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Indicador Ipea Mensal de FBCF – maio de 2019 Investimentos seguem com desempenho positivo no segundo trimestre

Por Leonardo Melo de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,3% em maio, em relação a abril de 2019, na série com ajuste sazonal, deixando um carregamento estatístico de 1,9% para o segundo trimestre de 2019. Com esse resultado, o trimestre móvel terminado em maio registrou alta de 1,3%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu o patamar de 13,9%, superior ao verificado em maio de 2018, influenciado parcialmente por uma base de comparação deprimida, resultado da greve dos caminhoneiros. No acumulado em doze meses, os investimentos também aceleraram, com a taxa de crescimento passando de 2,7% para 4,2%.

Ainda na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações (nacional) acrescida das importações – apresentou avanço de 3,9% em maio. Entre os componentes do Came, enquanto o segmento nacional cresceu 2%, a importação de bens de capital avançou 16,1% na margem, compensando o resultado do período anterior (-11,6%).

O indicador de construção civil, em contrapartida, registrou fraco desempenho em maio, recuando 0,8% na série dessazonalizada. Com isso, o setor encerrou o trimestre terminado em maio com retração de 1,3% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos em maio, registrando avanço de 0,6% na margem.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho em maio foi generalizado. Influenciados, em parte, por uma base de comparação deprimida, em decorrência dos efeitos negativos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio do ano passado, todos os componentes registraram forte variação positiva. O principal destaque foi o Came, que avançou23,7% em relação ao observado em maio de 2018. O componente da construção, por sua vez, registrou alta interanual de 8,7%. Ainda assim, apresentou queda de 0,1% entre o trimestre terminado em maio e o terminado em fevereiro.

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Indicador Ipea Mensal de FBCF – Abril de 2019 Investimentos iniciaram o segundo trimestre com crescimento

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 0,5% em abril em relação a março de 2019, na série com ajuste sazonal, deixando um carregamento estatístico de 0,7% para o segundo trimestre de 2019. Com esse resultado, o trimestre móvel terminado em abril registrou queda de 0,3%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 0,9% inferior ao verificado em abril de 2018. No acumulado em doze meses, os investimentos desaceleraram, com a taxa de crescimento passando de 3,7% para 2,7%.

Ainda na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações (nacional) acrescida das importações – apresentou avanço de 0,3% em abril. Entre os componentes do Came, enquanto o segmento nacional cresceu 2,8%, a importação de bens de capital recuou 11% na margem, resultado que sucedeu a alta de 8,4% observada no período anterior.

O indicador de construção civil, por sua vez, também registrou desempenho positivo em abril, avançando 1% na série dessazonalizada. Ainda assim, o setor encerrou o trimestre terminado em abril com retração de 0,7% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, também contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos em abril, registrando avanço de 0,5% na margem.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho em abril foi negativo. Com exceção do componente outros ativos fixos, que cresceu 6,4%, todos os demais registraram variação negativa. Tanto o Came quanto a construção civil recuaram 2,1% em relação ao mês de abril de 2018. O componente da construção continua sendo o destaque negativo, tendo registrado queda de 2,5% na comparação entre o trimestre terminado em abril e o terminado em janeiro.

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Indicador Ipea de FBCF – março e primeiro trimestre de 2019 Investimentos avançam 1,1% em março, encerrando o primeiro trimestre de 2019 com alta de 0,6%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,1% em março em relação a fevereiro de 2019, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o indicador de investimentos encerra o primeiro trimestre registrando avanço de 0,6% sobre o trimestre anterior, também ajustado sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 1,6% superior ao verificado em março de 2018. Já na comparação do primeiro trimestre de 2019 com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou expansão de 3,8%. Com isso, o resultado acumulado em doze meses ficou em 4,4%.

 Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou alta de 2,1% em março, a terceira alta consecutiva na margem. Apesar disso, o primeiro trimestre encerrou com queda de 1,5%. Em março, de acordo com os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações cresceu 1,8%, a importação de bens de capital aumentou 7,4% no mesmo período. No acumulado em doze meses, o Came apresenta expansão de 12,7%.

 O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,8% em março, resultado que sucedeu queda de 0,5% no período anterior, na série dessazonalizada. Apesar disso, o primeiro trimestre de 2019 avançou 1,7% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor segue com desempenho ruim, registrando recuo de 2%. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,5% na passagem de fevereiro para março, encerrando o primeiro trimestre com alta de 3%.

 Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho mensal foi heterogêneo. Enquanto o Came registrou aumento de 3,4% em março, a construção civil registrou variação negativa de 0,7%. O componente outros, por sua vez, atingiu patamar 4,8% superior ao observado em março de 2018.

Tabela - Indicador Ipea FBCF mar19

Gráfico indicador Ipea FBCF mar19

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Indicador Ipea de FBCF – fevereiro de 2019 Investimentos registraram alta de 0,4% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta avanço de 0,4% em fevereiro em relação ao período imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu o crescimento de 2,1% em janeiro (quando os investimentos foram afetados positivamente pelas operações de comércio exterior envolvendo plataformas de petróleo) e deixa um carry-over de 2,2% para o primeiro trimestre de 2019. Na comparação entre o trimestre terminado em fevereiro e o terminado em novembro, os investimentos apresentam alta de 1,1%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador registrou aumento mais expressivo, de 10,1%. Com isso, o crescimento acumulado em doze meses chegou a 5,2%.

 Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou crescimento de 2,9% em fevereiro, sendo o responsável pelo bom desempenho da FBCF no período. De acordo com os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações cresceu 43,5%, a importação de bens de capital retraiu 47,1% na margem. Parte da volatilidade observada em fevereiro pode ser explicada pelos efeitos das operações de comércio exterior envolvendo plataformas de petróleo ocorridas no mês anterior, que provocaram fortes oscilações nas exportações e importações de máquinas e equipamentos.

 O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,2% na comparação dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel terminado em fevereiro mostra um resultado praticamente estável, com elevação de 0,2% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,6% na passagem de janeiro para fevereiro.

 Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho voltou a ser heterogêneo. Enquanto o Came cresceu 17,5% ante fevereiro de 2018, após avanço de 14% no mês anterior, a construção civil registrou variação negativa de 0,8%. Por fim, o componente outros cresceu 3,7% em relação a fevereiro de 2018.

Tabela - Indicador Ipea FBCF fev19

Gráfico indicador Ipea FBCF fev19



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Indicador Ipea de FBCF – janeiro de 2019 Investimentos iniciaram o ano de 2019 com alta de 1,3%, impulsionados pela importação de plataformas

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta avanço de 1,3% em janeiro em relação a dezembro de 2018, na série com ajuste sazonal. Esse resultado decorre do crescimento das importações de máquinas e equipamentos no período, especificamente das importações de plataformas de petróleo. O resultado interrompe dois meses de queda, período em que os investimentos acumularam perda de 3,3%. Na comparação entre o trimestre terminado em janeiro e o terminado em outubro, os investimentos apresentam recuo de 2,3%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador também registrou aumento, atingindo patamar 5,8% superior ao verificado em janeiro de 2018. Se excluídas dos cálculos as operações de comércio exterior com plataformas de petróleo, os investimentos teriam recuado 2,2% na margem e 1,5% na comparação com janeiro de 2018.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jan19

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou crescimento de 5,5% em janeiro, sendo o responsável pelo bom desempenho da FBCF no período. Assim como já havia ocorrido nos meses de fevereiro, julho, agosto e novembro do ano passado, esse resultado foi bastante influenciado pelas operações de comércio exterior envolvendo plataformas de petróleo, que podem incluir transações fictas devido ao regime aduaneiro especial do setor de petróleo. Excluindo as transações com plataformas, a consequência teria sido uma queda de 7,1%. De acordo com os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações caiu 28,4%, a importação de bens de capital cresceu 115,9% na margem.

