Missão: “Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas”.
IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Ipea ao Vivo
Twitter
Youtube
facebook
Flickr
Google +
pasang iklan gratis olahan makanan panganan nusantara

Resultados 6091 - 6110 de 14574

Correio Braziliense: Negociações vitoriosas Dieese informa que 82% dos assalariados ganharam aumento real. Só 6% de 702 rodadas registradas resultaram em ganho abaixo da inflação. Folga, no entanto, ainda é sonho, diz Ipea A maioria dos trabalhadores brasileiros encerrou o ano passado com aumento salarial acima da inflação. A informação foi divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De um total de 702 unidades de negociação registradas em 2011 no Sistema de Acompanhamento de Salários do Dieese, 87% conseguiram reajustes acima da inflação, apenas 8% na média e 6% abaixo dela. O comércio foi o setor que apresentou o maior percentual de negociações com aumento real de salários, com cerca de 97%. Na indústria, apenas 3% das negociações resultaram em salário abaixo da inflação. Já no setor de serviços, 76% obtiveram aumentos reais, 12% iguais ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e 12% abaixo. Dentre as categorias de serviços, os que trabalham em bancos e empresas de seguro privados tiveram o segundo maior percentual de reajuste, com 1,78% de ganho real. O maior índice foi obtido pelo segmento do turismo e hospitalidade, com 1,86%. Descanso Se a jornada de trabalho fosse reduzida, mais de 63,8% dos trabalhadores dedicariam o tempo livre a outras atividades. Essa é uma das constatações de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre o trabalho e o tempo livre, também divulgado ontem. Para 39,5% dos entrevistados, o tempo dedicado ao trabalho compromete a qualidade de vida. Para esse grupo, o trabalho provoca cansaço e estresse (13,8%); compromete as relações amorosas e a atenção à família (9,8%); prejudica estudo, lazer e práticas esportivas (7,2%) e afetar as relações de amizade (5,8%). O Ipea entrevistou 3.796 pessoas que moram em áreas urbanas das cinco regiões do país, todas com mais de 18 anos de idade e que exerciam alguma atividade remunerada na semana de referência da pesquisa. Ficar mais tempo com a família é o desejo da maioria, enquanto os mais jovens usariam o tempo livre para viagens e lazer.
Agência Brasil: Ipea analisa mercado de trabalho dos Estados Unidos e da Europa O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga hoje (22) em Brasília o Comunicado nº 140 - Evolução do Mercado de Trabalho nos Estados Unidos e Europa em Decorrência da Crise Econômica. Será às 14h30, na sede da instituição. O estudo será apresentado por Roberto González, André Gambier e André Viana, técnicos de planejamento e pesquisa, e mediado por Murilo Pires, assessor técnico da presidência do Ipea. O estudo apresenta um panorama das repercussões da crise econômica internacional, com foco no desenvolvimento registrado nos países desenvolvidos, principalmente nos Estados Unidos, onde a crise se originou, e nos da Europa, onde se concentra atualmente.
SIPS revela percepção dos brasileiros sobre como a vida particular perde espaço para as atividades profissionais
SIPS 2ª edição (2011/2012) O SIPS é uma pesquisa domiciliar e presencial que visa captar a percepção das famílias acerca das políticas públicas implementadas pelo Estado, independente destas serem usuárias ou não dos seus programas e ações. A partir desta 2ª edição, a pesquisa passa a ser realizada em 3775 domicílios, em 212 municípios, abrangendo todas as unidades da federação. Passa também a ser utilizado o método de amostragem probabilística de modo a garantir uma margem de erro de 5% a um nível de significância de 95% para o Brasil e para as cinco grandes regiões. Segurança Pública Trabalho e tempo livre Percepção dos trabalhadores sobre intensidade e exigências no ambiente de trabalho (Relatório I) Mobilidade Urbana 2ª edição Assistência Social - Percepção sobre pobreza: causas e soluções Defesa Nacional
