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Inflação

Por ​Maria Andreia Parente Lameiras

As projeções feitas pelo Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea foram revisadas e indicam que a inflação medida pelo IPCA deve encerrar 2019 em 4,08%, um pouco maior que a estimada na Carta de Conjuntura nº 42 (3,85%), de março deste ano, mas ainda abaixo da meta (4,25%). Na comparação com a estimativa anterior, o novo cenário projetado prevê uma piora na inflação de alimentos e monitorados, cujos efeitos sobre o IPCA serão, em parte, atenuados por um desempenho mais favorável dos bens e serviços. No caso dos alimentos, o aumento já verificado no primeiro quadrimestre do ano e uma da taxa de câmbio mais alta​ elevaram a projeção de inflação deste segmento de 5,4% para 7,0%. Assim como ocorre com os alimentos, o comportamento do câmbio, aliado a uma revisão para cima no preço do barril de petróleo,  alterou a projeção de preços monitorados de 4,9% para 5,5%, mesmo em um cenário com reajustes menores das tarifas de energia elétrica. Por sua vez, a piora recente da atividade econômica reduziu as nossas projeções para a inflação de bens livres, exceto alimentos, de 1,7% para 1,2%, e para o setor de serviços, excluindo educação, de 3,7% para​ 3,5%.

A alta do grupo alimentação vem gerando uma aceleração ainda mais intensa do custo de vida para as camadas mais pobres – como mostra o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda. No primeiro quadrimestre de 2019, enquanto a faixa de renda mais baixa apresenta uma taxa de inflação acumulada de 2,31%, a de renda mais alta registra variação de 2,06%.​

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Inflação por faixa de renda – Março/2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Mantendo uma trajetória ascendente, iniciada em dezembro de 2018, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda – calculado com base nas variações de preços de bens e serviços disponibilizados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – registrou, em março, nova aceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para a classe de renda mais baixa (tabela 1). Assim como vem ocorrendo ao longo dos últimos meses, a alta dos alimentos vem impactando de forma mais significativa as famílias mais pobres. Não obstante ao fato de que, em março, dos dezesseis subgrupos que compõem o segmento alimentação no domicílio, quatorze apresentaram variações positivas, as maiores altas ocorreram justamente nos itens de maior peso no consumo das famílias de menor renda, como cereais (5,2%), tubérculos (18,7%), hortaliças (6,1%) e frutas (4,3%). Em contrapartida, itens mais consumidos pelas famílias mais ricas, como leites e derivados (0,49%), carnes (0,63%) e bebidas (-0,15%), apresentaram comportamento mais favorável. Dessa forma, o grupo alimentação foi o principal responsável pela inflação de 0,80% observada na classe mais baixa, cuja contribuição de 0,51 p.p. respondeu por aproximadamente 64% da taxa total registrada (tabela 2). Ainda que em menor escala, a alta do grupo transportes, refletindo os reajustes nas tarifas de ônibus urbano (0,9%) e de trens (2,1%), também impactou a inflação deste segmento.

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Inflação por faixa de renda – Fevereiro/2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em fevereiro, pelo terceiro mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços disponibilizados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou aceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente a classe de renda mais alta – que apresentou a maior aceleração em relação ao mês anterior. Embora refletindo causas distintas, as maiores taxas de inflação foram registradas nos segmentos de menor e maior poder aquisitivo (tabela 1) – as classes intermediárias, por sua vez, tiveram altas menores de preços. No caso das famílias de renda mais baixa, observa-se que a taxa de inflação de 0,51% em fevereiro ocorreu, sobretudo, devido ao incremento no ritmo de crescimento dos preços dos alimentos, em especial dos cereais (12,6%), das verduras (12,1%) e dos tubérculos (6,1%). Na desagregação por grupos (tabela 2), verifica-se que a contribuição de 0,36 p.p. vinda dos alimentos explica 70% de toda a variação da inflação de fevereiro das classes mais pobres.

Em contrapartida, a inflação de 0,53% observada no segmento de renda mais alta foi pressionada pela alta do grupo educação, cuja contribuição de 0,33 p.p. é decorrente dos reajustes de 4,6% dos cursos regulares e de 3,2% dos cursos diversos. Deve-se destacar que parte do impacto do grupo educação foi amenizada pelo comportamento dos transportes, dado que as deflações dos combustíveis (-0,9%) e das passagens aéreas (-16,7%) acabam beneficiando muito mais os segmentos de renda mais alta, pois são estas classes que consomem estes bens e serviços.

