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Indicador Ipea de FBCF – abril de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos iniciaram o segundo trimestre com crescimento

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,5% em abril em relação a março de 2018, na série com ajuste sazonal. Essa foi a terceira variação positiva dos investimentos, que avançaram 2% no trimestre terminado em abril, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 13,1% superior ao verificado em abril de 2017. No acumulado em doze meses, após 44 períodos de retração, o indicador registrou resultado positivo, com alta de 1,4%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações e acrescida das importações – apresentou avanço de 2,9% em abril. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações cresceu 0,3%, a importação de bens de capital avançou expressivos 13,9% na margem, resultado que sucedeu queda de 5,7% observada no período anterior.

O indicador de construção civil, por sua vez, também registrou desempenho positivo em abril, avançando 1,1% na série dessazonalizada. Ainda assim, o setor encerrou o trimestre, terminado em abril, com pequena retração de 0,1% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, exerceu efeito negativo no desempenho dos investimentos em abril, registrando queda de 1% na margem.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho foi generalizado. O destaque foi o Came, cuja expressiva alta de 33,1% foi, em parte, explicada por uma base de comparação reduzida em abril de 2017. Por sua vez, enquanto a construção civil registrou crescimento de 6,4%, o componente outros ativos fixos atingiu patamar 5,4% superior ao verificado em abril de 2017.

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Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Indicador Ipea de FBCF – março e 1º trimestre de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos voltam a crescer em março, fechando o 1o trimestre com alta de 0,3%

O Indicador Ipea de formação bruta de capital fixo (FBCF) aponta alta de 0,8% em março em relação a fevereiro de 2018, na série com ajuste sazonal. Com este resultado, que sucedeu um crescimento de 1,9%, o indicador de investimentos encerra o primeiro trimestre com variação positiva de 0,3% sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 3,4% superior ao verificado em março de 2018. Já na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou uma expansão de 3,3%. Com isso, a queda no resultado acumulado em doze meses ficou em 0,1%.

Tabela - Indicador Ipea FBCF mar18

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações e acrescida das importações – apresentou avanço de 2,2% em março. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital cresceu 1,8%, a importação de bens de capital recuou 4,8% na margem, devolvendo parte do forte crescimento observado no período anterior (12,8%).

O indicador de construção civil, por sua vez, apresentou crescimento mais modesto, avançando 0,2% na série dessazonalizada, resultado este que sucedeu duas quedas consecutivas. Com isso, o setor encerrou o primeiro trimestre de 2018 com retração de 0,6% ante o último trimestre do ano passado. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, também contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos, registrando avanço de 0,6% em março.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, os resultados continuam bastante positivos. O destaque voltou a ser o Came, que encerrou o primeiro trimestre com alta de 15,7%, após novo avanço em março. Já a construção civil foi o único componente a registrar queda na comparação interanual, ficando 0,9% abaixo do patamar verificado no primeiro trimestre de 2017.

Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Indicador Ipea Mensal de FBCF – fevereiro de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos apresentam avanço de 1,7% em fevereiro

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma alta de 1,7% em fevereiro em relação a janeiro, na série com ajuste sazonal. Esse resultado compensa parte do recuo registrado no primeiro mês de 2018 (–2,4%). Na comparação dessazonalizada em médias móveis, o trimestre terminado em fevereiro cresceu 1,9% sobre o trimestre terminado em novembro de 2017. Por sua vez, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador voltou a crescer, atingindo patamar 2,9% superior ao verificado em fevereiro de 2017. Dessa forma, o indicador acumula alta de 3,4% no primeiro bimestre do ano.

Na comparação dessazonalizada, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações e acrescida das importações – foi o destaque positivo, apresentando avanço de 6,2% entre os meses de fevereiro e janeiro. Entre os componentes do Came, enquanto a produção doméstica de bens de capital líquida de exportações cresceu 2,9%, a importação de bens de capital registrou forte alta na margem, com expansão de 12,3%.

