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Missão: “Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro, por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas”.
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Portal Terra:Ipea: crédito concedido por bancos públicos subiu 30% após 2008 Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quarta-feira confirmou que os bancos públicos federais tiveram atuação anticíclica durante a crise financeira mundial e permitiram que o crédito continuasse crescendo de forma acelerada no Brasil. O documento mostrou que, desde 2008, os créditos concedidos por bancos estatais subiram acima de 30% em 2009, enquanto as intuições financeiras privadas reduziram o ritmo de aumento dos financiamentos de 25% para 10% em 2010. O estudo analisou a concessão de crédito dos bancos federais para os setores industrial, agrícola e de habitação, além da atuação das instituições durante a crise iniciada em 2008. Só os empréstimos para a compra da casa própria crescem cerca de 40% ao ano, desde então, impulsionados pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. "Independentemente do componente social do Minha Casa, Minha Vida, o programa foi uma das medidas de contenção da crise, e se mostrou eficiente. Em 2009, os empréstimos habitacionais cresceram 55%, o que estimulou fortemente a produção nacional", informou o técnico de Planejamento e Pesquisa do órgão, Victor Leonardo de Araujo. Entre 2001 e 2004, o percentual de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) variava entre 25% e 26%. A partir de 2005, essa proporção foi aumentando até atingir 44% em 2009. Em 2010, o País disponibilizou em crédito valor correspondente a 46%, percentual já superado no acumulado até maio de 2011, quando o crédito já representava 47% do PIB. "O Brasil vive, desde 2004, um ciclo inédito de aumento ininterrupto do crédito. Até 2007, os [bancos] privados puxavam os financiamentos. Em 2008, a curva se inverteu, o crédito dos bancos privados desacelerou fortemente e o crescimento foi sustentado pela atuação anticíclica das instituições públicas", explicou Araujo. Segundo ele, os bancos públicos atuam também em segmentos que estão fora dos setores mais capitalizados do agronegócio, como a agricultura familiar. O estudo revela, ainda, que além de auxiliarem o governo em momentos de crise, os bancos públicos federais continuam tendo relevância nas políticas públicas de desenvolvimento econômico. Houve aumento da participação privada na concessão de crédito rural, provocado principalmente pela elevação dos preços das commodities. No entanto, 55% do volume total continuam concentrados em instituições estatais. De acordo com o Ipea, 75% dos financiamentos na habitação são concedidos pelo setor financeiro público.
11/08/2011 | 775 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Bol.com.br:Bancos públicos ajudaram a combater efeitos da crise de 2008 no Brasil, diz Ipea Os bancos públicos federais tiveram atuação anticíclica durante a crise financeira mundial e permitiram que o crédito continuasse crescendo de forma acelerada no Brasil, confirmou um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta quarta-feira (10). O documento mostrou que, desde 2008, os créditos concedidos por bancos estatais subiram acima de 30%, enquanto as intuições financeiras privadas reduziram o ritmo de aumento dos financiamentos de 25% para 10%. O estudo analisou a concessão de crédito dos bancos federais para os setores industrial, agrícola e de habitação, além da atuação das instituições durante a crise iniciada em 2008. Só os empréstimos para a compra da casa própria crescem cerca de 40% ao ano, desde então, impulsionados pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida. "Independentemente do componente social do Minha Casa, Minha Vida, o programa foi uma das medidas de contenção da crise, e se mostrou eficiente. Em 2009, os empréstimos habitacionais cresceram 55%, o que estimulou fortemente a produção nacional", informou o técnico de Planejamento e Pesquisa do órgão, Victor Leonardo de Araujo. Entre 2001 e 2004, o percentual de crédito em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) variava entre 25% e 26%. A partir de 2005, essa proporção foi aumentando até atingir 44% em 2009. Em 2010, o país disponibilizou em crédito valor correspondente a 46%, percentual já superado no acumulado até maio de 2011, quando o crédito já representava 47% do PIB. "O Brasil vive, desde 2004, um ciclo inédito de aumento ininterrupto do crédito. Até 2007, os [bancos] privados puxavam os financiamentos. Em 2008, a curva se inverteu, o crédito dos bancos privados desacelerou fortemente e o crescimento foi sustentado pela atuação anticíclica das instituições públicas", explicou Araujo. Segundo ele, os bancos públicos atuam também em segmentos que estão fora dos setores mais capitalizados do agronegócio, como a agricultura familiar. O estudo revela, ainda, que além de auxiliarem o governo em momentos de crise, os bancos públicos federais continuam tendo relevância nas políticas públicas de desenvolvimento econômico. Houve aumento da participação privada na concessão de crédito rural, provocado principalmente pela elevação dos preços das commodities. No entanto, 55% do volume total continuam concentrados em instituições estatais. De acordo com o Ipea, 75% dos financiamentos na habitação são concedidos pelo setor financeiro público.