Brasil Econômico: As barreiras à modernização do financiamento ao ensino Desde 2007, discute-se utilizar o Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) como instrumento de referência para os programas orçamentários da educação, mas a proposta esbarra em disputas políticas Regiane de Oliveira Quando se fala em financiamento da educação no Brasil, é comum ouvir que o país investe pouco nessa área. Porém, como a sociedade pode ter certeza que é pouco realmente e que o valor utilizado atualmente não é capaz de atender as demandas sociais? Um estudo lançado em 2007 pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação vem sendo difundido como referência para o financiamento da educação no Brasil. Trata-se do Custo de Aluno Qualidade Inicial (CAQi), que inverte a lógica do financiamento tradicional: ao invés de distribuir determinado valor, via tributos, às redes de ensino público, leva em conta o que é necessário ser investido para que todos os níveis alcancem um padrão mínimo de qualidade - o que é previsto na Constituição Federal. Nestes quatro anos de trabalho, o CAQi só recebeu elogios, ao ponto de se discutir hoje se ele deveria se tornar a 21ª meta do Plano Nacional de Educação, em discussão no Congresso. "O CAQi está sendo usado para calcular o custo da educação integral para a Unesco. Este é um primeiro esforço para tirar o Brasil do padrão mínimo", afirma Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Antes disso, porém, o país precisa atingir o mínimo. Por isso, o CAQi está presente em todas as discussões sobre a necessidade de se investir pelo menos 10% do PIB em educação, e não os 7% defendidos pelo governo. Também foi aprovado em maio de 2010 pelo Conselho Nacional de Educação como o instrumento que normatiza os padrões mínimos de qualidade da educação básica. A resolução aguarda homologação do ministro da Educação há dois anos. Esse instrumento também já é bastante conhecido pelos políticos brasileiros. Só no Congresso Nacional, o CAQi foi apresentado cinco vezes-a mais recente delas foi ontem na reunião sobre "Recursos e investimentos educacionais e o CAQ (Custo Aluno-Qualidade), realizada pela Comissão Especial que trata do PL 8035/2010 (Plano Nacional de Educação). No Senado a Campanha também fez uma apresentação. Sem contar as 27 audiências públicas em todos os estados sobre o tema. Se todos são a favor, por que o CAQi não vira política pública? "O problema é que se for homologado, a União terá de colocar a mão no bolso para cumprir seu papel instituindo um Regime de Colaboração verdadeiro", afirma Cara. Dados de 2009, mostram que de cada R$ 1 investidos em educação, a União contribuí com R$ 0,20; estados com R$ 0,41 e municípios com R$ 0,39. "Isto não é umproblema só desse governo. Nunca um governo central ou federal no Brasil se responsabilizou pelo investimento em educação básica, que acabou sendo passada para estados e municípios." O impasse sobre a responsabilização dos investimentos pode ser visto nas discussões do PNE. "Não estamos tratando aqui de uma questão técnica. Se fosse isso, o parecer do Ipea mostrando que o país tem condições de investir 10% do PIB em educação já resolveria a questão. O debate é outro, de cunho político." Como é calculado O CAQi leva em conta quais insumos são necessários para uma educação de qualidade como remuneração digna aos professores, política de carreira, número adequado de alunos por sala, material didático e de apoio, laboratórios, banda larga, entre outros. Uma corrida contra o tempo para aprovar o Plano Nacional de Educação Impasse sobre o financiamento da educação na Câmara dos Deputados já dura um ano, sem prazo para terminar O tempo está apertando. O Plano Nacional de Educação (2011-2020), que contempla 20 metas e estratégias para desenvolver a educação no país nos próximos 10 anos, corre o risco de não ser aprovado em 2012. É o que alerta o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara. "Se a questão do financiamento não for aprovada na Câmara até abril não teremos PNE neste ano", afirma. "Este é um ano curto por conta das eleições. No final de julho, o Congresso entra no recesso eleitoral, que vai até outubro, novembro". Isso significa que o país terá perdido dois anos emmeio as discussões sem definir um plano de estado para a educação. O impasse do financiamento gira em torno da disputa da oposição e de uma parte da base aliada do governo, que defendem 10% do Produto Interno Bruto para a educação, e do governo federal, que defende 7%. R.O.
