teve crescimento de 2,8 pontos, tendo alcançado 66,4 pontos em outubro, embora apresente pouca confiança quanto ao mercado de trabalho, pressionando a média nacional para baixo. Já as regiões Sul e Sudeste apresentaram queda no otimismo. O IEF da Região Sul caiu de 63,9 pontos, em setembro, para 60,9 em outubro. A Região Sudeste reduziu sua expectativa em 1,3 ponto, estacionando em 62,5 pontos no mês de outubro. De acordo com o Ipea, em outubro, as regiões Nordeste e Centro-Oeste mostraram confiança para comprar bens de consumo duráveis, enquanto que as regiões Norte e Sul acreditavam não ser um bom momento para a compra desses itens. Quanto às dívidas, a Região Centro-Oeste mostrou um alto índice de famílias sem dívidas (83,2%) e quase a metade delas (45,5%) tem a expectativa de pagar as contas atrasadas em sua totalidade. No Sul, essa taxa alcançou 18,7%.
17/11/2011 | 1298 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Valor Econômico (SP):Disputa territorial Por Liana Amaral Com votação prevista para dia 22 na Comissão do Meio Ambiente (CMA) do Senado, o projeto de reforma do Código Florestal entra no momento de decisão. Após ter sido aprovado em setembro na Comissão de Constituição e Justiça e, no início de novembro, nas de Agricultura e de Ciência e Tecnologia, o texto do projeto de lei complementar (PLC 30/2011) deve sofrer ajustes pelo relator Jorge Viana (PT-AC), para ser apresentado à CMA. Depois, segue para a votação no plenário do Senado e volta para a Câmara dos Deputados para exame das mudanças feitas pelos senadores, antes de seguir para a sanção ou veto presidencial. A perspectiva no Congresso é de que todo o trâmite possa ser concluído até o final do ano. Até chegar aqui, o projeto que altera a lei ambiental em vigor desde 1965 - e que tem sua origem num decreto de 1934 do presidente Getúlio Vargas - passou por mais de um ano de debates acalorados, com muitas polarizações entre congressistas representantes do agronegócio e ambientalistas, além de outros grupos da sociedade civil. Não à toa, uma vez que o texto original da reforma, consolidado no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), hoje ministro do Esporte, e que foi aprovado na Câmara dos Deputados no fim de maio, propôs mudanças significativas na mais importante legislação ambiental do país. Essas mudanças serão debatidas hoje no seminário "Código Florestal - Proteção ambiental e produção agrícola", que o Valor promove em São Paulo. Por estabelecer as normas para a proteção da vegetação, uso da terra e dos ambientes naturais, o código envolve um grande número de interesses, econômicos, ambientais e sociais, muitas vezes conflitantes. Consenso entre os participantes do debate tem sido difícil, salvo na questão de que a reforma é necessária para que o código seja aperfeiçoado e adequado à nova realidade brasileira. Realidade que não pode deixar de considerar os 537 milhões de hectares de áreas com predomínio de vegetação natural existentes no país, boa parte delas sujeitas a impactos dessas alterações. Nas mudanças do texto aprovado na Câmara dos Deputados, alguns pontos se tornaram polêmicos e pautam as discussões ainda no Senado. Entre elas as que dizem respeito à redução das áreas de preservação permanente (APPs) e de reserva legal (RL), estabelecidas pelo código em vigor. Segundo a proposta, as APPs, áreas de vegetação nativa protegidas para conservação ao longo de rios e outros cursos d"água, nascentes, encostas e topos de morro sofreriam redução. No ponto mais polêmico está a diminuição da exigência de matas ciliares de 30 metros para 15 metros, no caso de rios de até 10 metros de largura, quando houver ocupação dessa área. Nesses casos, os proprietários são obrigados a recompor a área desmatada. Novas emendas que serão avaliadas na CMA ainda podem flexibilizar a obrigatoriedade de recomposição da área desmatada em propriedades pequenas e médias. Segundo estudo da equipe do professor Gerd Sparovek, da USP/Esalq, as APPs somariam hoje 103 milhoes de hectares, com um déficit de vegetação natural de 44 milhoes de hectares. No caso da reserva legal, área da propriedade que deve ser mantida com sua vegetação original, mas onde são permitidas atividades de manejo sustentável, foram mantidos os percentuais que variam de acordo com a região (80% na Amazônia; no Cerrado, 35% e 20% nas demais regiões). No entanto, o projeto permite que o cálculo da reserva legal inclua a área de APP preservada ou em recomposição. Além disso, estabelece que imóveis rurais de até quatro módulos fiscais - medida que varia de 20 a 440 hectares, dependendo da região do país - ficam desobrigados de recompor o que foi desmatado antes de julho de 2008. Segundo dados do Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o total da área que pode ficar isenta de recuperação é