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Indicadores Ipea Trimestrais de Estoque de Capital e de Investimento Líquido

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior

O Indicador Ipea trimestral de estoque de capital é estimado por meio de uma atualização da série anual estimada pelo Ipea para o período 1950-2008 pelo método do estoque perpétuo – descrito por Morandi e Reis (2002) – e da desagregação temporal dos dados anuais para trimestrais foram feitos com base na distribuição da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) ao longo dos trimestres. A atualização e a desagregação temporal foram feitas a partir dos dados do Sistema de Contas Nacionais – Referência 2010 (SCN 2010) do IBGE e dos dados do SCN Trimestral (SCNT 2010). Já as projeções para o período até o final de 2018 são feitas com base no cenário definido na Visão Geral da Conjuntura. 

O investimento líquido, que é a parcela dos investimentos que aumenta a capacidade produtiva da economia, é calculado por meio da subtração do valor da FBCF pelo valor da depreciação (ver Gráfico 1). Como mostra o gráfico 2, a volatilidade da taxa de crescimento do investimento líquido é, consideravelmente, maior que a do investimento bruto, apesar de as tendências serem as mesmas. A explicação é que, à medida que o estoque líquido de capital aumenta, o valor da depreciação (mantida a mesma taxa de depreciação) também se eleva – independentemente do que ocorre com o investimento bruto. A queda esperada de 2,5% da FBCF para este ano, por exemplo, deve resultar numa queda de 17,1% do investimento líquido – variação bem menor que as duas consecutivas de mais de 38% nos anos de 2015 e 2016. Para o ano que vem, a alta esperada de 4,2% para a FBCF deve gerar um crescimento de 19,3% do investimento líquido. 

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Acesse aqui a planilha com os dados do Indicador Ipea trimestral de estoque de capital



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Indicador Ipea mensal de FBCF – julho de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos iniciam terceiro trimestre com crescimento

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta crescimento de 1,1% em julho em relação a junho de 2017, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 1,4% inferior ao verificado em julho de 2016. No acumulado do ano, a queda foi de 4,6%, enquanto a variação em doze meses retraiu de 6,1% até o mês de junho para 5,2% até o mês de julho.

Não obstante o avanço entre os meses de junho e julho, o desempenho dos dois principais componentes da FBCF foi heterogêneo. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou queda de 3,6% na margem, interrompendo uma sequência de três avanços. Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 1,1% em julho – o comportamento das variáveis de comércio exterior ajudou a explicar seu mau resultado na comparação dessazonalizada. Se por um lado, o volume de importações por este tipo de bem cresceu 7% sobre o mês de junho, por outro, o volume exportado de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica, registrou alta de 37,7%, na mesma base de comparação – resultado da exportação de uma plataforma de petróleo no período em questão.

Por sua vez, o indicador de construção civil registrou a segunda variação positiva seguida, crescendo 1,4% em julho sobre o mês anterior, na série dessazonalizada. Já na comparação contra o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção registrou queda de 3,6%, o Came cresceu 2,5% sobre o mês de julho de 2016.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jul17Gráfico indicador Ipea FBCF jul17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Indicador Ipea de FBCF – junho e 2º trimestre de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos avançam 1,4% em junho, mas fecham 2º trimestre com queda

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um crescimento de 1,4% em junho em relação a maio de 2017, na série com ajuste sazonal. Apesar deste resultado, os investimentos encerraram o segundo trimestre registrando queda de 1,3% sobre o trimestre imediatamente anterior, também na série livre de efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 10,7% inferior ao verificado em junho de 2017. Já na comparação do segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, a redução foi de 7,1%. Com isso, o resultado acumulado em 12 meses retraiu em 6,2%.

O avanço entre os meses de junho e maio foi consequência principalmente do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, que apresentou alta de 4,1% na margem. No trimestre, o Came também foi o destaque, com crescimento de 4% sobre os primeiros três meses do ano. Entre os componentes do CAME, a produção doméstica de bens de capital permaneceu estável em junho. Por outro lado, o comportamento das variáveis de comércio exterior ajudou a explicar seu bom resultado na comparação dessazonalizada. Enquanto o volume de importações por este tipo de bem cresceu 2,6% sobre o mês de maio, o volume exportado de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica, registrou queda de 10,7%, na mesma base de comparação.

