Arquivos da categoria: Atividade Econômica

Demanda interna por bens industriais avança 1,1% em junho

Por Leonardo Mello de Carvalho e José Ronaldo de Castro Souza Júnior

Segundo trimestre fecha com alta de 0,4%

O Indicador Ipea de Consumo Aparente (CA) da Indústria – definido como produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou alta de 1,1% na comparação entre junho e maio, na série com ajuste sazonal (ver tabela). Com isso, o resultado do segundo trimestre de 2017 ficou 0,4% acima do verificado nos primeiros três meses do ano. Na comparação interanual, o indicador atingiu patamar 3,5% inferior ao observado em junho de 2016. O resultado trimestral também foi negativo, com queda de 1,9%. Por sua vez, a variação acumulada em 12 meses repetiu o resultado do período anterior, recuando 3,1%. Quando comparado à produção doméstica – medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), cuja retração nos últimos 12 meses ficou em 1,9% – este resultado voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. Nessa mesma base de comparação, enquanto as exportações acumularam alta de 2,1% nos 12 meses terminados em junho de 2017, o volume importado de bens industriais aumentou 0,9%, segunda variação positiva após 33 meses.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_jun-17

Considerando-se o consumo aparente por grandes categorias econômicas, o maior destaque positivo ficou por conta do setor bens de capital, que registrou crescimento de 4,1% entre os meses de junho e maio, na série dessazonalizada. Por outro lado, a categoria bens de consumo duráveis recuou 7,8% na margem, devolvendo parte do forte crescimento registrado no mês anterior. Ainda assim, encerrou o segundo trimestre com avanço de 1,5%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi generalizada. Com exceção do setor de bens de consumo duráveis, todas as demais categorias registraram variação negativa sobre junho de 2016.

Entre os segmentos, verificou-se crescimento em nove de um total de 22, o que levou o índice de difusão para 41%. Entre segmentos com maior peso, contribuíram positivamente o de produtos alimentícios, com alta de 5,2% na margem, e o de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, que registrou expansão de 3,6%. Assim como na comparação dessazonalizada, nove segmentos registraram variação positiva ante junho de 2016. Por fim, em relação ao resultado acumulado em 12 meses, dez segmentos já apresentam variação positiva até o mês de junho, principalmente o de produtos alimentícios e veículos automotores, reboques e carrocerias, que registraram crescimento de 3,5% e 2,5%, respectivamente.

Gráficos_Indicador Ipea CA_jun-17

Acesse os dados do Indicador Ipea de Consumo Aparente



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Indicador Ipea de FBCF – junho e 2º trimestre de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos avançam 1,4% em junho, mas fecham 2º trimestre com queda

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um crescimento de 1,4% em junho em relação a maio de 2017, na série com ajuste sazonal. Apesar deste resultado, os investimentos encerraram o segundo trimestre registrando queda de 1,3% sobre o trimestre imediatamente anterior, também na série livre de efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 10,7% inferior ao verificado em junho de 2017. Já na comparação do segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, a redução foi de 7,1%. Com isso, o resultado acumulado em 12 meses retraiu em 6,2%.

O avanço entre os meses de junho e maio foi consequência principalmente do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, que apresentou alta de 4,1% na margem. No trimestre, o Came também foi o destaque, com crescimento de 4% sobre os primeiros três meses do ano. Entre os componentes do CAME, a produção doméstica de bens de capital permaneceu estável em junho. Por outro lado, o comportamento das variáveis de comércio exterior ajudou a explicar seu bom resultado na comparação dessazonalizada. Enquanto o volume de importações por este tipo de bem cresceu 2,6% sobre o mês de maio, o volume exportado de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica, registrou queda de 10,7%, na mesma base de comparação.

