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Indicador Ipea de FBCF – junho e segundo trimestre de 2019 Investimentos avançam 0,7% em junho, encerrando o segundo trimestre de 2019 com alta de 2,3%

Por Leonardo Melo de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 0,7% em junho em relação a maio de 2019, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o indicador de investimentos, também ajustado sazonalmente, encerra o segundo trimestre registrando avanço de 2,3% sobre o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 3,2% superior ao verificado em junho de 2018. Já na comparação do segundo trimestre de 2019 com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou expansão de 5,3%. Com isso, o resultado acumulado em doze meses ficou em 4,3%.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jun19

 O consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou alta de 0,5% em junho em relação ao mês anterior. Enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos caiu 0,8% no mês, a importação subiu 1,2%. Com o resultado de junho, os investimentos em máquinas e equipamentos encerraram o segundo trimestre com crescimento de 5,9% e, no acumulado em doze meses, com uma expansão de 10,5%.

 O segmento de construção civil, por sua vez, avançou 0,8% em junho, resultado que sucedeu a alta de 0,7% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o segundo trimestre de 2019 avançou 0,6% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor segue com fraco desempenho, registrando queda de 1,2%.

 Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,3% na passagem de maio para junho, encerrando o segundo trimestre com alta de 2,6%.

 Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho mensal foi generalizado. Enquanto o segmento nacional de máquinas e equipamentos registrou aumento de 3% em junho, a construção civil registrou variação positiva de 2,3%. O componente outros, por sua vez, atingiu um patamar 6,3% superior ao observado em junho de 2018.

Gráfico indicador Ipea FBCF jun19

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Inflação por faixa de renda – junho/2019

Por Maria Andréia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou, em junho, pelo terceiro mês consecutivo, desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para as de renda mais baixa, que, beneficiadas sobretudo pelo comportamento do grupo alimentos e bebidas, apontaram a primeira deflação desde novembro de 2018 (tabela 1). Embora menos generalizada e com intensidade inferior à observada em maio, a queda no preço dos alimentos, notadamente de itens importantes como cereais (-4,5%), frutas (-6,1%) e massas e farinhas (-0,75%), foi o maior fator de alívio inflacionário para as famílias mais pobres, sendo o principal responsável pelas deflações de 0,03% e 0,02% apresentadas pelas faixas de renda muito baixa e baixa, em junho, respectivamente. Ainda que em menor proporção, os recuos nas tarifas de energia elétrica (-1,1%), do gás de botijão (-0,48%) e da gasolina (-2,0%) também impactaram negativamente a inflação dos mais pobres, gerando contribuições negativas de 0,01 ponto percentual (p.p.) dos grupos habitação e transportes, anulando, inclusive, as altas de 0,38%, 1,6% e 0,39% dos preços dos aluguéis e das tarifas de água e esgoto e ônibus urbano, respectivamente. Em contrapartida, a forte alta de 1,5% nos preços dos artigos de higiene pessoal fez com que o grupo saúde e cuidados pessoais gerasse uma contribuição de 0,06 p.p. para a inflação, o que impediu uma deflação mais expressiva para as famílias mais pobres.

Inflação por renda_jun-19_tabelaInflação por renda_jun-19_gráficos

Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de jun./2019

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Boletim de Expectativas – Julho de 2019

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Este boletim apresenta as expectativas de mercado para diversas variáveis como se apresentavam em 5 de julho de 2019, comparando-as com as de 17 de maio, data de referência da última edição. Nesse período de apenas sete semanas, algumas variáveis passaram por significativas revisões, especialmente no caso dos juros, na trajetória esperada para a Selic e na estrutura a termo, tanto nominal quanto real. A inflação esperada continua caindo, em vários horizontes de tempo. A taxa de câmbio nominal ficaria virtualmente estável nos próximos quatro anos. As projeções para o crescimento do produto interno bruto (PIB) em 2019 e 2020 continuam sendo revistas para baixo, mas a trajetória de taxas sobre o mesmo período do ano anterior permanece crescente nos próximos quatro trimestres.

