Missão: “Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas”.
IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Twitter
Youtube
facebook
Google +

 

tips and trick

Resultados 6091 - 6110 de 15146

Jornal de Londrina (PR): Detran inicia campanha educativa em bares de Curitiba Com um jogo eletrônico que simula dificuldades de concentração, visão e reflexo conforme doses e tipos de bebidas ingerido, fiscais do Detran abordaram clientes de pelo menos três bares do Batel Por Raphael Marchiori "Se beber, não dirija". O mantra que, por força de lei, acompanha todas as propagandas de bebidas alcoólicas agora virou campanha educativa do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR). Na noite desta quarta-feira (5), fiscais do órgão visitaram bares da região do Batel, em Curitiba, para alertar a população sobre os perigos dessa combinação no trânsito da capital paranaense. Munidos de um iPad, com um jogo que simula as dificuldades de concentração, visão e reflexo conforme as doses e os tipos de bebidas ingerido por cada um, os fiscais do Detran abordaram clientes de, pelo menos, três bares da badalada região curitibana. No aplicativo, para cada dose induzida no jogo, a direção ficava mais difícil. André Marcondes, 24, jantava em um dos bares da região quando foi surpreendido pelos fiscais. Ele testou o jogo e aprovou a ideia. "As ações de fiscalização precisam ser acompanhadas por essas campanhas. Mas a aplicação de multas também é importante, caso contrário as leis do Código de Trânsito viram letras mortas", disse o cliente, que iria embora de táxi para a sua casa, no bairro Hugo Lange. Também entusiasta da campanha, o engenheiro mecânico Leonardo Ramon, 26, estava de carona com um amigo, mas os dois bebiam. "Eu, como não estou dirigindo, vou beber dois, três chopes, mas ele vai parar no primeiro", garantiu. Assim que saísse do bar, o amigo levaria Ramon ao Bigorrilho e depois seguiria para São José dos Pinhais, onde mora. Apesar do caráter lúdico, a campanha passa longe de ser uma brincadeira. Uma pesquisa Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) realizada em Recife, Manaus, Fortaleza, Brasília, São Paulo e Curitiba e divulgada em 2011 pelo Ministério da Saúde mostrou que, de 1.248 vítimas de acidentes de trânsito registrados nessas capitais, em 27% dos casos o motorista tinha teor alcoólico superior a 0,2g/l de sangue. Custos Além de vitimizar os envolvidos, os acidentes de trânsito têm um alto custo para a sociedade. Além disso, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os custos dos acidentes nas áreas urbanas com cuidados de saúde, perda de produção e danos aos veículos somam R$ 3,6 bilhões. Promulgada em 2008, a Lei Seca tenta reduzir esses danos. De acordo com a lei, o motorista é considerado embriagado com 0,6 grama de álcool por litro de sangue, o equivalente a três latas de cerveja. A constatação da quantidade de álcool no sangue, porém, só pode ser realizada com base no teste do bafômetro ou exame clinico. Em caso de recusa do motorista, o agente de trânsito deve multá-lo (R$ 957,70, além da perda de sete pontos na CNH). Campanha vai até domingoA primeira fase da campanha "Se Liga no Trânsito" deve ir até o próximo domingo (9), passando pelos estabelecimentos da Rua Itupava, do Largo da Ordem, da região da Rua Dom Pedro II e finalizando na Praça da Espanha - pontos tradicionais da boemia curitibana. As ações educativas dos fiscais, porém, não devem se restringir a Curitiba. "Vamos levar a campanha para Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu", garante Marcos Traad, gerente geral do Detran-PR e idealizador da ação. De acordo com o órgão, as ações no interior devem começar na próxima quarta-feira (12) e se estender até o dia 14 de outubro.
