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Boletim de expectativas

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

Os últimos trinta dias foram pródigos em fatos marcantes na economia, como a manutenção da meta para a Selic em 6,5%, a significativa desvalorização da taxa de câmbio e a greve dos caminhoneiros. Esses fatos se refletiram em diversos indicadores de sentimento e de expectativas. Comparando seus valores em duas datas, 11 de maio e 8 de junho, alguns destaques são: o dólar subiu 6%, o Ibovespa caiu 14%, e o CDS Brasil subiu de 185 para 251 pontos; a Selic esperada para doze meses à frente nos contratos de DI Futuro elevou-se em 1,7 ponto percentual (p.p.); a taxa de juros real para dois anos, na estrutura a termo da taxa de juros, subiu 1,5 p.p., e o crescimento previsto para o produto interno bruto (PIB) acumulado em 2018 e 2019 caiu quase 1 p.p. A expectativa de inflação (Índice de Preços ao Consumidor – IPCA) para os próximos doze meses subiu ao longo de março, abril e maio, nas três fontes aqui acompanhadas neste Boletim: Focus BCB, Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e BM&F-Bovespa, estas últimas fontes de inflações implícitas em negociações com títulos públicos e com swaps, respectivamente.

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Boletim de expectativas

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

Este boletim faz uma síntese do comportamento dos indicadores das expectativas acerca da inflação e da meta para a Selic obtidos de três fontes: pesquisa Focus do Banco Central do Brasil (BCB), cotações de títulos públicos (Anbima) e de contratos de DI Futuro e swaps (da BM&FBovespa). Com o objetivo de captar, especialmente, os efeitos da decisão da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), são apresentadas as expectativas vigentes na semana anterior a ela e as observadas depois da divulgação da ata. A redução da meta para a Selic já era esperada, mas a sinalização de novo corte na próxima reunião foi, ao menos em parte, uma surpresa. Em parte porque as expectativas embutidas nas cotações do DI Futuro já contemplavam essa possibilidade, embora a mediana da pesquisa Focus considerasse que o fim do ciclo de afrouxamento da política monetária se daria em 6,50%. Depois da ata do Copom que indicou nova redução, o Focus ajustou sua mediana para 6,25%, ao passo que o DI Futuro já considera até mesmo a possibilidade de cortes adicionais. As curvas de juros nominais e reais se deslocaram para baixo.

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O texto apresenta ainda as projeções de inflação divulgadas no relatório trimestral de inflação do BCB, publicado em 29 de março, e as expectativas captadas pela pesquisa Focus para resultado primário do setor público, crescimento do PIB e deficit do balanço de pagamentos.

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Boletim de Expectativas

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

A mediana das expectativas do Boletim Focus do Banco Central do Brasil (Focus/ BCB) indica mais um corte da Selic, na reunião que ocorrerá em 07 de fevereiro, que levaria a taxa a 6,75% ao ano (a.a.). A possibilidade de um corte que reduza essa taxa para 6,50% na próxima reunião ou na de 21 de março aparece na meta para a Selic implícita no DI Futuro, que está em 6,67% em fevereiro e 6,57% em março; assim como na média do Focus, que é de 6,75% em fevereiro e de 6,69% em março. Focus e DI preveem que a taxa deverá permanecer até os meses finais deste ano no nível que atingir em fevereiro ou março. Na estrutura a termo da taxa de juros (ETTJ), do início de dezembro do ano passado até a última sexta-feira (26/01), houve redução de 0,4 a 0,5 pontos de porcentagem (p.p.) nos juros reais nos vértices mais longos, enquanto os mais curtos passaram por pouca alteração. Depois de ter caído muito ao longo de 2016 e do primeiro semestre de 2017, a inflação esperada para doze meses seguintes, levando em conta diferentes fontes (Focus/BCB e inflação implícita em títulos públicos e em swaps) passou a oscilar entre 4,0% e 5,0%, aproximadamente. As expectativas para o resultado fiscal primário do setor público consolidado apontam para melhoria gradual ao longo dos próximos anos, mas até 2021 não é esperado superavit pela média das previsões. A expectativa média de crescimento do PIB em 2018 é de 2,6%. Quanto ao deficit em transações correntes do Balanço de Pagamentos, depois de passar de 4,2% do PIB em 2014 para 0,5% do PIB em 2017, a mediana das previsões de mercado indica que deve voltar a aumentar moderadamente, chegando a 2% do PIB em 2021.

