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Atividade Econômica – indicadores mensais

Carta de Conjuntura nº 37

Por Leonardo Mello de Carvalho

Esta seção analisa os principais indicadores mensais de atividade econômica e apresenta previsões para a produção industrial e para as vendas do comércio de novembro

 O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 0,1% em outubro em relação a setembro de 2017, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 5,6% superior. O componente da construção registrou avanço de 0,2% na margem, corroborando o aumento da confiança entre os empresários do setor.

O Indicador Ipea Vendas do Comércio (prévia do resultado da Pesquisa Mensal do Comércio – PMC, do IBGE), no conceito ampliado, estima pequena acomodação em novembro, com queda de 0,6% na comparação com período anterior. Já no conceito restrito, a previsão é de que as vendas tenham avançado 0,3%.

Em relação ao setor manufatureiro, de acordo com o Indicador Ipea de Consumo Aparente de bens industriais, apesar da queda de 1,1% entre setembro e outubro, na série sem efeitos sazonais, a demanda por esses bens apresenta crescimento acumulado de 3,0% em 2017. Por fim, após iniciar o quarto trimestre com crescimento de 0,2% na margem, o Indicador Ipea de Produção Industrial sugere mais um avanço em novembro, com alta de 0,3%. Na comparação interanual, a previsão também é de crescimento, com expansão de 4,0% sobre novembro de 2016.

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Indicador Ipea Mensal de FBCF – outubro de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos avançam 0,1% em outubro, iniciando 4º trimestre praticamente estáveis

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um crescimento de 0,1% em outubro em relação a setembro de 2017, na série com ajuste sazonal. Esse resultado representou a quinta variação positiva seguida na margem.  Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o Indicador atingiu patamar 5,6% superior ao verificado em outubro de 2016. Apesar desta nova alta mensal, o indicador ainda acumula queda de 2,7% no ano.

O desempenho dos componentes da FBCF é heterogêneo na margem. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde a sua produção doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou queda de 2,4% entre os meses de outubro e setembro, na série dessazonalizada. Entre os componentes do CAME, a produção doméstica de bens de capital líquida de exportações avançou 0,2% em outubro. Por outro lado, a forte queda registrada pela importação de bens de capital (15,6%) ajudou a explicar o mau resultado na comparação dessazonalizada. Vale notar que o volume importado havia crescido 30,2% em setembro.

Já o indicador de construção civil avançou 0,2% em outubro, na série dessazonalizada, após permanecer estável no período anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos, registrando alta de 5,5% em outubro, na comparação dessazonalizada.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi generalizado. Enquanto o Came e o componente outros registraram altas de 16,3% e 4%, respectivamente, a construção civil cresceu 0,3% em relação ao mês de outubro de 2016, interrompendo sequência negativa que já durava 42 meses.

Tabela indicador Ipea FBCF out17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea Mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Política Fiscal

Carta de Conjuntura Nº 37

Por Paulo Mansur Levy

A arrecadação tributária já começou a melhorar devido à recuperação da atividade econômica, porém o desempenho fiscal no setor público consolidado ainda mostra um aumento do deficit primário nos últimos meses quando comparado a anos anteriores. Embora parte da piora se deva a fatores transitórios, o resultado primário do ano deverá ficar em patamar semelhante ao de 2016, com o deficit alcançando 2,4% do PIB. O deficit nominal acumulado em 12 meses até outubro foi de 9,3% do PIB, ante 9% em 2016 e 10% em 2015. A dívida pública, por seu turno, manteve a trajetória de crescimento, alcançando, no conceito “dívida bruta”, 74,4% do PIB. Mesmo com a vigência da EC nº 95, que limita o crescimento dos gastos primários do Governo Federal à inflação do ano anterior, esta dívida ainda deve crescer cerca de 10 pontos percentuais do PIB antes de se estabilizar em meados dos anos 2020.

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Mercado de Trabalho

Carta de Conjuntura nº 37

Por Maria Andréia Parente Lameiras e Sandro Sacchet de Carvalho

O aumento do número de pessoas dispostas a trabalhar tem acelerado o crescimento da população economicamente ativa (PEA), o que atenua o impacto do aumento da população ocupada sobre a taxa de desemprego. Se, no terceiro trimestre de 2017, a força de trabalho tivesse apresentado um crescimento interanual igual a sua média histórica, medida pela PNADC, a taxa de desocupação brasileira já estaria em 11,6%, ou seja, 0,6 p.p. inferior à registrada. De forma geral, a melhora do mercado de trabalho vem ocorrendo de modo generalizado entre todos os segmentos, gerando, inclusive, a redução da probabilidade de permanência no desemprego, que recuou pelo segundo trimestre consecutivo. Esta seção da Carta de Conjuntura, no entanto, utiliza especialmente os microdados da PNADC para fazer uma análise detalhada e diferenciada da dinâmica recente do mercado de trabalho brasileiro.