CC44_Boletim Expectativas I_jul_Gráficos

Acesso o texto completo



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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – maio/2019 Demanda interna por bens industriais avançou 0,1% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

 O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações acrescida das importações – registrou alta de 0,1% na comparação entre os meses de maio e abril, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o trimestre encerrado em maio recuou 0,6% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a demanda interna por bens nacionais caiu 0,2% na margem, as importações de bens industriais registraram alta de 2,9%.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais avançou 7,2% contra maio do ano passado. O resultado igualou o desempenho apresentado pela produção industrial, mensurada pelo IBGE. Ainda assim, o trimestre móvel de maio ficou 1,5% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou aumento de 0,9%, enquanto a produção industrial apresentou estabilidade.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_mai-19

Gráfico_Indicador Ipea CA_mai-19

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Atividade econômica: Indicadores mensais

Por Leonardo Mello de Carvalho

Após a queda de 0,2% registrada pelo produto interno bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2019, o desempenho recente dos indicadores mensais de atividade econômica segue apontando para um cenário de baixo crescimento. Pela ótica da oferta, a indústria vem sendo afetada negativamente pelo desastre na barragem de Brumadinho, ocorrido no final de janeiro. A demanda interna por bens industriais, por sua vez, segue com desempenho ainda pior – no primeiro quadrimestre de 2019, ficou abaixo da produção industrial. Em contrapartida, segundo o Indicador Ipea mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), os investimentos cresceram 0,5% no início do segundo trimestre, impulsionados pela produção interna de máquinas e equipamentos e pela construção civil. Em relação ao mês de maio, com as informações disponíveis até o momento, a Dimac/ Ipea estima que a produção industrial tenha recuado 0,4% na margem, enquanto as vendas no comércio e o volume de serviços teriam avançado 1% e 0,7% ante o mês de abril, respectivamente. Com isso, o PIB mensal (Monitor do PIB, da FGV) registraria crescimento de 0,3% na margem. Em relação às perspectivas para os próximos meses, o balanço de riscos associado ao desempenho da atividade econômica continua sugerindo um ritmo de crescimento modesto, embora seja possível alguma aceleração da sua trajetória ao longo do ano, estando condicionada à aprovação da reforma da previdência, cujos efeitos criariam um ambiente mais propício para a recuperação dos investimentos e dos níveis de ocupação – como é detalhado na seção Visão Geral de Conjuntura.

Acesso o texto completo



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Indicador Ipea de Hiato do Produto Grau de ociosidade da economia brasileira está em 3,2%

Por José Ronaldo de C. Souza Jr.

O Indicador Ipea de Hiato do Produto, calculado com base na metodologia da função de produção descrita em Nota Técnica da Carta de Conjuntura nº 36, aponta que o PIB estava 3,2% abaixo de seu potencial no primeiro trimestre de 2019.

CC43_Hiato do produto

Acesse aqui a série completa do Indicador Ipea de Hiato do Produto



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Inflação por faixa de renda – maio/2019

Por Maria Andréia Parente Lameiras

Em maio, pelo segundo mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para a classe de renda mais baixa. Assim como ocorrido em abril, o arrefecimento da inflação das famílias mais pobres veio da melhora no comportamento dos alimentos, tendo em vista que, em maio, dos dezesseis subgrupos que compõem o segmento alimentação no domicílio, dez apresentaram deflação. Adicionalmente, deve-se registrar que as maiores quedas dos preços dos alimentos ocorreram em itens de grande peso no consumo das classes de menor renda, como cereais (-5,0%), tubérculos (-7,3%), hortaliças (-4,6%) e frutas (-2,9%), o que fez com que o grupo alimentação apresentasse uma contribuição negativa de 0,19 ponto percentual (p.p.) para a inflação do extrato mais pobre da população (tabela 2). Essa trajetória benigna dos alimentos ajudou, inclusive, a anular, pelo menos em parte, os efeitos da alta nos preços da energia elétrica (2,2%), do gás de botijão (1,4%) e dos produtos farmacêuticos (0,82%), que geraram contribuições de 0,19 p.p. e 0,06 p.p. para os grupos habitação e saúde e despesas pessoais, respectivamente.