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Boletim de Expectativas

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

A taxa de inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) esperada para doze meses, após atingir valores máximos por volta do último trimestre de 2015, entre 7,0% e 9,0%, caiu ao longo de 2016 e do primeiro semestre de 2017 e, no segundo semestre, tem apresentado tendência diferente conforme a fonte, mas tem estado entre 4,0% e 4,5%. A inflação esperada para 2018 – de acordo com a mediana do sistema de expectativas do Banco Central do Brasil (Focus/BCB) – que era de 4,5% até o fim do primeiro trimestre deste ano, caiu até chegar próxima de 4,0%, abaixo da meta de 4,5%. Para 2019 e 2020, a mediana das expectativas é igual à meta para os respectivos anos, de 4,25% e 4,0%. A mediana do Focus/BCB prevê corte da taxa Selic dos atuais 7,5% para 7,0% na reunião de 6 de dezembro próximo e novo corte para 6,75% na seguinte, em 7 de fevereiro de 2018. A taxa de juros real ex-ante de um ano, calculada a partir da taxa do swap DI-Pré de 360 dias (da BM&FBovespa) e do IPCA esperado para doze meses pela mediana da pesquisa Focus/BCB, estava, em 10 de novembro último, em 3,0%. Na curva de juros reais, os vértices para os prazos maiores que dois anos e meio se deslocaram para cima nos últimos trinta dias: as taxas de cinco anos, por exemplo, subiram de 4,5% para 4,9%; e as de dez, de 4,9% para 5,3%. As expectativas para o resultado primário do setor público projetam melhoria gradual ao longo dos próximos quatro anos, saindo de déficit de 2,4% do PIB em 2017 para resultado ainda negativo de 0,4% do PIB em 2021. A previsão de crescimento do PIB é de 0,7% em 2017, 2,5% em 2018 e 2,7% daí em diante, até 2021.

CC37_Boletim de Expectativas II

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As novas metas de inflação e as expectativas de mercado

Carta de Conjuntura nº 36

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Em 29 de junho de 2017, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu as metas de inflação para 2019 e 2020. Até então, o CMN definia, todo mês de junho, a meta para dois anos e meio à frente – neste ano, portanto, era esperada a definição da meta para 2019. Mas, neste ano, além de estabelecer a meta para 2019 em 4,25%, o conselho inovou e definiu também a de 2020, fixando-a em 4,00%. Qual terá sido a reação das expectativas de inflação dos agentes privados a este anúncio? No presente texto, esta questão é analisada a partir das informações de três fontes: o sistema de expectativas de mercado do BCB, a inflação implícita em negociações com títulos públicos e a implícita em contratos de swap. As expectativas do Focus/BCB são diretamente declaradas pelos participantes da pesquisa. As outras duas são obtidas a partir de cotações de mercado de ativos e derivativos. A queda na inflação esperada para 2020 ocorrida logo após o anúncio da meta para aquele ano, verificada nas três fontes, indica que a condução atual da política tem credibilidade e que o BCB teve êxito ao definir a nova meta.

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Inflação

Carta de Conjuntura Nº 34

Por Maria Andréia Parente Lameiras

A alta de 0,33% no IPCA em fevereiro, beneficiada pela deflação de 0,75% dos alimentos no domicílio, reforça ainda mais trajetória de desaceleração da inflação  iniciada no último trimestre de 2016. Esta melhora no ambiente inflacionário vem sendo possibilitada não só pelo forte recuo de preços dos alimentos, como também pelos efeitos da apreciação cambial e do baixo dinamismo da demanda interna. Adicionalmente, a aprovação do teto das despesas do governo e as propostas de reformas importantes enviadas ao Congresso vêm desencadeando um aumento da confiança dos agentes econômicos, que juntamente com a maior credibilidade do Banco Central, está ancorando as expectativas futuras de inflação, mesmo em um ambiente de redução de taxas de juros.

Para o restante do ano, a expectativa é de continuada desaceleração da inflação, especialmente dos preços livres. No caso dos alimentos, as boas projeções de safra e a baixa probabilidade da ocorrência de fenômenos climáticos devem garantir a manutenção deste comportamento mais favorável. Já os serviços se beneficiarão não apenas do baixo dinamismo do mercado de trabalho, como também da alta menor do salário mínimo em 2017 e da própria desaceleração da inflação em curso, reduzindo o componente inercial na composição dos seus reajustes. Por fim, a lenta retomada da economia brasileira, a provável estabilidade do câmbio e a manutenção dos preços das commodities em níveis próximos aos atuais também contribuem para a composição deste ambiente de maior alívio inflacionário.

Dentro deste contexto, com a incorporação dos próximos resultados do IPCA, cujas variações se manterão bem abaixo das registradas no ano anterior, a curva de inflação em 12 meses recuará ainda mais Nos próximos meses. A partir do último trimestre, entretanto, com o fim deste efeito estatístico, o IPCA apresentará uma leve aceleração, sem ultrapassar, entretanto, o centro da meta de inflação. A previsão específica para este ano está sendo elaborada agora pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) e será divulgada em breve.

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Acesse os textos completos de todas as seções já divulgadas da Carta de Conjuntura nº 34 no portal do Ipea



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Três Medidas de Inflação Esperada

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

O Blog da Carta de Conjuntura passará a divulgar, periodicamente, na seção Moeda e Crédito, expectativas de inflação e juros obtidas dos sistemas de expectativas do Banco Central do Brasil (BCB) e de cotações de mercados, como de títulos públicos, swaps e futuros de juros. Este texto descreve as medidas de expectativas de inflação a serem divulgadas. Textos futuros apresentarão as medidas de expectativas de juros e trarão breves comentários sobre os dados recentes.