superior a 29,5 milhões de hectares. Também são polêmicas as alternativas de compensação de área de reserva legal no mesmo bioma e a delegação aos Estados da competência de legislar sobre o ambiente. Mas nenhum item causa tanto barulho quanto o que isenta proprietários rurais de multas previstas na Lei de Crimes Ambientais por uso irregular de áreas protegidas até julho de 2008. A própria presidente Dilma Roussef prometeu vetar a possibilidade de anistia a desmatadores. Para o senador Jorge Viana, relator do projeto junto à CMA, e que trabalha em conjunto como o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), relator nas comissões de Agricultura e Ciência e Tecnologia, os pontos polêmicos merecerão análise. "As questões que dizem respeito às APPs e à reserva legal são motivadoras para a revisão do código", diz. Ele diz que a questão das punições aos desmatadores na proposta aprovada na Câmara ainda gera insegurança jurídica ao não deixar claro como será resolvido o desmatamento já ocorrido. "Vamos corrigir esse problema do passivo ambiental", diz, mencionando a inclusão de mecanismos como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental para a recomposição de áreas desmatadas irregularmente. Viana pretende incluir no relatório a questão do uso do solo urbano, que não foi discutida na Câmara. Segundo ele, em várias cidades a população corre riscos por conta de ocupações indevidas nas margens de rios e encostas. "São situações que exigem mudança no trato do uso do solo das cidades e no código de proteção dos mananciais de água."
17/11/2011 | 1114 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Valor Econômico (SP):Expansão agrícola e nova lei ameaçam o resto do Cerrado Por Rachel Cardoso A profusão de paisagens do Cerrado se reflete na essência das comunidades locais do segundo maior bioma da América do Sul, atrás apenas da Amazônia. Com aproximadamente 2 milhões de metros quadrados, cerca de 24% do território brasileiro - o equivalente a Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido juntos -, muito do cenário descrito por João Guimarães Rosa em sua obra-prima "Grande Sertão: Veredas" se perde numa velocidade assustadora. E a situação pode piorar se aprovadas pelo Senado as alterações no novo Código Florestal. "A proposta está na contramão da história", diz a gestora do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, Daniela Pantuso. A área preserva parte do planalto chamado Chapadão Central, divisa dos rios São Francisco e Tocantins, e é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). "Sem proteção e fiscalização, as próximas gerações vão ter de arcar com o ônus da destruição." Monitoramento realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) indica uma redução de 51,16% da vegetação nativa em 2009, para 50,84% em 2010."Os números são extremamente conservadores", afirma o engenheiro florestal César Victor do Espírito Santo, superintendente da Fundação Pró-Natureza (Funatura), que acompanha a situação do Cerrado há 25 anos. "Estão intactos apenas 20% do bioma." A lei brasileira permite o desmate de oito em cada dez hectares das propriedades rurais no Cerrado. Na Amazônia, devem se mantidos oito em cada dez hectares de floresta. Resultado: entre 2002 e 2008 foram desmatados mais de 14 mil quilômetros ao ano do bioma, segundo estatísticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA). "Com a política focada na preservação da região amazônica, houve um desvio da expansão agrícola para o Cerrado", explica o engenheiro florestal Michael Becker, coordenador do Programa Cerrado-Pantanal da WWF-Brasil. A vegetação original cedeu espaço para plantios como soja, algodão e cana-de-açúcar, além de pecuária extensiva, geração de energia e urbanização. Saem do Cerrado 25% da produção nacional de grãos, quatro de cada dez cabeças do rebanho bovino e metade das quase 10 milhões de toneladas de carvão vegetal produzida por ano no país. A área contínua do Cerrado estende-se sobre os Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal - além de encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Nele encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul: Amazônica-Tocantins, São Francisco e Prata. A localização central do bioma, combinada com a elevação topográfica e alta concentração de nascentes, favorece a biodiversidade. Alí estão 5% da flora e da fauna mundiais. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma mais agredido com a ocupação humana. Com a crescente pressão para a abertura de novas áreas, especialmente para suprir a demanda por carne e grãos para exportação, tem havido um progressivo esgotamento dos recursos naturais. Nas três últimas décadas, a fronteira agrícola avança notadamente na região do oeste baiano, sul de Goiás e a região de Sinop, no Mato Grosso. Os efeitos do desmatamento na nova fronteira agrícola - formada pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia - são menos conhecidos e estudados do que em outras áreas. Esses Estados formam a parte norte do bioma, chamada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Matopiba. O motivo da atração é o valor das terras, muito mais baratas. Resultado: 65% do desmatamento verificado pelo Ibama entre 2009 e 2010, o equivalente a 4,2 mil quilômetros quadrados, foram verificados nessa região. A deterioração fica pior sem as reservas legais (RL), percentual da área do imóvel na qual a vegetação nativa deve ser conservada. É que o mostra análise do Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea). "Em biomas nos quais a área ocupada por unidades de conservação (UCs) não representa uma parcela significativa e não existe espaço para a criação de novas UCs, as reservas legais são essenciais para a conservação da biodiversidade." O estudo do Ipea indica que o passivo a ser anistiado representa mais de 3 milhões de hectares, o equivalente a 46% da área do total de UCs federais existentes no bioma. Também foram calculadas as áreas de reserva que deixarão de ser recuperadas. A partir daí, foram projetados os impactos que as perdas representariam para os compromissos brasileiros de redução de emissões de carbono (CO2), assumidos internacionalmente. "O Cerrado seria responsável pela emissão de 3,2 bilhões de toneladas, sem contar a eliminação das veredas", explica Becker, da WWF. "Causa espanto que a discussão sobre a agricultura seja sobre a floresta ficar em pé ou não, quando, a longo prazo, as questões para colocar o alimento à mesa e melhorar a produtividade são outras." Desafios como adotar tecnologias que reduzam o uso e o desperdício de água, implantar sistemas produtivos baseados na conservação de água e solo e certificar a produção no campo são medidas que beneficiarão o meio ambiente, manterão abertas as portas do mercado globalizado e o dinheiro no bolso dos produtores. "Enquanto se eleva o calor da discussão em torno da legislação florestal, tramitam vagarosamente no Congresso outros projetos que, se aprovados, trariam impactos positivos na preservação e bom uso do Cerrado e demais regiões brasileiras", afirma Becker.
17/11/2011 | 1326 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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O Globo (RJ):Mulheres já controlam 38,7% dos domicílios brasileiros, diz IBGE Maior escolaridade, mais trabalho e novos arranjos familiares são estímulos Fabiana Ribeiro Henrique Gomes Batista As mulheres já estão à frente de 38,7% dos domicílios brasileiros, apontou o Censo 2010. Uma aumento substancial: há dez anos, eram 24,9% dos lares. Aumento de escolaridade, mortalidade menor entre elas, novos arranjos familiares e maior participação feminina no mercado de trabalho ajudam a explicar o movimento. Além disso, cresce no Brasil, segundo o IBGE, o número de residências em que há responsabilidade compartilhada - agora está em 29,6% do total. - As mulheres têm um padrão de escolaridade que supera o dos homens, a inserção delas no mercado de trabalho é algo de décadas, mas os salários ainda são menores. Conforme aumenta a participação da mulher no mercado de trabalho, ela ganha força como responsável pelos domicílios - afirmou Wasmália Bivar, presidente do IBGE, que completou: - Quando realizamos pesquisas e perguntamos pelo responsável da residência, muitas mulheres diziam que naquele domicílio a responsabilidade era compartilhada. O fato de ela trazer recursos contribui para a sustentação do domicílio e elas ficam cada vez mais importantes. Wasmália lembra que essa realidade é favorecida por novos arranjos familiares. O IBGE aponta que 15,1% dos núcleos familiares são formados por "mãe com filhos", contra 2,3% de "pai com filhos", 61,9% de "casal com filhos" e 20,7% de "casal sem filhos". E, mesmo na categoria "casal com filhos", há 8,4% das casas em que os filhos são de apenas um dos cônjuges, o que demonstra o recasamento. Há ainda 0,1% de domicílios com cônjuges do mesmo sexo. - Isso já é uma tendência que vem se apresentando ao longo do tempo. E também é resultado de novos arranjos como as mulheres solteiras morando sozinhas e mulher morando com os filhos - disse Vandeli Guerra, consultora do IBGE. Salário masculino ainda é 42% maior que o feminino Apesar dos avanços da mulher na liderança dos lares, os homens seguem ganhando por mês 42% mais do que as mulheres - R$1.395 contra R$984. Na mediana (que representa até quanto ganha a metade do segmento analisado), segundo o Censo, a distância é ainda maior de 50% (R$765 contra R$510). - Os 42% de diferença entre a renda média de homens e mulheres não é controlado por nível de estudo. É apenas hoje que as meninas vão melhor na escola que os