Correio do Brasil - Ipea avalia gastos sociais federais entre 1995 e 2010 O Ipeadivulgou nesta terça-feira (4), a Nota Técnica Gasto Social Federal: uma análise da prioridade macroeconômica no período 1995-2010. O estudo mensura o volume de recursos aplicado pelo governo federal nas políticas sociais e compara o montante efetivamente gasto nessa área diante do total de recursos mobilizado pelo governo. O diretor de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea, Jorge Abrahão, apresentou os dados. Segundo Abrahão, o indicador do Gasto Social Federal (GSF) mede o "esforço orçamentário do governo federal destinado à política social brasileira". A pesquisa aborda o período que vai de 1995 até 2010. Considerando as onze áreas do GSF - previdência social geral, benefícios a servidores públicos, saúde, assistência social, alimentação e nutrição, habitação e urbanismo, saneamento básico, trabalho e renda, educação desenvolvimento agrário e cultura -, nota-se que no período estudado, o gasto cresceu 4,3%, passando de 11,24% do PIB em 1995 para 15,54% em 2010. "O que eleva o gasto social per capita não é somente a valorização do salário mínimo, mas o investimento do governo federal em educação, infraestrutura de habitação e saneamento, e em saúde pública", afirmou Abrahão.
Oficina de trabalho no Rio apresenta dados sobre uso da terra e efeitos do desmatamento
Exame.com - Gastos sociais do governo cresceram 172% em 16 anos Os gastos com a Previdência, tradicionalmente a maior consumidora de recursos, saltaram de 4,98% para 7,38% do PIB em 16 anos Por Mariana Branco, da Agência Brasil Os gastos do governo federal na área social cresceram de R$ 234 bilhões para R$ 638,5 bilhões em 16 anos, um aumento de 172%, descontada a inflação do período, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A informação foi divulgada hoje (4) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que apresentou estudo sobre os desembolsos governamentais entre 1995 e 2010. Em termos de Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), o valor passou de 11,24% do PIB, em 1995, a 15,54%, em 2010. Os gastos sociais incluem despesas com Previdência Social, saúde, educação, assistência social, trabalho e renda, desenvolvimento agrário, habitação e urbanismo, alimentação e nutrição (incluindo merenda escolar), saneamento básico e cultura, além de benefícios a servidores públicos. Os principais responsáveis pelo aumento dos gastos de 1995 a 2010 foram Previdência, assistência social, educação e habitação e o urbanismo, sendo que nesse último o crescimento dos investimentos se concentra a partir de 2008, como reflexo de iniciativas como Programa Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os gastos com a Previdência, tradicionalmente a maior consumidora de recursos, saltaram de 4,98% para 7,38% do PIB em 16 anos. Em valores correntes, subiram de R$ 103,7 bilhões para R$ 303,5 bilhões. Segundo o Ipea, os recursos destinados à assistência social demonstraram uma trajetória de elevação contínua, passando de 0,08% do PIB para 1,07% de 1995 a 2010. O ano de 2010 foi o primeiro em que os gastos federais nessa área ultrapassaram a barreira de 1% do Produto Interno Bruto. Na avaliação do Ipea, programas de transferência de renda - como o Bolsa Família - contribuíram para a alta expressiva. No caso da educação, em 1995 os investimentos correspondiam a 0,95% do PIB e, há dois anos, chegaram a 1,11%. Já as despesas com habitação e urbanismo no período passaram de 0,11% do Produto Interno Bruto para 0,81%. O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão, disse que os destaques do resultado são o aumento dos investimentos em infraestrutura - representados pela área de habitação e urbanismo - e a recuperação do poder de gasto com a educação. Ele destacou ainda que "o gasto social é fundamental para se combater a pobreza e para a queda da desigualdade". Entre as áreas que não foram prioritárias no investimento do governo federal destacam-se os benefícios a servidores públicos - em valores monetários, os gastos cresceram de R$ 51,5 bilhões para R$ 93,1 bilhões, mas a participação no PIB ficou praticamente estável, passando de 2,46% a 2,26%. "O governo realmente não deu prioridade aos gastos com o servidor. Benefícios como auxílio ao plano de saúde, creche e transporte foram mantidos, mas de forma cristalizada, sem aumento real, a inflação foi 'comendo'", avaliou Jorge Abrahão. Os gastos com saúde também permaneceram estáveis em relação ao Produto Interno Bruto: embora tenham subido de R$ 37,3 bilhões a R$ 68,6 bilhões de 1995 a 2010, abocanharam praticamente a mesma parcela do PIB: o percentual passou de 1,79% a 1,68% no período. "Infelizmente, não houve aumento nos gastos com saúde", disse Jorge Abrahão. A divulgação do Ipea inclui apenas gastos federais, não levando em conta verbas dispendidas por estados e municípios.
