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Demanda interna por bens industriais avança 2,5% em agosto

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea mensal de Consumo Aparente (CA) de bens industriais – definido como a produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou crescimento de 2,5% na comparação entre agosto e julho, na série com ajuste sazonal (ver tabela). O indicador também cresceu na comparação interanual, atingindo patamar 4,4% superior ao observado em agosto de 2016. Com isso, o ritmo de queda da variação acumulada em 12 meses voltou a arrefecer, passando de 1,6% para 0,7%. Este resultado, quando comparado à produção doméstica – medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do IBGE – que permaneceu praticamente estável no mesmo período (queda de 0,1%), voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção doméstica líquida de exportações avançou 1% em agosto, no comparativo contra o período anterior, as importações de bens industriais passaram por expressivo crescimento, com alta de 8,7% livre de efeitos sazonais, deixando perspectivas positivas para o desempenho da indústria nos próximos períodos.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_ago-17

Ao se considerar o consumo aparente por grandes categorias econômicas, com exceção dos bens intermediários – que recuaram 2,2% entre os meses de agosto e julho –, todas as demais registraram alta na comparação dessazonalizada. Entre elas, o destaque positivo voltou a ser a categoria bens de consumo duráveis, com alta de 6% na margem. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o crescimento também foi disseminado. Novamente a categoria de bens intermediários foi a única a registrar variação negativa sobre agosto de 2016.

Com relação às classes de produção, a extrativa mineral registrou o segundo avanço seguido na comparação com ajuste sazonal, com alta de 3,5% em agosto. A demanda por bens da indústria de transformação também acelerou o ritmo de crescimento, avançando 2,8% na margem. Ainda foi verificado um crescimento em 15 segmentos, de um total de 22, elevando o índice de difusão (que mede a porcentagem dos segmentos da indústria de transformação com aumento em comparação ao período anterior, após ajuste sazonal) para 68%, ante 59% em julho e 50% em agosto do ano passado. Entre aqueles com maior peso, contribuíram positivamente o de veículos automotivos, com alta de 6,9% na margem, e o de farmoquímicos, com expansão de 5,7%.

Na comparação interanual, 16 segmentos registraram variação positiva ante agosto de 2016, com destaque também para o consumo aparente de veículos automotivos (+26,2%). Por fim, em relação ao resultado acumulado em 12 meses, 11 segmentos já apresentaram variação positiva até o mês de agosto.

Gráficos_Indicador Ipea CA_ago-17

Acesse os dados do Indicador Ipea de Consumo Aparente



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Indicador Ipea Mensal de FBCF – agosto de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos voltam a apresentar crescimento na comparação interanual

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) manteve-se praticamente estável em agosto, apontando pequena queda de 0,1% em relação a julho de 2017, na série com ajuste sazonal. Mas, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu uma alta de 0,8%, após 13 meses consecutivos de quedas. No período de 42 meses iniciados em março de 2014, este indicador apresentou variação interanual positiva apenas duas vezes, a primeira em junho de 2016 (de 0,1%) e a segunda agora. No ano, o indicador ainda acumula queda, de 3,9%.

O desempenho dos dois principais componentes da FBCF voltou a ser heterogêneo. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou crescimento de 1,8% na margem, mais que compensando a queda de 0,9% registrada no período anterior. Entre os componentes do CAME, a produção doméstica de bens de capital avançou 1,4% em agosto. Por sua vez, as variáveis de comércio exterior apresentaram fraco desempenho na comparação dessazonalizada. Enquanto o volume de importações por este tipo de bem caiu 1,2% em agosto (após o forte crescimento de 12% no mês anterior), o volume exportado de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica para o cálculo do indicador, recuou 1,1%, na mesma base de comparação.

O destaque negativo voltou a ficar por conta do indicador de construção civil, que registrou retração de 2,3% em agosto, resultado que sucedeu duas variações positivas na série dessazonalizada. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção registrou queda de 4,5%, o Came cresceu expressivos 11% sobre o mês de agosto de 2016.

Tabela - Indicador Ipea FBCF ago17

Gráfico indicador Ipea FBCF ago17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Produto Potencial e Hiato do Produto: nível atual e projeções para 2018

Carta de Conjuntura nº 36

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior 

A importância da atual política monetária expansionista sobre o desempenho da economia no período 2017–2018 foi destacada na Visão Geral da Conjuntura. Há um certo consenso de que haveria espaço para esse tipo de estímulo monetário em virtude da presente ociosidade dos fatores produtivos, capital e trabalho. Há dúvidas, no entanto, sobre os níveis atual e futuro do grau de ociosidade da economia caso as projeções de retomada do crescimento se concretizem. Esta nota técnica visa esclarecer esses pontos por meio de atualizações dos indicadores Ipea de produto potencial e de hiato de produto. 