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Exame.com:Bancos públicos ajudaram no combate à crise, diz Ipea Estudo feito pelo instituto mostrou que os bancos estatais aumentaram o crédito em 30%, enquanto os privados diminuíram a quantidade de dinheiro disponível Brasília - Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) confirmou que os bancos públicos federais tiveram atuação anticíclica durante a crise financeira mundial e permitiram que o crédito continuasse crescendo de forma acelerada no Brasil. Divulgado hoje (10), o documento mostrou que, desde 2008, os créditos concedidos por bancos estatais subiram acima de 30%, enquanto as intuições financeiras privadas reduziram o ritmo de aumento dos financiamentos de 25% para 10%. O estudo analisou a concessão de crédito dos bancos federais para os setores industrial, agrícola e de habitação, além da atuação das instituições durante a crise iniciada em 2008. Só os empréstimos para a compra da casa própria crescem cerca de 40% ao ano, desde então, impulsionados pelo programa Minha Casa, Minha Vida. "Independentemente do componente social do Minha Casa, Minha Vida, o programa foi uma das medidas de contenção da crise, e se mostrou eficiente. Em 2009, os empréstimos habitacionais cresceram 55%, o que estimulou fortemente a produção nacional", informou o técnico de planejamento e pesquisa do órgão, Victor Leonardo de Araujo. Entre 2001 e 2004, o percentual de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) variava entre 25 e 26%. A partir de 2005, essa proporção foi aumentando até atingir 44% em 2009. Em 2010, o país disponibilizou em crédito valor correspondente a 46%, percentual já superado no acumulado até maio de 2011, quando o crédito já representava 47% do PIB. "O Brasil vive, desde 2004, um ciclo inédito de aumento ininterrupto do crédito. Até 2007, os [bancos] privados puxavam os financiamentos. Em 2008, a curva se inverteu, o crédito dos bancos privados desacelerou fortemente e o crescimento foi sustentado pela atuação anticíclica das instituições públicas", explicou Araujo. Segundo ele, os bancos públicos atuam também em segmentos que estão fora dos setores mais capitalizados do agronegócio, como a agricultura familiar. O estudo revela, ainda, que além de auxiliarem o governo em momentos de crise, os bancos públicos federais continuam tendo relevância nas políticas públicas de desenvolvimento econômico. Houve aumento da participação privada na concessão de crédito rural, provocado principalmente pela elevação dos preços das commodities. No entanto, 55% do volume total continuam concentrados em instituições estatais. De acordo com o Ipea, 75% dos financiamentos na habitação são concedidos pelo setor financeiro público.
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Jornal do Comércio Online:Bancos públicos ajudaram no combate à crise financeira mundial Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) confirmou que os bancos públicos federais tiveram atuação anticíclica durante a crise financeira mundial e permitiram que o crédito continuasse crescendo de forma acelerada no Brasil. Divulgado nesta quarta-feira (10), o documento mostrou que, desde 2008, os créditos concedidos por bancos estatais subiram acima de 30%, enquanto as intuições financeiras privadas reduziram o ritmo de aumento dos financiamentos de 25% para 10%. O estudo analisou a concessão de crédito dos bancos federais para os setores industrial, agrícola e de habitação, além da atuação das instituições durante a crise iniciada em 2008. Só os empréstimos para a compra da casa própria crescem cerca de 40% ao ano, desde então, impulsionados pelo programa Minha Casa, Minha Vida. "Independentemente do componente social do Minha Casa, Minha Vida, o programa foi uma das medidas de contenção da crise, e se mostrou eficiente. Em 2009, os empréstimos habitacionais cresceram 55%, o que estimulou fortemente a produção nacional", informou o técnico de planejamento e pesquisa do órgão, Victor Leonardo de Araujo. Entre 2001 e 2004, o percentual de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) variava entre 25 e 26%. A partir de 2005, essa proporção foi aumentando até atingir 44% em 2009. Em 2010, o país disponibilizou em crédito valor correspondente a 46%, percentual já superado no acumulado até maio de 2011, quando o crédito já representava 47% do PIB. "O Brasil vive, desde 2004, um ciclo inédito de aumento ininterrupto do crédito. Até 2007, os [bancos] privados puxavam os financiamentos. Em 2008, a curva se inverteu, o crédito dos bancos privados desacelerou fortemente e o crescimento foi sustentado pela atuação anticíclica das instituições públicas", explicou Araujo. Segundo ele, os bancos públicos atuam também em segmentos que estão fora dos setores mais capitalizados do agronegócio, como a agricultura familiar. O estudo revela, ainda, que além de auxiliarem o governo em momentos de crise, os bancos públicos federais continuam tendo relevância nas políticas públicas de desenvolvimento econômico. Houve aumento da participação privada na concessão de crédito rural, provocado principalmente pela elevação dos preços das commodities. No entanto, 55% do volume total continuam concentrados em instituições estatais. De acordo com o Ipea, 75% dos financiamentos na habitação são concedidos pelo setor financeiro público.
