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Mercado de Trabalho

Por Maria Andréia Parente Lameiras, Sandro Sacchet de Carvalho, Carlos Henrique L. Corseuil  e Lauro R. A. Ramos

Seção utiliza microdados por indivíduo da PNAD Contínua e mostra quais grupos têm melhor e pior desempenho no mercado de trabalho

A recuperação do mercado de trabalho ao longo dos últimos meses, apesar de esperada, vem surpreendendo positivamente, conjugando um aumento significativo da população ocupada com a expansão de rendimentos reais. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), embora ainda se encontre em níveis muito abaixo dos observados no período pré-crise, o contingente de trabalhadores ocupados vem crescendo, na comparação interanual, desde o trimestre encerrado em julho de 2017, de tal modo que, em fevereiro de 2018, a taxa de expansão interanual apontada foi de 2,0%. A despeito de este aumento ter se verificado, essencialmente, no mercado informal, a ocupação com carteira também mostra resultados favoráveis. Segundo o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), nos últimos meses, os saldos dessazonalizados têm sido positivos, algo que não se verificava desde o primeiro trimestre de 2014.

Os efeitos do aumento da ocupação sobre a redução da taxa de desemprego, entretanto, têm sido atenuados pela forte expansão da força de trabalho. Além disso, os microdados por indivíduo extraídos da PNADC revelam que vem crescendo o número de trabalhadores marginalmente ligados à População Economicamente Ativa (PEA), que constituem uma parcela da população que está na inatividade, mas que deseja voltar ao mercado e, por conseguinte, uma parcela dessas pessoas tende a se incorporar à força de trabalho à medida que as condições do mercado forem melhorando.

Apesar dessa pressão exercida pela PEA, a redução da taxa de desocupação vem ocorrendo de forma consistente no período recente e atinge todos os segmentos da população, sendo mais intensa nos grupos de trabalhadores com ensino fundamental e médio, com idade entre 18 e 24 anos e do sexo feminino. Entre os trabalhadores com ensino médio incompleto, por exemplo, a taxa de desocupação caiu 3,8 pontos percentuais (p.p.) na comparação entre o último e o primeiro trimestres de 2017 – de 24,2% para 20,4%. Na mesma base de comparação, a queda entre os jovens de 18 a 24 anos foi de 3,5 p.p. e entre as mulheres de 2,6 p.p.

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Mercado de Trabalho

Carta de Conjuntura nº 37

Por Maria Andréia Parente Lameiras e Sandro Sacchet de Carvalho

O aumento do número de pessoas dispostas a trabalhar tem acelerado o crescimento da população economicamente ativa (PEA), o que atenua o impacto do aumento da população ocupada sobre a taxa de desemprego. Se, no terceiro trimestre de 2017, a força de trabalho tivesse apresentado um crescimento interanual igual a sua média histórica, medida pela PNADC, a taxa de desocupação brasileira já estaria em 11,6%, ou seja, 0,6 p.p. inferior à registrada. De forma geral, a melhora do mercado de trabalho vem ocorrendo de modo generalizado entre todos os segmentos, gerando, inclusive, a redução da probabilidade de permanência no desemprego, que recuou pelo segundo trimestre consecutivo. Esta seção da Carta de Conjuntura, no entanto, utiliza especialmente os microdados da PNADC para fazer uma análise detalhada e diferenciada da dinâmica recente do mercado de trabalho brasileiro.

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Mercado de Trabalho

Carta de Conjuntura nº 36

Por Maria Andréia Parente Lameiras e Sandro Sacchet de Carvalho

Esta seção da Carta de Conjuntura traz informações detalhadas sobre o mercado de trabalho, inclusive com análises de transições desagregadas por faixa etária, grau de instrução e vínculo empregatício.

De um modo geral, a melhora recente da ocupação é decorrente tanto de um aumento no número de pessoas que conseguiram uma vaga no mercado de trabalho quanto de uma queda do número de ocupados que perderam os seus empregos. De acordo com os microdados extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no segundo trimestre de 2017, 31,7% dos trabalhadores que estavam desocupados no trimestre anterior, conseguiram retornar ao mercado de trabalho, ou seja, uma expansão de quase 3 pontos percentuais (p.p.) quando comparada ao observado no mesmo trimestre de 2016. Na outra ponta, o percentual de pessoas ocupadas que perderam seus postos de trabalho recuou de 3,6% no segundo trimestre do ano passado para 3,4% nesse mesmo período de 2017. 

Embora esse crescimento da ocupação tenha ocorrido no mercado informal, os dados recentes mostram que o setor formal da economia também sinaliza um movimento de recuperação, seja reduzindo o ritmo de demissões, seja expandindo os seus rendimentos a taxas superiores às dos demais. No segundo trimestre de 2017, de todos os trabalhadores que transitaram da ocupação para a desocupação, 32% estavam empregados no mercado formal, percentual este que é 10 p.p. menor que o observado há dois anos. Adicionalmente, a alta de 3,6% dos salários pagos pelo setor privado com carteira assinada é maior que a dos informais, que teve queda de 2,9%,  e a dos trabalhadores por conta própria, que recuou 1,2%.    

Ainda de acordo com a análise dos microdados da PNADCos movimentos recentes do mercado de trabalho brasileiro ratificam a constatação de que a crise econômica enfrentada pelo país vem atingindo com maior intensidade os mais jovens, que têm, simultaneamente, mais dificuldade de conseguir emprego e mais chance de ser mandado embora.

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Mercado de trabalho

Carta de Conjuntura nº 35

Por Maria Andréia Parente Lameiras e Sandro Sacchet de Carvalho

Esta seção da Carta de Conjuntura revela, por meio de uma análise detalhada dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) trimestral, que o mercado de trabalho brasileiro vem sofrendo importantes mudanças de composição recentemente.

A participação masculina na população desocupada cresceu de 44% para 50% no período de 2012 a 2017, refletindo não só uma contração da ocupação entre os homens (-0,9%), mas também uma expansão de 3,7% da ocupação feminina. Ainda em relação à população ocupada, o estudo mostra que, nos últimos 5 anos, o contingente dos trabalhadores ocupados com idade entre 18 a 24 anos recuou 14,8%, enquanto o dos mais idosos (mais de 60 anos) aumentou 26,3%. Já o corte por escolaridade aponta que a ocupação entre os trabalhadores menos instruídos retroagiu 17,4%, entre 2012 e 2017, contrapondo-se à elevação de 26,3% do grupo de empregados que possuem ensino superior.

O estudo também retrata os dados mais recentes de emprego ao revelar a combinação de uma certa estabilidade da taxa de desemprego com uma recuperação dos rendimentos reais, mostrando que o mercado de trabalho brasileiro continua em processo de ajuste.

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