Correio Braziliense - Ipea divulga dados pró-Lula Por PAULA FILIZOLA, repórter Após a troca de críticas entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, divulgou uma pesquisa sobre os gastos sociais do governo federal nos últimos 16 anos. O estudo enaltece os avanços da gestão petista, destacando que o maior salto de investimentos ocorreu no governo Lula (2003-2010). De acordo com o levantamento, de 1995 a 2010, os gastos da União na área social cresceram de R$ 234 bilhões para R$ 638,5 bilhões, um aumento de 172%. O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão, disse que os gastos sociais foram responsáveis pela queda da pobreza no Brasil, principalmente por causa dos programas de transferência de renda, ampliados de forma mais expressiva a partir de 2003. "Teríamos outro país, hoje, se não fosse por essas políticas, que aumentaram a renda familiar e foram fundamentais para melhorar o Brasil", avaliou. Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a parcela da área social passou de 11,24%, em 1995, para 15,54%, em 2010. Esse crescimento de 4,3 pontos percentuais foi distribuído, principalmente, para a previdência social (2,4 pp) e para políticas de assistência social (1 pp). Abrahão destacou que as áreas de assistência social e educação foram as que mais ampliaram os gastos no período analisado. De 1995 a 2002, as verbas para educação foram expandidas em cerca de R$ 19 bilhões. De 2004 a 2010, saltaram de R$ 20,7 bilhões para R$ 45,5 bilhões. "Foram quase dez anos com o mesmo orçamento. Não é à toa que não avançamos muito no setor", opinou o diretor do Ipea. No total, a educação recebeu, em 2010, o correspondente a 5% do PIB, mas nem todo o investimento ficou por conta da União. Os gastos federais representaram pouco mais de 1 ponto percentual. Os 4 p.p. restantes corresponderam a verbas de estados e municípios. O Ipea lançará, até o fim do mês, um estudo complementar com gastos das outras esferas da administração pública. Carro-chefe da gestão petista, os programas de transferência de renda (Bolsa-Família, Brasil sem Miséria, entre outros) foram os principais responsáveis pelo aumento dos gastos públicos na área de assistência social. Gastos sociais Áreas em que o governo federal desembolsou mais recursos nos últimos 16 anos* Previdência Social Em bilhões R$ 103,7 (1995) - R$ 303,5 (2010) Em % do PIB 4,98% (1995) - 7,38% (2010) Benefícios a servidores públicos Em bilhões R$ 51,5 (1995) - 93,1 (2010) Em % do PIB 2,46% (1995) - 2,26% (2010) Saúde Em bilhões R$ 37,3 (1995) - R$ 68,8 (2010) Em % do PIB 1,79% (1995) - 1,68% (2010) Educação Em bilhões R$ 19,7 (1995) - R$ 45,5 (2010) Em % do PIB 0,95% (1995) - 1,11% (2010) Assistência Social Em bilhões R$ 1,7 (1995) - R$ 44,2 (2010) Em % do PIB 0,08% (1995) - 1,07% (2010) * valores atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
Valor Online - Gastos com área social sobem para 15,5% do PIB Por Thiago Resende e Lucas Marchesini, repórteres Os gastos do governo federal na área social subiram de 11,24% do Produto Interno Bruto (PIB) para 15,54% do PIB entre os anos de 1995 e 2010, segundo estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O levantamento inclui despesas em alimentação e nutrição, assistência social, benefícios dos servidores públicos federais, cultura, desenvolvimento agrário, educação, emprego e defesa do trabalhador, habitação e urbanismo, previdência social, saneamento e saúde. Dos 4,3 pontos percentuais de aumento no PIB, a principal parcela, de 2,4 pontos, foi destinada para a área de previdência federal. Em seguida vem a assistência social, formada fundamentalmente pelas transferências diretas de renda, com um ponto percentual do PIB. Os outros setores dividiram o crescimento de 0,96 ponto percentual. Os desembolsos para a área social cresceram 172% em valores reais (com correção da inflação) no período. O aumento real per capita foi de 125%. O estudo do Ipea destaca que esse aumentou ocorreu devido, entre outros fatores, à política de valorização do salário mínimo, a programas educacionais, como o de apoio a planos como o de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), e a ações de transferências de renda, como o programa Bolsa Família.