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Site Agência Brasil:Estudo do Ipea mostra que bancos públicos ajudaram no combate à crise financeira mundial Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) confirmou que os bancos públicos federais tiveram atuação anticíclica durante a crise financeira mundial e permitiram que o crédito continuasse crescendo de forma acelerada no Brasil. Divulgado hoje (10), o documento mostrou que, desde 2008, os créditos concedidos por bancos estatais subiram acima de 30%, enquanto as intuições financeiras privadas reduziram o ritmo de aumento dos financiamentos de 25% para 10%. O estudo analisou a concessão de crédito dos bancos federais para os setores industrial, agrícola e de habitação, além da atuação das instituições durante a crise iniciada em 2008. Só os empréstimos para a compra da casa própria crescem cerca de 40% ao ano, desde então, impulsionados pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. "Independentemente do componente social do Minha Casa, Minha Vida, o programa foi uma das medidas de contenção da crise, e se mostrou eficiente. Em 2009, os empréstimos habitacionais cresceram 55%, o que estimulou fortemente a produção nacional", informou o técnico de Planejamento e Pesquisa do órgão, Victor Leonardo de Araujo. Entre 2001 e 2004, o percentual de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) variava entre 25% e 26%. A partir de 2005, essa proporção foi aumentando até atingir 44% em 2009. Em 2010, o país disponibilizou em crédito valor correspondente a 46%, percentual já superado no acumulado até maio de 2011, quando o crédito já representava 47% do PIB. "O Brasil vive, desde 2004, um ciclo inédito de aumento ininterrupto do crédito. Até 2007, os [bancos] privados puxavam os financiamentos. Em 2008, a curva se inverteu, o crédito dos bancos privados desacelerou fortemente e o crescimento foi sustentado pela atuação anticíclica das instituições públicas", explicou Araujo. Segundo ele, os bancos públicos atuam também em segmentos que estão fora dos setores mais capitalizados do agronegócio, como a agricultura familiar. O estudo revela, ainda, que além de auxiliarem o governo em momentos de crise, os bancos públicos federais continuam tendo relevância nas políticas públicas de desenvolvimento econômico. Houve aumento da participação privada na concessão de crédito rural, provocado principalmente pela elevação dos preços das commodities. No entanto, 55% do volume total continuam concentrados em instituições estatais. De acordo com o Ipea, 75% dos financiamentos na habitação são concedidos pelo setor financeiro público.
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Diário do Comércio e Indústria (SP):Bancos públicos foram decisivos na crise, afirma Ipea Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) confirmou que os bancos públicos federais tiveram atuação anticíclica durante a crise financeira mundial e permitiram que o crédito continuasse crescendo de forma acelerada no Brasil. Divulgado ontem, o documento mostrou que desde 2008 os créditos concedidos por bancos estatais subiram acima de 30%, enquanto as intuições financeiras privadas reduziram o ritmo de aumento dos financiamentos de 25% para 10%. O estudo analisou a concessão de crédito dos bancos federais para os setores industrial, agrícola e de habitação, além da atuação das instituições durante a crise iniciada em 2008. Só os empréstimos para a compra da casa própria crescem cerca de 40% ao ano, desde então, impulsionados pelo programa "Minha Casa, Minha Vida". "Independentemente do componente social do 'Minha Casa, Minha Vida', o programa foi uma das medidas de contenção da crise, e se mostrou eficiente. Em 2009, os empréstimos habitacionais cresceram 55%, o que estimulou fortemente a produção nacional", informou o técnico de planejamento e pesquisa do órgão, Victor Leonardo de Araújo.
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Folha de S. Paulo (SP):Sistema favorece Receita e pode ser confisco para contribuinte FERNANDO AURELIO ZILVETI* ESPECIAL PARA A FOLHA Algumas crendices são constantes na história do pensamento. Entre elas, está a teoria da simplicidade na tributação. Os pandecistas alemães eram obcecados pelo pragmatismo. Acreditavam que a praticidade seria a panaceia para os males da tributação. A doutrina deles contagiou a ciência das finanças no final do século 19 e o direito tributário no início do século 20. Defensores do Supersimples sustentam que ele traz justiça tributária. Com ele, o contribuinte passaria a se preocupar mais com a gestão de suas atividades pessoais e profissionais e menos com a relação tributária. A verdade relativa contida na doutrina da praticabilidade depende da dose da praticabilidade. Há, portanto, um limite para que a praticabilidade seja justa, para que conduza a tributação à racionalidade generalizante, num sentido de eficácia associada à capacidade contributiva. A tributação simples e prática seria mais igualitária sempre que sua sistemática facultasse melhor divisão da carga tributária na proporção da capacidade contributiva do cidadão. Assim, quanto mais prática a tributação, melhor seria a distribuição do encargo de custeio da despesa pública. O tributo simples facilitaria, portanto, a vida do contribuinte, evitaria informalidade e melhoraria a arrecadação. Além disso, seria responsável pelo excepcional implemento na arrecadação nos últimos 15 anos. Com efeito, após a implantação de sistemas práticos de arrecadação, como o Simples e o Supersimples, a Receita experimentou salto de arrecadação sem precedentes. Estudo da Fipe propõe a implementação de programas de simplificação tributária e ressalta que a racionalização resultaria numa redução de carga fiscal. Por outro lado, pesquisa divulgada pelo Ipea demonstra o perverso efeito da tributação brasileira, que atinge os mais pobres. Esses contribuintes pagam até 44,5% mais impostos que os ricos. Da fatia de 10% mais pobre da população brasileira, 32% da renda é consumida com impostos. Seus rendimentos sofrem com os impostos indiretos (90% do total). Essa carga fiscal vem embutida no preço dos produtos e serviços. O incremento da regressividade fiscal é contemporâneo ao avanço da simplificação tributária. A observação dos dados de arrecadação divulgados pela Receita não leva à conclusão da justiça fiscal dos tributos práticos ou simplificados. Revela só que a implantação de determinados instrumentos teve efeito no aumento da arrecadação. Em outras palavras, a tributação prática ou complexa pode trazer efeitos positivos para o fisco, que, assim, eleva seus recursos fiscais. O Supersimples, com o limite de faturamento aumentado, beneficia, afinal, a arrecadação da Receita. O efeito da maior adesão ao sistema para o fisco é aumento de arrecadação. Para o contribuinte, contudo, tem significado regressão injusta e muitas vezes confisco. *FERNANDO AURELIO ZILVETI , mestre em direito constitucional, doutor e livre-docente em direito tributário pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, é professor da Escola de Administração da Fundação Getulio Vargas.