Valor Econômico (SP): PIB potencial e o fluxo imigratório Artigo de Bráulio Borges Em uma pesquisa feita junto a cerca de 60 analistas no final de 2010, o Banco Central (BC) constatou que a estimativa mediana do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) potencial brasileiro era de 4,5% na época. Não obstante, desde o fim de 2011, alguns analistas vêm questionando essa estimativa, sugerindo que o potencial brasileiro já estaria mais próximo de 3,5% - o BC perdeu a oportunidade de atualizar essa estimativa no começo de fevereiro de 2012, quando perguntou aos analistas as estimativas de juro neutro, da taxa de emprego que não acelera a inflação (Nairu) e impacto da nova Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) sobre o IPCA. A aplicação de um filtro à série dessazonalizada do PIB brasileiro sugere que o potencial estaria em torno de 3,7% ao ano no fim de 2011. O problema dessas estimativas puramente econométricas é que elas são bastante instáveis na ponta, além de serem muito ateóricas.Nesse sentido, outras metodologias são mais robustas. A primeira delas é a estimação de uma curva de Phillips, a partir do conceito teórico de que quando o crescimento do PIB efetivo é igual ao potencial, não há aceleração da inflação. Tomando por base dados anuais entre 2003 e 2011 e a evolução do IPCA livres, essa conta aponta um potencial de 4,3% ao ano (essa estimativa não muda caso se considere a série do IPCA retroativo construído pela LCA a partir dos pesos da nova POF que passaram a ser incorporados no cálculo do IPCA a partir de janeiro de 2012). Caso seja considerado apenas o período 2006-2011, o potencial estimado cai para 3,9% ao ano (variação que sobe a 4% quando se considera o IPCA retroativo).A outra metodologia para estimação do PIB potencial é a de função de produção, que decompõe a evolução do crescimento da capacidade de oferta doméstica em três grandes condicionantes: estoque de capital, oferta de mão de obra e ganhos de produtividade.O estoque de capital brasileiro, série estimada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) até 2008 e atualizada pela LCA com os fluxos trimestrais de investimento e considerando uma depreciação de 4,7% ao ano, avançou 4,4% em 2011, mantendo o mesmo ritmo de alta observado em 2010. Assim, caso a única restrição à expansão da oferta no Brasil fosse esse fator de produção, nosso potencial de crescimento estaria hoje em 4,4% ao ano.Não obstante, esse fator de produção tem um peso de "apenas" 40% na função de produção brasileira, com os outros 60% dependendo da oferta de mão de obra. A oferta de mão-de-obra, sob um prisma de médio e longo prazos, está associada à evolução da População em Idade Ativa (PIA) e também da tendência da taxa de participação - razão entre a População Economicamente Ativa (PEA) e a PIA.Como a taxa de participação brasileira hoje já se encontra em um nível historicamente elevado, o crescimento da oferta de mão de obra tem dependido basicamente do crescimento da PIA, que se elevou em 1,5% em 2011 (as estimativas oficiais do IBGE ainda não incorporam os resultados do Censo 2010). Por fim, os ganhos de produtividade. A sua estimação é feita por resíduo, descontando-se do crescimento efetivo do PIB a variação do estoque de capital em uso (estoque de capital ajustado pelo Nível de Utilização da Capacidade Instalada, NUCI, da economia) e a variação da população ocupada (idealmente deveriam ser consideradas as horas trabalhadas, mas esses dados são difíceis de serem obtidos para o agregado da economia brasileira). Não obstante, a produtividade é uma variável sabidamente pró-cíclica, em função da rigidez do mercado de trabalho. Com efeito, para se calcular o PIB potencial, é preciso levar em conta a tendência de crescimento da produtividade e não a sua variação em determinado ano. Embora conjunturalmente os ganhos de produtividade tenham desacelerado de uma alta de 2,6% em 2010 para apenas 0,5% em 2011, a tendência da produtividade brasileira está crescendo cerca de 1,2% ao ano.Compondo o crescimento desses condicionantes da oferta agregada doméstica, chega-se a um crescimento potencial de 3,9% em 2011 - valor que se aproxima das outras estimativas apresentadas acima. Com efeito, um "educated guess" para o crescimento potencial da economia brasileira hoje é algo em torno de 4% ao ano.E olhando para frente? Caso a taxa de investimento (razão entre a Formação Bruta de Capital Fixo, FBCF, e o PIB) fique em cerca de 20% entre 2012 e 2014, acima dos 19,3% de 2011, o estoque de capital deverá seguir crescendo cerca de 4,5% ao ano. Uma taxa de investimento chegando a 24% em 2014 - cenário do governo - poderia elevar esse crescimento do estoque de capital para cerca de 5,5%, agregando 0,4 ponto percentual ao crescimento potencial brasileiro). Não há razões para esperar um grande salto dos ganhos de produtividade, uma vez que eles dependem de reformas microeconômicas e de investimentos em educação que dificilmente maturam nesse prazo mais curto.Uma grande incógnita reside no que esperar da oferta de mão de obra. As projeções atuais do IBGE apontam um crescimento médio de 1,4% da PIA em 2012-2014 - quadro não muito diferente daquele verificado na média dos últimos anos.Não obstante, essas projeções não consideram fluxos imigratórios. Aparentemente estamos passando por uma mudança estrutural, em função do grande diferencial de crescimento e de desemprego do Brasil em relação a muitas outras economias no mundo, que vem atraindo estrangeiros para trabalhar no Brasil e gerando a repatriação de brasileiros.Segundo o Ministério da Justiça, somente em 2011 o número de estrangeiros legalizados no Brasil se elevou em 540 mil pessoas (0,3% da PIA estimada para o Brasil em 2011). Essa é uma questão que passa a ser pertinente para avaliar a capacidade de crescimento não inflacionária da economia brasileira no futuro próximo. Um fluxo imigratório de 1 milhão de pessoas em idade ativa por ano pode aumentar nosso potencial em 0,4 ponto percentual - ou mais, caso esses trabalhadores tenham um nível médio de qualificação superior à média atual dos brasileiros, o que também elevaria os ganhos de produtividade de nossa economia.Bráulio Borges é economista-chefe da LCA Consultores.
