Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Produção industrial deve registrar pequena queda de 0,1% em junho de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Segundo trimestre deve fechar com avanço de 0,5%

O Indicador Ipea de Produção Industrial prevê recuo de 0,1% em junho para o resultado da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, frente ao mês anterior, na série dessazonalizada. Esse resultado representaria um avanço de 0,5% no segundo trimestre de 2017, quando comparado aos três primeiros meses do ano. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção teria ficado 0,6% acima do patamar de junho de 2016, encerrando o segundo trimestre com aumento de 0,2% na comparação interanual.

Em relação aos indicadores coincidentes da produção industrial, o desempenho exibido na comparação entre junho e maio, na série dessazonalizada, repetiu o comportamento heterogêneo verificado nos meses anteriores (ver tabela). Por um lado, de acordo com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a importação de bens intermediários registrou alta de 8,8%, revertendo a queda registrada no período anterior (-8%). Além disso, a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) indica que a venda de papel e papelão subiu 0,9% na margem. Na comparação entre junho de 2017 e o mesmo período de 2016, o desempenho positivo foi generalizado. A exceção ficou por conta do volume de tráfego de carga em estradas com pedágio, que registrou queda de 0,8%.

Por outro lado, alguns indicadores apresentaram desempenho negativo no sexto mês de 2017. A produção de automóveis, de acordo com os dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), registrou queda na margem, recuando 8,4%. Este resultado sucedeu alta de 14,9% no período anterior. Por sua vez, o volume de tráfego de carga em estradas com pedágio também recuou em junho, com queda de 0,7%, segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

Tabela-Indicador-Ipea-Produção Industrial-Jun17



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Demanda interna por bens industriais avança 0,1% em maio

Por Leonardo Mello de Carvalho

O indicador de consumo aparente (CA) da indústria – definido como produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou alta de 0,1% na comparação entre maio e abril, na série com ajuste sazonal (ver tabela). Na comparação com maio de 2016, a alta de 2,2% reverteu parte da queda verificada no período anterior. Com isso, pelo décimo período consecutivo, a variação acumulada em 12 meses desacelerou seu ritmo de queda, passando de -4,2% para -3,1%. Quando comparado à produção doméstica, medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), cuja taxa ficou em -2,4%, este resultado voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. Esta diferença, no entanto, segue diminuindo. Nessa mesma base de comparação, enquanto as exportações acumularam alta de 0,7% nos 12 meses terminados em maio de 2017, o volume importado de bens industriais aumentou 0,8%, primeira variação positiva após 33 meses.

Tabela 1

Considerando-se o consumo aparente por grandes categorias econômicas, com exceção do setor bens intermediários, todos os demais registraram aumento na comparação entre os meses de maio e abril, na série dessazonalizada. Os destaques positivos ficaram por conta das categorias bens de capital e bens de consumo duráveis, que avançaram 2,9% e 8,9% na margem, respectivamente. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, novamente a categoria intermediários registrou fraco desempenho, com retração de 1% sobre maio de 2016.

Com relação às classes de produção, após duas altas seguidas na comparação com ajuste sazonal, a extrativa mineral recuou em maio, com retração de 2,2%. Já a indústria de transformação mostrou modesta recuperação, com alta de 0,2% na margem. Entre as atividades, verificou-se crescimento em 11 de um total de 22, o que levou o índice de difusão[2] para 50%. Entre as atividades com maior peso, contribuíram positivamente a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com forte alta de 12% na margem, e a fabricação de produtos alimentícios, que registrou expansão de 7%. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi mais disseminado, com 16 atividades registrando variação positiva ante maio de 2016 (ver gráficos). Em relação ao resultado acumulado em 12 meses, nove setores já apresentam variação positiva até o mês de maio, com destaque para a fabricação de produtos químicos e veículos automotores, reboques e carrocerias, que registraram crescimento de 2,0% e 1,4%, respectivamente.