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Valor Econômico (SP):Heranças Marcio Pochmann Os 15 últimos anos de estabilização monetária apresentaram duas tendências diametralmente opostas para o comportamento das rendas do trabalho e da propriedade no Brasil, segundo as informações oficiais disponibilizadas pelo IBGE. Por nove anos seguidos, a trajetória de queda da participação salarial na renda nacional foi uma constante, acompanhada simultaneamente pela expansão contínua das rendas da propriedade, ou seja, lucros, juros, renda da terra e aluguéis. Entre 1995 e 2004, por exemplo, a renda do trabalho perdeu 9% do seu peso relativo na renda nacional, enquanto a renda da propriedade cresceu 12,3%. A partir de 2004, observou-se a significativa inversão de trajetórias. Até o momento, registram-se seis anos seguidos de crescimento da participação dos salários na renda nacional, ao passo que o peso relativo da propriedade tem decaído sucessivamente. Entre 2004 e 2010, o peso dos salários subiu 10,3% e o da renda da propriedade decresceu 12,8%. Com isso, a repartição da renda nacional entre rendas do trabalho e da propriedade, em 2010, voltou a ser praticamente a observada em 1995, início da estabilização monetária. O terreno perdido pela manufatura compromete a produção e, por tabela, a ocupação e o salário dos trabalhadores Somente a ruptura, pela administração Lula, com as políticas de corte neoliberal praticadas nos governos FHC é que tornou factível alterar substancialmente a trajetória de descenso da parcela do rendimento dos trabalhadores na renda nacional. Do contrário, a parcela salarial poderia continuar, possivelmente, amargando quedas contínuas em relação às rendas da propriedade. Pelo resultado das três últimas eleições nacionais, o compromisso governamental com o crescimento econômico associado à redistribuição de renda nacional em favor dos trabalhadores foi sendo reafirmado. Nesse sentido, percebe-se que a herança concedida pelo governo FHC (1995 - 2002) foi a da estabilização monetária combinada à expansão inequívoca das rendas do conjunto dos proprietários sobre a parcela dos salários dos trabalhadores. Por meio da elevação interna dos juros e da carga tributária, bem como da contração do gasto público e dos investimentos, o crescimento sustentado da economia nacional foi sufocado ao longo dos anos 1990. Em consequência, a ampliação do desemprego e a redução da participação dos salários na renda nacional se mostraram favoráveis ao aumento contínuo das rendas dos proprietários em relação à riqueza gerada a cada ano no país. A oxigenação do crescimento da economia nacional desde 2004 se mostrou favorável à redução do desemprego e à elevação da massa de salários em relação à renda nacional, mantido o cenário nacional de estabilização monetária nacional. A gradual diminuição da taxa de juros, acrescida de suave recomposição da carga tributária, favoreceu a retomada dos investimentos e do gasto público, com elevação real do poder aquisitivo do salário mínimo e a ampliação da rede de proteção social. Apesar da crise global do capitalismo, em 2008, o país seguiu registrando a redução da taxa de pobres e do grau de desigualdade de renda pessoal do trabalho. Sob essa herança é que a presidenta Dilma desencadeia seu governo. Um contexto bem diferente daquele deixado pelo presidente FHC à administração Lula. Atualmente, o Brasil tem no horizonte próximo tanto a superação da miséria como o reposicionamento da economia nacional entre as cinco mais importantes do mundo até a metade desta década. Mas prevalece o horizonte de escassez relativa da mão de obra qualificada, apenas conhecido pelos trabalhadores brasileiros na primeira metade da década de 1970. Para que o agravamento da crise global do capitalismo, sobretudo manifestado nos países ricos, não termine por enfraquecer ou até mesmo interromper a trajetória recente de elevação da parcela salarial na renda nacional, medidas governamentais adicionais precisam ser consideradas. As novas orientações às políticas para o setor produtivo, adotadas na semana passada, vão no sentido correto, especialmente por defenderem o emprego e a massa de salários na indústria. O terreno perdido pela manufatura, em virtude de combinações desfavoráveis entre importados e processo de maquiladoras, compromete o nível da produção e, por consequência, a ocupação e remuneração dos trabalhadores. Mais do que isso, os dois principais macropreços nacionais (juros e câmbio) precisam de tratamento especial adicional, uma vez que fundamentam as decisões no âmbito da estrutura produtiva. Indiretamente podem tornar vulnerável o ambiente herdado de elevação do rendimento do trabalho na renda nacional. Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Escreve mensalmente às quintas-feiras.