CC36_NT_Produto potencial_gráficos

Acesse o texto completo

Dados do Indicador Ipea de Produto Potencial



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Indicadores Ipea Trimestrais de Estoque de Capital e de Investimento Líquido

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior

O Indicador Ipea trimestral de estoque de capital é estimado por meio de uma atualização da série anual estimada pelo Ipea para o período 1950-2008 pelo método do estoque perpétuo – descrito por Morandi e Reis (2002) – e da desagregação temporal dos dados anuais para trimestrais foram feitos com base na distribuição da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) ao longo dos trimestres. A atualização e a desagregação temporal foram feitas a partir dos dados do Sistema de Contas Nacionais – Referência 2010 (SCN 2010) do IBGE e dos dados do SCN Trimestral (SCNT 2010). Já as projeções para o período até o final de 2018 são feitas com base no cenário definido na Visão Geral da Conjuntura. 

O investimento líquido, que é a parcela dos investimentos que aumenta a capacidade produtiva da economia, é calculado por meio da subtração do valor da FBCF pelo valor da depreciação (ver Gráfico 1). Como mostra o gráfico 2, a volatilidade da taxa de crescimento do investimento líquido é, consideravelmente, maior que a do investimento bruto, apesar de as tendências serem as mesmas. A explicação é que, à medida que o estoque líquido de capital aumenta, o valor da depreciação (mantida a mesma taxa de depreciação) também se eleva – independentemente do que ocorre com o investimento bruto. A queda esperada de 2,5% da FBCF para este ano, por exemplo, deve resultar numa queda de 17,1% do investimento líquido – variação bem menor que as duas consecutivas de mais de 38% nos anos de 2015 e 2016. Para o ano que vem, a alta esperada de 4,2% para a FBCF deve gerar um crescimento de 19,3% do investimento líquido. 

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Acesse aqui a planilha com os dados do Indicador Ipea trimestral de estoque de capital



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Visão Geral de Conjuntura

Carta de Conjuntura nº 36

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior, Paulo Mansur Levy e Marco Antônio F. de H. Cavalcanti

Após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no início de setembro – que apontou um crescimento de 0,2% na comparação dessazonalizada com o trimestre anterior e de 0,3% ante o segundo trimestre de 2016, a primeira variação interanual positiva depois de 12 trimestres – teve lugar um processo de revisão ampla das projeções de crescimento para este ano e o próximo. Na véspera da divulgação, as medianas das projeções de mercado (captadas pelo Boletim Focus do Banco Central do Brasil – BCB) indicavam crescimento de 0,4% em 2017 e 2,0% em 2018. Passadas três semanas, essas projeções passaram a 0,68% e 2,3%, respectivamente, refletindo tanto o próprio resultado divulgado quanto a mudança de percepção em relação às possíveis consequências do aumento recente da incerteza política, que vem se mostrando menos deletério, do ponto de vista econômico, do que as avaliações iniciais indicavam. O Grupo de Conjuntura do Ipea também reviu suas projeções condicionais a um cenário de relativa estabilidade macroeconômica, a ser detalhado nesta seção da Carta de Conjuntura. Para 2017, o Grupo projeta um crescimento de 0,7%, em linha com as previsões de mercado; para 2018, espera-se que o crescimento aumente para 2,6%, mais que a mediana das projeções do mercado. Inicialmente, esta seção apresenta uma resenha da conjuntura econômica brasileira, que serviu de base para a elaboração do cenário para o período de 2017/2018; em seguida, são discutidas as projeções macroeconômicas.