Por sua vez, o indicador de construção civil, após ter registrado três variações negativas, cresceu 1,8% em junho sobre o mês anterior, na série dessazonalizada. Este resultado, no entanto, não evitou a queda de 3,2% no segundo trimestre, explicando em grande medida o recuo de 1,3% da FBCF no mesmo período. Já na comparação contra o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção registrou queda de 6,4%, o Came caiu 17,6% sobre o mês de junho de 2016. Ainda na comparação interanual, vale destacar que parte da queda verificada no setor de máquinas e equipamentos é explicada por uma elevada base de comparação, uma vez que o volume importado de bens de capital havia registrado forte alta em junho de 2016.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jun17_2Gráfico indicador Ipea FBCF jun17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea (mensal e trimestral) de FBCF (índice 1995=100)



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Produção industrial deve registrar pequena queda de 0,1% em junho de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Segundo trimestre deve fechar com avanço de 0,5%

O Indicador Ipea de Produção Industrial prevê recuo de 0,1% em junho para o resultado da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, frente ao mês anterior, na série dessazonalizada. Esse resultado representaria um avanço de 0,5% no segundo trimestre de 2017, quando comparado aos três primeiros meses do ano. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção teria ficado 0,6% acima do patamar de junho de 2016, encerrando o segundo trimestre com aumento de 0,2% na comparação interanual.

Em relação aos indicadores coincidentes da produção industrial, o desempenho exibido na comparação entre junho e maio, na série dessazonalizada, repetiu o comportamento heterogêneo verificado nos meses anteriores (ver tabela). Por um lado, de acordo com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a importação de bens intermediários registrou alta de 8,8%, revertendo a queda registrada no período anterior (-8%). Além disso, a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) indica que a venda de papel e papelão subiu 0,9% na margem. Na comparação entre junho de 2017 e o mesmo período de 2016, o desempenho positivo foi generalizado. A exceção ficou por conta do volume de tráfego de carga em estradas com pedágio, que registrou queda de 0,8%.

Por outro lado, alguns indicadores apresentaram desempenho negativo no sexto mês de 2017. A produção de automóveis, de acordo com os dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), registrou queda na margem, recuando 8,4%. Este resultado sucedeu alta de 14,9% no período anterior. Por sua vez, o volume de tráfego de carga em estradas com pedágio também recuou em junho, com queda de 0,7%, segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

Tabela-Indicador-Ipea-Produção Industrial-Jun17



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Demanda interna por bens industriais avança 0,1% em maio

Por Leonardo Mello de Carvalho

O indicador de consumo aparente (CA) da indústria – definido como produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou alta de 0,1% na comparação entre maio e abril, na série com ajuste sazonal (ver tabela). Na comparação com maio de 2016, a alta de 2,2% reverteu parte da queda verificada no período anterior. Com isso, pelo décimo período consecutivo, a variação acumulada em 12 meses desacelerou seu ritmo de queda, passando de -4,2% para -3,1%. Quando comparado à produção doméstica, medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), cuja taxa ficou em -2,4%, este resultado voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. Esta diferença, no entanto, segue diminuindo. Nessa mesma base de comparação, enquanto as exportações acumularam alta de 0,7% nos 12 meses terminados em maio de 2017, o volume importado de bens industriais aumentou 0,8%, primeira variação positiva após 33 meses.

Tabela 1

Considerando-se o consumo aparente por grandes categorias econômicas, com exceção do setor bens intermediários, todos os demais registraram aumento na comparação entre os meses de maio e abril, na série dessazonalizada. Os destaques positivos ficaram por conta das categorias bens de capital e bens de consumo duráveis, que avançaram 2,9% e 8,9% na margem, respectivamente. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, novamente a categoria intermediários registrou fraco desempenho, com retração de 1% sobre maio de 2016.

Com relação às classes de produção, após duas altas seguidas na comparação com ajuste sazonal, a extrativa mineral recuou em maio, com retração de 2,2%. Já a indústria de transformação mostrou modesta recuperação, com alta de 0,2% na margem. Entre as atividades, verificou-se crescimento em 11 de um total de 22, o que levou o índice de difusão[2] para 50%. Entre as atividades com maior peso, contribuíram positivamente a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com forte alta de 12% na margem, e a fabricação de produtos alimentícios, que registrou expansão de 7%. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi mais disseminado, com 16 atividades registrando variação positiva ante maio de 2016 (ver gráficos). Em relação ao resultado acumulado em 12 meses, nove setores já apresentam variação positiva até o mês de maio, com destaque para a fabricação de produtos químicos e veículos automotores, reboques e carrocerias, que registraram crescimento de 2,0% e 1,4%, respectivamente.

