Code/PB discutiu os efeitos da crise mundial
Diretores do Ipea e professores da UEPB debateram os impactos na economia brasileira
Code/PB discutiu os efeitos da crise mundial
Diretores do Ipea e professores da UEPB debateram os impactos na economia brasileira
No painel de encerramento da Conferência do Desenvolvimento- edição Paraíba, nesta sexta-feira, dia 18, o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão, e o diretor-adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas, Cláudio Amitrano, debateram os reflexos da crise internacional na economia brasileira. A discussão reuniu cerca de 500 acadêmicos, estudantes e autoridades, no auditório do SESC - Centro de Campina Grande.
Jorge Abrahão destacou a importância da política social como resposta à crise e o papel estratégico do governo com ações como a ampliação dos investimentos, do crédito pelos bancos públicos, redução da taxa de juros e a antecipação e valorização do salário mínimo.
Cláudio Amitrano enfatizou que as economias em desenvolvimento passaram a contribuir numa proporção maior que as economias centrais para o crescimento mundial e que EUA e Europa não conseguiram restabelecer as taxas de crescimento anterior à crise (com a exceção da Alemanha).
O professor Geraldo Medeiros Júnior, coordenador-adjunto do curso de Administração da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), também participou da mesa e apontou que dentro do capital financeiro ganha forma o capital fictício. Segundo ele, a especulação nem sempre foi lastreada pela atividade produtiva. “Cria-se, então, a apropriação de riqueza, sem que a própria riqueza material tenha sido gerada. Este capital se especializa na criação de bolhas especulativas e provoca crises sucessivas pelo mundo”, afirmou.
Medeiros alertou para os impactos sociais da crise. O professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Jonas Duarte apresentou dados mundiais, citando que há 150 milhões de pessoas sem teto, um bilhão de analfabetos, 1,1 bilhão de pessoas na pobreza e 1,2 bilhão de pessoas passando fome. E criticou ainda a crise política, com a “falência da democracia representativa”.
De acordo com ele, as legislações se submetem aos interesses econômicos dos poderosos grupos econômicos. “Há um monopólio midiático e ditadura de um pensamento monolítico”, assinalou.