O indicador de construção civil se manteve praticamente estável em fevereiro, registrando crescimento de 0,1% na série dessazonalizada, resultado este que sucedeu queda de 2,3% no período anterior. Na média móvel trimestral, o setor registrou alta de 1,2%. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, também contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos, registrando avanço de 0,2% em fevereiro.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o resultado foi heterogêneo entre os componentes do FBCF. Enquanto o Came registrou alta de 17,3%, a construção civil e o componente outros recuaram 1,9% e 0,5%, respectivamente.

Indicador FBCF fev-18

Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (índice 1995=100)



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Indicador Ipea Mensal de FBCF – janeiro de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos apresentam recuo de 2,4% em janeiro

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma queda de 2,4% em janeiro em relação a dezembro de 2017, na série com ajuste sazonal. Esse resultado devolve parte do forte crescimento registrado no último mês do ano passado (3,3%). Na comparação dessazonalizada em médias móveis, o trimestre terminado em janeiro cresceu 1,2% sobre o trimestre terminado em outubro de 2017. Por sua vez, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o Indicador voltou a crescer, atingindo patamar 4,1% superior ao verificado em janeiro de 2017. Dessa forma, o indicador acumula queda de 1,1% nos 12 meses encerrados em janeiro.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jan18

O mau desempenho dos componentes da FBCF foi generalizado na comparação dessazonalizada. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações e acrescida das importações – apresentou queda de 4,2% entre os meses de janeiro e dezembro, na margem. Entre os componentes do Came, enquanto a produção doméstica de bens de capital líquida de exportações recuou 3,9%, a importação de bens de capital retraiu 9,3% na comparação dessazonalizada.

O indicador de construção civil também apresentou queda em janeiro, recuando 2,2% na série dessazonalizada, resultado esse que sucedeu crescimento de 2,7% no período anterior. Já na média móvel trimestral, o setor registrou alta de 1%, o melhor resultado entre os componentes do FBCF. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, também contribuiu negativamente para o desempenho dos investimentos, registrando queda de 0,4% em janeiro.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o resultado voltou a ser bastante positivo. Assim como ocorreu no mês anterior, todos os componentes apresentaram crescimento. Enquanto o Came registrou alta de 16%, a construção civil e o componente outros avançaram 0,4% e 1,1%, respectivamente.

Gráfico indicador Ipea FBCF jan18

Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (índice 1995=100)



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Indicador Ipea de FBCF ajustado pelos dados das Contas Nacionais

Por Leonardo Mello de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Jr.

Os dados do Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) foram ajustados com base no resultado divulgado pelo Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) do IBGE, referente ao quarto trimestre de 2017. Este Indicador Ipea permite analisar o desempenho ao longo do ano dos investimentos por componentes (máquinas e equipamentos, construção civil e outros) – o SCNT do IBGE apresenta dados por segmentos apenas para a média do ano.

A FBCF voltou a ser o principal destaque positivo entre os componentes do PIB pelo lado da demanda. Na comparação livre de influências sazonais, o avanço de 2,0% no quarto trimestre de 2017 representou aceleração em relação aos dois trimestres anteriores, quando houve avanços de 0,4% e 1,8%, respectivamente. Entre os componentes, a demanda por máquinas e equipamentos avançou 1,1% na margem, embora o volume importado tenha contribuído negativamente, com recuo de 2,9% sobre o terceiro trimestre. Por sua vez, a construção civil avançou apenas 0,1%, enquanto o componente outros destacou-se, com alta de 3,2% na margem.

Outra questão importante revelada pelo Indicador Ipea mensal de FBCF é o forte desempenho dos investimentos no mês de dezembro. O destaque positivo novamente ficou por conta do componente máquinas e equipamentos (produzidos internamente e importados) – que apresentou crescimento de 4,6% na comparação sem efeitos sazonais.

No acumulado do ano de 2017, o crescimento do componente de máquinas e equipamentos (de 3,0%) foi explicado pela alta da produção interna líquida de exportações (7,3%) – que mais que compensou a queda das importações. Por outro lado, a construção civil fechou com uma perda significativa (de 5,6%) embora o componente tenha se mantido aproximadamente estável ao longo do ano – como pode ser observado na tabela e no gráfico a seguir.