A obra, composta por quatro volumes, foi apresentada nesta sexta-feira, em São Paulo
Sistema de Percepção Social (SIPS): Trabalho e Tempo Livre foi divulgado nesta quarta feira, 21, em Brasília
Expectativa de crescimento do PIB é de 3,5%, e a projeção de novos postos de emprego para 2012 ficou em 1,9 milhão
Correio Braziliense (DF): Importado prejudica indústria e ameaça PIB Participação de componentes estrangeiros na produção nacional já é recorde. Número de setores com balança comercial deficitária dobrou VICTOR MARTINS Os produtos importados tomaram conta das prateleiras do país. Pelas estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), um em cada cinco bens consumidos no Brasil vem de fora. Em alguns setores, a proporção é maior. No segmento de informática e eletrônicos, por exemplo, para cada dois produtos, um é produzido no exterior. O volume de insumos estrangeiros utilizados pelas fábricas nacionais também é elevado. Em 2011, corresponderam a 21,7% dos componentes — um recorde. Até mesmo os têxteis, um dos segmentos mais abatidos pela concorrência internacional, dependem da importação para se manter no mercado. O setor trouxe de fora 28,5% dos insumos usados na produção. Na indústria calçadista, o ingresso de importados também já é alarmante: atingiu a marca de 42,6%. Para o setor fabril, esses números evidenciam o avanço da desindustrialização no país. Mais que isso, sintetizam os efeitos do chamado custo Brasil (carga tributária exagerada, logística e transporte deficientes e juros reais ainda elevadíssimos), que, ao lado do dólar desvalorizado frente ao real, vem dilapidando o crescimento da indústria e prolongando a crise do setor. Pelos dados da CNI, 10 segmentos industriais carregam uma balança comercial deficitária. Ou seja, o custo com os insumos importados supera a receita com exportações. Em 2005, esse cenário se resumia a cinco áreas. "Esses números mostram que o indústria manufatureira está se transformando em importadora", lamentou Flávio Castelo Branco, gerente executivo da CNI. "Se nada for feito para atenuar os custos sistêmicos, o quadro deve se agravar, com o crescimento da economia (Produto Interno Bruto) sendo limitado pelo baixo desempenho da indústria neste ano", alertou. Apenas entre 2009 e 2011, a participação de produtos estrangeiros no consumo cresceu 3,2 pontos percentuais. Fábio Gallo Garcia, professor de economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), explica que, em função do custo Brasil, os empresários estão montando operações baseadas na importação. A seu ver, eles se transformaram em montadores de produtos, trazendo tudo de fora e sem desenvolver tecnologia. "Mas a culpa não é apenas do industrial. O poder público também tem parcela de culpa ao impor tantas barreiras ao setor produtivo", disse. Expansão só de 3,5% Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com 44 associações brasileiras do setor produtivo aponta para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 3,5% em 2012, um número bem abaixo dos 4,5% da meta projetada pelo governo. O estudo divulgado ontem também mostrou que enquanto a equipe econômica projeta o dólar a R$ 1,80, a iniciativa privada prevê a moeda cotada em R$ 1,75 no fim do ano.
