Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – junho de 2019 Demanda interna por bens industriais recuou 0,5% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações acrescida das importações – registrou queda de 0,5% na comparação entre os meses de junho e maio, na série com ajuste sazonal. Apesar desse resultado, que interrompeu dois avanços consecutivos, o segundo trimestre de 2019 encerrou com alta de 0,7% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna líquida de exportações cresceu 0,2% na margem em junho, as importações de bens industriais registraram queda de 1,6%.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais recuou 6,8% contra junho do ano passado. O resultado foi pior que o desempenho apresentado pela produção industrial (queda de 5,9%), mensurada pela PIM-PF do IBGE. Com isso, o segundo trimestre apresentou queda de 1,6% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou variação negativa, embora num ritmo menos intenso (-0,4%) que o apresentado pela produção industrial (-0,8%).

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_jun-19Gráfico_Indicador Ipea CA_jun-19

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

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Indicador Ipea de FBCF – junho e segundo trimestre de 2019 Investimentos avançam 0,7% em junho, encerrando o segundo trimestre de 2019 com alta de 2,3%

Por Leonardo Melo de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 0,7% em junho em relação a maio de 2019, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o indicador de investimentos, também ajustado sazonalmente, encerra o segundo trimestre registrando avanço de 2,3% sobre o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 3,2% superior ao verificado em junho de 2018. Já na comparação do segundo trimestre de 2019 com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou expansão de 5,3%. Com isso, o resultado acumulado em doze meses ficou em 4,3%.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jun19

 O consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou alta de 0,5% em junho em relação ao mês anterior. Enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos caiu 0,8% no mês, a importação subiu 1,2%. Com o resultado de junho, os investimentos em máquinas e equipamentos encerraram o segundo trimestre com crescimento de 5,9% e, no acumulado em doze meses, com uma expansão de 10,5%.

 O segmento de construção civil, por sua vez, avançou 0,8% em junho, resultado que sucedeu a alta de 0,7% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o segundo trimestre de 2019 avançou 0,6% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor segue com fraco desempenho, registrando queda de 1,2%.

 Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,3% na passagem de maio para junho, encerrando o segundo trimestre com alta de 2,6%.

 Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho mensal foi generalizado. Enquanto o segmento nacional de máquinas e equipamentos registrou aumento de 3% em junho, a construção civil registrou variação positiva de 2,3%. O componente outros, por sua vez, atingiu um patamar 6,3% superior ao observado em junho de 2018.

Gráfico indicador Ipea FBCF jun19

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – junho de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,56% no mês de junho, situando-se 0,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em maio. Na comparação com os mesmos períodos dos anos anteriores, este resultado representa a segunda maior taxa para um mês de junho desde o início da série histórica em 2013.

No acumulado em doze meses, o ICTI apresenta alta de 4,65%, permanecendo em patamar inferior ao registrado pelos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) –, mas acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como mostra a tabela 1.

191003_tabela_1_jun

Na desagregação dos grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, nos últimos doze meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos pessoal e demais despesas operacionais, cuja contribuição conjunta de 3,99 p.p. respondeu por 86% da variação total apontada pelo indicador.

191003_tabela_2_jun



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – maio de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em maio, o Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, registrou variação de 0,44%, recuando 0,09 ponto percentual (p.p.) em relação ao observado em abril.  Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a taxa em maio de 2019 ficou 0,02 p.p. acima da apontada em 2018.

Com a incorporação desse resultado, no acumulado em doze meses, o ICTI acelerou levemente, passando de 4,74% em abril para 4,76% em maio. Nota-se que, mesmo diante desse pequeno incremento, nos últimos doze meses, a variação acumulada do ICTI mantem-se abaixo dos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP). Entretanto, na comparação com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), nota-se uma alta um pouco mais acentuada do ICTI (tabela 1).

tabela_1_ICTI_mai_19

Ao analisar de forma desagregada os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, nos últimos doze meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos pessoal e demais despesas operacionais, cuja contribuição conjunta de 3,79 p.p. respondeu por 80% da variação total apontada pelo indicador. Nota-se que, no caso da energia elétrica, embora este grupo tenha apresentado a maior variação entre todos os segmentos, o seu peso reduzido na composição do ICTI contribuiu com apenas 0,07 p.p.

tabela_2_ICTI_mai_19

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Inflação por faixa de renda – junho/2019

Por Maria Andréia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou, em junho, pelo terceiro mês consecutivo, desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para as de renda mais baixa, que, beneficiadas sobretudo pelo comportamento do grupo alimentos e bebidas, apontaram a primeira deflação desde novembro de 2018 (tabela 1). Embora menos generalizada e com intensidade inferior à observada em maio, a queda no preço dos alimentos, notadamente de itens importantes como cereais (-4,5%), frutas (-6,1%) e massas e farinhas (-0,75%), foi o maior fator de alívio inflacionário para as famílias mais pobres, sendo o principal responsável pelas deflações de 0,03% e 0,02% apresentadas pelas faixas de renda muito baixa e baixa, em junho, respectivamente. Ainda que em menor proporção, os recuos nas tarifas de energia elétrica (-1,1%), do gás de botijão (-0,48%) e da gasolina (-2,0%) também impactaram negativamente a inflação dos mais pobres, gerando contribuições negativas de 0,01 ponto percentual (p.p.) dos grupos habitação e transportes, anulando, inclusive, as altas de 0,38%, 1,6% e 0,39% dos preços dos aluguéis e das tarifas de água e esgoto e ônibus urbano, respectivamente. Em contrapartida, a forte alta de 1,5% nos preços dos artigos de higiene pessoal fez com que o grupo saúde e cuidados pessoais gerasse uma contribuição de 0,06 p.p. para a inflação, o que impediu uma deflação mais expressiva para as famílias mais pobres.