CC36_Visão Geral_Tabela 2

CC36_Visão Geral_Tabela 3

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Impactos Macroeconômicos da Expansão do Crédito no Brasil: o período 2001-2011

Por Napoleão Silva e Eduardo Zilberman

No período 2001-2011 tivemos um forte aumento do crédito privado no Brasil, que passou de 27,2% para 51,6% do produto interno bruto (PIB). Além disso, o crédito privado com recursos livres (com taxas de juros livremente negociadas no mercado, sem subsídios e sem direcionamento) passou de 15% para 30% do PIB. Neste Texto para Discussão, buscamos analisar os efeitos macroeconômicos do aumento do crédito com recursos livres no Brasil no período 2001-2011, tendo como meta principal avaliar os impactos do aumento do crédito sobre o PIB per capita. Para tanto, utilizamos uma versão do modelo de crescimento neoclássico com agentes heterogêneos, restrições de crédito e escolha ocupacional, calibrada para a economia brasileira em 2001, e simulamos, no modelo, o aumento do crédito com recursos livres ocorrido no período. Nossos resultados mostram impactos significativos do aumento do crédito para as firmas sobre o PIB per capita. No exercício realizado, o aumento no crédito com recursos livres para as firmas de 9,5%, em 2001, para 15% do PIB, em 2011, gerou um aumento de 1,5% no PIB per capita no período. Além disso, o aumento do crédito também gerou impactos significativos sobre o consumo, a produtividade total dos fatores e sobre o estoque de capital.

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Atividade Econômica: indicadores mensais

Carta de Conjuntura nº 36

Por Leonardo Mello de Carvalho

Embora as questões de natureza fiscal ainda permaneçam como condicionantes da trajetória de médio e longo prazo, o bom desempenho observado nos índices mensais de atividade ao longo de 2017 corrobora o diagnóstico de recuperação gradual da economia. De acordo com o Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais, o crescimento foi bastante disseminado em julho, chegando a 64% dos segmentos na série com ajuste sazonal. Este bom desempenho tem se refletido positivamente no comportamento da indústria, que, segundo o Indicador Ipea de Produção Industrial, deve apresentar nova expansão na margem em agosto, com alta de 0,2% na margem – que seria a quinta alta consecutiva. Na comparação interanual, a previsão também é de crescimento, com expansão prevista de 5,3% sobre agosto de 2016.

A evolução da produção industrial, que vinha sendo estimulada especialmente pelo crescimento das exportações, passou a refletir também uma melhora na demanda doméstica nos últimos meses. Após registrar alta de 2,1% no trimestre móvel terminado em julho, quando comparado com o trimestre terminado em abril, o Indicador Ipea de Comércio prevê novo avanço das vendas no varejo em agosto, que teriam crescido 2,6% na margem. O aumento dos níveis de ocupação no mercado de trabalho nos últimos meses, acompanhado da recuperação do poder de compra dos salários – como explicado detalhadamente na seção de Mercado de Trabalho desta Carta de Conjuntura –, a redução das taxas de juros e a liberação de recursos do FGTS explicam boa parte dessa retomada da demanda.

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Demanda interna por bens industriais recua 0,3% em julho

Por Leonardo Mello de Carvalho 

O Indicador Ipea mensal de Consumo Aparente (CA) de bens industriais – definido como a produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou queda de 0,3% na comparação entre julho e junho, na série com ajuste sazonal (ver tabela). Apesar dessa pequena acomodação na margem, o indicador cresceu na comparação interanual, atingindo patamar 1,7% superior ao observado em julho de 2016. Com isso, o ritmo de queda da variação acumulada em 12 meses voltou a arrefecer, passando de 2,6% para 1,6%. Quando comparado à produção doméstica, medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do IBGE, que apresentou uma queda um pouco menor no mesmo período (de 1,1%), este resultado voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. A diferença entre as duas taxas, no entanto, segue se reduzindo. Nessa mesma base de comparação, enquanto as exportações acumularam alta de 2,8% nos 12 meses terminados em julho de 2017, o volume importado de bens industriais aumentou 3,6% – terceira variação positiva após 33 meses. 

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_jul-17

Ao se considerar o consumo aparente por grandes categorias econômicas, com exceção do setor bens de capital – que recuou 3,6% entre os meses de julho e junho –, todas as demais registraram alta na comparação dessazonalizada. Entre elas, o destaque positivo ficou por conta da categoria bens de consumo duráveis, cuja alta de 2,7% na margem devolveu parte da queda registrada no mês anterior. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, a alta também foi disseminada. Com exceção do setor de bens intermediários, todas as demais categorias registraram variação positiva sobre julho de 2016. 

Com relação às classes de produção, a extrativa mineral interrompeu dois meses de queda na comparação com ajuste sazonal, registrando alta de 1,2% em julho. Já a demanda por bens da indústria de transformação ficou virtualmente estável, com pequena queda de 0,2% na margem. Ainda, foi verificado um crescimento em 14 segmentos, de um total de 22, o que levou o índice de difusão (que mede a porcentagem dos segmentos que compõem a indústria de transformação que tiveram aumento na comparação com o período anterior, após ajuste sazonal) para 64%, ante 45% em junho e 18% em julho do ano passado. Entre aqueles com maior peso, contribuíram positivamente o de produtos alimentícios, com alta de 5,5% na margem, e o de máquinas e equipamentos, com expansão de 5,9%. 