Por sua vez, o indicador de construção civil, após ter registrado três variações negativas, cresceu 1,8% em junho sobre o mês anterior, na série dessazonalizada. Este resultado, no entanto, não evitou a queda de 3,2% no segundo trimestre, explicando em grande medida o recuo de 1,3% da FBCF no mesmo período. Já na comparação contra o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção registrou queda de 6,4%, o Came caiu 17,6% sobre o mês de junho de 2016. Ainda na comparação interanual, vale destacar que parte da queda verificada no setor de máquinas e equipamentos é explicada por uma elevada base de comparação, uma vez que o volume importado de bens de capital havia registrado forte alta em junho de 2016.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jun17_2Gráfico indicador Ipea FBCF jun17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea (mensal e trimestral) de FBCF (índice 1995=100)



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Indicador Ipea de FBCF – maio de 2017

Mantendo comportamento volátil, investimentos ganham fôlego no mês de maio

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,6% em maio frente a abril de 2017, na série com ajuste sazonal. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 2,9% inferior ao verificado em maio de 2016. No acumulado do ano, a queda foi de 4,4%, enquanto a variação em 12 meses passou de -6% até o mês de abril para -5,2% até o mês de maio.

O crescimento entre os meses de maio e abril foi explicado pelo bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – trata-se de uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, que avançou 2,9% na margem. Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 2,8% em abril, explicando grande parte do bom resultado na comparação dessazonalizada. O volume importado deste tipo de bem também cresceu, mas a uma taxa menor, de 1,3%. Por sua vez, o volume de exportações de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica para o cálculo do indicador de Came, retraiu-se 3,2% sobre o mês de abril, na mesma base de comparação.

Já o indicador de construção civil recuou 0,7% em maio, quarta queda seguida na variação mensal com ajuste sazonal. Contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o Came cresceu expressivos 9,9% sobre o mês de maio de 2016, a construção registrou queda de 9,1%.

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Gráfico indicador Ipea FBCF mai17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100) até maio de 2017



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Indicador Ipea de FBCF – março e 1º trimestre de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos recuam em março, mas fecham 1º trimestre estáveis

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta queda de 2,1% em março em relação a fevereiro de 2017, na série com ajuste sazonal. Com este resultado, que sucedeu um crescimento de 4,3%, o indicador de investimentos encerra o primeiro trimestre com variação nula sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 0,7% inferior ao verificado em março de 2017. Já na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou uma redução de 2,1%. Com isso, o resultado acumulado em 12 meses ficou em -6,3%.

A redução entre os meses de março e fevereiro foi consequência do mau desempenho dos dois principais componentes da FBCF. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou recuo de 2,4% na margem. Já o indicador de construção civil, após ter registrado quatro variações positivas, recuou 2,5% sobre o mês anterior. Ainda assim, encerrou o primeiro trimestre com alta de 1,2%, na comparação com ajuste sazonal. Contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o Came cresceu 4,2% sobre o mês de março de 2016, a construção registrou queda de 3,4%.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital recuou 3,3% em março, explicando o mau resultado na comparação dessazonalizada. Por outro lado, o comportamento das variáveis de comércio exterior ajudou a suavizar esta queda. Enquanto o volume de exportações de bens de capital cresceu 4,1% sobre o mês de fevereiro, as importações registraram alta de 9,1%, resultando numa contribuição líquida positiva para o resultado do Came.

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Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100) até março de 2017



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Produção industrial avança em fevereiro de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Produção Industrial prevê crescimento de 0,3% para o resultado da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, referente a fevereiro, frente ao mês anterior, na série dessazonalizada. Caso se confirme, este resultado deixaria um carry-over de 1,8% para o primeiro trimestre de 2017. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção teria ficado 0,9% abaixo do patamar de fevereiro de 2016.