Gráficos 1 e 2 X

Acesse os dados do Indicador Ipea de Consumo Aparente



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Indicador Ipea de FBCF – maio de 2017

Mantendo comportamento volátil, investimentos ganham fôlego no mês de maio

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,6% em maio frente a abril de 2017, na série com ajuste sazonal. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 2,9% inferior ao verificado em maio de 2016. No acumulado do ano, a queda foi de 4,4%, enquanto a variação em 12 meses passou de -6% até o mês de abril para -5,2% até o mês de maio.

O crescimento entre os meses de maio e abril foi explicado pelo bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – trata-se de uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, que avançou 2,9% na margem. Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 2,8% em abril, explicando grande parte do bom resultado na comparação dessazonalizada. O volume importado deste tipo de bem também cresceu, mas a uma taxa menor, de 1,3%. Por sua vez, o volume de exportações de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica para o cálculo do indicador de Came, retraiu-se 3,2% sobre o mês de abril, na mesma base de comparação.

Já o indicador de construção civil recuou 0,7% em maio, quarta queda seguida na variação mensal com ajuste sazonal. Contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o Came cresceu expressivos 9,9% sobre o mês de maio de 2016, a construção registrou queda de 9,1%.

170706_tabela_indicador_maio_2017

Gráfico indicador Ipea FBCF mai17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100) até maio de 2017



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Atividade Econômica

Carta de Conjuntura nº 35

Por Leonardo Mello de Carvalho

Após o desempenho favorável do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2017, explicado em grande medida pelo excelente resultado da agropecuária, os indicadores relacionados à atividade econômica seguem apresentando melhora, embora num ritmo ainda modesto. Após a queda de 1,6% no primeiro trimestre desse ano, o Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo aponta um crescimento de 0,5% nos investimentos na passagem entre os meses de março e abril. O bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos, que avançou 0,7% nesta mesma base de comparação, também se verificou em outros setores. No mesmo período, o Indicador Ipea de Consumo Aparente de bens industriais avançou 0,6% sobre o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Já em relação ao mês de maio, de acordo com o Indicador Ipea de Produção Industrial, a atividade no setor manufatureiro permaneceu estável.

Se por um lado, o cenário ainda deprimido no mercado trabalho impede uma recuperação mais efetiva da atividade na indústria, por outro, a demanda interna registrou nos últimos meses alguns sinais de melhora. Após registrar crescimento de 1,5% no mês de abril, na comparação dessazonalizada, o Indicador Ipea de Comércio prevê novo avanço das vendas no varejo em maio, que teriam crescido 0,6% na margem. Refletindo esse cenário de transição, que vem caracterizando o final de um longo ciclo recessivo, os indicadores de confiança dos agentes vinham exibindo trajetória ascendente desde meados do início de 2016. Os resultados referentes ao mês de junho, no entanto, já mostram algum arrefecimento, explicado pela piora do cenário político e do consequente aumento de incerteza no ambiente econômico.

Acesse o texto completo



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Demanda interna por bens industriais avança 0,5% em abril

Por Leonardo Mello de Carvalho

O indicador Ipea de consumo aparente (CA) da indústria – definido como produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou alta de 0,5% na comparação entre abril e março, na série com ajuste sazonal (ver tabela). Já na comparação com abril de 2016, a queda de 4,7% interrompeu sequência de quatro meses. Por sua vez, pelo nono período consecutivo, a variação acumulada em 12 meses desacelerou seu ritmo de queda, passando de -4,6% para -4,2%. Quando comparado à produção doméstica, medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), cuja taxa ficou em -3,6%, este resultado voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. Nessa mesma base de comparação, enquanto o volume importado de bens industriais diminuiu 0,3%, as exportações acumularam alta de 2,2% nos 12 meses terminados em abril de 2017. A melhora gradual observada no desempenho das importações corrobora um cenário mais benigno para a produção industrial.