Esse comportamento positivo do segmento de máquinas e equipamentos, que segue a classificação por origem definida pela CNAE 2.0, contrasta com a queda registrada pelo consumo aparente de bens de capital (-3,6%), cuja definição segue a divisão por categorias de uso. Sendo assim, diferentemente do que aconteceu com o consumo aparente de bens de capital, o resultado do segmento máquinas e equipamentos em julho não sofreu o impacto negativo provocado pela exportação de uma plataforma de petróleo, produto que é classificado pela CNAE como Outros Equipamentos de Transporte. 

Na comparação interanual, 12 segmentos registraram variação positiva ante julho de 2016. Por fim, em relação ao resultado acumulado em 12 meses, dez segmentos já apresentam variação positiva até o mês de julho, com destaque para o de veículos automotores, reboques e carrocerias e para o de produtos químicos, que registraram crescimento de 5,3% e 2,4%, respectivamente. 

Gráficos_Indicador Ipea CA_jul-17



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Mercado de Trabalho

Carta de Conjuntura nº 36

Por Maria Andréia Parente Lameiras e Sandro Sacchet de Carvalho

Esta seção da Carta de Conjuntura traz informações detalhadas sobre o mercado de trabalho, inclusive com análises de transições desagregadas por faixa etária, grau de instrução e vínculo empregatício.

De um modo geral, a melhora recente da ocupação é decorrente tanto de um aumento no número de pessoas que conseguiram uma vaga no mercado de trabalho quanto de uma queda do número de ocupados que perderam os seus empregos. De acordo com os microdados extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no segundo trimestre de 2017, 31,7% dos trabalhadores que estavam desocupados no trimestre anterior, conseguiram retornar ao mercado de trabalho, ou seja, uma expansão de quase 3 pontos percentuais (p.p.) quando comparada ao observado no mesmo trimestre de 2016. Na outra ponta, o percentual de pessoas ocupadas que perderam seus postos de trabalho recuou de 3,6% no segundo trimestre do ano passado para 3,4% nesse mesmo período de 2017. 

Embora esse crescimento da ocupação tenha ocorrido no mercado informal, os dados recentes mostram que o setor formal da economia também sinaliza um movimento de recuperação, seja reduzindo o ritmo de demissões, seja expandindo os seus rendimentos a taxas superiores às dos demais. No segundo trimestre de 2017, de todos os trabalhadores que transitaram da ocupação para a desocupação, 32% estavam empregados no mercado formal, percentual este que é 10 p.p. menor que o observado há dois anos. Adicionalmente, a alta de 3,6% dos salários pagos pelo setor privado com carteira assinada é maior que a dos informais, que teve queda de 2,9%,  e a dos trabalhadores por conta própria, que recuou 1,2%.    

Ainda de acordo com a análise dos microdados da PNADCos movimentos recentes do mercado de trabalho brasileiro ratificam a constatação de que a crise econômica enfrentada pelo país vem atingindo com maior intensidade os mais jovens, que têm, simultaneamente, mais dificuldade de conseguir emprego e mais chance de ser mandado embora.

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Como será calculada a TLP (que substituirá a TJLP)

Carta de Conjuntura nº 36

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

A Taxa de Longo Prazo (TLP), que substituirá a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos financiamentos do BNDES, será composta por uma parte prefixada e uma pós-fixada. A parte pré será obtida do prazo de cinco anos da estrutura a termo da taxa de juros, que tem sido analisada neste boletim de expectativas; e a parte pós será a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Haverá uma fase de transição, com duração de cinco anos, durante a qual será aplicado um redutor à parte dos juros reais prefixados, de maneira que a TLP comece, no primeiro ano de vigência, próxima à TJLP e chegue ao quinto ano sem redutor, proporcionando, assim, uma transição suave. Neste texto, o cálculo da TLP e o do redutor são descritos e são feitos alguns exercícios ilustrativos. Além da primeira seção sobre a TLP, uma segunda seção traz as expectativas recentes para a inflação e os juros, de acordo com a coleta do sistema de expectativas do Banco Central do Brasil (BCB) e com cotações de mercado.

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