Tabela 1 - Inflação por Faixa de Renda

Gráficos 1 e 2 - Inflação por Faixa de Renda

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Inflação

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Os dados mais recentes do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) indicam que, mesmo diante de uma leve aceleração – 0,03 ponto percentual (p.p.) – da sua taxa de variação em doze meses, o cenário de inflação para 2019 não só se mantém favorável como também começa a sinalizar que a trajetória dos preços esperada para o ano pode ser ainda mais benigna que a prevista anteriormente. De fato, a alta de 0,32% em janeiro surpreendeu positivamente, ficando um pouco abaixo do esperado, ao repercutir um aumento menos expressivo dos alimentos e a continuidade da queda no preço da gasolina. Dentro deste contexto, as estimativas de um aumento de safra superior a 2,0% e a expectativa de melhora no comportamento do câmbio vêm desencadeando uma queda nas expectativas de mercado para a inflação de 2019, que já se encontram abaixo de 4%. Adicionalmente, verifica-se que, mesmo diante de um ambiente de maior dinamismo do nível de atividade, o mercado de trabalho deve continuar se recuperando lentamente, impedindo uma aceleração mais forte da demanda.

Apesar desse resultado melhor em janeiro, a alta de 4,4% da alimentação no domicílio nos últimos doze meses, medida pelo IPCA, é a principal responsável pela maior aceleração da inflação das classes mais pobres, comparativamente aos segmentos de renda mais alta. Em janeiro de 2019, a taxa de inflação acumulada em doze meses, na faixa de renda mais baixa, registrou variação de 3,8%, avançando 1,1 p.p. em relação ao observado neste mesmo mês de 2018. Em contrapartida, mantendo-se a mesma base de comparação, a inflação das famílias de maior poder aquisitivo apresentou incremento de apenas 0,1 p.p., passando de 3,7% para 3,8%. Além dos alimentos, a forte alta das tarifas de energia elétrica ao longo do ano também pressionou muito mais a inflação das camadas de renda mais baixa. De fato, esta combinação de reajustes de preços de alimentos e energia fez com que, em janeiro, enquanto a inflação dos mais pobres apontasse alta de 0,41%, a dos mais ricos variasse 0,25%.

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Inflação por faixa de renda – dezembro de 2018

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em dezembro, embora o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda tenha registrado uma aceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes, esta foi bem mais intensa nos segmentos de renda mais baixa. De fato, observa-se que a inflação das famílias de menor poder aquisitivo (0,21%) foi mais que o dobro da observada nas classes mais ricas (0,09%). Este resultado deve-se, sobretudo, à alta dos preços dos alimentos no domicílio, impactados pelo comportamento dos produtos in natura como legumes (9,0%), verdura (2,3%), frutas (3,0%) e carnes (2,0%), que gerou um incremento inflacionário maior para as pessoas de renda mais baixa, dado o peso destes itens na sua cesta de consumo (tabela 2). Adicionalmente, o aumento de itens de vestuário, como roupas femininas (2,3%), e o reajuste de 0,5% nos preços dos aluguéis também exerceram uma pressão maior sobre a inflação das camadas de renda mais baixa, anulando, inclusive, o alívio originado pela deflação de 2,0% das tarifas de energia.

Em contrapartida, a queda de 4,8% no preço da gasolina foi o principal fator de descompressão inflacionária nas faixas de renda mais alta, que também se beneficiaram, ainda que em menor proporção, da queda das tarifas de energia elétrica. Nota-se que, em dezembro, a inflação das famílias mais ricas só não foi ainda mais baixa devido aos aumentos de 29,1% nos preços das passagens aéreas e 0,8% dos planos de saúde.

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Inflação por faixa de renda – novembro de 2018

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou, em novembro, deflação em todos os segmentos pesquisados. A análise desagregada, por classe de renda, no entanto, mostra que este alívio inflacionário foi menos intenso para as famílias de menor poder aquisitivo (-0,17%), quando comparadas às de renda mais alta (-0,23%).

