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Economia agrícola

Por Ana Cecília Kreter e José Ronaldo de C. Souza Júnior

A previsão da Dimac/Ipea para o PIB do setor agropecuário é de crescimento de 1,4% em 2019. Por segmento, a previsão é de alta de 1,0% no valor adicionado da lavoura e de 1,8% no valor adicionado da pecuária. As culturas que mais contribuíram negativamente para o valor adicionado da lavoura foram a cana-de-açúcar e o café, com queda de 1,1% e 16,5%, respectivamente. Em relação à pecuária, bovinos, aves e ovos foram os componentes que impulsionaram o crescimento do valor adicionado do segmento, com altas de 2,1%, 2,1% e 3,4% no volume produzido. Para 2020, a previsão é de aceleração do crescimento do PIB do setor, que deve ficar entre 3,2% e 3,7%, dependendo do prognóstico de safra de grãos levado em consideração – do IBGE ou da Conab.

O setor externo apresentou contração de 6% entre janeiro e outubro de 2019, comparado ao mesmo período de 2018. Apesar do crescimento significativo em valor em três produtos importantes na pauta de exportação – milho, algodão e carne de suíno –, houve contração das exportações de soja em grãos, farelo de soja, celulose e açúcar, claramente ainda os principais produtos da pauta.

Esta seção de Economia Agrícola conta ainda com uma  análise detalhada feita pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (USP) dos mercados e preços agropecuários domésticos; com uma subseção de crédito rural, que apresenta o fechamento do ano safra 2018/2019, as contratações e as condições de crédito; e com uma subseção de insumos, com destaque para os fertilizantes e a produção de máquinas agrícolas.

Acesse o texto completo



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Inflação por Faixa de Renda – Março/18

Por Maria Andréia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do IBGE, apresentou, em março, pelo quinto mês consecutivo, uma taxa de inflação menor para as famílias das faixas mais baixas de renda. De fato, segundo os dados da tabela 1, em março, a taxa de variação de preços de bens e serviços observada na classe de maior poder aquisitivo (0,11%) foi quase o triplo da registrada pelas famílias de renda mais baixa (0,04%). Com esse resultado, no acumulado do primeiro trimestre de 2018, a inflação da camada mais pobre da população aponta alta de apenas 0,35%, situando-se bem abaixo da calculada para as famílias de renda mais alta (1,13%). De modo similar, nos últimos 12 meses, a inflação da classe mais baixa (1,8%) é praticamente metade da apresentada pela classe mais alta (3,5%).

Na comparação com março de 2017, nota-se que, ao contrário do ano anterior, quando a inflação foi menor quanto maior fosse a faixa de renda, em 2018 a trajetória é oposta. Essa mudança de composição é explicada pelo comportamento dos alimentos no domicílio, cuja retração de 0,18% em março 2018 agiu como fonte de alívio inflacionário, ao passo que a alta de 0,31% no ano passado desse mesmo grupo de produtos pressionou mais fortemente a inflação dos mais pobres. Adicionalmente, o reajuste de 4,43% da energia elétrica observado em março de 2017 também impactou de modo mais significativo a inflação das famílias de renda mais baixa.

Leia a análise completa dos resultados

Acesse aqui a planilha com as taxas mensais de Inflação por faixa de renda



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Carta ao Leitor

Caro Leitor,

 O Gecon – Grupo de Estudos de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea (Dimac/Ipea) – está lançando este blog com o objetivo de melhorar e dar mais agilidade à divulgação dos trabalhos feitos pelo grupo e pelo restante da diretoria. Os temas abordados tratarão não somente de análise da conjuntura, mas também das perspectivas de médio e longo prazo da economia brasileira.

 Cabe ressaltar que o blog não visa comentar cada divulgação de novos dados econômicos no país. O objetivo é apresentar análises consolidadas sobre temas macroeconômicos utilizando diferentes metodologias e fontes de dados, além de indicadores secundários próprios.

 A Carta de Conjuntura, anteriormente divulgada por meio de um único documento trimestral, tem agora suas seções e notas técnicas divulgadas separadamente em um primeiro momento, à medida que as mesmas são finalizadas. Ao final de cada trimestre, as seções e notas continuarão a ser reunidas em uma Carta trimestral, para fins de registro histórico.

 Espera-se que o blog seja atualizado pelo menos semanalmente, ainda que múltiplas atualizações possam ocorrer em algumas semanas mais ricas em eventos. Recomenda-se que o leitor interessado no conteúdo do blog faça um rápido cadastro de seu endereço eletrônico (no espaço que fica na lateral direita do blog) para que receba automaticamente os avisos de lançamentos de novos textos. O descadastramento também pode ser feito com a mesma facilidade.

 Por fim, mas não menos importante, incentivamos os leitores a dialogar com os autores dos trabalhos divulgados no blog, por meio do link ao final de cada post. Acreditamos, sinceramente, que o feedback recebido contribuirá para aumentar a qualidade do material postado.

 Atenciosamente,

 Grupo de Estudos de Conjuntura/Dimac/Ipea



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