Valor Econômico: Pesquisa do Ipea aponta PIB de 3,5% Por Tainara Machado | De São Paulo O setor produtivo tem projeções mais pessimistas para a economia brasileira neste ano do que o governo, mostrou o Sensor Econômico, divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com a mediana das respostas obtidas, o Produto Interno Bruto (PIB) do país crescerá 3,5% neste ano, enquanto o Ministério da Fazenda trabalha com projeção de expansão de 4,5% no período. Para Marcio Pochmann, presidente do Ipea, o descolamento das expectativas é resultado de uma decisão dos formuladores de política econômica, que no ano passado adotaram medidas restritivas para conter o aquecimento da economia. Com isso, a perspectiva do setor produtivo para o crescimento do país, que era de 3,6% no início de 2011, não se concretizou. "Hoje, o Ministério da Fazenda e o Banco Central têm uma capacidade menor de coordenar expectativas e por isso há grande dispersão de posições dentro do setor produtivo", afirmou o presidente do Ipea. Segundo o Sensor Econômico, publicado bimestralmente pelo instituto, a inflação avançará 5,3% neste ano, com intervalo de respostas situado entre 5,2% e 5,5%, distante, portanto, do centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5%. Para a Selic, a estimativa é de que a taxa básica de juros encerre o ano em 9,5%. O questionário, no entanto, foi conduzido antes da última reunião do Copom, quanto a autoridade monetária reduziu a Selic em 0,75 ponto e sinalizou, na ata, que o piso para a queda da taxa básica de juros neste ano é de 9%. "O setor produtivo não está tão otimista quanto o governo em alguns pontos e há dúvidas se as autoridades econômicas conseguirão acelerar a economia em 2012. Esse tipo de informação, no entanto, ajuda o governo na coordenação das expectativas e mostra que, até agora, as ações do governo brasileiro não foram suficientes para que houvesse uma mudança de estimativas", afirmou Pochmann. As entidades do setor produtivo ainda estimam superávit comercial de US$ 20 bilhões neste ano, com exportações de US$ 264 bilhões, exatamente a meta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), que, "aparentemente, tem maior credibilidade na manifestação de suas informações", segundo o presidente do Ipea. A pesquisa foi conduzida com 44 entidades associativas do comércio, da indústria e de agropecuária, além de entidades representativas dos trabalhadores e centros de estudos setoriais.
The Economist (Reino Unido) - Studying the world A huge scholarship programme could boost economic growth SELLING her country’s technological prowess and booming IT market was the main order of business for Dilma Rousseff at a big trade fair in Hanover on March 5th. But Brazil’s president made sure to pose for photographs with young compatriots who last month began to study at German universities under her government’s new scholarship programme, Science Without Borders. By the end of 2015 more than 100,000 Brazilians—half of them undergraduates, half doctoral students—will have spent a year or so abroad at the best universities around the world studying subjects such as biotechnology, ocean science and petroleum engineering which the government regards as essential for the nation’s future. That will cost 3 billion reais ($1.65 billion), a quarter of which will come from businesses and the rest from the Brazilian taxpayer. Science Without Borders is Brazil’s boldest attempt to move up an economic gear. The country’s trend rate of growth, at 4-4.5%, is slightly below the Latin American average and far slower than in the other BRIC countries. Officials hope that improving the quality of the workforce could make a big difference, though it will take time to have an effect. Bosses complain about the difficulty of finding well-qualified staff. Unemployment is at a record low. Brazilians with degrees earn 3.6 times as much as high-school graduates, a multiple unmatched anywhere in the OECD, a group of mainly rich countries. Staff trained in science and related subjects are particularly scarce. IPEA, a think-tank with links to the government, says that too many of the 30,000 engineers Brazil produces each year come from mediocre institutions—and that, anyway, the country needs twice that number. Officials hope that students returning with fresh ideas picked up abroad will raise standards in their home universities too. Foreign universities and governments are leaping at the chance of teaching Brazilian students. The United States has already signed up to take 20,000; Britain, France, Germany and Italy will take 6,000-10,000 each. Laggards are scrambling to attract the rest. The Brazilians will pay full fees. And host countries spy the longer-term return of building mutually profitable contacts, in business as well as education. “The scale and speed of this programme are unprecedented,” says Allan Goodman of the Institute of International Education, a non-profit group that is managing the programme for American universities. It is organising three-month industry placements for all its Brazilian visitors. Edinburgh University expects its first Brazilian scholarship students in September. It already has links with Petrobras, Brazil’s state-controlled oil company, and is opening a São Paulo liaison office, its third after Beijing and Mumbai, to take advantage of what it hopes will be a growing body of alumni. Until now, few Brazilians have studied abroad. The United States is the most popular destination—yet last year there were only about 9,000 Brazilians on its campuses (excluding language students). The Chinese and Indian contingents together came to 260,000. Those Brazilians who have foreign degrees have had a disproportionate influence back home. In the 1960s and 1970s the government paid for PhDs abroad in oil exploration, agricultural research and aircraft design. Brazil is now a world leader in all three fields.