11/08/2011 | 659 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
Notícias/Presidência
Ipea e Banco do Nordeste firmaram acordo de cooperação para organizar novas Conferências do Desenvolvimento
11/08/2011 | 2654 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
Notícias/Presidência
Em seminário na capital paraibana, Instituto abordará temas que compõem algumas de suas mais recentes publicações
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Notícias/Dimac
Instituições financeiras estatais compensaram a retração dos financiamentos privados durante a crise, revela Comunicado
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Videos/Dimac
Estudo detalha o papel dos bancos públicos federais no Brasil no período de 2003 a 2010
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Publicações - Comunicado do Ipea/Presidência
Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal: a atuação dos bancos públicos federais no período 2003-2010
10/08/2011 | 2127 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report | Leia mais
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Jornal do Comércio: Mantega quer conter gastos durante a crise Para o Ipea, problemas atuais terão reflexos mais graves do que os de 2008 para o Brasil O ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu ao Poder Legislativo que ajude o governo a controlar as contas em um momento de crise econômica e não faça propostas que aumentem os gastos. Mantega disse que é importante manter uma situação fiscal sólida. "É muito importante que haja uma sintonia entre os poderes nesse momento, coisa que não houve nos Estados Unidos. O Brasil tem tido um comportamento mais maduro nesse ponto de vista", afirmou, durante audiência na Comissão Geral da Câmara dos Deputados. Segundo o ministro, seja qual for o andamento da crise econômica, o Brasil está preparado para enfrentá-la. Diferentemente de 2008, quando o governo demorou a admitir que o Brasil seria afetado pelos problemas externos, o ministro admitiu que um novo "agudamento" da situação traria ônus para o Brasil. "O Brasil hoje está respaldado, está seguro e tem reservas. Temos a experiência que acumulamos em 2008 e temos os instrumentos que podemos usar", ponderou. Mantega disse que a atual crise econômica é uma continuação da que ocorreu em 2008, que nunca deixou de existir nos países avançados. Ele afirmou ainda que houve um "exagero político" na demora da elevação do teto da dívida norte-americana e criticou também a atuação da União Europeia. "Os países estão demorando para tomar as soluções devidas. Faltou coragem para resolver logo esse problema da dívida da União Europeia", afirmou. O ministro admitiu que, mesmo que não haja um agravamento da crise nos próximos dias, essa é uma situação que deverá continuar gerando problemas nos próximos dois anos. "A perspectiva de correção dos problemas deverá levar um longo tempo porque eles (os países desenvolvidos) não estão conseguindo se recuperar", completou. O ministro também comentou que a recuperação da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) é uma "compensação" pela forte queda de 8% ocorrida segunda-feira. De acordo com ele, o governo irá observar as reações deste mercado. "A bolsa tinha caído muito ontem (segunda). Há uma compensação. Há uma mudança de expectativa com um pouco mais de calmaria. Às vezes, os mercados exageram em um dia e refluem no dia seguinte. Vamos observar." Questionado por jornalistas se essa crise poderia ser boa para o Brasil, pois ajuda na inflação e na valorização do dólar, o ministro negou que isso possa ser bom. "A crise nunca é boa para ninguém, mas a gente tem de saber reagir bem a ela", concluiu. Ipea prevê reflexos mais fortes do que em 2008 para o País O economista Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), afirmou que a crise internacional, acentuada com as dificuldades fiscais dos Estados Unidos (EUA) e União Europeia (UE), terá reflexos mais fortes no Brasil do que a crise de 2008. De acordo com ele, os países ricos hoje em dificuldade não contam com o arsenal de medidas de blindagem como há três anos. "Teremos um quadro recessivo mais grave", disse ele. Pochmann afirmou que EUA e UE não estão adotando estratégias para estimular seus mercados internos, mas ao contrário buscam utilizar as exportações junto com corte de gastos. "A consequência é que haverá um acirramento profundo da competição pelo mercado internacional em um cenário de redução do nível de atividade do mundo", previu. Pochmann disse que o primeiro setor a ser prejudicado no Brasil é a indústria exportadora, primeiramente a voltada ao comércio com mercados ricos e depois aquelas que exportam para nações do Hemisfério Sul, mas que competem com produtos de países desenvolvidos. O presidente do Ipea acredita que o governo brasileiro está mais preparado para tomar medidas anticrise do que em 2008. Segundo ele, o Brasil tem experiência e "gordura de juros" para queimar. Além disso, o País pode avançar em desonerações para setores industriais e estimular o mercado interno com projetos sociais e de infraestrutura. Pochmann também disse que essa crise é uma oportunidade