Inflação por renda_jun-19_tabelaInflação por renda_jun-19_gráficos

Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de jun./2019

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – maio/2019 Demanda interna por bens industriais avançou 0,1% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

 O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações acrescida das importações – registrou alta de 0,1% na comparação entre os meses de maio e abril, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o trimestre encerrado em maio recuou 0,6% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a demanda interna por bens nacionais caiu 0,2% na margem, as importações de bens industriais registraram alta de 2,9%.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais avançou 7,2% contra maio do ano passado. O resultado igualou o desempenho apresentado pela produção industrial, mensurada pelo IBGE. Ainda assim, o trimestre móvel de maio ficou 1,5% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou aumento de 0,9%, enquanto a produção industrial apresentou estabilidade.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_mai-19

Gráfico_Indicador Ipea CA_mai-19

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – abril de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) calculado pelo Ipea apresentou variação de 0,53% no mês de abril, situando-se 0,20 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em março. Essa foi o terceiro maior taxa apurada por este indicador para o mês de abril desde o início da série histórica em 2013.

Nos últimos doze meses, encerrados sem abril, o ICTI registrou alta de 4,74%, mantendo-se em patamar inferior ao apurado pelos demais índices, a saber: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), como mostra a tabela 1.

190708_icti_abril19_tabela_1_abr19

Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em 12 meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos “pessoal” e “demais despesas operacionais”, cuja contribuição conjunta de 3,6 p.p. respondeu por 76% da variação total apontada pelo indicador. Nota-se que no caso da energia elétrica, embora este grupo tenha apresentado a maior variação dentre todos, o seu peso reduzido na composição do ICTI contribuiu com apenas 0,08 p.p.

190708_icti_abril19_tabela_2_abr19

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Indicador Ipea Mensal de FBCF – maio de 2019 Investimentos seguem com desempenho positivo no segundo trimestre

Por Leonardo Melo de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,3% em maio, em relação a abril de 2019, na série com ajuste sazonal, deixando um carregamento estatístico de 1,9% para o segundo trimestre de 2019. Com esse resultado, o trimestre móvel terminado em maio registrou alta de 1,3%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu o patamar de 13,9%, superior ao verificado em maio de 2018, influenciado parcialmente por uma base de comparação deprimida, resultado da greve dos caminhoneiros. No acumulado em doze meses, os investimentos também aceleraram, com a taxa de crescimento passando de 2,7% para 4,2%.

Ainda na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações (nacional) acrescida das importações – apresentou avanço de 3,9% em maio. Entre os componentes do Came, enquanto o segmento nacional cresceu 2%, a importação de bens de capital avançou 16,1% na margem, compensando o resultado do período anterior (-11,6%).

O indicador de construção civil, em contrapartida, registrou fraco desempenho em maio, recuando 0,8% na série dessazonalizada. Com isso, o setor encerrou o trimestre terminado em maio com retração de 1,3% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos em maio, registrando avanço de 0,6% na margem.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho em maio foi generalizado. Influenciados, em parte, por uma base de comparação deprimida, em decorrência dos efeitos negativos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio do ano passado, todos os componentes registraram forte variação positiva. O principal destaque foi o Came, que avançou23,7% em relação ao observado em maio de 2018. O componente da construção, por sua vez, registrou alta interanual de 8,7%. Ainda assim, apresentou queda de 0,1% entre o trimestre terminado em maio e o terminado em fevereiro.

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Indicador Ipea de Hiato do Produto Grau de ociosidade da economia brasileira está em 3,2%

Por José Ronaldo de C. Souza Jr.

O Indicador Ipea de Hiato do Produto, calculado com base na metodologia da função de produção descrita em Nota Técnica da Carta de Conjuntura nº 36, aponta que o PIB estava 3,2% abaixo de seu potencial no primeiro trimestre de 2019.

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Inflação por faixa de renda – maio/2019

Por Maria Andréia Parente Lameiras

Em maio, pelo segundo mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para a classe de renda mais baixa. Assim como ocorrido em abril, o arrefecimento da inflação das famílias mais pobres veio da melhora no comportamento dos alimentos, tendo em vista que, em maio, dos dezesseis subgrupos que compõem o segmento alimentação no domicílio, dez apresentaram deflação. Adicionalmente, deve-se registrar que as maiores quedas dos preços dos alimentos ocorreram em itens de grande peso no consumo das classes de menor renda, como cereais (-5,0%), tubérculos (-7,3%), hortaliças (-4,6%) e frutas (-2,9%), o que fez com que o grupo alimentação apresentasse uma contribuição negativa de 0,19 ponto percentual (p.p.) para a inflação do extrato mais pobre da população (tabela 2). Essa trajetória benigna dos alimentos ajudou, inclusive, a anular, pelo menos em parte, os efeitos da alta nos preços da energia elétrica (2,2%), do gás de botijão (1,4%) e dos produtos farmacêuticos (0,82%), que geraram contribuições de 0,19 p.p. e 0,06 p.p. para os grupos habitação e saúde e despesas pessoais, respectivamente.

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