Em relação aos indicadores coincidentes da produção industrial, o desempenho exibido na comparação entre fevereiro e janeiro, na série dessazonalizada, voltou a ser heterogêneo (ver tabela). Por um lado, a produção de automóveis, de acordo com os dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), registrou alta na margem, avançando 5,9%. Este resultado sucedeu queda de 13,3% no período anterior. Vale destacar que a produção do setor vem sendo afetada positivamente pelo bom desempenho das exportações de veículos. O volume de tráfego de carga em estradas com pedágio também avançou em fevereiro, com alta de 2,0%, segundo a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR).

Por outro lado, outros indicadores apresentaram desempenho negativo no segundo mês de 2017. Entre os destaques, a produção de aço registrou recuo de 3,5%, segundo o Instituto Aço Brasil. Além disso, a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) indica que a venda de papel e papelão caiu 0,4% ante o mês de janeiro. Na comparação entre fevereiro de 2017 e o mesmo período de 2016, o desempenho positivo foi novamente generalizado. A exceção ficou por conta do volume de tráfego de carga em estradas com pedágio, que registrou queda de 4,9%.

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Indicador Ipea de FBCF – janeiro de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos mantêm comportamento instável no início de 2017

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta queda de 3,0% em janeiro de 2017 em relação a dezembro de 2016, na série com ajuste sazonal. Este resultado reverteu o aumento verificado no período anterior, e deixa um carregamento estatístico (carry-over) de -1,9% para o primeiro trimestre de 2017. Ou seja, caso a FBCF apresente crescimento nulo nos meses de fevereiro e março, encerraria o primeiro trimestre do ano registrando contração de 1,9% sobre o período anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador registrou queda de 4,9% sobre janeiro de 2016. Com isso, o resultado acumulado em doze meses ficou em -9,0%.

O recuo na comparação entre os meses de dezembro e janeiro foi consequência do mau desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações. Após a alta de 2,6% no período anterior, este indicador apresentou queda de 6,6%. Por outro lado, o indicador de construção civil avançou 0,6% frente ao mês de dezembro, ainda na comparação com ajuste sazonal. Contra o mesmo mês do ano anterior, ambos componentes apresentaram retração, com quedas de 9,8% e 2,7%, respectivamente.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital recuou 6,6% em janeiro, na comparação dessazonalizada. Outro importante fator que ajuda a explicar o mau resultado na comparação mensal, também na série com ajuste sazonal, foi o comportamento do volume de importações de bens de capital. Após a forte alta registrada entre novembro e dezembro (+10,2%), o volume de bens de capital importado sofreu redução em janeiro (-12,4%), afetando negativamente o resultado do Came no mês.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jan17

Gráfico indicador Ipea FBCF jan17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de FBCF de janeiro de 2017



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Indicador Ipea de FBCF – dezembro e 4º trimestre de 2016

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos reagem em dezembro, mas fecham 4º trimestre em queda

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apontou crescimento de 3,9% em dezembro em relação a novembro de 2016, na série com ajuste sazonal. Apesar do resultado positivo no mês, que sucedeu cinco recuos consecutivos, o indicador de investimentos encerrou o quarto trimestre com queda de 3,7% sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 1,7% superior ao verificado em dezembro de 2015. Já na comparação do quarto trimestre de 2016 com o mesmo período de 2015, o investimento registrou uma redução de 8,3%. Com isso, o resultado acumulado no ano de 2016 ficou em -10,8%.

O avanço entre os meses de novembro e dezembro foi consequência do bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações. Após forte queda no período anterior, este indicador apresentou alta de 8,8%. Já o indicador de construção civil retraiu-se 0,6% frente ao mês de novembro, ainda na comparação com ajuste sazonal. Na comparação entre o 4º trimestre e o mesmo período do ano anterior, ambos os componentes apresentaram retração, com quedas de 7,5% e 10,1%, respectivamente.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 2,8% em dezembro, na comparação dessazonalizada. Outro importante fator que ajuda a explicar o bom resultado na comparação mensal, também na série com ajuste sazonal, foi o comportamento do volume de exportações de bens de capital. Após a forte alta registrada entre outubro e novembro, influenciada pela contabilização de uma plataforma de petróleo, o volume de bens de capital exportado sofreu redução proporcional em dezembro, afetando positivamente o resultado do Came no mês.

