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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – fevereiro de 2019 Indicador aponta alta de 0,66% no mês

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,66% no mês de fevereiro, recuando 0,02 ponto percentual (p.p.) em relação à taxa registrada em janeiro. Esse foi o terceiro maior valor apontado pelo indicador para um mês de fevereiro desde o início da série histórica em 2013.

No acumulado em doze meses, até fevereiro, o ICTI apresenta variação de 3,74%. Mantendo-se esta mesma base de comparação, nota-se que o ICTI se situa abaixo dos demais índices, a saber: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), como mostra a tabela 1.

ICTI fevereiro-19_tabela 1

Na desagregação dos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, nota-se que, embora a energia elétrica tenha apresentado a maior variação no acumulado de doze meses até fevereiro de 2019 (15,47%), as maiores contribuições ao índice vieram dos segmentos demais despesas operacionais e pessoal (tabela 2). Em contrapartida, a queda acumulada de 0,20% do segmento de comunicação e a alta de apenas 2,0% dos aluguéis podem ser apontadas como fatores de alívio sobre o ICTI.

ICTI fevereiro-19_tabela 2



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Indicadores Ipea de gastos com pessoal nos estados Atualização até o último bimestre de 2018

Por Cláudio Hamilton M. dos Santos, André Brito, João Henrique B. de Sá e Udson E. N. Machado

Os indicadores Ipea de gastos com pessoal nos estados registraram a continuidade, em 2018, das dinâmicas distintas dos gastos com pessoal ativo e inativo, que têm caracterizado as finanças públicas estaduais desde 2013. Enquanto o crescimento médio real registrado nos gastos com pessoal ativo em 23 estados com dados disponíveis foi de 0,7% em 2018, os gastos com pessoal inativo cresceram em média 7,6% em termos reais no ano passado. Como resultado, os gastos totais com pessoal tiveram um crescimento real médio da ordem de 2,9% nos referidos 23 estados no ano passado.

Os dados refletem dois fenômenos interligados. O primeiro é o elevado ritmo de crescimento das novas aposentadorias verificado nos últimos anos – reflexo, em grande medida, do ciclo de contratações de servidores públicos ocorrido nos anos 1980 e nos anos 1990, até a renegociação das dívidas estaduais em 1997. O segundo é a não reposição de parte significativa dos postos de trabalho antes ocupados pelos recém-aposentados.

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – fevereiro de 2019 Demanda interna por bens industriais recuou 0,9% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações acrescida das importações – registrou queda de 0,9% na comparação entre os meses de fevereiro e janeiro, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, terceiro recuo seguido nessa base de comparação, o trimestre encerrado em fevereiro teve retração de 2,1% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna líquida de exportações cresceu 1% na margem, as importações de bens industriais registraram queda de 14,2%.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais permaneceu estável, contra fevereiro do ano passado. O resultado voltou a ser pior que o desempenho apresentado pela produção industrial (alta de 1,9%), mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda desacelerou em relação a janeiro, mas segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (1,8%) que o apresentado pela produção industrial (0,5%).

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_fev-19

Gráfico_Indicador Ipea CA_fev-19

Em relação às grandes categorias econômicas, o resultado de fevereiro só não foi positivo para o segmento de bens intermediários, que recuou 1,8% (na comparação com ajuste sazonal), todos os demais registraram crescimento em relação ao mês de janeiro.

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Indicador Ipea de FBCF – fevereiro de 2019 Investimentos registraram alta de 0,4% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta avanço de 0,4% em fevereiro em relação ao período imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu o crescimento de 2,1% em janeiro (quando os investimentos foram afetados positivamente pelas operações de comércio exterior envolvendo plataformas de petróleo) e deixa um carry-over de 2,2% para o primeiro trimestre de 2019. Na comparação entre o trimestre terminado em fevereiro e o terminado em novembro, os investimentos apresentam alta de 1,1%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador registrou aumento mais expressivo, de 10,1%. Com isso, o crescimento acumulado em doze meses chegou a 5,2%.

 Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou crescimento de 2,9% em fevereiro, sendo o responsável pelo bom desempenho da FBCF no período. De acordo com os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações cresceu 43,5%, a importação de bens de capital retraiu 47,1% na margem. Parte da volatilidade observada em fevereiro pode ser explicada pelos efeitos das operações de comércio exterior envolvendo plataformas de petróleo ocorridas no mês anterior, que provocaram fortes oscilações nas exportações e importações de máquinas e equipamentos.