Gráficos 1 e 2 X

Acesse os dados do Indicador Ipea de Consumo Aparente



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Indicador Ipea de FBCF – maio de 2017

Mantendo comportamento volátil, investimentos ganham fôlego no mês de maio

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,6% em maio frente a abril de 2017, na série com ajuste sazonal. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 2,9% inferior ao verificado em maio de 2016. No acumulado do ano, a queda foi de 4,4%, enquanto a variação em 12 meses passou de -6% até o mês de abril para -5,2% até o mês de maio.

O crescimento entre os meses de maio e abril foi explicado pelo bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – trata-se de uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, que avançou 2,9% na margem. Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 2,8% em abril, explicando grande parte do bom resultado na comparação dessazonalizada. O volume importado deste tipo de bem também cresceu, mas a uma taxa menor, de 1,3%. Por sua vez, o volume de exportações de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica para o cálculo do indicador de Came, retraiu-se 3,2% sobre o mês de abril, na mesma base de comparação.

Já o indicador de construção civil recuou 0,7% em maio, quarta queda seguida na variação mensal com ajuste sazonal. Contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o Came cresceu expressivos 9,9% sobre o mês de maio de 2016, a construção registrou queda de 9,1%.

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Gráfico indicador Ipea FBCF mai17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100) até maio de 2017



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Demanda interna por bens industriais avança 0,5% em abril

Por Leonardo Mello de Carvalho

O indicador Ipea de consumo aparente (CA) da indústria – definido como produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou alta de 0,5% na comparação entre abril e março, na série com ajuste sazonal (ver tabela). Já na comparação com abril de 2016, a queda de 4,7% interrompeu sequência de quatro meses. Por sua vez, pelo nono período consecutivo, a variação acumulada em 12 meses desacelerou seu ritmo de queda, passando de -4,6% para -4,2%. Quando comparado à produção doméstica, medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), cuja taxa ficou em -3,6%, este resultado voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. Nessa mesma base de comparação, enquanto o volume importado de bens industriais diminuiu 0,3%, as exportações acumularam alta de 2,2% nos 12 meses terminados em abril de 2017. A melhora gradual observada no desempenho das importações corrobora um cenário mais benigno para a produção industrial.

170612_grafico_indicador_abril

Considerando-se o consumo aparente por grandes categorias econômicas, a comparação entre os meses de abril e março, na série dessazonalizada, mostrou um desempenho heterogêneo. Os destaques positivos ficaram por conta das categorias bens de capital e bens intermediários, que avançaram 0,7% e 0,2% na margem, respectivamente. Já o setor de bens de consumo semi e não duráveis registrou queda de 2,6% na margem. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, a queda foi generalizada, com destaque negativo também para a produção de bens de consumo, com retração de 10% sobre abril de 2016.

Com relação às classes de produção, após alta de 13,3% em março, na comparação com ajuste sazonal, a extrativa mineral voltou a avançar em abril, com crescimento de 4,4%. Já a indústria de transformação manteve-se virtualmente estável, registrando pequena queda de 0,2% na margem. Entre as atividades, verificou-se crescimento em 12 de um total de 22, o que levou o índice de difusão para 55%. Entre as atividades com maior peso, contribuíram positivamente produtos alimentícios, com alta de 2,5% na margem, e máquinas e equipamentos, que registrou expansão de 4,7%. No sentido contrário, o consumo aparente de veículos automotores voltou a contribuir negativamente para o resultado na margem, recuando 0,7% ante o mês de março. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, apenas 9 atividades registraram variação positiva ante abril de 2016, com destaque para a metalurgia (+9,2%). Em relação ao resultado acumulado em 12 meses, cinco setores já apresentam variação positiva até o mês de abril, com destaque para produtos químicos, têxteis e equipamentos de informática, que registraram crescimento de 2,2%, 4,2% e 4,3%, respectivamente.

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de consumo aparente de abril de 2017



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Indicador Ipea de FBCF – abril de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos iniciaram o segundo trimestre com leve alta

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 0,6% em abril em relação a março de 2017, na série com ajuste sazonal. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 7,7% inferior. No acumulado do ano, a queda foi de 4,7%, enquanto a variação em doze meses passou de uma redução de 6,7% até o mês de março para uma de 6,0% até abril.