O indicador de construção civil, por sua vez, permaneceu estagnado na comparação dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel terminado em janeiro caiu 0,8% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,1% na passagem de dezembro para janeiro.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho foi heterogêneo. Enquanto o Came cresceu 7,5% ante a janeiro de 2018, recuperando-se da queda no mês anterior (6%), a construção civil registrou variação negativa de 1,5%. Por fim, o componente outros cresceu 5,5% em relação a janeiro de 2018.

Gráfico indicador Ipea FBCF jan19

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Indicador Ipea de FBCF – dezembro e quarto trimestre de 2018 Investimentos recuam 4,3% em dezembro, encerrando o ano de 2018 com alta de 4,2%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta queda de 4,3% em dezembro em relação a novembro de 2018, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o indicador de investimentos encerra o quarto trimestre registrando recuo de 2,5% sobre o trimestre anterior, também ajustado sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 4,1% inferior ao verificado em dezembro de 2017. Já na comparação do quarto trimestre de 2018 com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou expansão de 3,2%. Com isso, o resultado acumulado em 2018 ficou em 4,2%.

 Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou queda de 8,3% em dezembro, devolvendo boa parte do crescimento registrado no período anterior, quando foi influenciado positivamente pelas importações de plataformas. De acordo com os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações cresceu 21,2%, a importação de bens de capital caiu 49,2% na margem. No acumulado em doze meses, o Came encerra 2018 com alta de 14,6%.

 O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 2,2%, interrompendo duas quedas consecutivas na série dessazonalizada. Ainda assim, o trimestre móvel terminado em dezembro retrocedeu 1% ante o período imediatamente anterior. O setor registrou desempenho frustrante em 2018, com recuo de 0,3% no acumulado em doze meses. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 6,5% na passagem de novembro para dezembro, encerrando 2018 com alta de 2,6%.

 Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho mensal foi negativo. Enquanto o Came registrou queda de 6,6% em dezembro, a construção civil registrou variação negativa de 1,3%. O componente outros, por sua vez, atingiu patamar 7,9% inferior ao observado em dezembro de 2017.

Tabela - Indicador Ipea FBCF dez18

Gráfico indicador Ipea FBCF dez18

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Indicador Ipea de FBCF – novembro de 2018 Investimentos crescem 1,7% em novembro, impulsionados pela importação de plataformas

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta avanço de 1,7% em novembro em relação a outubro de 2018, na série com ajuste sazonal. Esse resultado, no entanto, decorre do forte crescimento das importações de máquinas e equipamentos no período, especificamente das importações de plataformas de petróleo. Sem esse efeito, os investimentos teriam recuado 2,3% na margem. O resultado interrompe três meses de queda, período em que os investimentos acumularam perda de 3,6%. Na comparação entre o trimestre terminado em novembro e o terminado em agosto, os investimentos apresentam alta de 5,7%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador também registrou aumento, atingindo patamar 7,8% superior ao verificado em novembro de 2017. Por fim, o crescimento no resultado acumulado em doze meses chegou a 4,9%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou crescimento de 8,7% em novembro, sendo o responsável pelo bom desempenho da FBCF no período. Assim como já havia ocorrido nos meses de fevereiro, julho e agosto, esse resultado foi bastante influenciado pelas operações de comércio exterior envolvendo plataformas de petróleo, estimuladas pelas mudanças no regime aduaneiro Repetro. Excluindo esse efeito, a consequência teria sido uma queda de 1,7%. De acordo com os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações caiu 22,6%, a importação de bens de capital cresceu 91,9% na margem.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,6%, sendo a segunda queda consecutiva na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel terminado em novembro caiu 0,5% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 1,7% na passagem de outubro para novembro.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho foi heterogêneo. Enquanto o ritmo de crescimento do Came acelerou, passando de 13,7% em outubro para 28,4% em novembro, a construção civil registrou variação negativa de 1,9%. Por fim, o componente outros cresceu 4,1% em relação a novembro de 2017.

