Todos os posts de José Ronaldo de Castro Souza Júnior

A Política Fiscal e o Teto dos Gastos Públicos

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior, Paulo M. Levy, Felipe dos Santos Martins, Adriana C. Baca e Francisco Eduardo de L. A. Santos

A estratégia de política fiscal em curso caracteriza-se por um ajuste gradual do desequilíbrio estrutural das contas públicas – somente em meados dos anos 2020 é que se voltará a ter superavit primários. O cumprimento do teto de gastos é a âncora que vem permitindo corrigir aos poucos os desequilíbrios nas contas públicas e manter a credibilidade da política fiscal apesar de a dívida pública continuar em elevação. Propostas sugerindo a flexibilização do teto, ainda que partindo da constatação correta de que, segundo as regras atuais, seu cumprimento poderá se tornar inviável devido ao aumento das despesas obrigatórias e à redução do espaço fiscal para despesas primárias discricionárias, ignoram os efeitos negativos que a medida poderia ter sobre as expectativas e sobre a própria trajetória de redução dos juros que se desenha para os próximos meses. Além disso, novas reformas econômicas podem atenuar o crescimento das despesas obrigatórias e, por conseguinte, ampliar o espaço para as despesas discricionárias. Nesta nota, algumas dessas possíveis medidas são mencionadas.

Acesso o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de Hiato do Produto – 2º Trim./2019 Grau de ociosidade da economia brasileira está em 3,0%

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior

O Indicador Ipea de Hiato do Produto, calculado com base na metodologia da função de produção descrita em Nota Técnica da Carta de Conjuntura nº 36, estima que o PIB está 3,0% abaixo de seu potencial.

Grafico Hiato

Acesse aqui a série completa do Indicador Ipea de Hiato do Produto



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – julho de 2019 Demanda interna por bens industriais avançou 2,6% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna não exportada acrescida das importações – registrou alta de 2,6% na comparação entre os meses de julho e junho, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu um recuo de 0,2% no período anterior, o trimestre móvel terminado em julho encerrou com crescimento de 1,8% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna líquida de exportações cresceu 1,1% na margem em julho, as importações de bens industriais registraram alta de 8,9%.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais avançou 1,2% contra julho do ano passado. O resultado superou o desempenho apresentado pela produção industrial (queda de 2,5%), mensurada pela PIM-PF do IBGE. Com isso, o trimestre móvel mostrou crescimento de 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou variação negativa (-1,1%), com desempenho próximo ao exibido pela produção industrial (-1,3%).

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_jul-19 Gráfico_Indicador Ipea CA_jul-19

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação por faixa de renda – agosto/2019 Em agosto, inflação dos mais pobres foi de 0,12%, contra 0,08% das famílias de maior poder aquisitivo

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em agosto, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, refletindo um quadro deflacionário ainda mais intenso dos alimentos e transportes. Observa-se, no entanto, que, na desagregação por classes de renda, a inflação das famílias mais pobres (0,12%) registrou alta maior que a das faixas de renda mais alta (0,08%), influenciada, sobretudo, pelo aumento do grupo habitação. De fato, a análise da inflação dos mais pobres mostra que, se por um lado, a queda nos preços dos tubérculos (-10,7%), das verduras (-6,5%), das carnes (-0,75%) e dos leites e derivados (-0,30%) constituíram-se nos principais pontos de alívio do grupo alimentação, por outro, as altas de itens de grande peso na cesta de consumo desse segmento, como energia elétrica (3,85%), aluguel (0,63%) e taxa de água e esgoto (1,34%), geraram um forte impacto sobre o grupo habitação (tabela 2). Em contrapartida, embora o efeito da queda dos preços dos alimentos tenha sido menor na inflação das faixas de renda mais alta, não só o reajuste das tarifas de energia pesou menos no orçamento dessa classe, mas também a deflação de 15,7% das passagens aéreas possibilitou uma contribuição ainda mais favorável do grupo transportes, implicando um alívio adicional sobre a inflação dessas famílias.

Inflação por renda_ago-18_tabela Inflação por renda_ago-19_gráficos

Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de ago./2019

Acesse a série histórica completa



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O PIB avançou 0,4% no segundo trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior livre de efeitos sazonais, e 1% na comparação interanual, em linha com a previsão da Visão Geral da Carta da Conjuntura divulgada em junho. Embora o ritmo de crescimento da atividade econômica continue lento, o resultado representou uma aceleração em relação aos dois trimestres anteriores, quando o PIB permaneceu virtualmente estagnado, afastando a possibilidade de recessão técnica. O crescimento do segundo trimestre aumentou o carry-over para 2019, que passou de 0,2% para 0,6%. Isso significa que, caso permanecesse estagnado nos próximos dois trimestres, o PIB fecharia o ano com alta de 0,6%.CC44_Atividade-PIB_tabelaCC44_Atividade-PIB_gráfico

Acesso o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Economia Agrícola

Por Ana Cecília Kreter e José Ronaldo de C. Souza Júnior

A previsão do Grupo de Conjuntura da Dimac do Ipea para o PIB do setor agropecuário é de crescimento de 0,5% em 2019 e de uma aceleração para 2% em 2020. Por componente, a previsão para 2019 é de alta de 0,2% no valor adicionado da lavoura e de 2,3% no valor adicionado da pecuária. Os segmentos que mais devem contribuir para o resultado positivo no valor adicionado da lavoura são os de produção de milho e algodão, com aumento previsto de 21,4% e 32,5%, respectivamente, no volume produzido no ano. As culturas de soja e café́, por outro lado, devem registrar desempenho negativo em 2019, com quedas previstas de 4,0% e 13,1%, respectivamente. Em relação à pecuária, todos os segmentos devem fechar o ano com crescimento. Para o ano de 2020, as primeiras informações indicam que o setor deve apresentar resultados superiores ao esperado para 2019. Estimativas preliminares da Conab sugerem que as safras de soja e arroz devem crescer 6,0%, 6,1%, respectivamente. A safra de milho, que vem sendo destaque no ano de 2019, deve se manter estável segundo as mesmas estimativas. Por outro lado, o algodão deve apresentar queda de 6,0% no volume produzido.​

Gráficos Economia agrícola - CC44

Esta seção conta ainda com a análise detalhada feita pelo Cepea da USP dos mercados e preços agropecuários domésticos e com uma subseção de crédito rural, que apresenta o fechamento do ano safra 2018/2019, as condições de crédito e o Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020.