Inflação por renda_mai-19_tabela 1Inflação por renda_mai19_gráficos

Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de maio/2019

Acesse as séries históricas completas



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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – abril/2019 Demanda interna por bens industriais recuou 0,2% na margem

Por Leonardo Mello de Carvalho

 O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações acrescida das importações – registrou queda de 0,2% na comparação entre os meses de abril e março, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu queda de 1,3% no período anterior, o trimestre encerrado em abril recuou 1,4% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna líquida de exportações (nacional) caiu 0,3% na margem, as importações de bens industriais registraram baixa de 0,9%.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais recuou 7,6% contra abril do ano passado. O resultado voltou a ser pior que o desempenho apresentado pela produção industrial (queda de 3,9%), mensurada pela PIM-PF do IBGE. Com isso, o trimestre móvel de abril atingiu patamar 4,3% inferior ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou a primeira variação negativa desde julho de 2017, com queda de 0,2%. A diferença em relação ao desempenho apresentado pela produção industrial (-1,1%) vem se reduzindo.

Tabela_Indicador Ipea CA_abr-19Gráfico_Indicador Ipea CA_abr-19

Em relação às grandes categorias econômicas, o resultado de abril foi heterogêneo, como pode ser visto no texto completo que analisa os resultados do indicador.

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Júnior

Confirmando a piora observada no cenário macroeconômico nos três primeiros meses do ano, o PIB recuou 0,2% no primeiro trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior livre de efeitos sazonais. Essa foi a primeira variação negativa desde o quarto trimestre de 2016, quando a economia deixava para trás a pior recessão de sua história. O crescimento do primeiro trimestre reduziu o carry-over para 2019, que passou de 0,4% para 0,2%. Caso permaneça estagnado nos próximos três trimestres, o PIB fechará o ano com alta de 0,2%.

Além dos dados gerais das Contas Nacionais Trimestrais, esta seção analisa mais detalhadamente o impacto da indústria extrativa no PIB do trimestre e do ano.

CC43_Atividade-PIB_gráfico

CC43_Atividade-PIB_tabela

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Economia Agrícola

Por Ana Cecília Kreter e José Ronaldo de C. Souza Júnior

A previsão do Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea para o PIB do setor agropecuário é de crescimento de 0,6% em 2019. Por segmento, a previsão é de alta de 0,1% no valor adicionado da lavoura e de 3% no valor adicionado da pecuária. Embora o Levantamento Sistemático da Agricultura (LSPA) do IBGE preveja aumento da produção para a maioria dos produtos, o pequeno crescimento do valor adicionado da lavoura é explicado pela previsão da safra de soja com volume 4,4% menor em relação à anterior. No caso da pecuária, as previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam um crescimento para todos os itens, com destaque para a produção de bovinos, suínos e leite. Em relação à produção de bovinos, que responde por cerca da metade do valor adicionado do segmento, prevê-se um resultado 3,0% superior ao ano passado, reflexo do aumento das exportações na categoria in natura.

O setor externo apresentou estagnação entre janeiro e abril de 2019, comparado ao mesmo período de 2018. Apesar disso, os três principais produtos da pauta de exportação – soja em grãos, celulose e carne de frango – apresentaram crescimento. Já os produtos como farelo de soja e açúcar de cana apresentaram desempenho negativo em termos de valor.

Esta seção conta ainda com a análise detalhada, feita pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (USP), dos mercados e preços agropecuários domésticos de janeiro a março de 2019, que, comparados com o trimestre anterior, apresentaram aumento na maior parte dos produtos analisados – boi gordo, leite e ovos –, apesar da queda para a soja e o café.

Acesse o texto completo



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