para reposicionar a indústria exportadora brasileira no comércio internacional. De acordo com ele, o Brasil deveria tomar como exemplo a Índia e a China que na crise de 2008 aproveitaram as dificuldades de multinacionais para aumentar sua participação acionária nessas empresas ou incorporá-las. "As políticas exportadoras agressivas, como as adotadas pela China, Índia e Coreia, têm pouco impacto no Brasil porque as decisões pelas exportações são tomadas pelas matrizes das empresas, que não são brasileiras", disse. Brasil deve pensar primeiro nos pequenos, diz Dilma O Brasil deve pensar primeiro nos pequenos empresários, disse ontem a presidente Dilma Rousseff, durante cerimônia no Palácio do Planalto em que foi celebrado acordo entre a Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas e o governo federal, sobre o aperfeiçoamento da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. "Acredito muito numa palavra de ordem, que em alguns países da Europa se utiliza para enfatizar a importância da pequena empresa, acho que cabe a nós reiterar e adotar no Brasil: pense primeiro nos pequenos", lembrou a presidente. "Quando pensamos primeiro nos pequenos, pensamos num mundo em que várias pessoas têm oportunidades." De acordo com a presidente, os grandes e pequenos empresários, os trabalhadores e intelectuais constituem uma "parte relevante" do que no País se denomina "classe média". Em seu discurso, Dilma voltou a defender a criação de um ministério para micro e pequenas empresas. "Por que enviamos ao Congresso a proposta de criação de um ministério específico? Enviamos essa proposta porque consideramos que a ação do governo nessa direção pode ser uma ação muito mais efetiva", afirmou. No evento, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, desde 2008, o mundo vive fortes problemas econômicos e que alguns se agravam, como o que ocorre hoje, mas que o governo tem procurado fortalecer vários setores da economia brasileira. O ministro lembrou que, na semana passada, o governo lançou um programa para fortalecer o setor manufatureiro e começou a desonerar a folha de pagamentos para dar competitividade. Hoje, a intenção é ampliar o Simples Nacional e fortalecer as micro e pequenas empresas brasileiras. "Queremos tornar a vida do empresário brasileiro mais fácil no País", disse. "É bom termos grandes empresas no País, mas micro e pequenas estimulam a concorrência." Segundo Mantega, o programa está habilitando o pequeno empreendedor a fazer mais exportações. "É a pequena empresa brasileira a responsável pela maior geração de empregos no País. Estamos dando oportunidade para que mais empregos sejam gerados e que a formalização avance cada vez mais", considerou. O Simples junta sete alíquotas em um só formulário, facilitando a contabilidade do empresário. As mudanças ainda têm de ser aprovadas no Congresso por lei completar. Até julho, segundo Mantega, 5,3 milhões de pequenos e micro empresários e empreendedores individuais já aderiram ao sistema. "Não é pouca coisa", avaliou. Esse grupo de empresas representa 76% do total das companhias do País e geram 9,3 milhões de empregos (esse número não conta com dados de construção, segurança e limpeza)
10/08/2011 | 465 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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O Diário.com: Mercado respira e Bolsa sobe 5,1% A queda de mais de 4,2 mil pontos do Ibovespa na véspera abriu oportunidade de compras aos investidores, que não se deixaram abater nem mesmo pelo comunicado do Federal Reserve. Evento aguardado de ontem, o documento não trouxe o anúncio - ou indícios - de um novo programa de afrouxamento quantitativo para estimular a economia norte-americana. As bolsas em Wall Street oscilaram em baixa à essa ausência, mas logo se recuperaram e fecharam com ganhos expressivos, ajudando na recuperação da Bolsa brasileira. Ontem, o Ibovespa registrou ganho de 5,1%, aos 51.150,9 pontos. Foi a maior alta porcentual desde 29 de outubro de 2009 (+5,91%). No mês, acumula perda de 13,04% e, no ano, de 26,19%. O giro financeiro foi o maior do ano, excetuando-se pregões com vencimentos ou eventos excepcionais, e totalizou R$ 10,336 bilhões. Nos EUA, o Dow Jones avançou 3,98%, aos 11.239,77 pontos, o S&P subiu 4,74%, aos 1.172,53 pontos, e o Nasdaq ganhou 5,29%, aos 2 482,52 pontos. As bolsas europeias fecharam em direções divergentes. O economista Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), afirmou ontem que a crise internacional, acentuada com as dificuldades fiscais dos Estados Unidos e União Europeia, terá reflexos mais fortes no Brasil que a crise de 2008. De acordo com ele, os países ricos hoje em dificuldade não contam com o arsenal de medidas de blindagem como há três anos. "Teremos um quadro recessivo mais grave", estimou. Em relação ao Brasil, o presidente do Ipea avalia que o governo brasileiro está mais preparado para tomar medidas anticrise do que em 2008. Segundo ele, o País tem experiência e "gordura de juros" para queimar. Além disso, o Brasil pode avançar em desonerações para setores industriais e estimular o mercado interno com projetos sociais e de infraestrutura.