meninos. Temos no mercado de trabalho todo o estoque de desigualdade entre homens e mulheres. Mas temos também o principal, que é a discriminação. Esse é o principal ponto dos 42% de diferença - comentou Flavio Comin, consultor do Pnud. - Nas próximas décadas, o Brasil poderá observar uma mudança de paradigmas por causa do avanço da escolaridade entre as mulheres. Com mais anos de estudo do que os homens, elas vão avançar mais no mercado de trabalho e, assim, ter seu poder de decisão igualado ao do homem. A igualdade não virá pela redução do machismo, mas pelo aumento da escolaridade - disse Marcelo Medeiros, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Quase 40% das famílias têm carro e 38% têm computador Mas a revolução não ocorre apenas no núcleo familiar, que viu sua média de moradores cair de 3,7 pessoas por domicílio em 2000 para 3,3 pessoas no último levantamento. O censo 2010 aponta que 12,2% das casas no Brasil eram habitadas apenas por uma pessoa, número 41% acima do registrado em 2000. Para o IBGE, parte desse fenômeno é decorrente do forte envelhecimento da população. A capital com mais moradias individuais é Porto Alegre (21,6%), seguido do Rio e Florianópolis (17,5% cada uma). Teresina, com 8,6% do total, é a cidade com menos residências individuais. O Censo indica ainda que 39,5% dos domicílios contavam com automóvel para uso particular, contra 32,7% há uma década. O percentual é quase o mesmo de casas com computadores: 38,3%, contra 10,6% em 2000. Outra forte expansão foi no número de casas com máquinas de lavar roupa: de 32,9% para 47,2%.
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Valor Econômico (SP):Estudo indica risco para meta de corte de emissões Por Gustavo Faleiros Diante da provável aprovação das alterações do Código Florestal no Senado, há quem aposte que a questão das mudanças climáticas possa ser a carta na manga de ambientalistas para influenciar a presidente Dilma Rousseff a vetar os artigos que diminuem a obrigação dos produtores de manter preservadas áreas de floresta. Nos últimos anos, a contenção do desmatamento na Amazônia, principal fonte de emissões de gases de efeito estufa no Brasil, é uma das prioridades do governo federal. Estudo do Ipea lançado em junho indica que, se o novo Código Florestal liberar as propriedades rurais da obrigação de reflorestar suas áreas de reserva legal, no melhor dos casos, 11,6 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (TCO2 eq) deixariam de ser absorvidos nos biomas do país.Essa quantidade é 11 vezes superior ao compromisso assumido pelo Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, durante a Cúpula de Copenhague (2009), cujo objetivo funciona como alvo doméstico, aprovado pelo Congresso Nacional na Política Nacional de Mudanças Climáticas. A Lei nº 12.187/2009 prevê redução na trajetória de emissões entre 36,1% e 38,9%, ou cerca de 1 bilhão de TCO2 eq até 2020. O pesquisador Gustavo Luedmann, coautor do comunicado do Ipea, afirma que os dados sobre o aumento de emissões não tiveram repercussão na discussão do Código Florestal. Para ele, a dimensão doméstica do tema domina a tramitação no Congresso, deixando de lado um possível constrangimento internacional para o governo brasileiro. "Mas a minha visão pessoal é de que este ponto levará a um veto da presidente Dilma." Segundo os dados do Ipea, 29 milhões de hectares em reserva legal deixariam de ser recuperados. Mas liberar uma parte das propriedades do cumprimento da lei poderia incentivar outros produtores e, potencialmente, elevar o desmatamento, somando uma área total de 47,9 milhões de hectares sem cobertura florestal. Nesse cenário, a liberação de carbono contido nas reservas legais poderia chegar a 18 bilhões de TCO2 eq. O estudo do Ipea considerou só reservas legais, mas o Observatório do Clima, que reúne ONGs ligadas ao aquecimento global, fez estudo somando à supressão da reserva legal impactos de possível redução das matas ciliares de 30 metros para 15 m nos cursos da água com até 5 m de largura. O exercício deixa o Brasil ainda mais distante dos objetivos de mitigação das emissões. Pelo levantamento, as emissões podem alcançar 25 bilhões de TCO2 eq (13 vezes o total emitido pelo país em 2007). Fernanda Carvalho, coordenadora para Mudanças Climáticas na ONG The Nature Conservancy, também acredita que o descumprimento das metas de redução de emissões pode servir de argumento para um eventual veto por parte da presidente Dilma. Se a discussão das mudanças climáticas embaralha mais o debate sobre o Código Florestal, ela contribui para a manutenção de áreas verdes. O Ipea estimou com base em um preço conservador do carbono - US$ 5 no mercado de ações voluntárias - que a preservação das reservas legais poderia gerar de US$ 92 bilhões a US$ 141 bilhões aos proprietários brasileiros.