Assista ao programa ao vivo no nosso portal, nessa quarta-feira, às 17h, e participe.
Desindustrialização ocorrida desde a década de 1990 foi danosa a diversos setores da economia brasileira
Brasil Econômico: Em 30 anos, produtividade da indústria nacional caiu 15% Chrystiane Silva Na China houve aumento de 808% no período, reflexo de investimentos em tecnologia e educação Nos últimos meses, a indústria brasileira tem amargado péssimos resultados. Praticamente estagnado, o setor sofre com os altos custos para produzir, com a concorrência dos produtos importados e também com a baixa produtividade dos trabalhadores. Nos últimos 30 anos, a produtividade dos colaboradores da indústria de transformação caiu 15%. Esse indicador é calculado pelas horas trabalhadas e pelo número de funcionários do setor. No mesmo período, a produtividade dos chineses aumentou 808%. Os dados fazem parte de estudo produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) A China é a principal potência mundial e é natural que a produtividade dos seus trabalhadores seja maior. Mas o Brasil também ficou atrás do desempenho de vizinhos como o Chile, que apresentou aumento de 82,11%, e da Argentina, que cresceu 16,98% nos últimos 30 anos. O que há de errado com o desempenho do Brasil? Crescimento sustentado O aumento da produtividade é uma condição fundamental para o crescimento sustentado. Entre os fatores que contribuíram para o desempenho pífio da produtividade no país estão as deficiências de educação e infraestrutura. Cada vez mais, as indústrias usam equipamentos tecnológicos sofisticados e exigem uma boa formação educacional dos seus trabalhadores, mas apenas 20% dos funcionários do setor terminaram a universidade. Além disso, o Brasil ainda tem uma baixa integração com a economia global. O indicador que mede a abertura comercial é a proporção do comércio exterior em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Quanto mais alto, melhor para a economia do país. Nos últimos três anos, ele ficou em 11% em média. Na Argentina, o mesmo indicador ficou em 20%. Apesar de todos os avanços tecnológicos, o Brasil ainda tem uma baixa absorção de tecnologia e inovação em muitos setores, sem contar com as dificuldades burocráticas para abrir empresas. "O país precisaria crescer 4% ao ano para acomodar os aumentos salariais e competir com os produtos importados. O Brasil está se dando ao luxo de ter os maiores custos de produção do mundo, matando a indústria", diz Júlio Gomes de Almeida, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Solução demorada Para um país que precisa crescer, a baixa produtividade é um fator preocupante. "É um obstáculo que cria barreiras à competitividade externa. É preciso pensar em umaestratégia consistente de desenvolvimento industrial", diz Gabriel Coelho Squeff, economista do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea) e autor do estudo sobre produtividade na indústria entre 1980 e 2009. No curto prazo, com a instabilidade internacional devido à crise mundial, que se manifesta pela queda no comércio internacional e pela aversão ao risco por parte dos empresários e dos consumidores, vai ser preciso ter mais dinamismo na relação entre a produção e os trabalhadores para reativar o crescimento. "A estrutura produtiva também precisa ser diversificada, mas não há indícios de que essas trajetórias sejam revertidas no curto prazo", diz Squeff. Para crescer de maneira sustentada, o país vai precisar seguir o exemplo das nações que investiram em educação e hoje registram crescimento econômico como China e Coreia do Sul
Folha de São Paulo (SP): Brasil cresce menos que todos os países vizinhos Para analistas, baixo investimento e ações de combate à inflação frearam economia. O Brasil foi o país que menos cresceu na América do Sul no ano passado. Isso não acontecia desde 2006. Com a alta do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 2,7%, o país ficou atrás do desempenho de, por exemplo, Argentina (8,8%), Chile (6,0%) e Venezuela (4,2%), segundo estimativas de governos e analistas. Brasil é o que menos cresce na América do Sul Pela primeira vez desde 2006, desempenho econômico do país é inferior ao obtido por todos os seus vizinhos Para analistas, governo exagerou nas ações anti-inflação, contribuindo para a expansão de apenas 2,7% em 2011. O Brasil foi o país que menos cresceu na América do Sul em 2011. As taxas de expansão da economia brasileira perdem para as de outras nações emergentes, como China e Índia, de forma recorrente. Mas, desde 2006, o desempenho do país não ficava aquém do resultado de todos os vizinhos sul-americanos, segundo estimativas recentes. O fraco desempenho do Brasil, que cresceu apenas 2,7% no ano passado, deve fazer ainda com que o país fique abaixo da média de expansão da América Latina como um todo (próxima a 4%). Isso também não ocorria há cinco anos. "Estimamos que, de todos os países latino-americanos, só Guatemala e El Salvador cresceram menos que o Brasil", diz Richard Hamilton, da consultoria Business Monitor International (BMI). A desaceleração brasileira em 2011 é, em parte, explicada pela forte expansão de 7,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010, que levou à alta da inflação. Isso forçou o governo a tomar medidas para esfriar a economia. Mas outros países da região (como Peru e Uruguai) também passaram pelo mesmo processo e registraram desacelerações menos acentuadas no ano passado. Isso leva alguns