O Globo - Indústria reage pouco, puxada pelo setor de veículos Alta foi de apenas 0,3% em julho. Produção de carros subiu 4,9% frente a junho Por Débora Diniz e Cássia Almeida, repórteres A produção industrial brasileira em julho foi 0,3% maior frente a junho. Embora seja o segundo mês seguido de crescimento, o desempenho não foi suficiente para mudar os baixos resultados de janeiro a maio. Com isso, o acumulado do ano mostra redução de 3,7% na atividade da indústria. Nas comparações com os meses do ano passado, a produção teve queda de 2,9%, no 11º resultado negativo consecutivo deste tipo de comparação, conforme mostraram os dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada ontem pelo IBGE. O indicador acumulado nos últimos 12 meses mostra recuo de 2,5%, o pior desempenho desde fevereiro de 2010 (-2,6%). Apesar da queda de 2,9% frente a julho de 2011, os resultados mostram que o ritmo de queda vem diminuindo: em abril, o tombo foi de 3,5%; em maio, de 4,4% e em junho, de 5,6%. LINHA BRANCA: ALTA DE 34,7% O setor de automóveis foi um dos principais responsáveis pelo crescimento no mês. Quando se compara com junho, houve uma expansão de 4,9% da atividade, em uma retomada de produção que pode indicar o equilíbrio dos estoques das montadoras. Outro dado animador vem do segmento de linha branca, que apresentou crescimento de 34,7%, e de mobiliário, com 4,8%, contra julho de 2011. — O resultado positivo da produção industrial está diretamente ligado às medidas de incentivo ao consumo, como a redução de IPI. Houve uma expansão de 0,8% na produção de bens de consumo duráveis em julho e o crescimento só não foi maior porque o segmento de motocicletas recuou, em razão das férias coletivas — explica André Macedo, gerente da pesquisa. A fraca reação da indústria em julho esfriou as expectativas de recuperação forte no segundo semestre. Para fechar o ano estagnada, a produção precisa crescer mais de 2% todo mês (frente ao mês anterior) até dezembro. Taxa considerada pouco factível para o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Leonardo Carvalho. Se não crescer até dezembro, a indústria terá reduzido sua produção em 3,4%. Em 2011, a alta se limitou a 0,4%: — O crescimento foi muito perto de zero. A recuperação mais forte, mais significativa, que estávamos esperando há alguns meses, não aconteceu em julho. Estamos há dois anos com a indústria parada. É muito tempo. Vamos fechar em queda este ano. O economista Silvio Sales, da Fundação Getulio Vargas (FGV), está mais otimista. Acredita que os estoques estão adequados ou em baixa e que a reação da indústria automobilística tende a chegar a outros setores: — O efeito encadeador dessa indústria (automobilística) é grande. É difícil que tenhamos outro salto da produção em agosto, mas deve crescer seu efeito no restante da indústria. Mesmo com essa reação, a quantidade produzida ainda se encontra 5,2% abaixo do patamar recorde de maio do ano passado. E nem a metade dos setores acompanhados pelo IBGE conseguiu expandir produção em julho: foram 12 setores em alta de um total de 27 pesquisados. A boa notícia veio nos bens de capital, aqueles voltados para aumentar a capacidade produtiva do país, em que houve alta de 1%: — O setor vem numa sequência de crescimento — diz Sales. O economista da FGV acredita que a reação mais vigorosa virá no último trimestre do ano. Mesmo mais otimista, ele não vê condições de a indústria aumentar a produção este ano. — A indústria está um pouco mais confiante, o que deve repercutir no fim do ano.
