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Mercado de Trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique L. Corseuil, Lauro R. A. Ramos e Sandro Sacchet de Carvalho

Os dados mais recentes mostram que, apesar de alguns indicativos de uma dinâmica recente mais favorável (com geração de empregos apesar dos indicadores ruins de atividade econômica), o mercado de trabalho brasileiro segue bastante deteriorado, permeado por altos contingentes de desocupados, desalentados e subocupados. No que diz respeito à desocupação, nota-se que vem crescendo o número de desempregados que estão nesta situação há mais de dois anos. Se, no primeiro trimestre de 2015, 17,4% dos desocupados estavam nessa situação, no mesmo período de 2019, essa porcentagem avançou para 24,8%, o que corresponde a 3,3 milhões de pessoas. A desagregação dessas informações, feita com base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, mostra que, no primeiro trimestre de 2019, a proporção de desempregados há mais de dois anos era maior entre as mulheres (28,8%), entre os adultos com mais de 40 anos (27,3%) e entre os trabalhadores com ensino médio completo (27,4%). Entretanto a análise dinâmica dos dados revela que, na comparação com o primeiro trimestre de 2015, os grupos que apresentaram maior incremento nas suas populações desocupadas há mais de dois anos foram os homens, os trabalhadores mais jovens e os com ensino médio completo, cujas proporções saltaram de 11,3%, 15% e 18,5%, respectivamente, para 20,3%, 23,6% e 27,4%, no período em questão. No caso dos trabalhadores mais jovens, esse resultado acaba por corroborar um cenário de emprego ainda mais adverso, que combina desemprego elevado (27,3%), baixo crescimento da ocupação (0,4%) e queda de rendimento real (-0,8%).

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Mercado de Trabalho

Por Maria Andréia Parente Lameiras, Sandro Sacchet de Carvalho, Carlos Henrique L. Corseuil  e Lauro R. A. Ramos

Seção utiliza microdados por indivíduo da PNAD Contínua e mostra quais grupos têm melhor e pior desempenho no mercado de trabalho

A recuperação do mercado de trabalho ao longo dos últimos meses, apesar de esperada, vem surpreendendo positivamente, conjugando um aumento significativo da população ocupada com a expansão de rendimentos reais. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), embora ainda se encontre em níveis muito abaixo dos observados no período pré-crise, o contingente de trabalhadores ocupados vem crescendo, na comparação interanual, desde o trimestre encerrado em julho de 2017, de tal modo que, em fevereiro de 2018, a taxa de expansão interanual apontada foi de 2,0%. A despeito de este aumento ter se verificado, essencialmente, no mercado informal, a ocupação com carteira também mostra resultados favoráveis. Segundo o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), nos últimos meses, os saldos dessazonalizados têm sido positivos, algo que não se verificava desde o primeiro trimestre de 2014.

Os efeitos do aumento da ocupação sobre a redução da taxa de desemprego, entretanto, têm sido atenuados pela forte expansão da força de trabalho. Além disso, os microdados por indivíduo extraídos da PNADC revelam que vem crescendo o número de trabalhadores marginalmente ligados à População Economicamente Ativa (PEA), que constituem uma parcela da população que está na inatividade, mas que deseja voltar ao mercado e, por conseguinte, uma parcela dessas pessoas tende a se incorporar à força de trabalho à medida que as condições do mercado forem melhorando.

Apesar dessa pressão exercida pela PEA, a redução da taxa de desocupação vem ocorrendo de forma consistente no período recente e atinge todos os segmentos da população, sendo mais intensa nos grupos de trabalhadores com ensino fundamental e médio, com idade entre 18 e 24 anos e do sexo feminino. Entre os trabalhadores com ensino médio incompleto, por exemplo, a taxa de desocupação caiu 3,8 pontos percentuais (p.p.) na comparação entre o último e o primeiro trimestres de 2017 – de 24,2% para 20,4%. Na mesma base de comparação, a queda entre os jovens de 18 a 24 anos foi de 3,5 p.p. e entre as mulheres de 2,6 p.p.

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