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Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de FBCF de dezembro  e 4º trimestre 2016.



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Indicador Ipea de FBCF – novembro de 2016

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos mantêm o fraco desempenho, recuando pelo quinto mês seguido

Queda foi de 1,1% em novembro de 2016, na comparação com outubro. Componentes da Formação Bruta de Capital Fixo têm comportamento heterogêneo

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registrou queda de 1,1% em novembro de 2016, na comparação com outubro. Este é o quinto recuo mensal consecutivo do indicador de investimentos na série com ajuste sazonal, deixando um carregamento estatístico (carry-over) de -5,2% para o quarto trimestre de 2016. Ou seja, caso a FBCF apresente crescimento nulo em dezembro, o último trimestre do ano registraria contração de 5,2% sobre o período anterior, também no indicador ajustado sazonalmente. Este resultado, por sua vez, faria a FBCF fechar 2016 com uma queda de 11,2%. Em 2015, ela havia recuado 13,9%.

Na comparação com novembro de 2015, a FBCF caiu 11,4%. Já a taxa de crescimento acumulado em 12 meses passou de 12,9% para 12,5%. O resultado verificado em novembro, no comparativo com ajuste sazonal, refletiu um comportamento heterogêneo dos dois principais componentes da FBCF. Enquanto o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – recuou 4,3%, o indicador de construção civil, outro componente da FBCF, avançou 1,8% sobre o mês de outubro, interrompendo sequência de três quedas nessa base de comparação. Contra o mesmo mês do ano anterior, ambos os componentes voltaram a apresentar forte retração, com quedas de 18,5% e 9,0%, respectivamente.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 3,6% em novembro, na comparação dessazonalizada. A comparação com novembro de 2015 revela forte crescimento na produção de aparelhos elétricos, caminhões e tratores e máquinas agrícolas. A alta da produção de bens de capital na comparação dessazonalizada, no entanto, foi mais do que compensada pela forte contribuição negativa proveniente dos indicadores de comércio exterior. Enquanto as exportações avançaram expressivos 89,1% na margem, impulsionadas pela venda de uma plataforma de petróleo, as importações de bens de capital caíram 4,7% na mesma base de comparação.

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea FBCF novembro de 2016.

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Indicador Ipea de FBCF – outubro de 2016

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registra queda de 2,6% na comparação entre os meses de setembro e outubro de 2016, na série com ajuste sazonal. Este é o quarto recuo mensal consecutivo do indicador de investimentos, deixando um carregamento estatístico (carry-over) de -4,8% para o quarto trimestre de 2016, ou seja, caso o FBCF apresente crescimento nulo nos meses de novembro e dezembro, encerraria o último trimestre do ano registrando contração de 4,8% sobre o período anterior, também no indicador ajustado sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF ficou 13,6% abaixo do patamar verificado em outubro de 2015. Já a taxa de crescimento acumulado em 12 meses passou de -13,5% para -13,0%.

Os dois principais componentes da FBCF apresentaram desempenho ruim em outubro. Um deles, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (CAME) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, apresentou recuo de 1,5%. Já o indicador de construção civil retraiu-se pela quarta vez em cinco meses, – 3,9% frente ao período anterior, ainda na comparação com ajuste sazonal. Contra o mesmo mês do ano anterior, ambos componentes apresentaram forte retração, com quedas de 15,4% e 13,5%, respectivamente.

Entre os componentes do CAME, a produção doméstica de bens de capital recuou 2,8% em outubro, na comparação dessazonalizada. Essa queda foi amenizada pelo comportamento do volume de importações de bens de capital no mesmo período. Após registrar três quedas consecutivas, o indicador de importações avançou 6,3% na passagem entre os meses de setembro e outubro. Já as exportações cresceram 1,2% na mesma base de comparação.

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea FBCF outubro de 2016.

Tabela - Indicador Ipea FBCF out16_verde

Gráfico indicador Ipea FBCF out16



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