Chamada Pública nº 117/2012 Chamada Pública nº 117/2012 – Projeto “A dimensão produtivo-tecnológica nas teorias do desenvolvimento econômico e suas decorrências normativas: Em busca de fundamentos teóricos para políticas de mudança estrutural” Vagas: 02 (duas) Bolsas Doutor Prazo de inscrição: 06 a 21 de setembro de 2012 Resultado: A partir de 08 de outubro de 2012 Início das bolsas: novembro de 2012 Chamada Pública nº 117/2012 Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
Abertura da Code/AL contou com presença do governador, representantes do Ipea, PR e MI
Valor Econômico - Preço e estímulo à coleta são bases para reciclagem Por Paulo Vasconcelos, repórter O preço é um dos fatores que explicam casos de sucesso e outros nem tanto na cadeia de reciclagem. É o que opõe a lata de alumínio, que tornou o Brasil campeão mundial na reciclagem desse material, a outros materiais como vidro e papel. Um estudo da Consultoria Inter.B revela que enquanto o índice de reciclagem das latinhas saltou de 50% para 98,2% em menos de duas décadas, o do vidro saiu de 25%, mas só chegou a 47%. Já o de embalagens pet passou de 18,8% para 55,6% em quinze anos, enquanto o de papel variou de 37,5% para 43,7%. O mais recente indicador de mercado do Cempre dá uma pista da disparidade. A tonelada da lata de alumínio prensada e limpa varia de R$ 2.000, em Rio Branco (AC), a R$ 3.100 em Porto Alegre (RS). A de pet fica entre R$ 500 na capital do Acre e R$ 1.900 em Itabira (MG). A tonelada de vidro incolor, que vale R$ 100 em Rio Branco, tem cotação máxima de R$ 265 em Itabira. O papel tem preço mínimo de R$ 100 na capital acreana e valor máximo de R$ 810 na cidade mineira. Preços e estímulos à coleta pós-consumo e ao reaproveitamento dos materiais são fundamentais para a cadeia da reciclagem. Especialistas apontam realidades diferentes na capacidade instalada no país para o processamento dos produtos recicláveis, mas é fundamental baratear a logística de coleta e transporte para garantir a sustentabilidade dos negócios. Os gargalos e desafios são quase unanimidade. É preciso desde treinamento e capacitação dos gestores municipais para a valorização do investimento no tratamento de resíduo pós-consumo até o fortalecimento da indústria de reciclagem. Desonerar a cadeia produtiva e aumentar o número de cooperativas de catadores são outros dois desafios. Todos defendem o fechamento dos lixões, que recebem 50% dos resíduos sólidos das grandes cidades, o que já está previsto em lei. "Papéis, embalagens longa vida, latas de alumínio e garrafas pet já têm valores de mercado que viabilizam a reciclagem, mas para outros produtos a questão do preço e as condições de transformação são mais complicadas. Ainda existe uma demanda reprimida, mas com implantação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos deve-se aumentar a capacidade de processamento", diz Walfredo Schindler, da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS). "Só se fala de coleta, mas o gargalo está no consumo do produto reciclável. Qualquer material com valor inferior a R$ 300 por tonelada é economicamente inviável. Reciclagem é um processo logístico e o Brasil tem a logística mais cara do mundo", diz Adriano Assi, sócio-diretor da EcoBrasil, organizadora da Exposucata, feira internacional de negócios da indústria da reciclagem que será realizada de 11 a 13 de setembro em São Paulo. "A reciclagem de latas de alumínio ilustra um ponto essencial: transitar para a economia verde, sustentável e inclusiva é um bom negócio para a sociedade", afirma o economista Cláudio Frischtak, da Inter.B. O Brasil, que tem potencial de reciclagem de R$ 8 bilhões por ano, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), só recicla R$ 3 bilhões. A cadeia de reciclagem de latas de alumínio gira R$ 1,2 bilhão. A estrutura de coleta das latinhas envolve quase um milhão de catadores e cerca de 700 cooperativas. Foi o que permitiu a inclusão social de muita gente condenada ao trabalho nos lixões e reduziu parte das desigualdades. Uma pesquisa da Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais revela que as cooperativas aumentam a renda com uma jornada de trabalho menor na comparação com os não associados: 17,9% dos catadores cooperativados recebem entre R$ 601 e R$ 1.000 e 11,7% ganham acima de R$ 1.001, enquanto apenas 12,4% dos catadores de rua ganham até R$ 1.000 e só 4,6% têm rendimento acima desse valor.