analistas a acreditarem que o governo brasileiro exagerou na dose: "O que derrubou o Brasil em 2011 é que exageraram nas medidas tomadas para conter a inflação", diz o economista André Biancarelli, professor da Unicamp. O tombo sofrido pela indústria brasileira também ajuda a explicar o mau desempenho do país, segundo economistas. O setor-que tem maior relevância para a economia do Brasil do que para a maioria dos vizinhos da região-vem sendo afetado pela valorização do real, que favorece os produtos importados. Outro fator citado como freio ao crescimento brasileiro é o baixo nível de investimento na economia. O economista da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), Carlos Mussi, observa que alguns países vizinhos têm alocado mais recursos em investimentos, o que lhes permite obter um crescimento maior: "A principal decisão de um país para garantir expansão alta é o quanto ele investe". Em 2011, os investimentos no Brasil alcançaram 19,3% do PIB, contra uma média estimada de 23% na região, segundo dados da Cepal. Por outro lado, a baixa integração comercial da América Latina limita os benefícios que o Brasil poderia colher com a expansão mais forte dos vizinhos. O economista Renato Baumann, do Ipea, diz que as exportações dos países latino-americanos para a própria região representam menos de 20% das vendas totais. Na Ásia, essa média chega a quase 50%. "O grau de vinculação comercial e produtiva da América Latina é baixo", afirma Baumann. RISCO O baixo crescimento do Brasil em 2011 em relação à expansão dos vizinhos sul-americanos representa um risco para o país, na opinião de Hamilton, da BMI:"Isso é relevante porque pode levar investidores a questionarem a sustentabilidade do modelo de crescimento brasileiro". Outros economistas acreditam, no entanto, que 2011 foi um ponto fora da curva:"O Brasil tem um grande potencial, importantes eventos internacionais pela frente. O resultado de 2011 não altera essa perspectiva", afirma Biancarelli, da Unicamp
The Economist (Reino Unido) - Studying the world A huge scholarship programme could boost economic growth SELLING her country’s technological prowess and booming IT market was the main order of business for Dilma Rousseff at a big trade fair in Hanover on March 5th. But Brazil’s president made sure to pose for photographs with young compatriots who last month began to study at German universities under her government’s new scholarship programme, Science Without Borders. By the end of 2015 more than 100,000 Brazilians—half of them undergraduates, half doctoral students—will have spent a year or so abroad at the best universities around the world studying subjects such as biotechnology, ocean science and petroleum engineering which the government regards as essential for the nation’s future. That will cost 3 billion reais ($1.65 billion), a quarter of which will come from businesses and the rest from the Brazilian taxpayer. Science Without Borders is Brazil’s boldest attempt to move up an economic gear. The country’s trend rate of growth, at 4-4.5%, is slightly below the Latin American average and far slower than in the other BRIC countries. Officials hope that improving the quality of the workforce could make a big difference, though it will take time to have an effect. Bosses complain about the difficulty of finding well-qualified staff. Unemployment is at a record low. Brazilians with degrees earn 3.6 times as much as high-school graduates, a multiple unmatched anywhere in the OECD, a group of mainly rich countries. Staff trained in science and related subjects are particularly scarce. IPEA, a think-tank with links to the government, says that too many of the 30,000 engineers Brazil produces each year come from mediocre institutions—and that, anyway, the country needs twice that number. Officials hope that students returning with fresh ideas picked up abroad will raise standards in their home universities too. Foreign universities and governments are leaping at the chance of teaching Brazilian students. The United States has already signed up to take 20,000; Britain, France, Germany and Italy will take 6,000-10,000 each. Laggards are scrambling to attract the rest. The Brazilians will pay full fees. And host countries spy the longer-term return of building mutually profitable contacts, in business as well as education. “The scale and speed of this programme are unprecedented,” says Allan Goodman of the Institute of International Education, a non-profit group that is managing the programme for American universities. It is organising three-month industry placements for all its Brazilian visitors. Edinburgh University expects its first Brazilian scholarship students in September. It already has links with Petrobras, Brazil’s state-controlled oil company, and is opening a São Paulo liaison office, its third after Beijing and Mumbai, to take advantage of what it hopes will be a growing body of alumni. Until now, few Brazilians have studied abroad. The United States is the most popular destination—yet last year there were only about 9,000 Brazilians on its campuses (excluding language students). The Chinese and Indian contingents together came to 260,000. Those Brazilians who have foreign degrees have had a disproportionate influence back home. In the 1960s and 1970s the government paid for PhDs abroad in oil exploration, agricultural research and aircraft design. Brazil is now a world leader in all three fields.