Gráfico indicador Ipea FBCF dez17_ajustado

Gráfico indicador Ipea FBCF dez17_ajustado



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Indicador Ipea de FBCF – dezembro e 4º trimestre de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos crescem 4,2% em dezembro, encerrando o ano de 2017 com queda de 2%

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta crescimento de 4,2% em dezembro em relação a novembro de 2017, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o indicador de investimentos encerra o quarto trimestre registrando alta de 1,7% sobre o trimestre anterior, também ajustado sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 2,4% superior ao verificado em dezembro de 2016. Já na comparação do quarto trimestre de 2017 com o mesmo período do ano anterior, o investimento registrou expansão de 3,3%. Com isso, o resultado acumulado no ano de 2017 foi de queda de 2%.

O avanço da FBCF entre os meses de novembro e dezembro refletiu o bom desempenho de todos os seus componentes. Após duas quedas consecutivas, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção industrial doméstica líquida das exportações e acrescida das importações –, apresentou alta de 4,2% no último mês do ano. Entre os componentes do Came, enquanto a produção doméstica de bens de capital líquida de exportações cresceu 4,5%, o volume de importações registrou avanço de 5,6%, ainda na comparação dessazonalizada.

Por sua vez, o indicador de construção civil registrou o terceiro avanço consecutivo na margem, registrando alta de 2% frente ao mês de novembro, na série livre de efeitos sazonais. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos, registrando crescimento de 2% em dezembro, na série dessazonalizada.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o Came registrou alta de 9,9% em dezembro, enquanto a construção civil avançou 0,5%. O ponto negativo ficou por conta do componente outros, que recuou 3,7%.

Tabela - Indicador Ipea FBCF dez17

Gráfico indicador Ipea FBCF dez17

Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (índice 1995=100)



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Indicador Ipea Mensal de FBCF – novembro de 2017

Investimentos apresentam pequena acomodação em novembro, com recuo de 0,7%

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma queda de 0,7% em novembro em relação a outubro de 2017, na série com ajuste sazonal. Esse resultado representou a primeira variação negativa após cinco meses. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o Indicador voltou a crescer, atingindo patamar 1,4% superior ao verificado em novembro de 2016. Com isso, o indicador acumula queda de 2,4% no ano.

O desempenho dos componentes da FBCF voltou a ser heterogêneo na comparação dessazonalizada. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou queda de 2,1% entre os meses de novembro e outubro, na margem. Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital líquida de exportações recuou 0,2% em novembro. Por sua vez, a queda registrada pela importação de bens de capital (6,1%) voltou a contribuir negativamente para o mau resultado na comparação dessazonalizada. Vale notar que o volume importado recuou nos últimos dois meses, ainda afetado pelo forte crescimento ocorrido em setembro (30,3%).

Já o indicador de construção civil foi o grande destaque positivo, avançando 0,7% em novembro, na série dessazonalizada, resultado que sucedeu pequena queda no período anterior, quando recuou 0,1%. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, contribuiu negativamente para o desempenho dos investimentos, registrando queda de 1,3% em novembro, na comparação livre de efeitos sazonais.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o resultado também foi heterogêneo. Enquanto o Came registrou alta de 6,5%, a construção civil e o componente outros recuaram 0,7% e 1,7%, respectivamente.

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Indicador Ipea Mensal de FBCF – outubro de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos avançam 0,1% em outubro, iniciando 4º trimestre praticamente estáveis

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um crescimento de 0,1% em outubro em relação a setembro de 2017, na série com ajuste sazonal. Esse resultado representou a quinta variação positiva seguida na margem.  Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o Indicador atingiu patamar 5,6% superior ao verificado em outubro de 2016. Apesar desta nova alta mensal, o indicador ainda acumula queda de 2,7% no ano.

O desempenho dos componentes da FBCF é heterogêneo na margem. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde a sua produção doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou queda de 2,4% entre os meses de outubro e setembro, na série dessazonalizada. Entre os componentes do CAME, a produção doméstica de bens de capital líquida de exportações avançou 0,2% em outubro. Por outro lado, a forte queda registrada pela importação de bens de capital (15,6%) ajudou a explicar o mau resultado na comparação dessazonalizada. Vale notar que o volume importado havia crescido 30,2% em setembro.