Correio Braziliense - Fábrica de criminosos Quem poderá nos defender? O Brasil está entre os países mais vulneráveis em segurança da informação, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O livro Tecnologias da informação e comunicação: competição, políticas e tendências, lançado por pesquisadores da instituição, revela que a produção científica brasileira a área é baixa e que são necessárias várias ações para evitar a fragilidade do país.
O Globo - Infraestrutura ruim, herança do 'setembro negro' Analistas destacam importância de documentos da crise da dívida revelados pelo GLOBO Passados 30 anos da crise da dívida, a economia brasileira ainda enfrenta consequências daquele período, como a falta de investimentos em infraestrutura, apontam especialistas. - A origem dos problemas de infraestrutura que temos está nos anos 80, quando o setor público, que era o grande responsável por isso, quebrou. A crise levou à transferência de recursos ao exterior. Isso acabou com o nosso crescimento, nos levou a conviver com inflação alta e destruiu o Estado - afirma o professor do Instituto de Economia da Unicamp Francisco Luiz Lopreato. Avaliação semelhante tem o professor da Universidade de Brasília (Unb) e pesquisador do Ipea José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho. Para ele, há uma escassez de investimentos em infraestrutura nos últimos anos: - Há um déficit de investimentos ao longo de 30 anos que é fruto indireto do período. O país não fez investimentos em infraestrutura. Embora o Brasil esteja em trajetória de crescimento, nossa infraestrutura não permite um crescimento maior. José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho destaca, ainda, que o endividamento interno também tem relação com a crise da dívida externa: - O governo assumiu alguns desses passivos externos e transformou em dívida interna. Houve uma transferência de dívida externa para interna. Nos anos 80, a dívida externa disparou após a alta das taxas de juros nos Estados Unidos. Um fator complicador para Brasil e América Latina foi que a taxa dos empréstimos era flutuante. - A taxa de juros não só da dívida nova era alta, mas de todo o estoque da dívida que era repactuada a cada seis meses - lembra Lopreato. Economistas destacaram a importância dos relatos inéditos revelados pelo GLOBO sobre a crise. A preocupação do ministro de Relações Exteriores, Ramiro Saraiva Guerreiro, em memorando secreto ao então presidente João Figueiredo, foi um dos pontos destacados pelo diretor da EPGE/FGV Rubens Penha Cysne: - Os alertas de Saraiva Guerreiro foram uma novidade. Para o professor de Economia da PUC-Rio Márcio Garcia, a situação da economia brasileira hoje é diferente do passado - quando havia política de endividamento externo temerária e política fiscal inadequada -, mas ele lembra que é preciso cuidado. - Ontem fomos nós (com crise de dívida), hoje é a Europa. Mas as coisas mudam muito, e podemos vir a ser nós no futuro se mudarmos o comportamento virtuoso - diz. Na opinião de Rubens Penha Cysne, a crise da dívida mostrou que o Brasil reage fortemente a estímulos cambiais: - O Brasil conseguiu reverter, em dois anos, um déficit em conta corrente significativo. A virtude anda junto com a necessidade.