17/11/2011 | 1085 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
Notícias/Presidência
Apesar de oscilar, Índice de Expectativas das Famílias se manteve durante o ano na faixa otimista
16/11/2011 | 2706 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Publicações - Comunicado do Ipea/Presidência
As relações do Mercosul com Estados Unidos e China ante o deslocamento do centro dinâmico da economia mundial
16/11/2011 | 2207 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
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Veja Online:Brasil busca engenheiros. Vestibulandos candidatam-se As engenharias - com destaque para a civil - recebem sopro de vigor dos investimentos em infraestrutura. E os estudantes perceberam isso Nathalia Goulart A engenharia civil está em alta. Na última terça-feira, a Fuvest, principal vestibular do país, que seleciona estudantes para a Universidade de São Paulo (USP), informou que a carreira é a mais concorrida do processo seletivo 2012, destronando medicina: são 52,27 candidatos disputando cada uma das 60 vagas para futuros engenheiros. Em outros vestibulares, a concorrência também é acirrada. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), são 47,4 candidatos por vaga, atrás apenas de medicina (114,4) e arquitetura (82). As engenharias - com destaque para a civil - vem recebendo um sopro de vigor do aquecimento da economia e dos investimentos em infraestrutura realizados no país. Afinal, para construir casas, hotéis, pontes e redes de esgoto, precisa-se de engenheiros. Os salários subiram e os candidatos a engenheiro perceberam isso. Discute-se até que, mantido o atual ritmo, o Brasil precisará formar mais profissionais. "Os vestibulares revelam que há uma percepção da sociedade, principalmente por parte dos jovens, de que as carreiras ligadas à engenharia oferecem oportunidades promissoras", afirma Aluízio de Barros Fagundes, presidente do Instituto de Engenharia (IE). É uma mudança significativa em relação a décadas anteriores. Com o fim do "milagre econômico", na década de 1970, a engenharia civil passou por momentos de baixa, fruto do magro investimento em infraestrutura. Havia oportunidades para outras subáreas, como a eletrônica, nos anos 80. "A engenharia é uma área muito suscetível ao crescimento econômico. À medida que a economia se fortalece, as oportunidades surgem e o mercado seleciona os melhores profissionais", afirma Paulo Meyer, técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
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Diário do Comércio e Industria Online:"Plano de Voo": Cotados para o Trabalho Cotados para o Trabalho O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, e o presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), economista Márcio Pochmann, ambos do PT, estão entre os mais cotados para assumir a vaga do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do PDT. Embora Lupi permaneça no cargo após as denúncias de desvio de recursos públicos no ministério, ninguém na Esplanada acredita que ele ficará no governo por muito tempo. A aposta mais forte é em que só falta definir o sucessor.
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Notícias/Presidência
Comunicado, apresentado nesta terça-feira, 15, aborda as relações entre Mercosul, EUA e China
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Época Online:Brasileiros estão mais otimistas quanto à economia do país Segundo o Ipea, o otimismo é explicado pelas expectativas de consumo, e só não foi maior porque houve queda na capacidade de pagamento das contas atrasadas As famílias brasileiras, principalmente as das regiões Centro-oeste, Norte e Nordeste, estão mais otimistas com a economia do país, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Ipea mede o otimismo e pessimismo da população usando o Índice de Expectativa das Famílias (IEF). Segundo o estudo, as famílias brasileiras apresentaram leve aumento no otimismo, em outubro, com 64,7 pontos, valor 1,6 ponto superior ao apurado no mês de setembro e superior também ao apurado em outubro de 2010. O aumento é explicado pelo crescimento relativo às expectativas de consumo, situação da família e situação econômica e só não foi maior pela queda de quase sete pontos no índice sobre a capacidade de pagamento das contas atrasadas. Segundo a pesquisa, a Região Centro-Oeste apresentou novamente alto índice de otimismo com a situação do país em várias áreas, tanto no curto (um ano) quanto no médio prazo (cinco anos), e continua sendo a região mais otimista do país, com leve alta no mês de outubro, tendo alcançado 75,5 pontos. A Região Norte apresentou um crescimento de confiança