Já o indicador de construção civil avançou 0,2% em outubro, na série dessazonalizada, após permanecer estável no período anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos, registrando alta de 5,5% em outubro, na comparação dessazonalizada.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi generalizado. Enquanto o Came e o componente outros registraram altas de 16,3% e 4%, respectivamente, a construção civil cresceu 0,3% em relação ao mês de outubro de 2016, interrompendo sequência negativa que já durava 42 meses.

Tabela indicador Ipea FBCF out17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea Mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Indicador Ipea de FBCF – setembro e 3º trimestre de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos avançam 0,4% em setembro e fecham 3º trimestre com alta de 1,4%

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – que teve aprimoramentos metodológicos (ver Nota Técnica da Carta de Conjuntura nº 37) – aponta um crescimento de 0,4% em setembro em relação a agosto de 2017, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, os investimentos encerraram o terceiro trimestre registrando alta de 1,4% sobre o trimestre imediatamente anterior, também na série livre de efeitos sazonais. Em setembro de 2017, o indicador atingiu patamar 0,6% superior quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. Já na comparação do terceiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, verificou-se queda de 0,6%.

O avanço entre os meses de setembro e agosto foi consequência principalmente do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, que apresentou alta de 3,4% na margem. Considerando todo o terceiro trimestre, o Came também foi o destaque, com crescimento de 3,3% sobre o trimestre anterior. Entre os componentes do Came, a produção interna de bens de capital líquida de exportações recuou 2,3% em setembro. Porém, o forte crescimento registrado pela importação de bens de capital (30,5%) ajudou a explicar seu bom resultado na comparação dessazonalizada.

Já o indicador de construção civil recuou pelo segundo mês consecutivo, apresentando queda de 0,2% sobre o mês de agosto, na série dessazonalizada. Apesar desse resultado, o setor encerrou o trimestre com avanço de 1,4% sobre o período anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, contribuiu negativamente para o desempenho dos investimentos, registrando quedas de 4,8% em setembro, e 1,8% no terceiro trimestre, ambas na comparação dessazonalizada.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção e os outros ativos fixos registraram quedas de 3,2% e 9,8%, respectivamente, o Came cresceu 13,1% sobre o mês de setembro de 2016.

Tabela indicador Ipea FBCF set17_2

Gráfico indicador Ipea FBCF set17_2

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Metodologia de Cálculo do Indicador Ipea Mensal de FBCF

Carta de Conjuntura Nº 37

Por Leonardo Mello de Carvalho e Fernando José da S. P. Ribeiro

A formação bruta de capital fixo (FBCF) da economia é composta pelos investimentos em: máquinas e equipamentos; construção civil; e por outros ativos fixos (como propriedade intelectual, lavouras permanentes, gado de reprodução, etc.). O Sistema de Contas Nacionais (SCN), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresenta dados anuais detalhados de FBCF, e as Contas Nacionais Trimestrais (CNT), também do IBGE, divulga dados trimestrais agregados (sem a divisão entre máquinas e equipamentos, construção civil e outros). O cálculo de indicadores mensais desagregados contribui, portanto, para o acompanhamento mais tempestivo e detalhado da conjuntura econômica. A presente Nota técnica explica a metodologia de cálculo do Indicador Ipea Mensal de FBCF, em suas seis etapas: (i) construção do indicador de demanda de bens de capital, que, na verdade, equivale ao cálculo do consumo aparente desses produtos; (ii) cálculo do indicador de construção civil; (iii) cálculo do consumo aparente do componente ‘outros’, que não era considerado na metodologia anterior deste Indicador Ipea; (iv) determinação dos pesos de cada um dos indicadores supracitados no cálculo do indicador de FBCF; (v) ajuste de nível via desagregação temporal; e (vi) cálculo final do indicador ajustado para coincidir com os dados trimestrais e anuais do SCN.

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