Folha.com - Exportação cai e governo já desiste da meta Objetivo era crescer 3% neste ano; apesar do boom da soja, vendas devem igualar 2011 Por Maeli Prado, repórter, de Brasília Com o aprofundamento da queda das exportações, reflexo do desaquecimento da demanda global, o governo já descarta a possibilidade de o país atingir a meta de crescimento de 3% das vendas externas neste ano. O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, afirmou ontem que, no máximo, o país conseguirá empatar o desempenho das exportações do ano passado, de US$ 256 bilhões. "Mesmo isso é inalcançável", avaliou José Augusto de Castro, da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil). "Não acho que as vendas externas vão passar de US$ 236 bilhões neste ano, e ainda acho que o número vem abaixo disso", disse. Segundo ele, o Brasil teria que exportar, em média, US$ 1,17 bilhão por dia para igualar as vendas de 2011, sendo que a maior média foi em maio, de US$ 1,05 bilhão. "E esse foi um mês em que vivemos um boom de exportações de soja. Isso não ocorrerá daqui para a frente." Se houver queda ante 2011, será a primeira desde 2009. "Estamos em uma situação muito melhor do que na crise anterior, de 2008 e 2009, quando as exportações caíram 23%, para um patamar de US$ 150 bilhões", argumentou o secretário. No mês passado, as vendas para outros países caíram 14,4% frente ao mesmo mês de 2011. Cerca de 45% dessa redução, segundo Teixeira, foi causada pela queda nas vendas de minério de ferro, cuja demanda está em baixa pela desaceleração da China. Essa retração deve se intensificar. "Não haverá mais o impacto dos embarques de soja. Como o preço está muito bom, os exportadores anteciparam as vendas", avaliou Fernando Ribeiro, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). As importações, afetadas pela paralisação da Receita e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), tiveram queda de 14% -o saldo comercial foi de US$ 3,2 bilhões, queda de 17% em relação a agosto de 2011. "Isso vem ocorrendo em um momento em que as compras de outros países costumam crescer, porque a indústria se prepara para o final do ano", observa Castro. "A razão é a greve, que afeta mais a entrada de produtos do que a saída, e a própria redução da atividade econômica."
A Nota Técnica foi lançada nesta terça-feira,na sede do Instituto, em Brasília
O curso capacitará profissionais para a gestão de políticas públicas
Na oportunidade foi lançado o hotsite do projeto Participação em Foco, Diest/Ipea
Jorge Abrahão, do Instituto, e Paulo Jannuzzi, do MDS, são os convidados para a discussão
Gasto Social Federal: prioridade macroeconômica no período 1995-2010
Zero Hora (RS) – Portas abertas para o mercado IBGE mostra números que impressionam: em 10 anos, enquanto o extrato jovem da população em idade de trabalho cresceu apenas 1%, a faixa acima dos 50 anos disparou 91% e chegou a 5,12 milhões de pessoas Os números que mostram a marcha dos trabalhadores mais maduros impressionam. Em maio de 2002, o contingente de ocupados com 50 anos ou mais nas regiões metropolitanas que integram a pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 2,68 milhões, número inferior aos 3,10 milhões de pessoas com idade de 18 anos a 24 anos. Dez anos depois, verifica-se uma ultrapassagem com folga. Enquanto o extrato jovem de ocupados cresceu apenas 1%, a faixa de maior idade disparou 91% e chegou a 5,12 milhões de pessoas. Com a transição demográfica, fruto da menor taxa de natalidade e avanço na longevidade, a escalada dos trabalhadores grisalhos tende a se acentuar nas próximas décadas. - As empresas absorverão cada vez mais pessoas maduras, pela diminuição da entrada de jovens no mercado devido à menor taxa de fecundidade e ao fato de ficarem mais tempo na escola. As empresas terão de rever preconceitos e investir mais em capacitação - resume Maria Amélia Camarano, coordenadora de população e cidadania no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e estudiosa do tema. Nessa travessia, um dado positivo é o de que os jovens