O crescimento entre os meses de abril e março refletiu o bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) –uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos correspondente à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – que avançou 0,7% na margem. Já o indicador de construção civil recuou 0,2% em abril, resultado que sucedeu queda de 3,6% no período anterior. O contraste entre os desempenhos dos investimentos em máquinas e equipamentos e em construção civil fica ainda mais claro na comparação interanual: enquanto o Came caiu 6,0% sobre o mês de abril de 2016, a construção registrou queda de 8,9%.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 1,1% em abril, explicando grande parte do bom resultado na comparação dessazonalizada. O comportamento das variáveis de comércio exterior também contribuiu positivamente. Embora o volume de exportações de bens de capital tenha crescido 8,1% sobre o mês de março, este resultado foi mais que compensado pelo aumento de 3,1% das importações, dado que seu peso no cálculo do Came é superior.

Tabela-Indicador-Ipea-FBCF-abr17

Gráfico indicador Ipea FBCF abr16

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100) até abril de 2017



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Demanda interna por bens industriais encerra o primeiro trimestre de 2017 com alta de 0,8%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Consumo Aparente (CA) da indústria – definido como produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações[1] – fechou o primeiro trimestre de 2017 com alta de 0,8% na comparação com o trimestre anterior (dados com ajuste sazonal). O bom desempenho no trimestre ocorreu mesmo com o resultado negativo registrado no mês de março, que indicou recuo de 2,7% sobre fevereiro, ainda na série dessazonalizada (ver tabela). Manteve-se, assim, o padrão de volatilidade dos últimos meses, em que se alternam meses de crescimento com outros de queda, típicos dos estágios iniciais de recuperação. Já na comparação interanual, verificou-se crescimento tanto no mês quanto no trimestre, de  1,6% e 1,9%, respectivamente.

Por sua vez, a variação acumulada em 12 meses voltou a desacelerar seu ritmo de queda, passando de -5,9% para -4,6%. Quando comparado à produção doméstica, medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), cuja taxa ficou em -3,8%, este resultado voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. Nessa mesma base de comparação, enquanto o volume importado de bens industriais diminuiu 2,4%, as exportações acumularam alta de 3,3% nos 12 meses terminados em fevereiro de 2017. Vale destacar que essa diferença vem se reduzindo ao longo dos últimos meses. Enquanto as importações vêm reduzindo o seu ritmo de queda, as exportações vêm desacelerando suas taxas de crescimento na comparação acumulada em 12 meses.
170511_tabela_indicador_ipea_consumo_aparente_mar_17Todas as grandes categorias econômicas registram desempenho positivo no primeiro trimestre do ano, com exceção do setor de bens de capital, que recuou 0,5% sobre o quarto trimestre de 2016. Já na comparação entre os meses de março e fevereiro, ainda na série dessazonalizada, a queda foi generalizada. Os destaques negativos ficaram por conta das categorias bens de capital e bens de consumo duráveis, que recuaram 2,4% e 8,5% na margem, respectivamente. Por sua vez, o setor de bens intermediários registrou queda de 1,3% na margem. Por outro lado, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, com exceção de bens de consumo semi e não duráveis, todas as categorias analisadas apresentaram variação positiva, com destaque para o setor de bens de capital, com alta de 4,2% sobre março de 2016.

Com relação às classes de produção, a extrativa mineral reverteu a forte queda observada no período anterior, avançando 13,7% em março (dados com ajuste sazonal). Ainda assim, encerrou o primeiro trimestre com retração de 12,1% na margem. Já a indústria de transformação registrou queda de 3,4% sobre fevereiro. O resultado no trimestre, todavia, aponta um avanço de 3,4%. Verificou-se crescimento em apenas sete de um total de 22 atividades, o que reduziu o índice de difusão para 32%. Entre as atividades com maior peso, contribuíram positivamente a metalurgia, com alta de 3,6% na margem, e a fabricação de produtos químicos, que registrou expansão de 1,0%.