10/08/2011 | 446 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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Estadão.com.br: Para Dieese e Ipea, Brasil pode se sair bem na crise Estímulo ao mercado interno, fomento à produção e reposicionamento da indústria exportadora são medidas citadas pelas instituições para que efeitos da crise sejam atenuados no País O economista Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), afirmou nesta terça-feira, 9, que o governo brasileiro está mais preparado para tomar medidas anticrise hoje, do que em 2008. Segundo ele, o Brasil tem experiência e "gordura de juros" para queimar. Além disso, o País pode avançar em desonerações para setores industriais e estimular o mercado interno com projetos sociais e de infraestrutura. Pochmann também disse que essa crise é uma oportunidade para reposicionar a indústria exportadora brasileira no comércio internacional. De acordo com ele, o Brasil deveria tomar como exemplo a Índia e a China que na crise de 2008 aproveitaram as dificuldades de multinacionais para aumentar sua participação acionária nessas empresas ou incorporá-las. "As políticas exportadoras agressivas como as adotadas pela China, Índia e Coreia, têm pouco impacto no Brasil porque as decisões pelas exportações são tomadas pelas matrizes das empresas, que não são brasileiras", disse. Segundo o presidente do Ipea, a crise internacional, acentuada com as dificuldades fiscais dos Estados Unidos (EUA) e União Europeia (UE), terá reflexos mais fortes no Brasil que a crise de 2008. De acordo com ele, os países ricos hoje em dificuldade não contam com o arsenal de medidas de blindagem como há três anos. "Teremos um quadro recessivo mais grave", disse ele em entrevista exclusiva à Agência Estado. Pochmann afirmou que EUA e UE não estão adotando estratégias para estimular seus mercados internos, mas ao contrário buscam utilizar as exportações junto com corte de gastos. "A consequência é que haverá um acirramento profundo da competição pelo mercado internacional em um cenário de redução do nível de atividade do mundo", previu. Pochmann disse que o primeiro setor a ser prejudicado no Brasil é a indústria exportadora, primeiramente as voltadas ao comércio com mercados ricos e depois aquelas que exportam para nações do Hemisfério Sul, mas que competem com produtos de países desenvolvidos. Já o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, disse que as reservas cambiais e o relativo equilíbrios das contas públicas brasileiras serão o trunfo do País para atenuar os efeitos da crise financeira internacional. Segundo ele, essa situação permitirá ao Brasil sustentar um crescimento suficiente para manter os atuais índices de emprego. "Nossa condição fiscal não é ótima, mas comparada aos países europeus e aos Estados Unidos, está equilibrada. E isso, aliado às nossas reservas, deve ser usado para revigorar o investimento público e preservar os postos de trabalho", afirmou após o seminário "Brasil em Desenvolvimento", promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com a Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), na capital do Estado. De acordo com Ganz Lúcio, o governo brasileiro deve organizar o processo produtivo nacional e criar estímulos para investimentos como por exemplo o programa habitacional "Minha Casa Minha Vida". "Independente da crise, temos que aprofundar a capacidade de planejamento e fomento à produção. Não podemos ficar esperando as condições ideais", disse. Para o diretor do Dieese, a crise vai atingir as exportações brasileiras em primeiro lugar, mas o mercado interno do País pode compensar boa parte dessa perda. "O mercado interno pode ser fomentado com políticas de renda que sustentem a taxa de crescimento do PIB", afirmou. "Além disso, o governo pode adotar medidas para ajudar setores estratégicos como por exemplo investimentos públicos, infraestrutura social (Saúde e Educação) e atacar desigualdades territoriais"
10/08/2011 | 646 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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PortalUOL:Lupi indica que Brasil gerou 180 mil vagas em julho O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, indicou que a geração de empregos em julho deve ficar relativamente estável na comparação com o mesmo mês do ano passado. A expectativa é que tenham sido geradas cerca de 180 mil vagas formais. Os dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) devem ser divulgados na próxima semana. Segundo Lupi, se houver redução do número de novos empregos, será em decorrência da safra agrícola, que teve diminuição de empregabilidade. Além disso, no mês de julho, devido às férias escolares, há mais demissões do que contratações, por conta dos empregos temporários. O ministro admitiu que a maior parte dos postos abertos é com baixo salário, no comércio varejista e atacadista, conforme demonstrou pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), divulgado na semana passada. El notou ainda que falta mão de obra qualificada no país, com vagas que não estão sendo preenchidas por médicos e engenheiros, por exemplo.