estão estudando por mais tempo. Portanto, quando entrarem no mercado serão mais qualificados e terão potencial de apresentar maior produtividade, avalia o pesquisador Rodrigo Leandro de Moura, da Fundação Getulio Vargas (FGV). O quadro atual de escassez de mão de obra preparada é outro fator que contribui para o aumento da longevidade laboral. - Empresas estão desaposentando funcionários para que voltem à ativa. Existem pessoas com 60, 65 anos que são ativas e têm produtividade alta - observa Moura. Preconceito também tende a diminuir As estatísticas são palpáveis para quem trabalha com recrutamento. Lourdes Lovison, gerente executiva do grupo Advis, consultoria na área de recursos humanos, sente que o preconceito com trabalhadores de idades mais avançadas caiu de forma nítida nos últimos cinco anos. Segundo Lourdes, 90% das empresas que solicitavam a indicação de profissionais a Advis tinham restrição a pessoas acima de 50 anos. Hoje, o percentual das que têm limitação etária caiu pela metade. Também cresceu o número de empregadores que procuram colaboradores mais maduros para posições em áreas administrativas e de gestão. - É uma escolha por maturidade. As pessoas com 50 anos não são as mesmas de tempos atrás. São saudáveis, mais competitivas e produtivas, alinhadas às tecnologias, conectadas com as mídias e redes sociais. Disputam em igualdade com os jovens - afirma Lourdes. Mais cauteloso, o consultor Eliseu Ordakowski, da Produtive, empresa especializada em transição de carreiras, ainda nota dificuldade para a recolocação de executivos de mais de 50 anos, embora admita uma mudança no cenário. Apesar de pontos fortes como experiência e conhecimento, em regra os laços familiares dificultam a mudança desses profissionais para outras cidades e Estados. Essa mobilidade, diz Ordakowski, tem sido exigida pelo mercado.
Folha.com - Cidades de médio porte são as que mais crescem, aponta IBGE Por Venceslau Borlina Filho, repórter Desde 2010, país ganhou 3,2 milhões de habitantes e 56 municípios deixaram de ser 'pequenos' População é estimada em 194 milhões; São Paulo, Rio e Salvador continuam as maiores cidades brasileiras As cidades médias (de 100 mil até 500 mil habitantes) registraram as maiores taxas de crescimento populacional anual de 2000 a 2012, segundo pesquisa divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O levantamento mostra que o Brasil ganhou 3.191.087 habitantes em relação a 2010 e passou a ter uma população estimada em 193.946.886 pessoas em 1º de julho, data de referência da pesquisa. O fenômeno do maior crescimento populacional nas cidades de médio porte está relacionado, principalmente, ao aumento da migração entre moradores de pequenas cidades (de até 100 mil habitantes) em busca de melhores condições de vida, o que inclui emprego e estudo. "O dinamismo populacional do Brasil continua seguindo novas rotas, particularmente rumo ao interior", afirma a pesquisadora do instituto Leila Ervatti. De acordo com o IBGE, 56 municípios entraram para o grupo de faixa populacional caracterizado como cidade média no período. A maior parte (34) tem população de 100 mil a 200 mil habitantes. Segundo Herton Ellery Araújo, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o fenômeno é melhor notado nas chamadas mesorregiões -formadas por um grupo de cidades que funcionam como um polo para a população do entorno. Um exemplo é Altamira (PA). A instalação da hidrelétrica de Belo Monte tem atraído moradores de municípios ao redor e de outros Estados. MAIORES CIDADES Não houve mudança na lista dos 15 municípios mais populosos em relação a 2010. As maiores cidades ainda são São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Fortaleza. Borá (SP) e Serra da Saudade (MG), com 807 habitantes cada uma, são as cidades menos habitadas do país.

<< Início < Anterior 301 302 303 304 305 306 307 308 309 310 Próximo > Fim >>
Página 305 de 758

 
 
 
 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil.
Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Expediente Portal Ipea