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Inflação

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O cenário para a inflação dos próximos meses continua benigno, apesar da aceleração nos meses anteriores, indicando que não há focos de pressão que ponham em risco o cumprimento da meta, tanto para 2018 quanto para 2019. Na análise desagregada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), verifica-se que a alta de 4,56% nos últimos doze meses, até outubro, está associada a pressões pontuais e não a um processo disseminado de alta de preços na economia. Por certo, as maiores contribuições ao IPCA vêm dos preços administrados, que acumulam alta de 9,9% no período, refletindo os reajustes dos preços dos combustíveis – em virtude da desvalorização cambial e da alta da cotação do petróleo – e da energia elétrica, impactada pelo baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas e pelos reajustes elevados das distribuidoras. Em contrapartida, os preços livres permanecem surpreendendo positivamente por meio da continuidade da desaceleração da inflação de serviços e pelo crescimento abaixo do esperado dos preços dos alimentos.

Dentro deste contexto, embora as famílias mais pobres ainda apresentem uma inflação abaixo da observada pelas mais ricas, a combinação de reajustes de energia com a recuperação dos preços de alimentos vem reduzindo, ao longo do ano, o diferencial de taxas entre as diversas classes de renda. No acumulado em doze meses, os dados mostram que, em janeiro de 2018, a inflação das famílias de renda mais baixa registrava alta de 2,1%, situando-se 1,6 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa apontada pela faixa mais alta (3,7%). Em outubro, entretanto, com variações de 3,9% e 4,9%, respectivamente, esta diferença recuou para 1,0 p.p.

Para os próximos meses, a expectativa é de desaceleração da inflação acumulada em doze meses, possibilitada pelo recuo dos preços dos combustíveis e pela desaceleração dos preços da energia (a adoção da bandeira amarela em novembro aliada à possibilidade de estabelecimento da bandeira verde em dezembro) e dos alimentos, propiciando a manutenção da taxa de juros no patamar atual.

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Inflação por Faixa de Renda – Agosto/2018

Por Maria Andréia P. Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que, em agosto, embora tenha ocorrido uma deflação em todas as classes, a queda da inflação apresentada pelas famílias de renda mais baixa (-0,12%) foi duas vezes maior que a observada na faixa de renda mais alta (-0,06%). Este alívio mais intenso da inflação das famílias mais pobres foi possibilitado, mais uma vez, pela deflação nos preços dos alimentos no domicílio, em especial de itens importantes na cesta de consumo desse segmento, como: tubérculos (-9,7%), carnes (-1,5%), leites e derivados (-1,3%) e aves e ovos (-1,3%). Adicionalmente, a queda no preço do gás de botijão (-1,0%) ajudou a intensificar este processo de deflação. Na outra ponta, a inflação das famílias de renda mais alta também se beneficiou da queda dos preços dos alimentos, porém em menor escala. Apesar do recuo nos preços da gasolina (-1,5%) e das passagens aéreas (-26,1%), a deflação deste segmento de renda foi contrabalançada pela alta das tarifas de gás encanado (1,2%), do plano de saúde (0,8%) e dos cursos diversos (0,5%).

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Inflação por Faixa de Renda – Junho/2018

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, em junho, o impacto da greve dos caminhoneiros sobre os preços dos alimentos penalizou, sobretudo, a inflação das classes mais pobres da população – veja aqui a análise completa do indicador. Segundo os dados descritos na tabela 1, a inflação das famílias com menor poder aquisitivo apresentou alta de 1,5%, ou seja, mais que o triplo da observada em maio. No caso das famílias mais ricas, nota-se que, embora também aponte aceleração em junho, a inflação desta faixa foi a que registrou menor valor (1,03%).

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Inflação por Faixa de Renda – maio de 2018

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que, em maio, ao contrário do que vinha ocorrendo no período recente, houve uma maior pressão inflacionária nas classes mais pobres da população brasileira – veja aqui a análise completa do indicador. Segundo a tabela 1, observa-se que, enquanto a inflação das famílias com menor poder aquisitivo registrou alta de 0,41%, a variação dos preços dos bens e serviços consumidos pela parcela mais rica da população foi de 0,38%. Essa taxa de inflação maior para as classes mais baixas, em maio, é explicada pela piora no comportamento dos preços dos alimentos – especialmente, tubérculos, legumes, verduras e derivados de trigo – e da energia elétrica, já que parcela relevante do orçamento dessas famílias é destinada à compra destes itens. A inflação das classes mais elevadas foi pressionada, sobretudo, pela aceleração nos preços dos combustíveis, com grande impacto no grupo transportes (tabela 2).

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