CC37_Mercado de trabalho_gráficos

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Boletim de Expectativas

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

As expectativas do mercado, atualmente, dividem-se entre mais um ou dois cortes de 0,25 pontos de porcentagem (p.p.) para a taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). Mas há consenso sobre a percepção de que o fim do ciclo de afrouxamento monetário iniciado em outubro de 2016 se dará nas reuniões de fevereiro ou março de 2018. Assim, é oportuno comparar as expectativas para diversas variáveis em dois momentos: logo antes do início do processo de redução da Selic e atualmente. Em setembro de 2016, esperava-se que a própria meta para a Selic, que estava em 14,25%, chegaria a 11% no fim de 2017; na verdade, chegou a 7% e ainda espera-se nova redução até 6,75% ou 6,5%. A inflação esperada para 2017 era de 5,1% e, agora, é de 2,9% (faltando apenas a inflação de dezembro para fechar o ano). A taxa de juros real ex-ante caiu de 7,1% para 2,9%. A estrutura a termo da taxa de juros (ETTJ) real deslocou-se para baixo, mais nos primeiros vértices do que nos últimos: para um ano, a taxa caiu de 6,1% para 2,4%; para dez anos, de 5,8% para 5,3%. A inflação esperada para 12 meses, considerando-se a média de três fontes (Focus/BCB, Títulos públicos/ Anbima e swaps/BM&FBovespa), caiu de 5,4% para 4,1%. O resultado primário esperado para 2020 passou de um superavit de 0,5% do PIB para um deficit de 0,9% do PIB. O crescimento médio do PIB de 2017 a 2020 não mudou muito, passando de 2,1% para 2,2%.

CC37_Boletim de Expectativas III_gráficos

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Economia Mundial

Carta de Conjuntura Nº 37

Por Paulo Mansur Levy

Esta seção da Carta de Conjuntura mostra que a economia mundial manteve, no terceiro trimestre de 2017, as condições favoráveis registradas desde o início do ano. O crescimento das economias mais desenvolvidas consolidou-se, ao mesmo tempo que ganhou corpo nos países emergentes. Receios de que a China pudesse passar por forte desaceleração de seu crescimento têm se revelado exagerados até o momento, embora continuem presentes em muitas análises. Assim, configura-se uma situação de expansão sincronizada no mundo que não era vista desde antes da crise financeira internacional de 2007/2008. Esse movimento tem se refletido na expansão do comércio internacional, a qual ganhou velocidade nos últimos meses, e em preços favoráveis para as commodities.

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Finanças Públicas Estaduais

Carta de Conjuntura nº 37

Por Mônica Mora, Claudio Hamilton Matos dos Santos, Marco Aurélio Alves de Mendonça, Felipe dos Santos Martins e Luciana Pacheco Trindade Lacerda

O resultado fiscal dos governos estaduais começa a apresentar melhora principalmente por conta da retomada da atividade econômica, que está diretamente relacionada ao comportamento das receitas.

A diminuição das receitas gerada pela retração da atividade econômica a partir de 2015 teve como consequência um esforço de ajustamento no lado dos gastos, que levou, em um primeiro momento, ao corte de despesas discricionárias, notadamente a redução do gasto com investimentos e, posteriormente, em muitos estados, à queda do dispêndio com pessoal em termos reais.

O aumento da receita da ordem de R$ 42 bilhões, em 2017, por seu turno, criou espaço para a elevação da despesa em R$ 27 bilhões e do superavit primário em R$ 15 bilhões.

A melhora no resultado primário dos estados verificada nos últimos meses reflete, portanto, o fato de a receita primária ter crescido a uma velocidade superior à despesa primária quando se compara os resultados (anualizados) do quinto bimestre de 2016 e 2017. Medido em proporção do PIB, no conceito abaixo da linha, o superavit primário subiu de 0,07% do PIB, em 2016 para 0,17% do PIB no exercício atual.