de quase três pontos, do mês de setembro (57,1) para o mês outubro (60,0). A Região Nordeste teve crescimento de 2,8 pontos, tendo alcançado 66,4 pontos em outubro, embora apresente pouca confiança quanto ao mercado de trabalho, pressionando a média nacional para baixo. Já as regiões Sul e Sudeste apresentaram queda no otimismo. O IEF da Região Sul caiu de 63,9 pontos, em setembro, para 60,9 em outubro. A Região Sudeste reduziu sua expectativa em 1,3 ponto, estacionando em 62,5 pontos no mês de outubro. De acordo com o Ipea, em outubro, as regiões Nordeste e Centro-Oeste demonstraram confiança para comprar bens de consumo duráveis, enquanto que as regiões Norte e Sul acreditavam não ser um bom momento para a compra desses itens. Quanto às dívidas, a Região Centro-Oeste mostrou um alto índice de famílias sem dívidas (83,2%) e quase a metade delas (45,5%) tem a expectativa de pagar as contas atrasadas em sua totalidade. No Sul, essa taxa alcançou 18,7%. Quanto à segurança no mercado de trabalho, a Região Norte apresenta uma expectativa positiva, tanto para o responsável pelo domicílio (93,3%) quanto para os demais membros da família (98%). O Nordeste, no entanto, é a região com o menor índice de segurança no mercado de trabalho, com aproximadamente 30% das famílias considerando insegura a ocupação do responsável pelo domicílio. Sobre os demais membros da família, 42,4% acreditam que não estão seguros no trabalho. Apesar da sensação de segurança no trabalho, a Região Norte apresenta o mais baixo índice de expectativa de melhoria profissional para os próximos seis meses, com apenas 13,3%, contrastando com a Região Nordeste, que apresenta 50,1% de confiança para obter melhorias profissionais. O IEF é resultado de uma pesquisa mensal realizada em 3.810 domicílios de 214 municípios, em todo o Brasil. A escala de pontuação de expectativa das famílias compreende as seguintes dimensões: grande pessimismo, de 0 a 20 pontos; pessimismo, de 20 a 40 pontos; moderação, de 40 a 60 pontos; otimismo, de 60 a 80 pontos; e grande otimismo, de 80 a 100 pontos.
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Portal Uol:Cresce o número de famílias que acreditam que situação financeira está melhor A parcela de famílias brasileiras que acreditam estar em uma situação financeira melhor do que estavam no ano passado aumentou em outubro. No décimo mês do ano, 72,1% das famílias acreditavam terem melhorado de situação, contra 71,9% em setembro. No caso das famílias brasileiras que sentem que a situação está pior que no ano passado, os dados mostram leve queda. Se em setembro 23,7% das famílias sentiam que estavam em situação pior do que há um ano, em outubro, a parcela foi de 23,3%. Os dados fazem parte do IEF (Índice de Expectativas das Famílias), divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Otimismo por região Na análise regional, o Centro-Oeste mostrou a maior porcentagem de famílias que se sentem melhor financeiramente frente ao ano anterior. No mês passado, 84,6% se sentiamm melhor em relação às finanças, contra 83,5% em setembro. O Sudeste é a segunda região com a maior parcela de famílias que se sentem melhor financeiramente do que no ano anterior. Os dados revelam que 75,1% das famílias estão melhor em relação às finanças em outubro deste ano. Em setembro a parcela era de 73,8%. Na sequência, vieram Nordeste e Norte, com 71% e 70% de famílias que se sentem em melhor situação do que há um ano, respectivamente. Por fim, vem a região Sul, com 60,4% das famílias em melhores condições. Em setembro, a parcela das famílias que se sentiam assim na região Sul era de 61,8%. Futuro Quando analisadas as projeções futuras, o Centro-Oeste apresenta o maior otimismo entre as famílias em relação às suas condições financeiras daqui a um ano, com 87,7%. Ainda sobre o futuro, a região Norte apresentou o segundo maior índice, de 86,3%, seguida pelo Nordeste (80,7%), Sudeste (80,5%) e Sul (69,9%). Expectativa por renda O estudo ainda mostra a expectativa de cada faixa de renda sobre os próximos 12 meses, em relação à situação financeira atual. Entre aqueles com ganhos de até um salário mínimo, 73% acreditam que a situação financeira irá melhorar. Já entre os que ganham de um a dois mínimos, 78,7% acreditam que sua situação financeira estará melhor daqui um ano, percentual que sobe para 80,8%, entre aqueles que ganham de dois a quatro salários mínimos. O otimismo com relação ao futuro entre as famílias com renda de quatro a cinco salários mínimos foi de 84,6%. Entre aqueles com ganhos de cinco a dez salários mínimos, 85,9% têm boas expectativas, e entre os que recebem mais de dez mínimos, 88,2% pensam o mesmo.