 O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,2% na comparação dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel terminado em fevereiro mostra um resultado praticamente estável, com elevação de 0,2% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,6% na passagem de janeiro para fevereiro.

 Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho voltou a ser heterogêneo. Enquanto o Came cresceu 17,5% ante fevereiro de 2018, após avanço de 14% no mês anterior, a construção civil registrou variação negativa de 0,8%. Por fim, o componente outros cresceu 3,7% em relação a fevereiro de 2018.

Tabela - Indicador Ipea FBCF fev19

Gráfico indicador Ipea FBCF fev19



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Indicador Ipea de Hiato do Produto

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior

De acordo com o Indicador Ipea de Produto Potencial, estima-se que o hiato tenha fechado o ano de 2018 em -3,2%, o que ainda reflete um elevado nível de ociosidade da economia brasileira. Além do nível atual, outra questão relevante é estimar a velocidade de fechamento do hiato do produto caso a aceleração prevista da economia neste ano e no ano que vem se concretize. Considerando o crescimento esperado para 2019 e 2020 – mostrado na seção Visão Geral da Conjuntura –, as projeções exibidas nos gráficos apontam que haveria uma redução (em termos absolutos) do hiato para -1,5% no final do ano que vem.

CC42_Hiato do produto

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – janeiro de 2019 Fraco desempenho do segmento extrativa mineral explica queda de 1,1% da demanda interna por bens industriais em janeiro

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações acrescida das importações – registrou queda de 1,1% na comparação entre janeiro de 2019 e dezembro de 2018, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu recuo de 0,9% no período anterior, o trimestre encerrado em janeiro teve retração de 1,9% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna líquida de exportações caiu 1,4% na margem, as importações de bens industriais avançaram 0,9%.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_jan-19

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais caiu 3,4%, contra janeiro do ano passado. O resultado foi pior que o desempenho apresentado pela produção industrial (queda de 2,6%), mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (2,1%) que o apresentado pela produção industrial (0,6%).

Gráfico_Indicador Ipea CA_jan-19

Com relação às classes de produção, na comparação dessazonalizada, o bom desempenho
verificado nas grandes categorias econômicas refletiu no crescimento da demanda interna por bens da indústria de transformação, que avançou 0,5% sobre o mês de dezembro. A extrativa mineral, por sua vez, segue apresentando comportamento volátil. A queda de 17% na margem em janeiro sucedeu o avanço de 21,2% no período anterior.

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Mercado de trabalho

Por Maria Andréia Parente Lameiras, Sandro Sacchet de Carvalho e Carlos Henrique L. Corseuil

O atual cenário de lenta desaceleração da taxa de desemprego e leve expansão da ocupação e dos rendimentos mostra-se compatível com a trajetória de recuperação moderada da economia brasileira. Após iniciar o ano de 2018 com claros sinais de dinamismo, crescendo a 2,0% em termos interanuais, o crescimento da população ocupada desacelerou-se, de modo que, no trimestre móvel, encerrado em janeiro deste ano, o crescimento observado foi de 0,9%. Na desagregação por idade, o comportamento da ocupação foi ainda pior no segmento dos mais jovens (18 a 24 anos), com retração de 1,3% no período. Como consequência dessa baixa expansão da população ocupada, a taxa de desocupação dessazonalizada manteve-se praticamente estável na comparação entre janeiro de 2018 e de 2019, com queda de apenas 0,2 p.p. – de 12,2% para 12,0%.

Essa lenta recuperação do mercado de trabalho – traduzida na manutenção de uma taxa de desemprego alta e persistente, principalmente entre os menos escolarizados – vem gerando aumento no número de domicílios que declararam não possuir renda de trabalho e nos domicílios de renda de trabalho muito baixa. Enquanto, no quarto trimestre de 2017, em 21,5% dos domicílios pesquisados pela Pnad Contínua não havia nenhum membro desempenhando uma atividade remunerada no mercado de trabalho, no último trimestre de 2018, essa porcentagem avançou para 22,2% – antes da recessão, no final de 2013, era de 18,6%. No caso dos domicílios de renda baixa, esta parcela passou de 29,8% para 30,1%, na mesma base de comparação – era 27,5% no último trimestre de 2013. Ainda dentro deste contexto, os dados desagregados de rendimentos (deflacionados pelo Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda) mostram que vem crescendo a desigualdade salarial entre os segmentos pesquisados, como evidenciado pelo desempenho do índice de Gini no ano passado. No quarto trimestre de 2014, a média da renda domiciliar do trabalho para a faixa de renda alta era 27,8 vezes maior que a média da renda da faixa de renda muito baixa. Já no último trimestre de 2018, a média da renda domiciliar da faixa mais alta era 30,3 vezes maior.