Acesso o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – junho de 2019 Demanda interna por bens industriais recuou 0,5% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações acrescida das importações – registrou queda de 0,5% na comparação entre os meses de junho e maio, na série com ajuste sazonal. Apesar desse resultado, que interrompeu dois avanços consecutivos, o segundo trimestre de 2019 encerrou com alta de 0,7% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna líquida de exportações cresceu 0,2% na margem em junho, as importações de bens industriais registraram queda de 1,6%.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais recuou 6,8% contra junho do ano passado. O resultado foi pior que o desempenho apresentado pela produção industrial (queda de 5,9%), mensurada pela PIM-PF do IBGE. Com isso, o segundo trimestre apresentou queda de 1,6% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou variação negativa, embora num ritmo menos intenso (-0,4%) que o apresentado pela produção industrial (-0,8%).

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_jun-19Gráfico_Indicador Ipea CA_jun-19

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Setor Externo

Por Marcelo José Braga Nonnenberg

Entre junho deste ano e junho do ano passado, enquanto o Indicador Ipea de Taxa Efetiva Real de Câmbio (TERC) ponderada pelas exportações e deflacionada pelo Índice de Preços por Atacado (IPA) sofreu valorização de 6% e a deflacionada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 2%, a taxa nominal real/dólar se desvalorizou em 2,3%. Quando se examinam as TERCs ponderadas pelas importações totais, verifica-se uma valorização de 6% quando deflacionadas pelo IPA e de 2% quando deflacionadas pelo INPC.

Tabela 2 - Setor externo Tabela 1 - Setor externo

Esta seção analisa também o desempenho recente da balança comercial; dos índices de preços e de volume do comércio exterior; e do balanço de pagamentos.



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de FBCF – junho e segundo trimestre de 2019 Investimentos avançam 0,7% em junho, encerrando o segundo trimestre de 2019 com alta de 2,3%

Por Leonardo Melo de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 0,7% em junho em relação a maio de 2019, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o indicador de investimentos, também ajustado sazonalmente, encerra o segundo trimestre registrando avanço de 2,3% sobre o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 3,2% superior ao verificado em junho de 2018. Já na comparação do segundo trimestre de 2019 com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou expansão de 5,3%. Com isso, o resultado acumulado em doze meses ficou em 4,3%.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jun19

 O consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou alta de 0,5% em junho em relação ao mês anterior. Enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos caiu 0,8% no mês, a importação subiu 1,2%. Com o resultado de junho, os investimentos em máquinas e equipamentos encerraram o segundo trimestre com crescimento de 5,9% e, no acumulado em doze meses, com uma expansão de 10,5%.

 O segmento de construção civil, por sua vez, avançou 0,8% em junho, resultado que sucedeu a alta de 0,7% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o segundo trimestre de 2019 avançou 0,6% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor segue com fraco desempenho, registrando queda de 1,2%.

 Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,3% na passagem de maio para junho, encerrando o segundo trimestre com alta de 2,6%.

 Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho mensal foi generalizado. Enquanto o segmento nacional de máquinas e equipamentos registrou aumento de 3% em junho, a construção civil registrou variação positiva de 2,3%. O componente outros, por sua vez, atingiu um patamar 6,3% superior ao observado em junho de 2018.

Gráfico indicador Ipea FBCF jun19

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação por faixa de renda – junho/2019

Por Maria Andréia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou, em junho, pelo terceiro mês consecutivo, desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para as de renda mais baixa, que, beneficiadas sobretudo pelo comportamento do grupo alimentos e bebidas, apontaram a primeira deflação desde novembro de 2018 (tabela 1). Embora menos generalizada e com intensidade inferior à observada em maio, a queda no preço dos alimentos, notadamente de itens importantes como cereais (-4,5%), frutas (-6,1%) e massas e farinhas (-0,75%), foi o maior fator de alívio inflacionário para as famílias mais pobres, sendo o principal responsável pelas deflações de 0,03% e 0,02% apresentadas pelas faixas de renda muito baixa e baixa, em junho, respectivamente. Ainda que em menor proporção, os recuos nas tarifas de energia elétrica (-1,1%), do gás de botijão (-0,48%) e da gasolina (-2,0%) também impactaram negativamente a inflação dos mais pobres, gerando contribuições negativas de 0,01 ponto percentual (p.p.) dos grupos habitação e transportes, anulando, inclusive, as altas de 0,38%, 1,6% e 0,39% dos preços dos aluguéis e das tarifas de água e esgoto e ônibus urbano, respectivamente. Em contrapartida, a forte alta de 1,5% nos preços dos artigos de higiene pessoal fez com que o grupo saúde e cuidados pessoais gerasse uma contribuição de 0,06 p.p. para a inflação, o que impediu uma deflação mais expressiva para as famílias mais pobres.

Inflação por renda_jun-19_tabelaInflação por renda_jun-19_gráficos

Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de jun./2019

Acesse a série histórica completa



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------