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Considerando-se o consumo aparente por grandes categorias econômicas, a comparação entre os meses de abril e março, na série dessazonalizada, mostrou um desempenho heterogêneo. Os destaques positivos ficaram por conta das categorias bens de capital e bens intermediários, que avançaram 0,7% e 0,2% na margem, respectivamente. Já o setor de bens de consumo semi e não duráveis registrou queda de 2,6% na margem. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, a queda foi generalizada, com destaque negativo também para a produção de bens de consumo, com retração de 10% sobre abril de 2016.

Com relação às classes de produção, após alta de 13,3% em março, na comparação com ajuste sazonal, a extrativa mineral voltou a avançar em abril, com crescimento de 4,4%. Já a indústria de transformação manteve-se virtualmente estável, registrando pequena queda de 0,2% na margem. Entre as atividades, verificou-se crescimento em 12 de um total de 22, o que levou o índice de difusão para 55%. Entre as atividades com maior peso, contribuíram positivamente produtos alimentícios, com alta de 2,5% na margem, e máquinas e equipamentos, que registrou expansão de 4,7%. No sentido contrário, o consumo aparente de veículos automotores voltou a contribuir negativamente para o resultado na margem, recuando 0,7% ante o mês de março. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, apenas 9 atividades registraram variação positiva ante abril de 2016, com destaque para a metalurgia (+9,2%). Em relação ao resultado acumulado em 12 meses, cinco setores já apresentam variação positiva até o mês de abril, com destaque para produtos químicos, têxteis e equipamentos de informática, que registraram crescimento de 2,2%, 4,2% e 4,3%, respectivamente.

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de consumo aparente de abril de 2017



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Indicador Ipea de FBCF – abril de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos iniciaram o segundo trimestre com leve alta

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 0,6% em abril em relação a março de 2017, na série com ajuste sazonal. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 7,7% inferior. No acumulado do ano, a queda foi de 4,7%, enquanto a variação em doze meses passou de uma redução de 6,7% até o mês de março para uma de 6,0% até abril.

O crescimento entre os meses de abril e março refletiu o bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) –uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos correspondente à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – que avançou 0,7% na margem. Já o indicador de construção civil recuou 0,2% em abril, resultado que sucedeu queda de 3,6% no período anterior. O contraste entre os desempenhos dos investimentos em máquinas e equipamentos e em construção civil fica ainda mais claro na comparação interanual: enquanto o Came caiu 6,0% sobre o mês de abril de 2016, a construção registrou queda de 8,9%.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 1,1% em abril, explicando grande parte do bom resultado na comparação dessazonalizada. O comportamento das variáveis de comércio exterior também contribuiu positivamente. Embora o volume de exportações de bens de capital tenha crescido 8,1% sobre o mês de março, este resultado foi mais que compensado pelo aumento de 3,1% das importações, dado que seu peso no cálculo do Came é superior.

Tabela-Indicador-Ipea-FBCF-abr17

Gráfico indicador Ipea FBCF abr16

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100) até abril de 2017



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Atividade Econômica: desempenho do PIB

Carta de Conjuntura nº 35

Por Leonardo Mello de Carvalho

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) interrompeu uma sequência de oito trimestres de retração, avançando 1% na comparação entre o último trimestre do ano passado e o primeiro de 2017. Embora ainda seja prematuro afiançar que a recessão já tenha chegado ao fim, este resultado corrobora a visão de que o pior da crise já passou e que a economia caminha para uma trajetória de recuperação gradual. A melhora nos fundamentos macroeconômicos, traduzida em um cenário com inflação controlada e estoques ajustados, segue permitindo a flexibilização da política monetária, contribuindo para a melhora nos níveis de confiança dos agentes.

 Embora positivos, os resultados refletem um cenário ainda frágil, afetado negativamente pelas adversidades presentes no mercado de trabalho e, mais recentemente, pelo aumento de incerteza política. Corroborando este diagnóstico, o bom desempenho do PIB nos primeiros três meses de 2017 não foi observado em nenhum de seus principais componentes pelo lado da demanda. Todo o crescimento da produção, advindo do ótimo desempenho da agropecuária e de um início de recuperação da indústria, transformou-se em acúmulo de estoques e exportações. Um fator determinante para o desempenho esperado para os próximos trimestres continua sendo que a aprovação de reformas constitucionais melhore o ambiente macroeconômico.

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