No sentido contrário, a produção de veículos automotores contribuiu negativamente para o resultado na margem, recuando 7,5% ante o mês de fevereiro. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o grau de disseminação segue aumentando e 14 atividades registraram variação positiva ante março de 2016, com destaque para a fabricação de veículos automotores (+9,0%). Em relação ao resultado acumulado em 12 meses, os setores fabricantes de produtos químicos, têxteis e bebidas já se encontram em terreno positivo, registrando crescimento de 1,5%, 3% e 0,2%, respectivamente.

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais de março de 2017



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Indicador Ipea de FBCF – março e 1º trimestre de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos recuam em março, mas fecham 1º trimestre estáveis

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta queda de 2,1% em março em relação a fevereiro de 2017, na série com ajuste sazonal. Com este resultado, que sucedeu um crescimento de 4,3%, o indicador de investimentos encerra o primeiro trimestre com variação nula sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 0,7% inferior ao verificado em março de 2017. Já na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou uma redução de 2,1%. Com isso, o resultado acumulado em 12 meses ficou em -6,3%.

A redução entre os meses de março e fevereiro foi consequência do mau desempenho dos dois principais componentes da FBCF. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou recuo de 2,4% na margem. Já o indicador de construção civil, após ter registrado quatro variações positivas, recuou 2,5% sobre o mês anterior. Ainda assim, encerrou o primeiro trimestre com alta de 1,2%, na comparação com ajuste sazonal. Contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o Came cresceu 4,2% sobre o mês de março de 2016, a construção registrou queda de 3,4%.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital recuou 3,3% em março, explicando o mau resultado na comparação dessazonalizada. Por outro lado, o comportamento das variáveis de comércio exterior ajudou a suavizar esta queda. Enquanto o volume de exportações de bens de capital cresceu 4,1% sobre o mês de fevereiro, as importações registraram alta de 9,1%, resultando numa contribuição líquida positiva para o resultado do Came.

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Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100) até março de 2017



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Produção industrial deve avançar 1,6% na comparação interanual

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Produção Industrial prevê crescimento nulo para o resultado da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, referente a março, frente ao mês anterior, na série dessazonalizada. Esse resultado, no entanto, representaria um avanço de 1,6% no primeiro trimestre de 2017, quando comparado aos três últimos meses do ano passado. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção teria ficado 4,2% acima do patamar de março de 2016.

Em relação aos indicadores coincidentes da produção industrial, o desempenho exibido na comparação entre março e fevereiro, na série dessazonalizada, repetiu o comportamento heterogêneo verificado nos meses anteriores (ver tabela). Por um lado, de acordo com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a importação de bens intermediários registrou alta de 9,3%, devolvendo grande parte da queda registrada no período anterior (-10,8%). Além disso, a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) indica que a venda de papel e papelão subiu 3,6% na margem. Outro destaque positivo ficou por conta do Indicador de Confiança da Indústria, calculado pelo IBRE, com alta de 3,3% sobre o mês de fevereiro. Na comparação entre março de 2017 e o mesmo período de 2016, o desempenho positivo foi novamente generalizado. A exceção, mais uma vez, ficou por conta do volume de tráfego de carga em estradas com pedágio, que registrou queda de 0,7%.

Por outro lado, alguns indicadores apresentaram desempenho negativo no terceiro mês de 2017. A produção de automóveis, de acordo com os dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), registrou queda na margem, recuando 1,3%. Este resultado sucedeu alta de 5,9% no período anterior. Por sua vez, o volume de tráfego de carga em estradas com pedágio também recuou em março, com queda de 1%, segundo a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR).