Portal Terra (Espanha) - Baja optimismo económico de familias brasileñas en febrero El optimismo de las familias brasileñas con relación a la economía de su país disminuyó en febrero, según un informe divulgado hoy por el Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (IPEA), que a su vez informó que el número de familias endeudadas disminuyó. En febrero, el Indice de Expectativas de las Familias (IEF), que mide mensualmente el Ipea, cayó de los 69 puntos obtenidos en enero a los 67,2. En febrero de 2011, el IEF fue de 65,3 puntos. El índice se mide entre los 0 y los 100 puntos, que es el máximo optimismo entre las familias. La pesquisa se realizó en 3.810 familias brasileñas en 214 municipios de los 27 estados del país. Por regiones, el sudeste aumentó su confianza (de 68,5 a 68,8 puntos) y el norte pasó de los 62,1 a los 62,9 puntos, mientras que la región centro-oeste bajó de los 84,8 a los 73,3 puntos, el nordeste de 66,7 a los 63,9 puntos y el sur de los 71 a los 66,6 puntos. El presidente de IPEA, Marcio Pochmann, explicó que no se puede analizar todavía si el descenso es un movimiento temporal, debido a un acomodo en las expectativas de las familias, o bien la fase de optimismo pasó a una fase de retracción. 'No podemos ver todavía si es apenas un acomodo en la expectativa o un reflejo en un cambió más amplio que llevaría a las familias a tener una menor expectativa en relación a sus compras, a su evaluación presupuestaria', consideró Pochmann. 'En los próximos meses será posible hacer un análisis más concreto', destacó el dirigente, quien añadió que 'las expectativas no son considerables'. El optimismo de los últimos meses de 2011 se produjo, según Pochmann,por las medidas económicas que impulsó el gobierno, aunque ya no son suficientes para elevar las decisiones de gastos de las familias en este inicio de año. 'El comportamiento de las familias para tener una mayor actividad en el comportamiento general del país dependerá de las novedades', agregó. 'Aquellas decisiones tomadas hasta ahora fueron suficientes para mantener el ciclo de expansión de las expectativas del año pasado, pero aparentemente no son suficientes para mantener la expectativa de elevación en las decisiones de los gastos de las familias', explicó el presidente del Ipea. Asimismo, el número de familias endeudadas pasó del 57,1 por ciento en enero al 56,4 por ciento en febrero. Pese a ello, todavía hay un gran porcentaje de las familias que consideran el momento actual favorable para comprar bienes de consumo durables, con un 58,6 por ciento de las familias (en enero fue del 64,4 por ciento). Según el Ipea, la confianza se debe a que parte de los trabajadores 'considera que hay seguridad en sus trabajos, aunque no hayan vivido un ascenso profesional o salarial'. El 78,6 por ciento de las familias dijeron tener buenas expectativas sobre la seguridad en el trabajo del jefe de familia y el 75,8 tuvo la misma respuesta en relación a la seguridad en el trabajo de los demás miembros de la familia.
Baseado nas perspectivas do setor produtivo, o indicador do Ipea traz ainda números do PIB e da taxa de câmbio
Justiça infantojuvenil - situação atual e critérios de aprimoramento

<< Início < Anterior 301 302 303 304 305 306 307 308 309 310 Próximo > Fim >>
Página 305 de 729

 
 
 
 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil.
Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Expediente Portal Ipea