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Inflação por Faixa de Renda – Novembro/17

Por Maria Andréia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de novembro de 2017, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do IBGE, mostra que as classes mais pobres foram as que apresentaram as menores taxas de inflação. De acordo com a Tabela 1, verifica-se que a inflação da população de renda muito baixa registrou alta de 0,07% – recuando 0,41 p.p. na comparação com o mês imediatamente anterior. A taxa de crescimento dos preços das famílias de renda alta, por sua vez, apontou variação de 0,34% – 0,04 p.p. abaixo da observada em outubro, mas 0,27 p.p. e 0,23 p.p. acima da inflação das famílias de renda muito baixa e de renda baixa, respectivamente. Com a incorporação desses resultados, a inflação dos mais pobres acumula no ano uma alta de 1,8%, bem inferior à registrada pela classe de renda mais alta, com elevação de 3,2%.

Inflação por renda_nov-17_tabela 1

Leia a análise completa dos resultados

Acesse aqui a planilha com as taxas mensais de inflação por faixa de renda



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Demanda interna por bens industriais recua 1,1% em outubro

Por Leonardo Mello de Carvalho

Na comparação com o outubro de 2016, houve alta de 8,1%

O Indicador Ipea mensal de Consumo Aparente (CA) de bens industriais – definido como a produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou queda de 1,1% na comparação entre outubro e setembro, na série com ajuste sazonal. Apesar dessa flutuação, na comparação entre o trimestre terminado em outubro e o terminado em julho, o resultado na margem ainda é bastante positivo, com alta de 3,1% (ver tabela). Já na comparação interanual, o indicador registrou variação positiva, atingindo patamar 8,1% superior ao observado em outubro de 2016. Com isso, o ritmo de crescimento da variação acumulada em 12 meses acelerou, passando de 1,1% para 2,5%. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção doméstica líquida de exportações recuou 0,3% em outubro, no comparativo contra o período anterior, as importações de bens industriais também apresentaram pequena acomodação, registrando queda de 0,2%.

Com relação às classes de produção, a extrativa mineral avançou 1,8% na comparação sazonal, devolvendo a queda ocorrida em setembro. Já a demanda por bens da indústria de transformação recuou 0,3% na margem. Foi verificado um crescimento em 11 segmentos, de um total de 22, reduzindo o índice de difusão (que mede a porcentagem dos segmentos da indústria de transformação com aumento em comparação ao período anterior, após ajuste sazonal) para 50%, ante 59% do período anterior. Entre aqueles com maior peso, contribuíram positivamente o de farmoquímicos, com alta de 9,7% na margem, e o de vestuário, com expansão de 3,1%.

Na comparação interanual, o bom desempenho verificado em outubro foi bastante disseminado, com 18 segmentos registrando variação positiva ante mesmo período de 2016. Os destaques ficam por conta do consumo aparente de veículos automotivos e petróleo e derivados, com altas de 23,1% e 6,8%, respectivamente. Por fim, em relação ao resultado acumulado em 12 meses, 11 segmentos apresentam variação positiva até o mês de outubro.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_out-17

Gráficos_Indicador Ipea CA_out-17

Acesse os dados do Indicador Ipea de Consumo Aparente



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Indicador Ipea de FBCF ajustado pelos dados das Contas Nacionais

Por Leonardo Mello de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Jr.

Os dados do Indicador Ipea mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) foram ajustados com base no resultado divulgado pelo Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) do IBGE, referente ao terceiro trimestre de 2017. Após quinze trimestres de recuo, a FBCF voltou a se destacar positivamente entre os componentes do PIB pelo lado da demanda. Na comparação livre de influências sazonais, o avanço de 1,6% no terceiro trimestre de 2017 representou a primeira variação positiva desde o terceiro trimestre de 2013. O Indicador Ipea mensal continua mostrando um desempenho heterogêneo entre o componente máquinas e equipamentos, que cresceu 5,0% no terceiro trimestre na comparação com o segundo anterior (ajuste sazonal), enquanto a construção civil avançou apenas 0,9%. Já o componente outros apresentou queda, recuando 2,2% na margem.

Outra questão importante revelada pelo Indicador Ipea mensal de FBCF é o bom desempenho dos investimentos ao longo dos três meses do trimestre. O destaque positivo novamente ficou por conta do componente máquinas e equipamentos – que apresentou o sexto avanço seguido na comparação sem efeitos sazonais (2,9%).

171201_tabela_taxas_crescimento_indicador_ipea

171201_taxas_crescimento_indicador_ipea_grafico



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