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Folha de S. Paulo (SP):Pará dividido O resultado da pesquisa Datafolha sobre a divisão do Pará, divulgado neste final de semana, revelou que a maioria da população é contra a partição do Estado. Quando se analisa o conjunto da população, três em cada cinco eleitores (58%) são contrários à divisão do Pará em três Estados. Esse resultado, no entanto, esconde um profundo descontentamento das duas regiões que desejam se emancipar, Tapajós e Carajás. Na área que englobaria o futuro Estado de Carajás, 84% são favoráveis à separação do atual Pará. Em Tapajós, são 77% os apoiadores. Acontece que essas duas regiões contêm, somadas, 35% dos eleitores. Os outros 65%, moradores da área que formaria o Estado remanescente, são contrários à divisão, na proporção de quatro para um. O que explica o resultado total é, assim, a divisão demográfica. Esta Folha já se manifestou mais de uma vez contra a criação dos dois novos Estados, que é deletéria tanto sob a lógica federativa quanto pela perspectiva local. Essas duas unidades nasceriam com deficit anuais em torno de R$ 1 bilhão cada uma, já contabilizados os repasses ao atual Estado do Pará, segundo estudo do Ipea. A conta, não é difícil supor, seria paga em grande parte pela União. A partição também levaria a novas vagas no Congresso para as unidades nascituras. Seriam três senadores para cada Estado e ao menos oito deputados. Aumentaria assim a distorção em favor da região Norte, já hiper-representada em relação à sua população. Eventuais efeitos benéficos para a população também são contestáveis. Teriam de ser criadas do zero instituições dos três Poderes -Executivo, Legislativo e Judiciário- em regiões onde o poder público é historicamente ausente. Parece mais provável que sirvam de meios de ascensão política e corrupção para parte das elites locais. Não se deve, todavia, ignorar o legítimo sentimento de abandono da população dessas regiões. É razoável supor que o expressivo apoio à emancipação não decorra apenas de um natural sentimento regionalista. O resultado indica um anseio legítimo pela partilha mais igualitária dos recursos e maior desenvolvimento regional. Espera-se que o Pará rejeite, no plebiscito de 11 de dezembro, a divisão do Estado. Todavia seria um erro ignorar o alerta da pesquisa Datafolha. Belém precisa direcionar investimentos e levar a presença do Estado a essas regiões, sob o risco de ver emergir mais uma vez esses movimentos separatistas.
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Estado de S. Paulo (SP):Múltis do País usam brecha para driblar IOF Para driblar IOF, múltis do País trazem dinheiro "disfarçado" de investimento Empresas brasileiras que se internacionalizaram nos últimos anos investindo em ativos no exterior estão repatriando capitais na forma de investimentos diretos no Brasil Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo Empresas brasileiras que se internacionalizaram nos últimos anos investindo em ativos no exterior estão repatriando capitais na forma de investimentos diretos no Brasil, o que pode ser um artifício para lucrar com os juros altos sem passar pelo pedágio da tributação aos especuladores. O movimento foi detectado por técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que estimaram um salto de US$ 5,3 bilhões no acumulado em 12 meses do Investimento Direto de Brasileiros (IDB) entre novembro de 2010 e setembro deste ano. O indicador, que expressa os investimentos das subsidiárias estrangeiras de multinacionais brasileiras, costumava ser negativo porque as inversões geralmente são feitas no exterior, mas tornou-se positivo no primeiro semestre deste ano com operações em sentido inverso, diz o Ipea. O movimento é parecido com o que tem marcado o Investimento Estrangeiro Direto (IED), o que reforça a suspeita de que parte do capital especulativo atraído pelo Brasil está ingressando disfarçada de investimento produtivo para fugir da tributação sem gerar produção ou empregos. Pesquisadores do Grupo de Análise e Previsões (GAP) do Ipea começaram a monitorar o comportamento da conta financeira do País ao verificar um aumento fora do normal do fluxo de IED logo após o governo elevar de 2% para 6% a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações de renda fixa e empréstimos de curto prazo, em outubro de 2010. Desde então, o IED assumiu um padrão de volatilidade mais parecido com o dos investimentos em carteira de títulos de renda fixa, que, simultaneamente, começaram a cair mesmo com os juros em alta no primeiro semestre. Segundo o Ipea, o Investimento Estrangeiro em Carteira (IEC) registrou queda de 24,2% em 12 meses até agosto deste ano, somando US$ 49,2 bilhões, em relação a igual período anterior. Já o IED acumulou US$ 75,4 bilhões e alta de 176,6% na mesma comparação. Ao avaliar o Investimento Direto Líquido (IDL), que conjuga o IED e o IDB, o Ipea encontrou alta ainda mais forte: 216,9%. "O IDB, por expressar um movimento de internacionalização das empresas brasileiras, tende a ser negativo. O natural é uma remessa de capitais da matriz brasileira para filiais em outros países. Mas houve uma inversão de sinal no primeiro semestre. Esse capital, que normalmente contribuiria negativamente no IDL, agora contribui positivamente", explica Júlia Braga, pesquisadora associada ao Ipea que vem acompanhando o tema no GAP desde o primeiro semestre. "Houve um aporte para dentro do País nessa rubrica. As filiais estão remetendo para as matrizes."