CC42_Mercado de trabalho_tabela

Veja a análise detalhada da conjuntura no mercado de trabalho nesta seção



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Indicador Ipea de FBCF – janeiro de 2019 Investimentos iniciaram o ano de 2019 com alta de 1,3%, impulsionados pela importação de plataformas

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta avanço de 1,3% em janeiro em relação a dezembro de 2018, na série com ajuste sazonal. Esse resultado decorre do crescimento das importações de máquinas e equipamentos no período, especificamente das importações de plataformas de petróleo. O resultado interrompe dois meses de queda, período em que os investimentos acumularam perda de 3,3%. Na comparação entre o trimestre terminado em janeiro e o terminado em outubro, os investimentos apresentam recuo de 2,3%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador também registrou aumento, atingindo patamar 5,8% superior ao verificado em janeiro de 2018. Se excluídas dos cálculos as operações de comércio exterior com plataformas de petróleo, os investimentos teriam recuado 2,2% na margem e 1,5% na comparação com janeiro de 2018.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jan19

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou crescimento de 5,5% em janeiro, sendo o responsável pelo bom desempenho da FBCF no período. Assim como já havia ocorrido nos meses de fevereiro, julho, agosto e novembro do ano passado, esse resultado foi bastante influenciado pelas operações de comércio exterior envolvendo plataformas de petróleo, que podem incluir transações fictas devido ao regime aduaneiro especial do setor de petróleo. Excluindo as transações com plataformas, a consequência teria sido uma queda de 7,1%. De acordo com os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações caiu 28,4%, a importação de bens de capital cresceu 115,9% na margem.

O indicador de construção civil, por sua vez, permaneceu estagnado na comparação dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel terminado em janeiro caiu 0,8% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,1% na passagem de dezembro para janeiro.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho foi heterogêneo. Enquanto o Came cresceu 7,5% ante a janeiro de 2018, recuperando-se da queda no mês anterior (6%), a construção civil registrou variação negativa de 1,5%. Por fim, o componente outros cresceu 5,5% em relação a janeiro de 2018.

Gráfico indicador Ipea FBCF jan19

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – janeiro de 2019 Indicador aponta alta de 0,68% no mês

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,68% no mês de janeiro, atingindo um resultado bem superior ao observado em dezembro, quando registrou variação nula. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, verifica-se que o resultado de 2019 foi mais que o dobro do apontado em 2018 (0,30%), constituindo-se na quarta maior variação para um mês de janeiro desde o início da série histórica em 2013.

No acumulado dos últimos doze meses, o ICTI aponta alta de 2,96%, mantendo-se abaixo dos demais índices, a saber: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), como mostra a tabela 1.

ICTI janeiro-19_tabela 1

Na desagregação dos componentes do ICTI, nota-se que, no acumulado em doze meses, embora a energia elétrica tenha sido o grupo que apresentou a variação mais elevada (13,96%), a maior contribuição ao índice veio do segmento de demais despesas operacionais, cuja alta de 6,74% gerou um impacto de 1,21 p.p. Ainda dentro do escopo das maiores contribuições, destacam-se ainda o comportamento dos grupos “pessoal” e “serviços profissionais e outros”, com impactos de 0,65 p.p. e 0,53 p.p.

ICTI janeiro-19_tabela 2

Acesse aqui a planilha com a série completa do ICTI



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Boletim de expectativas

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Este boletim compila expectativas para algumas variáveis oriundas de diversas fontes: pesquisa Focus do Banco Central do Brasil (BCB); Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima); BM&FBovespa; e Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF)

A última edição comparou as expectativas como se apresentavam aproximadamente um mês antes do segundo turno das eleições com aproximadamente um mês depois. Agora, àquela comparação são adicionadas as expectativas em 22 de fevereiro último. Como anteriormente, é preciso levar em conta que muitos fatores influenciam as mudanças de visão dos agentes em relação ao futuro, como novos dados divulgados, o ambiente internacional e o interno.

Acesso o texto completo



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