Gráfico indicador Ipea FBCF dez18

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Indicador Ipea de FBCF – outubro de 2018 Investimentos iniciam quarto trimestre com queda de 0,4%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta recuo de 0,4% em outubro em relação a setembro de 2018, na série com ajuste sazonal. Esse foi a terceira variação negativa seguida, após o forte crescimento verificado nos meses de junho e julho, quando os investimentos cresceram 12,5% e 5,1%, respectivamente. Apesar disso, na comparação entre o trimestre terminado em outubro e o terminado em julho, os investimentos apresentam avanço de 3,5%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador registrou aumento, atingindo patamar 5% superior ao verificado em outubro de 2017. Por fim, o crescimento no resultado acumulado em doze meses chegou a 4,2%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou crescimento de 0,7% em outubro. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações cresceu 1,3%, a importação de bens de capital recuou 3,6% na margem.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 0,6%, resultado que sucedeu a alta de 1,2% na série dessazonalizada. Apesar disso, o trimestre móvel terminado em outubro cresceu 3,2% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou avanço de 1,3% na passagem de setembro para outubro.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho foi generalizado. O ritmo de crescimento do Came acelerou, passando de 4,9% em setembro para 13,5% em outubro. Já a construção civil e o componente outros registraram variações de 0,8% e 4% na comparação interanual, respectivamente.

Tabela - Indicador Ipea FBCF out18 Gráfico indicador Ipea FBCF out18

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Indicador Ipea de FBCF – setembro e 3º trimestre de 2018 Novo regime aduaneiro especial gera crescimento elevado dos investimentos no terceiro trimestre de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho e José Ronaldo de Castro Souza Júnior

A introdução do novo regime aduaneiro especial de utilização econômica destinado a bens a serem utilizados nas atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e de gás natural (Repetro-Sped) exerceu impactos significativos, tanto no cálculo da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) quanto na contabilidade da balança comercial brasileira (como mostra a Nota Técnica desta Carta de Conjuntura).

Essas mudanças, em grande parte responsáveis pelas elevadas importações de plataformas de petróleo ocorridas em alguns meses deste ano, causaram um aumento significativamente acima do esperado para o Indicador Ipea de FBCF, especialmente no terceiro trimestre. Após um forte crescimento dessazonalizado em julho, com alta de 13,5% sobre o período anterior, os investimentos teriam registrado duas quedas consecutivas em agosto e setembro, caindo 4,2% e 6,1%, respectivamente. Com isso, os investimentos teriam crescido 9,6% na comparação entre o terceiro e o segundo trimestres, ainda na série com ajuste sazonal. Vale mencionar que parte desse forte crescimento se deve aos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio, que ajudou a reduzir a média do segundo trimestre.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, os resultados também são expressivos. Após quatro variações mensais positivas seguidas, o indicador apontaria crescimento interanual de 13,1% no terceiro trimestre. Por fim, o crescimento no resultado acumulado em doze meses ficaria em 6,1%. Esse resultado representa um incremento de 2,3 pontos percentuais à taxa de crescimento da FBCF, excluídas as importações e exportações de plataformas de petróleo.

FBCF set-18

Veja a análise completa dos resultados



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Efeitos do Repetro-Sped sobre o Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo

Por José Ronaldo de Castro S. Júnior e Leonardo Mello de Carvalho

A introdução do novo regime aduaneiro especial de utilização econômica destinado a bens a serem utilizados nas atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e de gás natural (Repetro-Sped) exerceu impactos significativos, tanto no cálculo da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) quanto na contabilidade da balança comercial brasileira. Esta nota resume as principais modificações ocorridas em relação ao novo regime, buscando detalhar em que medida afetam o Indicador Ipea Mensal de FBCF.

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