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Estado de S. Paulo (SP):Para driblar IOF, múltis do País trazem dinheiro ‘disfarçado’ de investimento Empresas brasileiras que se internacionalizaram nos últimos anos investindo em ativos no exterior estão repatriando capitais na forma de investimentos diretos no Brasil Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo Empresas brasileiras que se internacionalizaram nos últimos anos investindo em ativos no exterior estão repatriando capitais na forma de investimentos diretos no Brasil, o que pode ser um artifício para lucrar com os juros altos sem passar pelo pedágio da tributação aos especuladores. O movimento foi detectado por técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que estimaram um salto de US$ 5,3 bilhões no acumulado em 12 meses do Investimento Direto de Brasileiros (IDB) entre novembro de 2010 e setembro deste ano. O indicador, que expressa os investimentos das subsidiárias estrangeiras de multinacionais brasileiras, costumava ser negativo porque as inversões geralmente são feitas no exterior, mas tornou-se positivo no primeiro semestre deste ano com operações em sentido inverso, diz o Ipea. O movimento é parecido com o que tem marcado o Investimento Estrangeiro Direto (IED), o que reforça a suspeita de que parte do capital especulativo atraído pelo Brasil está ingressando disfarçada de investimento produtivo para fugir da tributação sem gerar produção ou empregos. Pesquisadores do Grupo de Análise e Previsões (GAP) do Ipea começaram a monitorar o comportamento da conta financeira do País ao verificar um aumento fora do normal do fluxo de IED logo após o governo elevar de 2% para 6% a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações de renda fixa e empréstimos de curto prazo, em outubro de 2010. Desde então, o IED assumiu um padrão de volatilidade mais parecido com o dos investimentos em carteira de títulos de renda fixa, que, simultaneamente, começaram a cair mesmo com os juros em alta no primeiro semestre. Segundo o Ipea, o Investimento Estrangeiro em Carteira (IEC) registrou queda de 24,2% em 12 meses até agosto deste ano, somando US$ 49,2 bilhões, em relação a igual período anterior. Já o IED acumulou US$ 75,4 bilhões e alta de 176,6% na mesma comparação. Ao avaliar o Investimento Direto Líquido (IDL), que conjuga o IED e o IDB, o Ipea encontrou alta ainda mais forte: 216,9%. "O IDB, por expressar um movimento de internacionalização das empresas brasileiras, tende a ser negativo. O natural é uma remessa de capitais da matriz brasileira para filiais em outros países. Mas houve uma inversão de sinal no primeiro semestre. Esse capital, que normalmente contribuiria negativamente no IDL, agora contribui positivamente", explica Júlia Braga, pesquisadora associada ao Ipea que vem acompanhando o tema no GAP desde o primeiro semestre. "Houve um aporte para dentro do País nessa rubrica. As filiais estão remetendo para as matrizes."
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Brasil Econômico (SP):Mosaico Político - Simone Cvalcante Outro capítulo para Reforma Tributária? O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, foi chamado para reunião com líderes do PT na Câmara dos Deputados. Os parlamentares o ouviram sobre questão apontada como uma das razões para a desigualdade social no país: a regressividade do sistema tributário, no qual, proporcionalmente, o pobre paga mais impostos do que o rico. Levantamento do Ipea, feito com base em dados de 2008, mostra que pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos comprometiam 53,9% de seus ganhos com tributos. Para quem tinha rendimento acima de 30 mínimos, o peso era de 29%. A ideia é apresentar proposta de progressividade dos tributos já no mês que vem para que seja incorporada ao projeto de Reforma Tributária que o governo está tocando. Com isso, pode vir à tona novamente a tributação sobre grandes fortunas, com aumento da taxa que incide sobre o lucro obtido pelas pessoas físicas no mercado de capitais. Desde a Constituição de 1988, inúmeros projetos de lei para tributar os mais ricos foram apresentados. E todos foram engavetados. Será que agora vai?
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