Tabela-Indicador-Ipea-Produção Industrial-Mar17



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Demanda interna por bens industriais volta a crescer na comparação internual

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – recuou 0,7% na comparação entre fevereiro e janeiro, na série com ajuste sazonal (ver tabela). Já na comparação com fevereiro de 2016, o crescimento de 0,4% representou o terceiro resultado positivo seguido. Por sua vez, a taxa acumulada em 12 meses voltou a desacelerar seu ritmo de queda, passando de -6,9% para -5,9%. Quando comparado à produção doméstica, medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), cuja taxa ficou em -4,7%, este resultado continua sugerindo um escoamento líquido para o setor externo. Nessa mesma base de comparação, enquanto o volume importado de bens industriais diminuiu 5,7%, as exportações acumularam alta de 3,6% nos 12 meses terminados em fevereiro de 2017.

170411_tabela_indicador_ipea_consumo_aparente_fev17

Considerando-se o consumo aparente por grandes categorias econômicas, a comparação entre os meses de fevereiro e janeiro, na série dessazonalizada, mostrou resultados heterogêneos. Por um lado, os destaques positivos ficaram com as categorias bens de capital e bens de consumo duráveis, que avançaram 8,9% e 3,1% na margem, respectivamente. Por outro, o setor de bens intermediários registrou queda de 2,2% na margem. Este resultado reverteu parte do crescimento acumulado nos três meses anteriores, que foi de 4,3%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, à exceção da categoria bens de consumo semi e não duráveis, todas apresentaram variação positiva, com destaque para o setor de bens de consumo duráveis, que teve alta de 5,1% sobre fevereiro de 2016.

Com relação às classes de produção, a queda de 0,7% verificada em fevereiro votou a ser explicada pelo mau desempenho da extrativa mineral, que recuou expressivos 9,2% sobre o período anterior. Já a indústria de transformação registrou avanço de 0,2% na mesma base de comparação. Entre as atividades, verificou-se crescimento em apenas nove de um total de 22 atividades, o que levou o índice de difusão para 41%. Entre as atividades com maior peso, contribuíram positivamente a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 5,2% na margem, e a fabricação de máquinas e equipamentos, que registrou expansão de 8,3%. No sentido contrário, a metalurgia contribuiu negativamente para o resultado na margem, recuando 3,3% ante o mês de janeiro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o grau de disseminação segue aumentando, e doze atividades registraram variação positiva ante fevereiro de 2016, com destaque também para a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+18,6%). Em relação ao resultado acumulado em 12 meses, a fabricação de produtos químicos continua sendo o único setor a registrar variação positiva (+0,7%). No entanto, algumas atividades já se aproximam de um resultado neutro nessa base de comparação, como é o caso dos setores de produtos de madeira (-0,3%), bebidas (-0,2%) e têxteis (-0,1%).

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais de fevereiro de 2017



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Investimentos melhoram desempenho no segundo mês de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registrou alta de 3,4% na comparação entre fevereiro e janeiro de 2017, na série com ajuste sazonal. Este resultado reverteu parte da queda ocorrida no período anterior, e deixa um carregamento estatístico (carry-over) de -0,9% para o primeiro trimestre de 2017, ou seja, caso o FBCF apresente crescimento nulo no mês de março, encerraria o primeiro trimestre do ano registrando contração de 0,9% sobre o período anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador registrou queda de 1,0% sobre fevereiro de 2016. Com isso, o ritmo de queda na comparação acumulada em doze meses arrefeceu pelo sétimo período consecutivo, passando de -9,0% para -7,9%.

O crescimento na passagem entre os meses de janeiro e fevereiro foi consequência do bom desempenho dos dois principais componentes da FBCF. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou forte alta, com avanço de 8,9% na margem. Já o indicador de construção civil obteve resultado mais modesto, registrando crescimento de 0,3%, ainda na comparação com ajuste sazonal. Contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o Came cresceu 4,2% sobre o mês de fevereiro de 2016, a construção registrou queda de 3,9%.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou expressivos 7,2% em fevereiro, explicando o bom resultado na comparação dessazonalizada. Por outro lado, enquanto as exportações avançaram 15,4% na margem, as importações de bens de capital permaneceram estáveis , com avanço de apenas 0,1%.

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Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (índice 1995=100)



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