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Diário do Comércio e Indústria (SP):"Teremos quadro recessivo mais grave", diz Ipea O economista Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), afirmou ontem que a crise internacional, acentuada com as dificuldades fiscais dos Estados Unidos (EUA) e União Europeia (UE), terá reflexos mais fortes no Brasil que a crise de 2008. De acordo com ele, os países ricos, hoje em dificuldade, não contam com o arsenal de medidas de blindagem como há três anos. "Teremos um quadro recessivo mais grave." Pochmann afirmou que EUA e UE não estão adotando estratégias para estimular seus mercados internos, mas ao contrário buscam utilizar as exportações junto com corte de gastos. "A consequência é que haverá um acirramento profundo da competição pelo mercado internacional em um cenário de redução do nível de atividade do mundo", previu. Pochmann disse que o primeiro setor a ser prejudicado no Brasil é a indústria exportadora, primeiramente as voltadas ao comércio com mercados ricos e depois aquelas que exportam para nações do Hemisfério Sul. O presidente do Ipea acredita que o governo brasileiro está mais preparado para tomar medidas anticrise do que em 2008. Segundo ele, o Brasil tem experiência e "gordura de juros" para queimar. Além disso, o País pode avançar em desonerações para setores industriais e estimular o mercado interno com projetos sociais e de infraestrutura. Pochmann também disse que essa crise é uma oportunidade para reposicionar a indústria exportadora brasileira no comércio internacional.
10/08/2011 | 488 acessos | Imprimir | PDF |  E-mail | Report
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CorreioBraziliense (DF):BC não vê demissões Vicente Nunes Os empresários que suspenderem os investimentos produtivos e demitirem funcionários temendo repercussões negativas da atual crise sobre a economia brasileira vão se dar mal. Foi o que afirmou o diretor de Política Monetária do Banco Central,Aldo Luiz Mendes. Para ele, independentemente das incertezas que rondam o mundo, cada vez mais próximo da recessão, o crescimento do país será mantido, mesmo que em níveis mais baixos. "Estamos longe de ver a repetição de 2008 (quando o Produto Interno Bruto, o PIB, caiu 0,6%). A economia brasileira se fortaleceu e está quase que totalmente baseada na demanda doméstica", afirmou. Segundo Mendes, as oportunidades de investimentos no Brasil são latentes, diante de projetos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. "Estamos falando de empreendimentos que despertam muito interesse, mesmo num cenário global como o atual", disse. Além disso, assegurou o diretor do BC, a instituição dispõe de instrumentos "adequados" para usar no caso de agravamento da crise mundial, como a liberação de parte dos R$ 420 bilhões que estão em seu caixa em forma de depósitos compulsórios feitos pelos bancos. Esse dinheiro pode ser usado, especialmente, para irrigar os cofres de pequenas e médias instituições financeiras que enfrentem dificuldades para emprestar a empresas e aos consumidores. Arsenal O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, é mais pessimista. Para ele, a turbulência internacional, agravada pelas dificuldades fiscais dos Estados Unidos e da Europa, terá, sim, reflexos mais fortes sobre o Brasil do que na crise de 2008. A razão é uma só, segundo ele: os países ricos não contam atualmente com o arsenal de medidas de três anos atrás. As taxas de juros já estão próximas de zero e os governos, muito endividados para injetar mais dinheiro na economia — desde 2008, liberaram mais de US$ 5 trilhões para socorrer bancos e estimular a produção e o consumo. Na avaliação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, apesar de o mercado de trabalho mostrar desaceleração nas contratações — isso ficou claro no mês passado —, será possível fechar o ano com 3 milhões de postos abertos. "O número de julho pode não ser tão bom, mas isso não altera as previsões. Há muitos investimentos em andamento no país", assinalou
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Estado de S.Paulo (SP):Panorama Econômico "A crise internacional, acentuada com as dificuldades fiscais dos EUA e UE, terá reflexos mais fortes no Brasil que a crise de 2008. Teremos um quadro mais grave." Márcio Pochmann - Presidente do Ipea AGRICULTURA IBGE revê para baixo previsão de safra A estimativa para a safra nacional de grãos em 2011 teve ontem sua primeira revisão para baixo no ano. Na passagem de junho para julho, o IBGE projetou safra de 158,8 milhões de toneladas. O resultado representa queda de 1,7% ante pesquisa anterior. Ainda assim, se confirmada, a safra será 6,2% superior à do ano passado. COMÉRCIO EXTERIOR Ucrânia habilita quatro frigoríficos brasileiros A Ucrânia anunciou ter habilitado quatro frigoríficos brasileiros, que poderão agora vender carne bovina ao país. A informação é da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). As empresas autorizadas foram o Tatuibi, de São Paulo, Mafripar, do Pará, Frigon (Frigorífico Irmãos Gonçalves), de Rondônia, e o Barra Mansa, de São Paulo. COMBUSTÍVEL Importação de etanol deve ser gradual O Brasil deverá importar etanol de forma gradual nos próximos meses, sem gerar concentração no período de entressafra. Segundo Plínio Nastari, presidente da Datagro, o Brasil deve aproveitar o prêmio pago pelos Estados Unidos pelo etanol de cana-de-açúcar - que atinge US$ 0,73 por litro - para exportar o etanol de cana e importar o etanol de milho com ganhos. A estimativa da Datagro é de uma exportação de 1,56 bilhão de litros de etanol na safra 11/12, praticamente o mesmo volume que precisara ser importado
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