As expectativas de inflação mais conhecidas do público em geral são as coletadas semanalmente pelo BCB junto ao mercado. Outra maneira de se obterem expectativas de inflação é por meio dos retornos dos títulos públicos indexados à variação dos preços, em comparação com os retornos de títulos prefixados. Uma terceira fonte de expectativa de inflação, também implícita em cotações de mercado, são contratos de swaps na BMFBovespa. A inflação implícita assim calculada – tanto no caso de títulos públicos quanto no de swaps – não corresponde exatamente à expectativa da inflação embutida nos retornos dos ativos, mas a essa expectativa adicionada de um prêmio de risco. Por outro lado, as negociações de mercado com títulos indexados a índices de preços e com swaps poderiam revelar de maneira mais precisa e realística a expectativa quanto à inflação futura, já que as pesquisas de mercado tendem a refletir a análise e a opinião, mas não necessariamente as apostas das instituições.

O gráfico mostra, nos últimos 36 meses, a inflação implícita em negociações com títulos públicos, a implícita nos swaps e a expectativa coletada pelo BCB, sempre para os 12 meses seguintes e todas referentes ao IPCA. Nota-se que as três medidas costumam andar na mesma direção, inclusive na queda que se observou ao longo de 2016 e início de 2017.

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 Boletim Expectativas_mar-17



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Moeda e Crédito

Carta de Conjuntura nº 31

 Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

Os dados de crédito referentes a abril revelaram piora adicional em relação aos números dos meses anteriores. A queda do saldo de crédito total na economia, descontada a inflação, foi de 6,1%, na comparação com abril de 2015. As médias de novas concessões por dia útil, que já vinham sofrendo fortes quedas, tiveram quedas também grandes em abril. O total caiu 18% em relação a abril do ano passado. O destaque negativo nas concessões foi novamente o crédito direcionado, especialmente os empréstimos para financiamento de investimentos do BNDES e o financiamento imobiliário para pessoas físicas (PF). A participação do crédito concedido por bancos públicos continuou crescendo e atingiu, em abril, 57% do total. A taxa média de juros das operações de crédito com recursos livres para pessoas físicas continuou subindo e atingiu 70,8% ao ano (a.a.). A taxa livre para pessoas jurídicas (PJ), ao contrário, ficou estável entre 31% e 32% a.a. desde janeiro de 2016. No caso dos recursos direcionados, são as taxas de juros médias para pessoas físicas que mostram estabilidade há mais tempo, estando em torno de 10% a.a. desde julho de 2015. As taxas para pessoas jurídicas continuaram em ascensão até janeiro de 2016, quando atingiram 12,3% a.a., e caíram depois, para chegar a 11,6% em abril.

A resistência da inadimplência à crise tem causado alguma surpresa. A fortíssima contração do PIB e seus efeitos sobre o mercado de trabalho, juntamente com os juros elevados, deveriam levar a aumento mais significativo da inadimplência. Um fator que pode estar por trás do pequeno crescimento da inadimplência é a maior participação do consignado, que tem taxa de inadimplência muito menor. A parcela do consignado no total de crédito livre à pessoa física tem crescido nos últimos anos, tendo passado de 21% no início de 2009 para 35% em abril de 2016. Outra explicação poderia ser o maior recurso, por parte das instituições financeiras e dos tomadores, às renegociações de dívidas, de modo a evitar a inadimplência. Mas a comparação da evolução do crédito vinculado à renegociação no segmento de crédito pessoal não consignado com recursos livres com a da inadimplência no mesmo segmento não sugere que isso esteja acontecendo, já que o crédito renegociado como proporção da carteira tem crescido menos que a inadimplência.

A política monetária continua diante da difícil situação que combina recessão de grandes proporções com inflação alta e resistente. Os modelos e cenários usados pelo Copom apontam para inflação na meta em 2017 no cenário de manutenção da Selic e da taxa de câmbio, mas mostram o IPCA acima de 4,5% no cenário em que a Selic é reduzida a partir do segundo semestre de 2016 e o câmbio de desvaloriza cerca de 7% entre junho de 2016 e o fim de 2017. Não obstante, o mercado tem mantido esse cenário de redução da Selic, provavelmente baseado nas perspectivas dos novos esforços de ajuste fiscal, na tendência de queda da inflação observada e na queda das expectativas de inflação, além dos efeitos da forte retração da atividade econômica sobre os preços. Outra maneira de compatibilizar as expectativas com a meta para o IPCA é a possibilidade de revisão para cima da meta em 2017, possivelmente com a compensação de uma meta menor alguns anos à frente. Em 08/6/2016, o Copom manteve a Selic em 14,25%, como amplamente esperado e, no comunicado, repetiu o mesmo texto divulgado na reunião anterior, no qual “reconhece os avanços na política de combate à inflação”, mas pondera que os elevados níveis da inflação observada e esperada “não oferecem espaço para flexibilização da política monetária”.

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